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  1.  # 1

    Ministro Miguel Relvas está reformado. Toda a história no CM.

    O ministro Adjunto já está reformado. Miguel Relvas, de 51 anos, optou por suspender a sua pensão quando aceitou integrar o Governo liderado por Passos Coelho, dando cumprimento à lei que impede a acumulação de salários com pensões aos titulares de cargos políticos.
    A subvenção vitalícia de Relvas é de 2800 euros por mês. No ano passado, a Caixa Geral de Aposentações pagou mais de 14 mil euros ao ministro Adjunto a título de pensão vitalícia, um pagamento que foi suspenso quando tomou posse no actual Governo.
    Miguel Relvas junta-se assim a Dias Loureiro, Armando Vara, António Vitorino e Zita Seabra no grupo de políticos que pediram a pensão vitalícia, uma regalia que terminou em Outubro de 2005.
    Entretanto, o procurador-geral da República disse ontem que, caso haja ilícitos criminais ou documentos falsos no processo de licenciatura do ministro Adjunto, o Ministério Público terá de actuar. "Se houver ilícitos criminais, se houver documentos falsos, teremos de actuar. O resto, sobre a qualidade do ensino, é da responsabilidade do ministro da Educação" disse Pinto Monteiro, que confirmou que neste momento estão a ser analisados os documentos revelados pela Lusófona, e que a comunicação social tem divulgado, sobre o processo de licenciatura de Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais.
    Já o Ministério da Educação adiantou ontem que "em breve" será realizada uma auditoria à Universidade Lusófona, pela Inspecção-Geral da Educação (IGE). Em 2009, a Lusófona já tinha sido alvo de auditoria, no âmbito do plano de fiscalização da IGE.

    http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/relvas-recebeu-14-mil-euros-de-reforma


    55% dos reformados do Estado em 2012 têm menos de 60 anos
    O FMIcritica a permissividade das regras “que ainda permitem que muitos se reformem cedo” na Administração Pública portuguesa – e ilustra com dados relativos a 2012. “Perto de 55% de todos os novos reformados no sistema público de pensões eram mais novos do que 60 anos em 2012”, indica o relatório.

    A prevalência de pessoas com menos de 60 anos nos reformados do Estado é permitida por lei: os funcionários que tenham menos de 55 anos podem reformar-se desde que tenham 30 anos de serviço. A reforma antecipada é penalizada – em 2011, segundo dados do relatório de actividades da CGA, a penalização média foi de 12,9%.

    Oaperto das condições salariais e de carreira na função pública – e a perspectiva de cortes adicionais – tem levado a uma corrida às reformas antecipadas nos últimos anos. Para os pensionistas é uma forma de evitar perdas maiores de rendimento, regras mais duras para ter acesso à reforma e um ambiente crescente de pressão no local de trabalho.

    Para os governos é o expediente principal para reduzir o número de funcionários públicos, considerado excessivo – em 2008, por exemplo, o governo de José Sócrates reduziu o número de anos de serviço para o acesso à reforma antecipada. Já na era da troika, a saída para a reforma manteve-se como principal meio de redução de pessoal. O FMI parece não concordar com esta forma de poupar custos.

    Entre 2007 e 2011 as reformas antecipadas mais do que duplicaram (de 4188 para 10622 pessoas). Em 2012, os últimos dois meses registaram uma triplicação do número de pedidos de reforma face ao resto do ano, depois de conhecida em Outubro a medida que fixa a idade de reforma no Estado em 65 anos, em linha com o privado.

    A pressão da crise levou também a uma triplicação do número de pedidos de reforma antecipada no sector privado nos primeiros três meses de 2012 – o que levou o governo a suspender até ao fim do programa da troika (2014) a possibilidade de antecipar a reforma. Segundo o FMI, 17% dos novos reformados no regime geral no ano passado tinham menos de 60 anos.

