Iniciar sessão ou registar-se
  1.  # 181

    Colocado por: Costa53Será encomenda do Governo concedendo-lhes algumas benesses!


  2.  # 182

    Colocado por: Costa53Há pouco vi na Sic no noticiário que o IKEA também embarcou neste tipo de campanha até ao dia 13!


    A do ikea acontece todos os anos, e serve apenas para escoar restos de stock. É apenas em alguns artigos e variam de loja para loja.
  3.  # 183

    Também existe aquelas promoções que não passam dos papeis... Por vezes vemos cartazes com promoções ate 80%, ou cartazes stock off... Chegamos ao local não se vê nada... O que interessa é chamar o parolo ao local, porque de promoções nem vê-las...
  4.  # 184

    Um exemplo que me lembrei são as feiras se roupa fora de moda que fazem por vezes em parques de exposições onde chegam a anunciar 80% e passas a pente fino a feira e nao encontras uma... Se perguntas dizem-te, ja vendi....lol
  5.  # 185

    http://oinsurgente.org/2012/05/03/hoje-como-ontem-portugal-continua-a-ser-o-paraiso-dos-inimigos-da-liberdade/

    A esquerda caviar, e a direita patusca, andam muito incomodados com a recente campanha do Pingo Doce. Lê-se que os consumidores são “mortos-vivos”, que rastejam esfomeados atrás de uma promoção, como quem come as migalhas do capitalismo. Há ainda os que confundem “promoção” com “caridade”: o papão do Pingo Doce “não dá nada a ninguém”, “só pensa no seu interesse”. Ui, onde já se viu, um empresário que luta pelo seu interesse? “E esse povinho, que horror, a atacar as prateleiras”.


    Eu, que percebo pouco dessas coisas de direita e esquerda, por mais que me esforce não consigo ver indignidade em alguém aproveitar umas horas do seu feriado para comprar produtos com 50% de desconto, pagando o preço com o fruto do seu trabalho, que isto de viver do trabalho custa bastante, e dá sempre jeito poupar uns trocos. Por mais voltas que dê, não percebo qual o problema das pessoas procurarem simplesmente poupar. Também não sei porque é que o Pingo Doce deve ser censurado, por servir o seu interesse, servindo os seus clientes. Dando-lhes uma opção. Cada um luta pelos seus interesses, diria, é assim que crescem as economias saudáveis: em liberdade, porque só foi ao Pingo Doce quem quis.

    O grande problema é que há quem conviva mal com a liberdade dos outros, de fazerem as suas escolhas. Que se saiba, ninguém foi ao Pingo Doce obrigado. Indigno é forçar as pessoas a condicionarem as suas escolhas e a organização das suas vidas, fechando administrativamente supermercados, limitando preços, regulando tudo e um par de botas.


    Falou-se muito de dignidade. Os mesmos que enchem a boca com dignidade, são os mesmos que promovem a solidariedade, a dependência, e a limitação da liberdade, por mão do Estatismo. São os mesmos que com as suas ideias promovem a ineficiência económica, a dependência dos mais fracos, e uma sociedade sem direito à diferença e à escolha.

    A esquerda gosta do “Povo”, sim, mas da ideia abstracta de uma massa que eles querem moldar à sua imagem, um “povo” insípido, ordeiro, que segue os ditames da elite cultural dominante. O “Homem Novo”, um ser reumático e com mais de cem anos, continua aí, de bengala, a impedir que a sociedade evolua. A esquerda adora um certo tipo de liberdade, a liberdade positiva, ironicamente uma liberdade condicionada, que tem como limites aqueles que eles próprios prescrevem, em leis que matam a escolha. O mesmo se passa com boa parte da direita, que gosta de um povo patusco, ordeiro, subserviente, da esmola e da migalha, que não luta por si e pelos seus interesses.
  6.  # 186

    http://oinsurgente.org/2012/05/02/dumping-2/

    Hoje procurei viagens de avião Faro-Porto-Faro. Com ida a 28 de Maio e regresso a 2 de Junho encontrei a viagem por 20,11 euros. Eram 30,11 euros e a Ryannair faz um desconto de 10 euros. Chamem a ASAE saxavor, na TAP são mais de 200 euros nas mesmas datas
  7.  # 187

