Colocado por: Costa53Será encomenda do Governo concedendo-lhes algumas benesses!
Colocado por: Costa53Há pouco vi na Sic no noticiário que o IKEA também embarcou neste tipo de campanha até ao dia 13!
A esquerda caviar, e a direita patusca, andam muito incomodados com a recente campanha do Pingo Doce. Lê-se que os consumidores são “mortos-vivos”, que rastejam esfomeados atrás de uma promoção, como quem come as migalhas do capitalismo. Há ainda os que confundem “promoção” com “caridade”: o papão do Pingo Doce “não dá nada a ninguém”, “só pensa no seu interesse”. Ui, onde já se viu, um empresário que luta pelo seu interesse? “E esse povinho, que horror, a atacar as prateleiras”.
Eu, que percebo pouco dessas coisas de direita e esquerda, por mais que me esforce não consigo ver indignidade em alguém aproveitar umas horas do seu feriado para comprar produtos com 50% de desconto, pagando o preço com o fruto do seu trabalho, que isto de viver do trabalho custa bastante, e dá sempre jeito poupar uns trocos. Por mais voltas que dê, não percebo qual o problema das pessoas procurarem simplesmente poupar. Também não sei porque é que o Pingo Doce deve ser censurado, por servir o seu interesse, servindo os seus clientes. Dando-lhes uma opção. Cada um luta pelos seus interesses, diria, é assim que crescem as economias saudáveis: em liberdade, porque só foi ao Pingo Doce quem quis.
O grande problema é que há quem conviva mal com a liberdade dos outros, de fazerem as suas escolhas. Que se saiba, ninguém foi ao Pingo Doce obrigado. Indigno é forçar as pessoas a condicionarem as suas escolhas e a organização das suas vidas, fechando administrativamente supermercados, limitando preços, regulando tudo e um par de botas.
Falou-se muito de dignidade. Os mesmos que enchem a boca com dignidade, são os mesmos que promovem a solidariedade, a dependência, e a limitação da liberdade, por mão do Estatismo. São os mesmos que com as suas ideias promovem a ineficiência económica, a dependência dos mais fracos, e uma sociedade sem direito à diferença e à escolha.
A esquerda gosta do “Povo”, sim, mas da ideia abstracta de uma massa que eles querem moldar à sua imagem, um “povo” insípido, ordeiro, que segue os ditames da elite cultural dominante. O “Homem Novo”, um ser reumático e com mais de cem anos, continua aí, de bengala, a impedir que a sociedade evolua. A esquerda adora um certo tipo de liberdade, a liberdade positiva, ironicamente uma liberdade condicionada, que tem como limites aqueles que eles próprios prescrevem, em leis que matam a escolha. O mesmo se passa com boa parte da direita, que gosta de um povo patusco, ordeiro, subserviente, da esmola e da migalha, que não luta por si e pelos seus interesses.
Hoje procurei viagens de avião Faro-Porto-Faro. Com ida a 28 de Maio e regresso a 2 de Junho encontrei a viagem por 20,11 euros. Eram 30,11 euros e a Ryannair faz um desconto de 10 euros. Chamem a ASAE saxavor, na TAP são mais de 200 euros nas mesmas datas
Hoje por volta da 19:30 fui como eh meu costume ao Pingo Doce aqui perto de casa. Mines (Superbock, claro), umas aguas das pedras (por causa da azia, embora o meu Vitorpereirense Futebol Clube não faça por isso) e pão. Ora estava eu na fila para pagar enquanto a menina num’outra caixa defendia a iniciativa de ontem do seu empregador perante a indignação de um cliente. A que estava cobrar na minha fila ao ver-me sorrir com a discussão disse-me: “Tenho pena eh de não ter vindo trabalhar ontem”. Dei a ambas os parabéns pela promoção e respondeu-me a que trabalhou ontem e que estava envolvida na discussão com o tal cliente: “Nos ganhamos mais, temos mais um dia de ferias e os clientes pouparam imenso. Ganhamos todos”
Eh a vida, as alienadas das miúdas que trabalham naquelas caixas de sol a sol, exploradas pelo grande capital, humilhadas pelo patronato, os zombies, têm mais bom senso e noção da realidade que a colecção de onanistas intelectuais neo-aristocratas que nos parasitam, toda junta. P*ta c’os pariu.