    A entrada para a reforma é um escape, mas coloca pressão sobre a despesa com pensões. A esperança média de vida depois dos 65 anos tem subido de forma consistente em Portugal – era de 15,7 anos em 1990 e subiu para 18,8 anos em 2011, segundo a base de dados Pordata. Um reformado com menos de 60 anos viverá, provavelmente, mais 25 anos.
    http://www.ionline.pt/dinheiro/55-dos-reformados-estado-2012-tem-menos-60-anos?page=1
    • dato
    • 19 janeiro 2013

     # 2

    ainda o mandam ir estudar!!

    ele já sabe a missa toda! burro não é!
    • Eddy
    • 19 janeiro 2013

     # 3

    Pois, descontaram uma ninharia durante 30 anos e agora vivem mais 25 anos com uma boa reforma. Será que sou só eu que percebe que isto tem que dar para o torto?

    Provávelmente aquilo que descontaram nem sequer dá para pagar os cuidados de saúde que vão precisar à medida que vão envelhecendo, e muito menos para lhes dar reformas que são absurdamente elevadas comparado com o que descontaram.

    O Estado mandou uma data de pessoas para a reforma para "poupar" dinheiro dos ordenados? Mas este mundo está doido? "Poupam" os ordenados e gastam o mesmo em reformas - e ainda por cima ficam com menos pessoas para trabalhar? É só doidos.

    Tecto de 1500 euros para todas as reformas, já! A reforma tem que servir para a pessoa sobreviver quando já não pode trabalhar, não é para andarem a passear com o dinheiro dos outros.
    Concordam com este comentário: eu, Alice Gonçalves, AnaT, leomarti, Jorge Rocha, jorgealves, Dj_C
  2.  # 4

    Meus amigos já se esqueceram da pouca vergonha que foi a reforma do mira amaral da caixa geral de depósitos?
  3.  # 5

    Já se esqueceram do decreto que o mário soares fez para os ex-presidentes da república terem pópós topo de gama,e que na altura o eanesera presidente em que todos diziam que não ia deixar passar!Mas passou e ele hoje à custa disto tem pópó!Depoi veêm estes senhores dizer que é de lastimar criancas a passarem fome!Teêm as madames em instituições de caridade ou assistência com cargos bem remunerados!O sr. Primeiro-ministro,relvas e associados não podemos esquecer que pertencem à classe dos retornados,o povo portugês sabe bem o que eles fizeram neste país,os mais novos que perguntem aos pais o que eles fizeram quando vieram.Se eles dizem para emigrar,eles é que o teêm que fazer é melhor pôr meia dúzia a andar do que saqcrificar um povo com estes idiotas!São tão bons mas tiveram que ir para as universidades privadas fabricar os cursos,pois não tiveram capacidade para entrar nas públicas.No tempo do salazar nem para contínuos davam!
    • jpvng
    • 20 janeiro 2013 editado

     # 6

    Os PR terem carro não seria preocupante se ao menos tivessem a honradez de cumprirem com as suas funções dignamente.
    Sampaio por tuta e meia demitiu um governo, este..enfim..
  4.  # 7

    Colocado por: EddyO Estado mandou uma data de pessoas para a reforma para "poupar" dinheiro dos ordenados? Mas este mundo está doido? "Poupam" os ordenados e gastam o mesmo em reformas - e ainda por cima ficam com menos pessoas para trabalhar? É só doidos.

    Tecto de 1500 euros para todas as reformas, já! A reforma tem que servir para a pessoa sobreviver quando já não pode trabalhar, não é para andarem a passear com o dinheiro dos outros.
    Concordo PLENAMENTE. A dobrar.

    REVOLTA-ME saber de pessoas que recebem uma pensão de 5000/mês, graças a leis iníquas, e que todos os anos esbanjam o dinheiro que EU entrego à SS em passeatas pelo estrangeiro.
    Concordam com este comentário: eu, Jorge Rocha
  5.  # 8

    Voltamos ao mesmo. Se querem um estado têm de entender que vão haver medidas que não vão gostar. Se querem resolver o problema de acharem que o vosso dinheiro é mal aplicado, e aparentemente pelas discussões que se vão tendo pela sociedade parece haver uma percepção que é MESMO muito mal aplicado, a melhor maneira é serem vocês a ter a responsabilidade de o aplicar.

    Mas a responsabilidade é uma chatice, mais vale refilar que a culpa é de um outro qualquer, que não faz o que devia ser feito. E entretanto vamos esperando por esse alguém até ao infinito.

    O Relvas recebeu 14 mil euros de reforma, a culpa é nossa.
  6.  # 9

    Colocado por: EddyTecto de 1500 euros para todas as reformas, já!