    http://oinsurgente.org/2012/05/02/micro-sondagem/

    Hoje por volta da 19:30 fui como eh meu costume ao Pingo Doce aqui perto de casa. Mines (Superbock, claro), umas aguas das pedras (por causa da azia, embora o meu Vitorpereirense Futebol Clube não faça por isso) e pão. Ora estava eu na fila para pagar enquanto a menina num’outra caixa defendia a iniciativa de ontem do seu empregador perante a indignação de um cliente. A que estava cobrar na minha fila ao ver-me sorrir com a discussão disse-me: “Tenho pena eh de não ter vindo trabalhar ontem”. Dei a ambas os parabéns pela promoção e respondeu-me a que trabalhou ontem e que estava envolvida na discussão com o tal cliente: “Nos ganhamos mais, temos mais um dia de ferias e os clientes pouparam imenso. Ganhamos todos”
    Eh a vida, as alienadas das miúdas que trabalham naquelas caixas de sol a sol, exploradas pelo grande capital, humilhadas pelo patronato, os zombies, têm mais bom senso e noção da realidade que a colecção de onanistas intelectuais neo-aristocratas que nos parasitam, toda junta. P*ta c’os pariu.
    Concordam com este comentário: Costa53, Erdnaxela
  8.  # 188

    http://oinsurgente.org/2012/05/02/da-absoluta-necessidade-de-um-despota-iluminado-para-guiar-o-povo/

    Numa sociedade destruturada pela crise e pela distribuição pornograficamente desigual, o comportamento racional de cada individuo leva a uma irracionalidade coletiva que o empobrece ainda mais.

    Entretanto informam-me que o tal déspota poderá ser substituido por um partido que se constitua como vanguarda da classe operária. Aos comandos haverá um supremo e infalível líder que saberá sempre o que é melhor para o povo. Quer este concorde, quer não.
  9.  # 189

    http://momentoseconomicos.wordpress.com/2012/05/02/1590/

    Hoje certamente ainda muito se falará sobre a promoção do 1º de Maio de 2012 feita pelo Pingo Doce.

    Há várias abordagens possíveis, incluindo a política, mas vou-me centrar na leitura económica. No final deste post, descrevo brevemente a minha “saga” numa loja Pingo Doce.

    A principal questão económica que surge é como vender com 50% de desconto pode ser feito sem ser venda com prejuízo, e nesse caso não deveria a empresa ser sancionada por vender com prejuízo? Se a empresa tem margens de 50% para não ser venda com prejuízo, então não deveria baixar os preços nos restantes dias do ano? ou terá conseguido um acordo com fornecedores para baixar os preços desta forma num único dia?

    Primeiro, embora não conheça os detalhes da operação do Pingo Doce, as alternativas de o Pingo Doce ter margens superiores a 50% em todos os produtos que beneficiam do desconto, ou sequer em alguns deles num volume substancial para que não tenham prejuízo nas vendas, não parece uma hipótese razoável.

    Do mesmo modo, é improvável que os fornecedores tenham feito descontos de forma a tornar possível esta promoção.

    Fiquemos então com a venda com prejuízo, que muita gente já se apressou a comentar e a “decidir” como motivo para sanção da empresa. Aliás, a tendência legalista portuguesa é tal que não só vão existir leituras literais (e provavelmente adulteradas) da lei, como se vai pedir legislação específica para impedir promoções de um dia (aposto que alguém vai pedir…).

    Mas vamos à substância, e ainda no campo legal – vender com prejuízo é apenas um problema a ser tratado em sede de defesa da concorrência se preencher diversos critérios:

    a) a empresa em causa tem que ter posição dominante num mercado relevante (por isto, entende-se que nos diversos mercados de actuação da empresa, tem que possuir peso suficiente para se poder comportar de forma relativamente livre da concorrência que defronta)

    b) o espirito de sancionar venda abaixo de custo é impedir a sua utilização como instrumento predatório – isto é, só é um problema se fizer parte de uma estratégia prolongada de forçar concorrentes a sair do mercado, para depois poder explorar a sua posição dominante através de preços mais elevados no futuro (daí a importância do ponto anterior)

    c) para além de objectivos predatórios sobre a concorrência, se alterar a dinâmica concorrencial dos mercados, poderá ser também prejudicial aos consumidores e à economia e dever ser penalizada (por exemplo, e sendo ainda mais técnico, se esta venda com prejuízo corresponder a uma “punição” de concorrentes por se terem “ameaçado” entrar numa guerra de preços – seria um aviso para que não sejam muito agressivos, ou então…)

    No fundo, o teste final é saber se os consumidores sairão prejudicados, num prazo de tempo razoável, por esta promoção, para avaliar se tem efeitos anti-concorrenciais que justifiquem uma intervenção das autoridades económicas.

    A meu ver, e apesar de ser contra-corrente das opiniões que têm sido expressas, não creio que levante qualquer problema concorrencial. Foi uma promoção esporádica, num dia, que deu notoriedade à empresa. Não é esta promoção que coloca concorrentes fora do mercado. Não é esta promoção que garante uma fidelização profunda dos consumidores. Não é esta promoção que dá a possibilidade da Jerónimo Martins praticar preços mais elevados no futuro.