Numa sociedade destruturada pela crise e pela distribuição pornograficamente desigual, o comportamento racional de cada individuo leva a uma irracionalidade coletiva que o empobrece ainda mais.
Entretanto informam-me que o tal déspota poderá ser substituido por um partido que se constitua como vanguarda da classe operária. Aos comandos haverá um supremo e infalível líder que saberá sempre o que é melhor para o povo. Quer este concorde, quer não.
Hoje certamente ainda muito se falará sobre a promoção do 1º de Maio de 2012 feita pelo Pingo Doce.
Há várias abordagens possíveis, incluindo a política, mas vou-me centrar na leitura económica. No final deste post, descrevo brevemente a minha “saga” numa loja Pingo Doce.
A principal questão económica que surge é como vender com 50% de desconto pode ser feito sem ser venda com prejuízo, e nesse caso não deveria a empresa ser sancionada por vender com prejuízo? Se a empresa tem margens de 50% para não ser venda com prejuízo, então não deveria baixar os preços nos restantes dias do ano? ou terá conseguido um acordo com fornecedores para baixar os preços desta forma num único dia?
Primeiro, embora não conheça os detalhes da operação do Pingo Doce, as alternativas de o Pingo Doce ter margens superiores a 50% em todos os produtos que beneficiam do desconto, ou sequer em alguns deles num volume substancial para que não tenham prejuízo nas vendas, não parece uma hipótese razoável.
Do mesmo modo, é improvável que os fornecedores tenham feito descontos de forma a tornar possível esta promoção.
Fiquemos então com a venda com prejuízo, que muita gente já se apressou a comentar e a “decidir” como motivo para sanção da empresa. Aliás, a tendência legalista portuguesa é tal que não só vão existir leituras literais (e provavelmente adulteradas) da lei, como se vai pedir legislação específica para impedir promoções de um dia (aposto que alguém vai pedir…).
Mas vamos à substância, e ainda no campo legal – vender com prejuízo é apenas um problema a ser tratado em sede de defesa da concorrência se preencher diversos critérios:
a) a empresa em causa tem que ter posição dominante num mercado relevante (por isto, entende-se que nos diversos mercados de actuação da empresa, tem que possuir peso suficiente para se poder comportar de forma relativamente livre da concorrência que defronta)
b) o espirito de sancionar venda abaixo de custo é impedir a sua utilização como instrumento predatório – isto é, só é um problema se fizer parte de uma estratégia prolongada de forçar concorrentes a sair do mercado, para depois poder explorar a sua posição dominante através de preços mais elevados no futuro (daí a importância do ponto anterior)
c) para além de objectivos predatórios sobre a concorrência, se alterar a dinâmica concorrencial dos mercados, poderá ser também prejudicial aos consumidores e à economia e dever ser penalizada (por exemplo, e sendo ainda mais técnico, se esta venda com prejuízo corresponder a uma “punição” de concorrentes por se terem “ameaçado” entrar numa guerra de preços – seria um aviso para que não sejam muito agressivos, ou então…)
No fundo, o teste final é saber se os consumidores sairão prejudicados, num prazo de tempo razoável, por esta promoção, para avaliar se tem efeitos anti-concorrenciais que justifiquem uma intervenção das autoridades económicas.
A meu ver, e apesar de ser contra-corrente das opiniões que têm sido expressas, não creio que levante qualquer problema concorrencial. Foi uma promoção esporádica, num dia, que deu notoriedade à empresa. Não é esta promoção que coloca concorrentes fora do mercado. Não é esta promoção que garante uma fidelização profunda dos consumidores. Não é esta promoção que dá a possibilidade da Jerónimo Martins praticar preços mais elevados no futuro.
Onde pode residir alguma dúvida é sobre se faz parte de uma estratégia de “aviso” aos concorrentes, aspecto que é normalmente muito difícil de comprovar. Terá que se ver se face a campanhas de descontos de outros distribuidores, voltam a existir promoções deste género, ou se as campanhas de descontos dos concorrentes registam uma inversão depois deste 1º de Maio a 50%.