    E uma pessoa que desconta sobre um ordenado de 10 000 euros o que pensará disto? Que deve receber o mesmo de reforma de uma pessoa que descontou sobre um ordenado de 2000 euros? Faz sentido?


    Colocado por: Luis K. W.REVOLTA-ME saber de pessoas que recebem uma pensão de 5000/mês, graças a leis iníquas, e que todos os anos esbanjam o dinheiro que EU entrego à SS em passeatas pelo estrangeiro.


    Se gastarem o dinheiro em malas da Louis Vitton já não o revolta? E se o acumularem no banco (em vez de o esbanjar) já não faz mal?

    Não está em questão haver/ter havido leis iníquas, graças a cumplicidades várias. Naturalmente que há pensões que, sendo legais, são imorais - corrijam-se, dentro do possível, estas situações.
    Mas entrar em pensamentos reducionistas do género "a reforma é para sobreviver não é para manter o nível de vida que a pessoa tinha enquanto trabalhador ativo" não me parece um caminho razoável. Estamos a fazer a apologia do reformado-banco-de-jardim? Da reforma como uma esmola que os contribuintes atuais dão aos mais velhos? A esmagadora maioria dos reformados descontou durante décadas para a SS, não são uns parasitas da sociedade!
  7.  # 10

    Colocado por: becasE uma pessoa que desconta sobre um ordenado de 10 000 euros o que pensará disto? Que deve receber o mesmo de reforma de uma pessoa que descontou sobre um ordenado de 2000 euros? Faz sentido?


    Do ponto de vista social faz todo o sentido. A reforma é uma prestação social para quem não produz, não é suposto ser uma garantia do pico de remuneração. Na prática é o que vai acontecer daqui a uns anos, já que não vai haver gente suficiente a descontar para pagar reformas que não sejam miseráveis.

    Não querem deixar o vosso futuro à merece de um terceiro, exijam tratar dela vocês.
  8.  # 11

    Colocado por: becasA esmagadora maioria dos reformados descontou durante décadas para a SS, não são uns parasitas da sociedade!


    Descontaram para alimentar um sistema que lhes ia garantir, no futuro, aquilo que eles não precisaram de pagar quando o criaram. Criaram um sistema que os iria beneficiar e chutaram a responsabilidade de o pagar para pessoas que ainda nem sequer tinham nascido, pessoas essas que só ganham a responsabilidade de pagar o sistema, e que nunca vão usufruir dele.
    Concordam com este comentário: Tavares Miguel
  9.  # 12

    Colocado por: Luis K. W.REVOLTA-ME saber de pessoas que recebem uma pensão de 5000/mês, graças a leis iníquas, e que todos os anos esbanjam o dinheiro que EU entrego à SS em passeatas pelo estrangeiro.

    Colocado por: becas Se gastarem o dinheiro em malas da Louis Vitton já não o revolta? E se o acumularem no banco (em vez de o esbanjar) já não faz mal?
    Não está em questão haver/ter havido leis iníquas, graças a cumplicidades várias.

    Becas, leia a minha frase COMPLETA: «recebem-uma-pensão-de-5000/mês-graças-a-leis-iníquas».

    Se, ao menos, tivessem feitos os descontos correspondentes ao que estão a receber eu não me queixaria (tanto).

    Imagine o caso de uma professora primária reformada que acumula a pensão dela com a de viuvez/sobrevivência (por acaso, só conheço pessoalmente um caso), totalizando os tais 5000 euros/mês e que todos os anos viaja para Japões e Dubais, coisa que ela NUNCA tinha feito enquanto trabalhava e o marido era vivo.

    O que está errado, é haver quem receba muito mais enquanto pensionista do que enquanto trabalhador (acumulando pensões, muitas vezes descabidas).

    Conheço muita gente que aproveitou a antiga lei, de contar para a média "os melhores 5 dos últimos 10 anos", declarando mais do dobro dos rendimentos nos últimos 5 anos, para depois auferirem de uma pensão mais elevada (para a qual só descontaram nos últimos 5 anos).

    Quanto às leis, portanto, claro que está em causa serem iníquas! Se não são justas, têm de ser revogadas.