    Onde pode residir alguma dúvida é sobre se faz parte de uma estratégia de “aviso” aos concorrentes, aspecto que é normalmente muito difícil de comprovar. Terá que se ver se face a campanhas de descontos de outros distribuidores, voltam a existir promoções deste género, ou se as campanhas de descontos dos concorrentes registam uma inversão depois deste 1º de Maio a 50%.

    Em termos de funcionamento do mercado, campanhas de descontos que obriguem a compras repetidas ou descontos que resultem de “compras conjuntas”, por obrigarem a uma menor mobilidade dos consumidores entre concorrentes são potencialmente mais lesivas do funcionamento do mercado (podem não criar problemas, mas justificam mais uma avaliação por parte das autoridades económicas do que esta campanha de um dia).

    Há ainda uma distinção adicional – noutras situações de venda com prejuízo de grandes superfícies de distribuição a retalho, a venda com prejuízo nuns produtos pode ser usada como “isco” para os consumidores uma vez na loja comprarem outros produtos que têm margens mais compensadoras, o que em média se traduziria numa margem média positiva para os retalhistas, e até eventualmente num preço médio do cabaz adquirido mais elevado para o consumidor. Essa questão não se coloca aqui, uma vez que o desconto incide sobre todos os produtos.

    Fica então a pergunta de porquê ter gerado tanto incómodo esta promoção?

    Uma primeira resposta é política – houve uma intenção deliberada de fazer do 1º de Maio um dia de trabalho ou de consumo, mas não de celebração. E sobre intenções de um lado e de outro sobre esta visão política não me pronuncio. Claro que esta leitura política poderia ter sido evitada se a promoção tivesse tido noutro dia.

    Uma segunda resposta é social – há uma vontade de ver com maus olhos tudo o que as grandes empresas façam, e no caso do Pingo Doce ainda estará na memória a mudança da sede para a Holanda.

    A terceira resposta é que temos um “paternalismo” atroz e gostaríamos que estas empresas decidissem da forma que achamos correcta – “há liberdade de escolha desde que coincida com a minha visão”

    Podem existir outras respostas. Não pretendi ser exaustivo.

    Peço apenas que se pensem em duas situações alternativas, e que reacção se teria sobre elas:

    - imaginemos que o Pingo Doce pegava no dinheiro todo que lhe custou esta campanha (na presunção de que sacrificou alguma margem), e em vez de baixar os preços atribuía subsídios publicitários aos cinco principais clubes de futebol do país. Gastava o mesmo, mas não seria criticado (talvez até fosse louvado). Mas os consumidores não beneficiavam directamente da utilização destas verbas!

    - imaginemos que o Pingo Doce pegava no dinheiro todo que lhe custou esta campanha (na presunção de que sacrificou alguma margem) e oferecia a instituições de solidariedade social. Certamente não seria crucificado como está a ser, e até seria mostrado como exemplo de responsabilidade social. Mas porque é essa a única forma de ajudar os outros e não através de descontos? (independentemente das nossas preferências, não devemos aceitar as visões diferentes dos outros, desde que não tenham outros efeitos negativos?)

    Ou seja, descontando o incómodo político do dia escolhido para a promoção, a visão à partida negativa sobre tudo o que as grandes empresas façam, e a imposição das preferências individuais sobre as acções dos outros, e não havendo, até prova em contrário, um efeito negativo sobre os consumidores desta promoção, o que fica?

    Talvez as imagens de prateleiras vazias, e muita gente a tentar entrar para aproveitar; talvez os relatos de esperas de horas para ter um carrinho para entrar no supermercado, e depois as várias horas de espera para pagar; talvez a falta de civismo entre consumidores?!

    E como prometido no início, aqui vai a minha “saga” no dia de ontem. Vivendo a curta distância de um Pingo Doce, que utilizo para as compras regulares, não havia razão para não aproveitar a ideia. Cheguei ao dito cerca das 10h00, muita gente, mas sem restrições de entrada, não havia carrinhos disponíveis mas deu para utilizar os “trolleys” mais pequenos. Estando cheio era difícil circular, mas não impossível. Quem pagava e deixava o supermercado avisava da disponibilidade de carrinho ou dos “trolleys” (vi várias pessoas fazerem isso). As zonas de talho e peixaria estavam bastante cheias, nem me aproximei. Compras regulares do mês: detergentes de limpeza, cereais de pequeno almoço, azeite, massas, arroz, alguns enlatados, etc…

    Filas para pagar maiores que o habitual, com a estratégia portuguesa tradicional a ser seguida por muita gente – um fica na fila para pagar, outro anda para trás e para a frente a encher os carrinhos até ser momento de pagar – demorou talvez 20 a 30 min para se despachar esta parte, e às 11h15 estava já fora, e com pagamento por metade.