Em termos de funcionamento do mercado, campanhas de descontos que obriguem a compras repetidas ou descontos que resultem de “compras conjuntas”, por obrigarem a uma menor mobilidade dos consumidores entre concorrentes são potencialmente mais lesivas do funcionamento do mercado (podem não criar problemas, mas justificam mais uma avaliação por parte das autoridades económicas do que esta campanha de um dia).
Há ainda uma distinção adicional – noutras situações de venda com prejuízo de grandes superfícies de distribuição a retalho, a venda com prejuízo nuns produtos pode ser usada como “isco” para os consumidores uma vez na loja comprarem outros produtos que têm margens mais compensadoras, o que em média se traduziria numa margem média positiva para os retalhistas, e até eventualmente num preço médio do cabaz adquirido mais elevado para o consumidor. Essa questão não se coloca aqui, uma vez que o desconto incide sobre todos os produtos.
Fica então a pergunta de porquê ter gerado tanto incómodo esta promoção?
Uma primeira resposta é política – houve uma intenção deliberada de fazer do 1º de Maio um dia de trabalho ou de consumo, mas não de celebração. E sobre intenções de um lado e de outro sobre esta visão política não me pronuncio. Claro que esta leitura política poderia ter sido evitada se a promoção tivesse tido noutro dia.
Uma segunda resposta é social – há uma vontade de ver com maus olhos tudo o que as grandes empresas façam, e no caso do Pingo Doce ainda estará na memória a mudança da sede para a Holanda.
A terceira resposta é que temos um “paternalismo” atroz e gostaríamos que estas empresas decidissem da forma que achamos correcta – “há liberdade de escolha desde que coincida com a minha visão”
Podem existir outras respostas. Não pretendi ser exaustivo.
Peço apenas que se pensem em duas situações alternativas, e que reacção se teria sobre elas:
- imaginemos que o Pingo Doce pegava no dinheiro todo que lhe custou esta campanha (na presunção de que sacrificou alguma margem), e em vez de baixar os preços atribuía subsídios publicitários aos cinco principais clubes de futebol do país. Gastava o mesmo, mas não seria criticado (talvez até fosse louvado). Mas os consumidores não beneficiavam directamente da utilização destas verbas!
- imaginemos que o Pingo Doce pegava no dinheiro todo que lhe custou esta campanha (na presunção de que sacrificou alguma margem) e oferecia a instituições de solidariedade social. Certamente não seria crucificado como está a ser, e até seria mostrado como exemplo de responsabilidade social. Mas porque é essa a única forma de ajudar os outros e não através de descontos? (independentemente das nossas preferências, não devemos aceitar as visões diferentes dos outros, desde que não tenham outros efeitos negativos?)
Ou seja, descontando o incómodo político do dia escolhido para a promoção, a visão à partida negativa sobre tudo o que as grandes empresas façam, e a imposição das preferências individuais sobre as acções dos outros, e não havendo, até prova em contrário, um efeito negativo sobre os consumidores desta promoção, o que fica?
Talvez as imagens de prateleiras vazias, e muita gente a tentar entrar para aproveitar; talvez os relatos de esperas de horas para ter um carrinho para entrar no supermercado, e depois as várias horas de espera para pagar; talvez a falta de civismo entre consumidores?!
E como prometido no início, aqui vai a minha “saga” no dia de ontem. Vivendo a curta distância de um Pingo Doce, que utilizo para as compras regulares, não havia razão para não aproveitar a ideia. Cheguei ao dito cerca das 10h00, muita gente, mas sem restrições de entrada, não havia carrinhos disponíveis mas deu para utilizar os “trolleys” mais pequenos. Estando cheio era difícil circular, mas não impossível. Quem pagava e deixava o supermercado avisava da disponibilidade de carrinho ou dos “trolleys” (vi várias pessoas fazerem isso). As zonas de talho e peixaria estavam bastante cheias, nem me aproximei. Compras regulares do mês: detergentes de limpeza, cereais de pequeno almoço, azeite, massas, arroz, alguns enlatados, etc…
Filas para pagar maiores que o habitual, com a estratégia portuguesa tradicional a ser seguida por muita gente – um fica na fila para pagar, outro anda para trás e para a frente a encher os carrinhos até ser momento de pagar – demorou talvez 20 a 30 min para se despachar esta parte, e às 11h15 estava já fora, e com pagamento por metade.
