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      FD
    •   agradecimentos
    • 22 Janeiro 2010

     # 1

    Aqui, é a outra parte que escreve. ;)

    Para os profissionais, o que é e como se deve comportar um bom dono de obra?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: goltimuse
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  2.  # 2

    DURANTE A OBRA, o Dono-de-Obra:
    1. Deve ter um técnico (engenheiro / arquitecto, de preferência Arquitecto e com experiência de obra) a coadjuvá-lo.
    2. idem,
    3. aspas.
    4. Deve pagar a tempo e horas (já estamos fartos do "acabaram-se-me os cheques" e "eu faço a transferência ainda esta manhã").
  3.  # 3

    Saber o que quer, estando aberto a sugestões.
  4.  # 4

    Fica para mais logo que se escrevo agora desanco toda a gente,
    • naar
    •   agradecimentos
    • 22 Janeiro 2010

     # 5

    Pagar! (mesmo que não seja pontual, pelo menos que pague:))
    Ser pontual nas reuniões! (os empreiteiros também gostam de ter hora de almoço e chegar a horas de jantar:))
    Decidir hoje o que poderia decidir amanhã! (essa do, "eu amanhã vejo isso com mais calma e depois telefono" e entretanto esquece-se, tem que acabar:))
    Saber que quando se parte também se tem que pagar! (esta normalmente é para aqueles que poupam no Arquitecto :))
    Saberem que as alterações normalmente são trabalhos a mais e raramente a menos! (e não é o empreiteiro que lhe quer "dar a volta":))
    Saberem que inteligente é aquele que não acha os outros "parvos"!

    E assim de repente! É tudo :)
    Estas pessoas agradeceram este comentário: dunio9
  5.  # 6

    Pela parte que me toca e como hoje estou muito corrosivo, aqui vai algumas das qualidades de um bom cliente:

    1º - Paga a tempo e horas
    2º - Têm um projecto de execução com os trabalhos bem definidos
    3º - Toma decisões em tempo útil, isto é, 6 semanas antes da actividade se iniciar
    4º - Não emprenha pelos ouvidos e muda de opinião todos os dias
    5º - Não nos trata como aldrabões, porque como se sabe, todos os empreiteiros são uns ladrões
    6º - Não me pede um orçamento todo catita para depois adjudicar ao zé da esquina
    7º - Não me faz gastar tempo em reuniões para optimizar o seu projecto e depois adjudica ao zé da esquina
    8º - Não me mete um fiscal "disco riscado" em obra que apenas sabe responder: "faça de acordo com o projecto"
    9º - Não se mete em aventuras para as quais não têm asas (€€€)
    10º - Sabe que o empreiteiro não trabalha gratuitamente para que sua eminência tenha uma mansão para mostrar aos amigos
    11º - Aceita que o empreiteiro além de não trabalhar gratuitamente também precisa de dinheiro para viver.
    12º - Não se arma em parvo com atitudes: Eu é que tenho dinheiro, se quer fazer ou baixa as calcinhas ou adjudico a outro.
    13º - Até prova em contrário, trata-me com respeito.

    Sabem qual a verdadeira razão porque nunca identifiquei a minha empresa? porque sei que metade dos chico espertos que por aqui aparecem, me iriam bater à porta, fazer-me perder tempo a propor soluções e orçamentos alternativos para não pagarem aos arquitectos e aos engenheiros e quando tudo estivesse pronto, adjudicavam ao zé pedreiro cujo único encargo é uma carrinha de caixa aberta cheia de pessoal ilegal e uns teriam a pouca vergonha de me dizer que era muito caro, a maioria nem o telemóvel atendia.

    Acham duro? 90% dos clientes hoje encaixam-se nesta descrição, é por isso que muitos de nós só respondem a clientes conhecidos, ninguém está para andar a trabalhar para os outros.

    Sabem como resolvi a questão?
    1º - Não responde a orçamentos sem projecto ou mapa de quantidades
    2º - Se tiver de o fazer, cobro um valor que será restituído em caso de adjudicação.

    Existe demasiados arquitectos no desemprego porque os nossos clientes têm a mania que são muitos espertos e resolvem poupar uns trocos.