    Ainda me passou pela cabeça que se calhar nem tudo estava incluído na promoção – injustiça da minha parte, o que paguei foi exactamente metade do valor registado.

    Depois pensei – vai-se a ver e aumentaram os preços para que o desconto de 50% não seja mesmo 50% sobre o preço habitual. Felizmente, como tinha recibos de outras compras em dias anteriores, deu para ir ver alguns produtos – o preço era o mesmo na maioria, nuns subia uns dois cêntimos, noutros era mais baixo uns dois cêntimos, nada de significativo. Na verdade, não verifiquei todos os produtos, mas apenas os de compra mais habitual e de maior valor. Mas fiquei razoavelmente convencido de que não houve ajustamento especial de preços para este dia.

    Tudo junto, estive no Pingo Doce a 1 de Maio, poupei 50% e sobrevivi para contar!!



    http://oinsurgente.org/2012/05/02/zombies/

    Já sei. Isto da promoção do Pingo Doce devia funcionar assim:

    1 – A Jerónimo Martins entregava ao estado 50% de todas as vendas do dia 1 de Maio (mais o IVA respectivo);

    2 – Um organismo do estado especialmente criado para o efeito com 30.000 funcionários, 1.875 chefes, 4.600 motoristas, 23 jardineiros e uma frota de 2.500 BMWs encarregava-se de devolver aos consumidores uns 2,34% das compras mediante o preenchimento de um formulário de 12 páginas com selo branco da DGCI, talão de compra e factura anexa e declaração de IRS. E pronto. Assim já estava tudo bem, as pessoas não eram “animais” e o Soares dos Santos seria um filantropo.
    Concordam com este comentário: ccdesign
  10.  # 190

    Eu nem sei como é que consegui sobreviver 58 anos com o comércio fechado nos dias feriados! Se os supermercados não tivessem estado abertos no 1° de Maio certamente muitos potugueses teriam morrido de fome...
    Concordam com este comentário: kostta, Erdnaxela, Balhe
  11.  # 191

    Colocado por: EdsintraSe os supermercados não tivessem estado abertos no 1° de Maio certamente muitos potugueses teriam morrido de fome...


    Mas porque a guerra é sempre contra os supers e hipers e os megas abertos no "sagrado" dia 1º de Maio? E todas as outras profissões e serviços?

    Já sei. em 2013 que feche tudo.. supers, hipers, esquadras de policia, hospitais, postos de gasolinas, serviços de reboque, quiosques de jornais...até as estações de televisão e os pivôs de telejornal! Que não abra nenhum café.. quem quiser ir passear com a familia não se deve ir sentar numa esplanada.. a consumir?? a 1 de Maio, era o que faltava!
    Concordam com este comentário: Jorge_Gonçalves
  12.  # 192

    Boas,

    Hoje vou fazer a coisa um pouco diferente.
    Vou tentar dar o meu ponto de vista sobre este assunto (confesso que tenho imensas dúvidas e tenho mesmo muita dificuldade em ter opinião formada sobre alguns aspectos).

    1 - Foi uma excelente campanha de marketing.

    2 - Parece estar a escapar a muita gente um pormenor: existe à partida (justificado ou injustificado, não discuto) um preconceito em relação ao Pingo Doce devido a algumas "histórias" recentes, quer do próprio PD quer do seu presidente (o seu tom paternalista e moralista contraditado pelos seus actos caiu mal a muita gente). Pode escapar a muita gente, mas existe nas redes sociais um movimento "muito forte" anti-PD (mais uma vez não discuto a justiça disto).

    3 - Não ponho em causa que promoções deste género possam trazer vantagens para os consumidores, mas a minha análise não acaba aqui e não é só este parâmetro que analiso.

    4 - Mais uma vez o PD reage dizendo ser uma empresa com grande preocupação social e justificando assim esta promoção. Como já disse, foi uma grande jogada do PD, não precisando (quanto a mim) de entrar em populismo balofo. Por outro lado sabe-se que o PD (e a grande distribuição em geral) não é propriamente amiga ou respeitosa quer dos seus trabalhadores quer da legislação laboral. Desculpem, mas não me acredito que quem desrespeita diariamente os seus próprios colaboradores (como lhes chamam) esteja propriamente muito preocupada socialmente. Por outro lado (e num ponto abaixo) também não são propriamente conhecidos pela sua gentileza no trato com os seus fornecedores.