Ainda me passou pela cabeça que se calhar nem tudo estava incluído na promoção – injustiça da minha parte, o que paguei foi exactamente metade do valor registado.
Depois pensei – vai-se a ver e aumentaram os preços para que o desconto de 50% não seja mesmo 50% sobre o preço habitual. Felizmente, como tinha recibos de outras compras em dias anteriores, deu para ir ver alguns produtos – o preço era o mesmo na maioria, nuns subia uns dois cêntimos, noutros era mais baixo uns dois cêntimos, nada de significativo. Na verdade, não verifiquei todos os produtos, mas apenas os de compra mais habitual e de maior valor. Mas fiquei razoavelmente convencido de que não houve ajustamento especial de preços para este dia.
Tudo junto, estive no Pingo Doce a 1 de Maio, poupei 50% e sobrevivi para contar!!
Já sei. Isto da promoção do Pingo Doce devia funcionar assim:
1 – A Jerónimo Martins entregava ao estado 50% de todas as vendas do dia 1 de Maio (mais o IVA respectivo);
2 – Um organismo do estado especialmente criado para o efeito com 30.000 funcionários, 1.875 chefes, 4.600 motoristas, 23 jardineiros e uma frota de 2.500 BMWs encarregava-se de devolver aos consumidores uns 2,34% das compras mediante o preenchimento de um formulário de 12 páginas com selo branco da DGCI, talão de compra e factura anexa e declaração de IRS. E pronto. Assim já estava tudo bem, as pessoas não eram “animais” e o Soares dos Santos seria um filantropo.
Colocado por: EdsintraSe os supermercados não tivessem estado abertos no 1° de Maio certamente muitos potugueses teriam morrido de fome...
Colocado por: hangasEu também concordo que não se encerrem os supers e hipers e megas abertos no "sagrado" dia 1º maio, bem como ao domingo... Afinal sempre servem de depósitos de crianças e maridos, é vê-las(crianças) nos playcenters a brincar com outras desconhecidas, é certo que não tem mal nenhum mas provavelmente muitas não são abraçadas pelos pais à dias, semanas... com certeza haverá alguns, mas quantos ultimamente rebolaram com os vossos filhos pela relva? eu sei o tempo tem estado mau...
Mas porque a guerra é sempre contra os supers e hipers e os megas abertos no "sagrado" dia 1º de Maio? E todas as outras profissões e serviços?
Já sei. em 2013 que feche tudo.. supers, hipers, esquadras de policia, hospitais, postos de gasolinas, serviços de reboque, quiosques de jornais...até as estações de televisão e os pivôs de telejornal! Que não abra nenhum café.. quem quiser ir passear com a familia não se deve ir sentar numa esplanada.. a consumir?? a 1 de Maio, era o que faltava!Concordam com este comentário:jorge_goncalves
Eu nem sei como é que consegui sobreviver 58 anos com o comércio fechado nos dias feriados! Se os supermercados não tivessem estado abertos no 1° de Maio certamente muitos potugueses teriam morrido de fome...
Colocado por: oxelfeR (RIP)Boas,
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2 - Parece estar a escapar a muita gente um pormenor: existe à partida (justificado ou injustificado, não discuto) um preconceito em relação ao Pingo Doce devido a algumas "histórias" recentes, quer do próprio PD quer do seu presidente (o seu tom paternalista e moralista contraditado pelos seus actos caiu mal a muita gente). Pode escapar a muita gente, mas existe nas redes sociais um movimento "muito forte" anti-PD (mais uma vez não discuto a justiça disto).