    O cliente define o que quer
    O arquitecto dá-lhe forma
    o engenheiro calcula
    e empreiteiro executa
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Nuno Oliveira, naar, aprendiz2, C3R3J0, dunio9
    • eu
    •   agradecimentos
    • 22 Janeiro 2010

     # 7

    PauloCorreia, quando um cliente pede 10 orçamentos, é óbvio que 9 orçamentistas vão trabalhar para o boneco.
  6.  # 8

    Colocado por: euPauloCorreia, quando um cliente pede 10 orçamentos, é óbvio que 9 orçamentistas vão trabalhar para o boneco.

    se for só o orçamentista faz parte das regras do jogo, ganhamos um em 20, agora se lhe fizer o projecto e lhe der a solução, já não é aceitável
    • eu
    •   agradecimentos
    • 22 Janeiro 2010

     # 9

    Colocado por: PauloCorreiaagora se lhe fizer o projecto e lhe der a solução, já não é aceitável

    E porque raio faz o projecto e dá a solução ? ;)

    1 em 20 ? Imagino a frustração que é trabalhar imensas horas num orçamento... para o boneco.
  7.  # 10

    Colocado por: PauloCorreiaº - Paga a tempo e horas


    Temos que fazer uma lista para as entidades bancarias!!! É que hoje em dia os bancos emprestam tudo e mais algo....chega a horinha H e nepia!!!!! Mas tambem não posso reclamar que acabei de pedir avaliação e até libertaram uma tranche jeitosa, mas tambem tenho colegas com menos sorte!!
  8.  # 11

    Colocado por: eu
    E porque raio faz o projecto e dá a solução ? ;)

    Porque o cliente chega e diz: Olhe preciso de mudar uma cobertura, mas não sei bem como fazer.... e a partir dai ou entramos no jogo ou não.

    Imagine as pessoas que vêm aqui pedir opiniões e a fazerem exactamente o mesmo que fazem aqui. A maioria chega pede opiniões, faz a obra e nem sequer volta cá para dar algum feedback agradecer ou o que quer que seja. Mas aqui, só responde quem quer, numa empresa fartamo-nos de trabalhar, para depois agarrarem no nosso trabalho de borla e irem ao zé da esquina.

    Já tiveram a pouca vergonha de me mandarem os meus próprios mapas de trabalhos para eu orçamentar. Nos condomínios é mato, muda o administrador, não sabe a quem foi pedido (apagaram os logotipos) e pedem a quem fez.

    Ou então agarram no meu orçamento e chegam ao amigo e dizem: Se baixares 10% a obra é tua. Claro que ele baixa, mas quem deu soluções fui eu. Quando topo estes artistas, até lhes armo uma ratoeira. Meto preços anormalmente baixos (-35% por exemplo) e mando. O gajo que baixar 10% nunca mais se esquece com o dinheiro que lá perde.

    Cheguei ao ponto de orçamentar 25 lojas num centro comercial e não ganhar nenhuma. Mais tarde tive acesso por prtas e travessas a alguns dos orçamentos das empresas que ganharam e era um mimo. Houve uma que baixou sempre 10.24% em 4 lojas.

    Colocado por: aprendiz2
    e é para quem quer,as coisas não caiem do "céu"!!

    Eu conheço as regras do jogo mas permito-me ir a jogo, apenas quando quero. Andar a trabalhar para encher é que não. Quando os arquitectos lhes pedem dinheiro para um projecto em condições dizem que é caro e não fazem para poupar dinheiro e depois querem que a gente os sirva? por alma de quem? Filhos tenho 3, não preciso de mais

    Depois não se queixem que não obterem orçamentos junto dos empreiteiros e ainda mandam bocas do tipo: "há crise, há crise mas nem sequer respondem". Pois não, vê-se logo o que vai ser.

    Aparecam com um projecto em condições, devidamente definido e com mapa de quantidades e respondo, senão delete e mando um email a informar que por excesso de trabalho não me é possível responder se estiver bem disposto (o que é raro)
  9.  # 12

    Aqui há uns anos pedi orçamentos a vários subempreiteiros de várias especialidades (2 a 4 por especialidade), numa zona do País em que nunca tinha trabalhado.

    No final, depois de tudo negociado e acordado, enviei uma carta a agradecer o cuidado posto no orçamento, etc., etc., aos que foram preteridos.

    Alguns telefonaram-me, sensibilizados, porque NUNCA tinham recebido uma carta a agradecer o tempo perdido num orçamento que não foi adjudicado.
    Concordam com este comentário: Maria Coreia
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Maria Coreia
  10.  # 13

    Colocado por: aprendiz2luis

    isso significa "profissionalismo" (experiência de vida),de certeza que se fosse o contrario você também ficaria agradado!!


    Boas

    Não diria "profissionalismo" - experiência de vida, mas sim como já referi em um outro post; Vai do intimo de cada um, em que se pensa no próximo e pelo menos se retribui com um pequeno gesto por todo o tempo e trabalho que nos foi dispensado.
    •  
      MRui
    •   agradecimentos
    • 23 Janeiro 2010

     # 14

    Bom... vamos lá por partes: numa obra, o único possível aldrabão é o dono da obra?
    É possível, mas pela minha experiência, correntemente, o inverso é mais verdade.

    Estou com vontade de arranjar caldeirada com esta afirmação? Não! Estou com vontade que se esclareça.