    5 - Existe um claro desiquilíbrio de forças entre produtores e distribuidores. Os distribuidores fazem e desfazem os acordos que possuem com os produtores. Por norma quem paga estas promoções são os produtores mesmo que sendo apenas informados à posteriori. Podem-me argumentar que os produtores só vendem as estes grupos porque querem, o que é verdade. O grande problema é que se permitiu (e aqui a história é longa) que a grande distribuição fosse controlada por dois grupos e desta forma agindo concertadamente, não dão muitas hipóteses aos produtores. A grande verdade é que os distribuidores conseguem coagir e chantagear os produtores, não se coibindo de utilizar estratégias de duvidoso sentido moral ou legal. É real a hipótese de esta guerra acabar mal para os produtores e por consequência para os consumidores.

    6 - Não é inocente a data desta promoção. Aqui (quanto a mim) há que esclarecer dois ponto:
    6.1 - historicamente a grande distribuição sempre "respeitou" dois feriados: 1 de Maio e 25 de Dezembro. Alguns continuam a "respeitar", sendo que outros começaram a não "respeitar" o ano passado e outros ainda apenas este ano. O ano passado o PD liderou a abertura no 1 de Maio, tendo tido (na minha opinião) alguns comportamentos de claro "mau gosto".
    6.2 - O ano passado gerou-se um movimento (novamente centrado no PD) de indignação pela abertura no 1 de Maio.
    A questão quanto ao trabalhar aos feriados não é deste modo centrada no feriados mas sim no 1 de Maio (6.1). Por outro lado não se pode expandir esta contestação para outras áreas de negócio (ou utilizar como argumento), pois o acordo de "não trabalho" no 1 de Maio era com a grande distribuição.

    7 - Desta campanha (acho que) posso retirar duas ilações sobre a sociedade portuguesa:
    7.1 - existe uma camada da população que está muito perto do limite e que está deste modo disposta a tudo por um desconto. Muita desta gente deixou neste dia pela primeira vez a sua pobreza envergonhada em casa.
    7.2 - existem muitos outros que são (foram) movidos por puro consumismo.
    Todas as cenas caricatas podem ser entendidas pelos primeiros (sem deixar de os considerar graves), já quanto aos segundos deixam-me perplexo. Esbateu-se nas filas deste supermercado a diferença entre "ricos" e "pobres", entre "consumistas" e "necessitados".
    Lamento apenas que neste jogo passe a valer tudo, desde empurrões, cotoveladas, agressões, etc..
    Lamento que a cordialidade e a solidariedade seja trocada por um pacote de açúcar, pois penso (ou estou iludido) que poderia ser diferente.
    Lamento que uma promoção leve a um descontrolo das pessoas, levando-me a crer que afinal a democracia, a ética não seja ainda uma das características adquiridas pela nossa sociedade.

    8 - Depois desta demostração de irracionalidade fico "preocupado" com o que possa ainda estar para vir ...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: woodhouse, adan, PMir, Balhe
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Jorge Rocha
  13.  # 193

    engraçado como a "discussão" vai sorrateiramente indo sendo desviada para a questão do trabalhar no feriado, como se isso fosse o cerne da questão, por mim até podiam acabar com todos os feriados, quando tive de trabalhar não importa se foi feriado ou não.
    aqui a questão, até para alem das conjecturas sobre o nobre pingo doce, é a questão da ridicularização do povo, ou pensam que a gente bem não teceu comentários ás cenas ridiculas.
    não sou doutorado em markting mas seguramente consigo pensar em pelos menos uma duzia de campanhas mais organizadas e com igual sucesso ( €€) que o nobre PD podia fazer ao longo do ano.
    eu falo por mim e gostaria de dizer aos que espumam de raiva com qualquer pensamento mais á esquerda, que quero que se lixe a esquerda e a direita, e que até gosto de ver empresas portuguesas tipo PD com muito sucesso e a ganhar muito, o que acho e critico é a forma. Somos um povo que gerou alguns dos expoentes máximos da literatura e pensamento humano e que merecia ser tornado mais elevado e a dar cartas no mundo, ai sim viria naturalmente a nossa riqueza e desenvolvimento.
    Concordam com este comentário: oxelfeR (RIP)
  14.  # 194

    Boas,

    Na análise à conversa com a Jerónimo Martins, o analista do BESI, Filipe Rosa, diz que a empresa admite que a sua iniciativa poderá gerar uma “guerra de preços” no retalho em Portugal, mas acrescenta que está preparada para tal e que esta “é a melhor altura para colocar pressão nos concorrentes mais fracos”.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554561

