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    • 24 setembro 2007 editado

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    O plano de saneamento da Câmara Municipal de Lisboa, apresentado hoje por António Costa, tem como objectivo a resolução de 637 milhões de euros de dívidas a curto-prazo, num passivo global de 1,5 mil milhões de euros. O presidente da câmara anunciou a duplicação do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI), que é o aumento máximo previsto por lei.

    A Câmara Municipal de Lisboa tem um passivo global de 1,5 mil milhões de euros, dos quais 637 milhões são dívidas a curto prazo, revelou hoje a directora municipal de Finanças, Manuela Vitório.

    António Costa anunciou ainda a reestruturação das três sociedades de reabilitação urbana e da empresa pública de urbanização de Lisboa, o que implica uma forte redução das verbas transferidas da câmara para as empresas municipais.

    "Se vivem de prejuízo, devem ser extintas, porque não são verdadeiras empresas", disse hoje o presidente da Câmara de Lisboa.

    "A alternativa a esta operação de saneamento financeiro era a intervenção do governo. Ou arrumávamos a casa ou o governo arrumava por nós", acrescentou.

    O autarca anunciou ainda a redução dos subsídios atribuídos pela câmara, garantindo que vai manter as Festas de Lisboa, por altura dos Santos Populares, as iluminações de Natal e as festas de final de ano.

    O presidente da câmara de Lisboa anunciou também a contracção de um empréstimo a 12 anos junto da banca no valor de 500 milhões de euros. Destes, avançou, 348,5 milhões destinam-se a assumir a dívida confirmada junto de fornecedores e os restantes serão utilizados a dois anos, à medida que as previsões e acréscimos de custo registados se transformarem em dívida confirmada.

    Entre outras medidas, a CML anunciou ainda a alienação de património municipal para a redução de dívidas e a redução das horas extraordinárias aos funcionários camarários, recorrendo a serviços por turnos.

    O autarca não disse quantos dos 1038 funcionários precários da câmara poderão vir a ser dispensados, reiterando que o objectivo é a redução em 30 por cento da despesa com estes trabalhadores.

    Para o aumento de receitas, a câmara aumentar as taxas cobradas aos munícipes.
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1305645
 
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