    Quando cheguei a este tópico, fiquei estupefacto. Apesar de, pelo seu início, me parecer ter sido "partido" de outro tópico qualquer (que infelizmente não acompanhei) e de os participantes serem na sua maioria pessoas que muito considero, não compreendi nem compreendo este "fundamentalismo" (mesmo sabendo o título do tópico). Melhor, só o entendo como desabafos que todos precisamos de ter.

    Todos têm deveres, mas também têm direitos. Incompridores ou aldrabões, existem em ambos os lados da "barricada". Mas, muitas vezes, essas situações acontecem por mal entendidos. Mal entendidos/incompetência, muitas vezes, originados pelos "profissionais".
    Os clientes (vulgo, particulares), na sua esmagadora maioria (descontando os chico-espertos aludidos nos post's anteriores), não percebem nada de obras. Os profissionais, muitas vezes, acham que os clientes têm a obrigação de perceber de obras e omitem muitas coisas por conta disso. Depois, nesses casos, é o que se sabe: ninguém se entende.

    É muito fácil dizer que o cliente tem de ter isto, fazer aquilo e aqueloutro, quando se sabe por experiência que o cliente por mais boa vontade e interesse que tenha, de per si, não tem conhecimentos nem capacidades para isso. Pela simples razão que não é profissional da "coisa", nem a "coisa" se aprende em dois dias na net. O cliente pode ser ignorante, mas o profissional tem o dever de o esclarecer e antever as consequências do seu desconhecimento. Infelizmente, o que acontece muitas vezes é o profissional da arquitectura desculpar-se com o profissional da engenharia que por sua vez se desculpa com o profissional da empreitada que por sua vez se desculpa com o profissional de determinada especialidade e por aí fora. Muitas vezes o cliente paga e fica sujeito a isto. Muitas vezes o cliente paga a todos os profissionais supostamente necessários à boa realização da sua obra e fica com uma obra deficiente.

    Há clientes chico-espertos, que não pagam, que não cumprem as suas obrigações? Há!

    E o inverso?
  11.  # 15

    Colocado por: MRuiBom... vamos lá por partes: numa obra, o único possível aldrabão é o dono da obra?
    É possível, mas pela minha experiência, correntemente, o inverso é mais verdade.
    Pois eu estou convencido do contrário. É menos verdade.
    Uma pessoa que tem um negócio, não pode ser SEMPRE o único aldrabão.
    Ouço MUITO mais queixas de quem tem dinheiro a haver... e quando alguém se me queixa do construtor, apesar de não duvidar da verosimilidade, a boa verdade é que, geralmente, só ouço a versão do dono-de-obra.
    A mim nunca me puseram um processo por não ter construído como devia, e eu já tive alguns contra donos-de-obras aldrabões.
    E aviso já: NUNCA perdi um processo.

    Suponha que durante a construção de uma moradia o dono-de-obra foi um chato da pior espécie, a dificultar e atrasar os pagamentos, a pôr em causa tudo o que era feito, etc. Se após a conclusão descobrem que há um interruptor defeituoso, uma gaveta empenada, uma infiltração por caleira entupida com um ninho, etc. QUE VONTADE de fazer a reparação de forma expedita tem o construtor?!?

    Quanto ao resto, acho que a minha mensagem, lá em cima, responde a tudo. O dono-de-obra não precisa de saber de obras. Rodeie-se de (e pague a) quem perceba.
    A maior queixa que tenho dos clientes (e, pelos vistos, não sou o único) é a facilidade com que acham que são os construtores que têm de lhes pagar as obras, que têm de fazer consultoria, e que os trabalhos de desfazer (demolir) e tornar-a-fazer não têm custos ("desvie-me esta parede 10cm para esquerda, fachefavor").
    Estas pessoas agradeceram este comentário: naar
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  13.  # 16

    Boas

    Bom... vamos lá por partes: numa obra, o único possível aldrabão é o dono da obra?
    É possível, mas pela minha experiência, correntemente, o inverso é mais verdade.