    Dar um desconto de 50% num cabaz significa ter uma margem média de 100% para ganhar dinheiro. Margens médias de 100% na distribuição são como manadas de gazelas na Atlântida, não existem. Dir-se-á: e os clientes com isso? É concorrência e a concorrência é linda. Pois, mas esta é feia. Porque se é abaixo de custo, a do Pingo Doce ou a do Modelo, não é concorrência, é anti-concorrência. É destruir concorrentes que não suportam predações. É aniquilar fornecedores que as subsidiam.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554473&pn=1


    Já foi escrito: a reacção dos clientes é racional, nada a apontar. Faltou escrever: quem organizou o circo romano sabia ao que ia. E orgulhou-se no dia seguinte. Ficámos a saber como está o país. A violência que não se vê nas manifestações de rua comprime-se no afã vidrado de uma fila de supermercado.
    Esta não é uma questão entre direita e esquerda, entre idiotas e ideólogos, entre moralistas e pragmáticos, não é distracção, não se compara com saldos de trapos nem com liquidações de livros. Porque nenhuma dessas promoções provoca estes tumultos descontrolados. Talvez só uma oferta de gasolinas produzisse a mesma loucura.
    ...
    Para o Pingo Doce, os descontos do 1º de Maio terão sido um golpe de marketing ou um anúncio de uma nova estratégia. Mas para os portugueses, que reviram um país negado e renegado, foi mais do que isso. Foi uma humilhação. Como no "Rei Lear", de Shakespeare: "Esta é a praga deste tempo, quando os loucos guiam os cegos".
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554473&pn=1

    Alexandre Soares dos Santos tem uma agenda política e, com total insensibilidade social e moral, pôs as suas lojas, os seus trabalhadores e os seus clientes ao serviço dessa agenda. Alguma coisa, além de comida a metade do preço por um dia, os portugueses ganharam com isso: viram o rosto que está por detrás da máscara.
    http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=2454341&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina

    Guilin, no Sul da China, é o lugar mais belo onde já fui, as aguarelas fazem-lhe justiça. Em Guilin vi a mais dura das metáforas. À noite, no rio Li, os pescadores saem em jangadas de bambu e levam cormorões, corvos-marinhos, aos quais atam o longo pescoço com um fio. O pássaro mergulha, apanha um peixe e atrapalha-se, não consegue engolir, sufoca. O pescador iça o cormorão para a jangada, tira-lhe o peixe da garganta estreitada pelo fio. O cormorão, aliviado, olha grato o pescador que o vai explorar outra e outra vez. Entre uma e outra, o dono dá-lhe um pedaço de peixe, uma promoção de 50 por cento. Eu conhecia os cormorões de uma canção, Siracusa, que Yves Montand canta como ninguém, e, claro, dos desenhos em Corto Maltese. Mas o olhar explorado e grato dos corvos-marinhos de Guilin vai acompanhar-me pela vida. Como poderia eu criticar os homens e mulheres que foram anteontem ao Pingo Doce? Seria como criticar os anões que aceitam entrar em concursos de lançamento. E eu quantas vezes engoli o que não queria, ao contrário (e igual) da metáfora do cormorão? Mas o protagonista desta história é quem fez a asneira (se calhar nem intenção houve) de humilhar num dia que foi conquistado para o respeito. Por isso, na crónica de ontem, falei da fundação ligada ao Pingo Doce (porque quem faz fundações não pode fazer lançamentos de anões) e falei do Dia de Natal (porque há dias especiais, esse e outros, na vida dos homens).
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2454230&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  15.  # 195

    Colocado por: hangas

    Mas porque a guerra é sempre contra os supers e hipers e os megas abertos no "sagrado" dia 1º de Maio? E todas as outras profissões e serviços?

    Já sei. em 2013 que feche tudo.. supers, hipers, esquadras de policia, hospitais, postos de gasolinas, serviços de reboque, quiosques de jornais...até as estações de televisão e os pivôs de telejornal! Que não abra nenhum café.. quem quiser ir passear com a familia não se deve ir sentar numa esplanada.. a consumir?? a 1 de Maio, era o que faltava!
    Concordam com este comentário:jorge_goncalves
    Eu também concordo que não se encerrem os supers e hipers e megas abertos no "sagrado" dia 1º maio, bem como ao domingo... Afinal sempre servem de depósitos de crianças e maridos, é vê-las(crianças) nos playcenters a brincar com outras desconhecidas, é certo que não tem mal nenhum mas provavelmente muitas não são abraçadas pelos pais à dias, semanas... com certeza haverá alguns, mas quantos ultimamente rebolaram com os vossos filhos pela relva? eu sei o tempo tem estado mau...
    as resmas de maridos à porta da zara, h&m, bershka, etc... "então também estás à espera..." raio dos trapinhos...
    E empurrar carrinhos de compras então é do melhor, principalmente aos domingos em que toda a gente vai às compras porque durante a semana é preciso ver as novelas da SIC ou da TVI e não sobra tempo para as fazer... eu também tinha um emprego das 9.00 às 20.00 e não fazia compras ao fim de semana, mas cada um é livre de escolher. Os nossos filhos só crescem uma vez e nós só vivemos uma vez. Eu vou aproveitar!