4 - Mais uma vez o PD reage dizendo ser uma empresa com grande preocupação social e justificando assim esta promoção. Como já disse, foi uma grande jogada do PD, não precisando (quanto a mim) de entrar em populismo balofo. Por outro lado sabe-se que o PD (e a grande distribuição em geral) não é propriamente amiga ou respeitosa quer dos seus trabalhadores quer da legislação laboral. Desculpem, mas não me acredito que quem desrespeita diariamente os seus próprios colaboradores (como lhes chamam) esteja propriamente muito preocupada socialmente. Por outro lado (e num ponto abaixo) também não são propriamente conhecidos pela sua gentileza no trato com os seus fornecedores.
5 - Existe um claro desiquilíbrio de forças entre produtores e distribuidores. Os distribuidores fazem e desfazem os acordos que possuem com os produtores. Por norma quem paga estas promoções são os produtores mesmo que sendo apenas informados à posteriori. Podem-me argumentar que os produtores só vendem as estes grupos porque querem, o que é verdade. O grande problema é que se permitiu (e aqui a história é longa) que a grande distribuição fosse controlada por dois grupos e desta forma agindo concertadamente, não dão muitas hipóteses aos produtores. A grande verdade é que os distribuidores conseguem coagir e chantagear os produtores, não se coibindo de utilizar estratégias de duvidoso sentido moral ou legal. É real a hipótese de esta guerra acabar mal para os produtores e por consequência para os consumidores.
6 - Não é inocente a data desta promoção. Aqui (quanto a mim) há que esclarecer dois ponto:
6.1 - historicamente a grande distribuição sempre "respeitou" dois feriados: 1 de Maio e 25 de Dezembro. Alguns continuam a "respeitar", sendo que outros começaram a não "respeitar" o ano passado e outros ainda apenas este ano. O ano passado o PD liderou a abertura no 1 de Maio, tendo tido (na minha opinião) alguns comportamentos de claro "mau gosto".
6.2 - O ano passado gerou-se um movimento (novamente centrado no PD) de indignação pela abertura no 1 de Maio. A questão quanto ao trabalhar aos feriados não é deste modo centrada no feriados mas sim no 1 de Maio (6.1). Por outro lado não se pode expandir esta contestação para outras áreas de negócio (ou utilizar como argumento), pois o acordo de "não trabalho" no 1 de Maio era com a grande distribuição.
Todas as cenas caricatas podem ser entendidas pelos primeiros (sem deixar de os considerar graves), já quanto aos segundos deixam-me perplexo. Esbateu-se nas filas deste supermercado a diferença entre "ricos" e "pobres", entre "consumistas" e "necessitados".
Lamento apenas que neste jogo passe a valer tudo, desde empurrões, cotoveladas, agressões, etc..
Lamento que a cordialidade e a solidariedade seja trocada por um pacote de açúcar, pois penso (ou estou iludido) que poderia ser diferente.
Lamento que uma promoção leve a um descontrolo das pessoas, levando-me a crer que afinal a democracia, a ética não seja ainda uma das características adquiridas pela nossa sociedade.
aqui a questão, até para alem das conjecturas sobre o nobre pingo doce, é a questão da ridicularização do povo, ou pensam que a gente bem não teceu comentários ás cenas ridiculas.
Dar um desconto de 50% num cabaz significa ter uma margem média de 100% para ganhar dinheiro. Margens médias de 100% na distribuição são como manadas de gazelas na Atlântida, não existem. Dir-se-á: e os clientes com isso? É concorrência e a concorrência é linda. Pois, mas esta é feia. Porque se é abaixo de custo, a do Pingo Doce ou a do Modelo, não é concorrência, é anti-concorrência. É destruir concorrentes que não suportam predações. É aniquilar fornecedores que as subsidiam.
Colocado por: luisvvDá vontade de rir - tom paternalista e moralista?
Colocado por: luisvvTêm poder negocial? Claro que têm - vendem em quantidade. E depois? Os vendedores e produtores também têm poder negocial.
Colocado por: luisvvAcordo? Em lado algum se queixam de desrespeito de acordos - apenas "tradição".
Colocado por: luisvvNão vejo diferença entre esta situação e outras que ocorrem todos os dias