    Nem uma coisa nem outra. Há de tudo, como na farmácia.
    Em todo o caso há uma diferença fundamental:
    - o dono da obra pode recolher informações sobre os empreiteiros que concorrem à obra, estes terão já um historial tanto mais longo quanto maior for o seu tempo de actividade.
    - o empreiteiro não dispõe da mesma facilidade em relação ao cliente, pelo que na maior parte das vezes tem que agir com base na confiança.
    Na minha opinião, também é verdade que muitos clientes fazem do empreiteiro um financiador involuntário da obra. Conheço muiiitos casos em que no final da obra o dono da obra pura e simplesmente manda o empreiteiro esperar pelo último pagamento alegando que o banco só liberta a última tranche após a obtenção da licença de utilização. Para não falar dos pagamentos intercalares, sempre atrasados porque " o banco ainda não libertou o dinheiro " ou " o banco avaliou os trabalhos já efectuados num valor menor que o necessário ". No entanto quando se trata de escolher materiais ou equipamentos cujo fornecimento não é da responsabilidade do empreiteiro é ver o dono da obra, que até alega um apertado controle financeiro para discutir, adiar e protelar o pagamento de trabalhos não previstos mas necessários em face de alterações por ele pedidas, pagar alegremente contra entrega o revestimento XPTO ou a cozinha com design de autor que substitui a prevista inicialmente e que vai fazer um figurão nos jantares que oferece aos amigos ou nas fotografias da praxe. Não é sequer necessário sair daqui do forum para ver como alguns clientes discutem ao cêntimo o trabalho dos autores dos projectos, ou da fiscalização ou até - pasme-se - prescindindo de algo tão fundamental como um projecto de execução por motivos financeiros, e em seguida se mostram alegremente dispostos a dispender o valor de 4, 5 ou 6 projectos numa cozinha, no revestimento de muros exteriores em pedra natural com material e mão de obra a custar os olhos da cara, ou uma caixilharia e vidros topo de gama em vãos com dimensões exageradas e contraindicadas para a obtenção do conforto necessário mas que "ficam bem" e dão nas vistas.
    Posto isto o que aprecio no dono da obra?
    1 - que saiba o que quer.
    2 - que conheça e respeite a função de cada um dos intervenientes na obra
    3 - que não faça alterações ao previsto inicialmente sem ouvir e pesar devidamente a opinião dos técnicos.
    4 - que cumpra as suas obrigações como estipulado no(s) contrato(s).
    5 - que exiga a todos os intervenientes o cumprimento rigoroso da obrigação de cada um (pode parecer estranho mas já vi muitas vezes o dono da obra tomar o partido do empreiteiro contra as indicações que lhe são dadas pelos técnicos e em prejuízo do seu interesse.

    cumps
    José Cardoso
    • naar
    •   agradecimentos
    • 23 Janeiro 2010

     # 17

    Colocado por: MRuiBom... vamos lá por partes: numa obra, o único possível aldrabão é o dono da obra?
    É possível, mas pela minha experiência, correntemente, o inverso é mais verdade.

    Estou com vontade de arranjar caldeirada com esta afirmação? Não! Estou com vontade que se esclareça.

    Quando cheguei a este tópico, fiquei estupefacto. Apesar de, pelo seu início, me parecer ter sido "partido" de outro tópico qualquer (que infelizmente não acompanhei) e de os participantes serem na sua maioria pessoas que muito considero, não compreendi nem compreendo este "fundamentalismo" (mesmo sabendo o título do tópico). Melhor, só o entendo como desabafos que todos precisamos de ter.

    Todos têm deveres, mas também têm direitos. Incompridores ou aldrabões, existem em ambos os lados da "barricada". Mas, muitas vezes, essas situações acontecem por mal entendidos. Mal entendidos/incompetência, muitas vezes, originados pelos "profissionais".
    Os clientes (vulgo, particulares), na sua esmagadora maioria (descontando os chico-espertos aludidos nos post's anteriores), não percebem nada de obras. Os profissionais, muitas vezes, acham que os clientes têm a obrigação de perceber de obras e omitem muitas coisas por conta disso. Depois, nesses casos, é o que se sabe: ninguém se entende.

    É muito fácil dizer que o cliente tem de ter isto, fazer aquilo e aqueloutro, quando se sabe por experiência que o cliente por mais boa vontade e interesse que tenha,de per si, não tem conhecimentos nem capacidades para isso. Pela simples razão que não é profissional da "coisa", nem a "coisa" se aprende em dois dias na net. O cliente pode ser ignorante, mas o profissional tem o dever de o esclarecer e antever as consequências do seu desconhecimento. Infelizmente, o que acontece muitas vezes é o profissional da arquitectura desculpar-se com o profissional da engenharia que por sua vez se desculpa com o profissional da empreitada que por sua vez se desculpa com o profissional de determinada especialidade e por aí fora. Muitas vezes o cliente paga e fica sujeito a isto. Muitas vezes o cliente paga a todos os profissionais supostamente necessários à boa realização da sua obra e fica com uma obra deficiente.

    Há clientes chico-espertos, que não pagam, que não cumprem as suas obrigações? Há!

    E o inverso?


    Também há.
    • eu
    •   agradecimentos
    • 23 Janeiro 2010

     # 18

    Bem, atendendo ao que está aqui escrito, parece que tenho sido um bom dono de obra, principalmente no que respeita aos pagamentos.

    Recusei-me a adiantar dinheiro, mas agora é trabalho feito -> trabalho pago (de acordo com o plano de pagamentos assinado pelos dois).
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