    E claro que é bom e agradável estar numa esplanada a beber um café e consumir... agora ir às compras?!

    Ninguém que aqui deu opinião é contra o trabalho no 1º de maio, acho que são contra a maneira humilhante como um grande grupo económico lidou com a situação.
    E quanto aos que trabalham no PD, Continente, Lidl e outros, acham que alguém gosta de ir trabalhar a um feriado? Para mais naquelas condições humilhantes de desgaste. Ninguém vai de livre vontade, mas sim porque tem necessidade ou coagido... O ser humano está cada vez mais egoísta sem pensar em quem está ao lado, ou do outro lado. Vale tudo para apanhar-mos umas "migalhas" que nos dão! Apenas contam os cêntimos.
    E são estas "migalhas" que os sucessivos governos e grandes grupos económicos no têm dado ao longo de décadas e têm destruído a nossa economia que assenta nas pequenas e médias empresas. Sim é nos empreiteiros que por aqui andam, nos trolhas, nos electricistas, engenheiros, arquitectos, e fora daqui nos merceeiros, no homem do café do bairro, da padaria, e da loja de roupa cá da rua, do talho, da oficina do vizinho e da minha loja que paga todos os impostos sem poder fugir, e sem poder fazer descontos de 50%, e muitos mais, pequenos e pequeninos, sim porque os grandes grupos económicos exploram os fornecedores, os trabalhadores e os clientes com o marketing, e no final o dinheiro vai para os paraísos fiscais!

    Alguém sabe como posso passar a sede da minha empresa para a Holanda? ahhh, se calhar sou pequeno demais...

    Anda quase tudo cego!

    Alexandre
    Concordam com este comentário: woodhouse, Balhe
  16.  # 196

    Eu nem sei como é que consegui sobreviver 58 anos com o comércio fechado nos dias feriados! Se os supermercados não tivessem estado abertos no 1° de Maio certamente muitos potugueses teriam morrido de fome...


    Extraordinário é termos sobrevivido até agora sem as suas orientações sobre os dias e horários em que podemos ou devemos ir a supermercados ou outras superfícies comerciais. Por favor, nunca deixe de nos guiar nessa espinhosa tarefa que é decidir o que é mais conveniente para nós.
    Concordam com este comentário: two-rok
  17.  # 197

    Colocado por: oxelfeR (RIP)Boas,
    1 - ---



    2 - Parece estar a escapar a muita gente um pormenor: existe à partida (justificado ou injustificado, não discuto) um preconceito em relação ao Pingo Doce devido a algumas "histórias" recentes, quer do próprio PD quer do seu presidente (o seu tom paternalista e moralista contraditado pelos seus actos caiu mal a muita gente). Pode escapar a muita gente, mas existe nas redes sociais um movimento "muito forte" anti-PD (mais uma vez não discuto a justiça disto).

    Dá vontade de rir - tom paternalista e moralista?

    4 - Mais uma vez o PD reage dizendo ser uma empresa com grande preocupação social e justificando assim esta promoção. Como já disse, foi uma grande jogada do PD, não precisando (quanto a mim) de entrar em populismo balofo. Por outro lado sabe-se que o PD (e a grande distribuição em geral) não é propriamente amiga ou respeitosa quer dos seus trabalhadores quer da legislação laboral. Desculpem, mas não me acredito que quem desrespeita diariamente os seus próprios colaboradores (como lhes chamam) esteja propriamente muito preocupada socialmente. Por outro lado (e num ponto abaixo) também não são propriamente conhecidos pela sua gentileza no trato com os seus fornecedores.


    5 - Existe um claro desiquilíbrio de forças entre produtores e distribuidores. Os distribuidores fazem e desfazem os acordos que possuem com os produtores. Por norma quem paga estas promoções são os produtores mesmo que sendo apenas informados à posteriori. Podem-me argumentar que os produtores só vendem as estes grupos porque querem, o que é verdade. O grande problema é que se permitiu (e aqui a história é longa) que a grande distribuição fosse controlada por dois grupos e desta forma agindo concertadamente, não dão muitas hipóteses aos produtores. A grande verdade é que os distribuidores conseguem coagir e chantagear os produtores, não se coibindo de utilizar estratégias de duvidoso sentido moral ou legal. É real a hipótese de esta guerra acabar mal para os produtores e por consequência para os consumidores.