    E deviam RECALCULAR-SE todas, absolutamente todas, as pensões em vigor, à luz de critérios mais justos e equitativos. Isto é, a atribuição de pensões de reforma devia ter apenas dois critérios:
    1. o montante que se descontou (com a devida correcção monetária);
    2. o número de anos durante o qual se descontou.

    A *necessidade*, o *mérito*, etc., deviam ser de OUTRO departamento (rendimento social mínimo; ministério da cultura e desporto; ministério da administração interna; etc.).
  10.  # 13

    Colocado por: Luis K. W.Imagine o caso de uma professora primária reformada que acumula a pensão dela com a de viuvez/sobrevivência (por acaso, só conheço pessoalmente um caso), totalizando os tais 5000 euros/mês e que todos os anos viaja para Japões e Dubais, coisa que ela NUNCA tinha feito enquanto trabalhava e o marido era vivo.


    Imagino com facilidade porque a minha mãe é professora primária reformada que acumula a pensão dela com a de viuvez/sobrevivência. Da pensão dela recebia em 2012 cerca de 1500 euros (este ano será muito menos), a pensão de sobrevivência não sei ao certo quanto é, mas deve rondar os 300 euros/mês. Na melhor das hipóteses, 2000 euros/mês, mas não chega a tanto, tenho a certeza.
    É verdade que vive agora sem preocupações de chegar ao fim do mês, como quando trabalhava, porque os dois filhos são independentes há bastante tempo, mas não viaja para Japões e Dubais, nem compra roupa de marca, nem vai a restaurantes finos. Se devia ter apenas o suficiente para sobreviver? POis, se calhar estou a ser emocional (acontece-me pouco, mas acontece), mas custava-me que alguém que trabalhou desde os 18 anos e passou anos e anos sem ter o mínimo luxo tivesse agora de parar para pensar se podia comprar a pescada fresca ou o robalo de mar - qualquer um deles substituível pelo atum de lata.

    Colocado por: Luis K. W.O que está errado, é haver quem receba muito mais enquanto pensionista do que enquanto trabalhador (acumulando pensões, muitas vezes descabidas).


    De acordo. Mas isso não é a regra.
  11.  # 14

    A culpa é do povo português, que continua a aceitar esta forma de política.
    Elegem-nos e depois queixam-se...e o ciclo continua.
    Concordam com este comentário: JPN761
  12.  # 15

    Colocado por: becas2000 euros/mês


    Quantos é que hoje em dia trabalham, tem filhos e casa para pagar, e ganham 2000€ por mês?

    Isto só lá vai quando a classe "privada" abandonar o país em massa, para esta mer$% rebentar de uma vez por todas. Ou isso, ou à semelhança de Thoreau, recusarmo-nos a pagar impostos. O efeito é o mesmo.
    • eu
    • 20 janeiro 2013

     # 16

    Colocado por: becasE uma pessoa que desconta sobre um ordenado de 10 000 euros o que pensará disto? Que deve receber o mesmo de reforma de uma pessoa que descontou sobre um ordenado de 2000 euros? Faz sentido?

    Faz tanto sentido como um cidadão A pagar todos os meses 1000 euros para IRS e o cidadão B pagar 20 euros para IRS e ambos usufruírem dos mesmos serviços do Estado nas mesmas condições.
  13.  # 17

    nao querem reformas tão altas? Toca a dar a opção de quem tiver menos de 20 anos de descontos (por exemplo) a descontar uma percentagem para um fundo privado.
    Claro que há sempre o risco daquilo ir à falência.

    Agora com o sistema atual, as pessoas deveriam ter o direito / obrigação a receber de acordo com os descontos efetuados
  14.  # 18

    Colocado por: kosttaAgora com o sistema atual, as pessoas deveriam ter o direito / obrigação a receber de acordo com os descontos efetuados


    Esse direito é o meu dever de descontar quase 30% do ordenado. Porreiro pá.
  15.  # 19

    Colocado por: eu
    Faz tanto sentido como um cidadão A pagar todos os meses 1000 euros para IRS e o cidadão B pagar 20 euros para IRS e ambos usufruírem dos mesmos serviços do Estado nas mesmas condições.


    São coisas completamente diferentes.
  16.  # 20

    Colocado por: danobrega

    Esse direito é o meu dever de descontar quase 30% do ordenado. Porreiro pá.


    como é que desconta 30% para a reforma?
 
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