    Conversa. O Pingo Doce e o continente representavam em 2011 cerca de 40% da distribuição alimentar. Significativo, mas bastante longe do domínio. Têm poder negocial? Claro que têm - vendem em quantidade. E depois? Os vendedores e produtores também têm poder negocial.

    6 - Não é inocente a data desta promoção. Aqui (quanto a mim) há que esclarecer dois ponto:
    6.1 - historicamente a grande distribuição sempre "respeitou" dois feriados: 1 de Maio e 25 de Dezembro. Alguns continuam a "respeitar", sendo que outros começaram a não "respeitar" o ano passado e outros ainda apenas este ano. O ano passado o PD liderou a abertura no 1 de Maio, tendo tido (na minha opinião) alguns comportamentos de claro "mau gosto".

    É uma escolha como outra qualquer: feriado, 1º dia do mês, altura em que o consumidor está mais susceptível - e em que pode ser desviado da concorrência.

    6.2 - O ano passado gerou-se um movimento (novamente centrado no PD) de indignação pela abertura no 1 de Maio. A questão quanto ao trabalhar aos feriados não é deste modo centrada no feriados mas sim no 1 de Maio (6.1). Por outro lado não se pode expandir esta contestação para outras áreas de negócio (ou utilizar como argumento), pois o acordo de "não trabalho" no 1 de Maio era com a grande distribuição.

    Acordo? Em lado algum se queixam de desrespeito de acordos - apenas "tradição".

    Todas as cenas caricatas podem ser entendidas pelos primeiros (sem deixar de os considerar graves), já quanto aos segundos deixam-me perplexo. Esbateu-se nas filas deste supermercado a diferença entre "ricos" e "pobres", entre "consumistas" e "necessitados".
    Lamento apenas que neste jogo passe a valer tudo, desde empurrões, cotoveladas, agressões, etc..
    Lamento que a cordialidade e a solidariedade seja trocada por um pacote de açúcar, pois penso (ou estou iludido) que poderia ser diferente.
    Lamento que uma promoção leve a um descontrolo das pessoas, levando-me a crer que afinal a democracia, a ética não seja ainda uma das características adquiridas pela nossa sociedade.

    Não vejo diferença entre esta situação e outras que ocorrem todos os dias - só o facto de ter sido multiplicada em "n" lojas.
    Por mais que nos espante, todos os dias há gente que se bate por motivos (para nós) absurdos. Por um lugar no parque de estacionamento, por uma azelhice no trânsito, por uma palavra menos correcta ou mal interpretada.
  18.  # 198

    aqui a questão, até para alem das conjecturas sobre o nobre pingo doce, é a questão da ridicularização do povo, ou pensam que a gente bem não teceu comentários ás cenas ridiculas.


    Ridicularização? Isso é o que toda a gente anda a fazer quando se queixa da ...ridicularização.
  19.  # 199

    Dar um desconto de 50% num cabaz significa ter uma margem média de 100% para ganhar dinheiro. Margens médias de 100% na distribuição são como manadas de gazelas na Atlântida, não existem. Dir-se-á: e os clientes com isso? É concorrência e a concorrência é linda. Pois, mas esta é feia. Porque se é abaixo de custo, a do Pingo Doce ou a do Modelo, não é concorrência, é anti-concorrência. É destruir concorrentes que não suportam predações. É aniquilar fornecedores que as subsidiam.


    http://www.cato.org/publications/policy-analysis/myth-predatory-pricing
  20.  # 200

    Boas,

    Colocado por: luisvvDá vontade de rir - tom paternalista e moralista?


    São conceitos que variam de pessoa para pessoa.
    Muito sinceramente não espero que para ti algo vindo de um "Deus" seja passível de crítica, nem sequer te critico, para mim todos podem ter a sua religião.

    Colocado por: luisvvTêm poder negocial? Claro que têm - vendem em quantidade. E depois? Os vendedores e produtores também têm poder negocial.


    Muito me admiraria se dissesses o contrário, não fosse um dos mandamentos da tua religião: o mais forte manda.

    Colocado por: luisvvAcordo? Em lado algum se queixam de desrespeito de acordos - apenas "tradição".


    Tens toda a razão, se há coisa que o PD considera sagrados são os acordos que fazem.

    Colocado por: luisvvNão vejo diferença entre esta situação e outras que ocorrem todos os dias


    Pois, mas eu consigo ver quer para a esquerda quer para a direita;)

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
 
0.0314 seg. NEW