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    • RafaPi
    • 1 Março 2017 editado

     # 1

    Alguém sabe de alguma técnica ou tática com vista a condomínios faltosos pagarem as suas dívidas?
    Excluo as soluções judiciais pq essas já conheço!
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  2.  # 2

    Pressao psicologica facam a vida negra a quem nao paga
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    • 1 Março 2017 editado

     # 3

    Colocado por: RafaPiAlguém sabe de alguma técnica ou tática com vista a condomínios faltosos pagarem as suas dívidas?
    Excluo as soluções judiciais pq essas já conheço!


    A não se perspectivar esta a via, só restará a via de ameaças nas escadas do prédio : )..mas pode não ser a eficiente.
  3.  # 4

    Colocado por: RafaPiAlguém sabe de alguma técnica ou tática com vista a condomínios faltosos pagarem as suas dívidas?
    Excluo as soluções judiciais pq essas já conheço!


    Meu estimado, o exercício administrativo não se coaduna com pseudo-técnicos ou tácticas, quando em causa está uma obrigação do administrador que lhe é imposta por lei. Dimana da al. e) do artº 1436º do CC que uma das atribuições do administrador é proceder à cobrança dos condóminos da respectiva quota-parte nas despesas aprovadas, em montante fixado pela assembleia (cfr. artº 1431º, nº 1 CC), necessárias à conservação e fruição das partes comuns do prédio, e bem assim, dos serviços de interesse comum (cfr. artº 1424º, nº 1 CC), a pagar pelos mesmos em proporção do valor das suas fracções (cfr. artº 1418º, nº 1 CC), salvo disposição em contrário ou se outra forma não se tiver deliberado.

    Atente-se que o legislador, usou a expressão «Exigir» em detrimento de qualquer outra, contendo-se esta com uma força imperativa. Para tanto, este atribuiu ao administrador dois poderes-deveres para proceder à cobrança:
    1) de forma coerciva (cfr. DL 268/94, artº 6º) se os condóminos não cumprirem pontual (cfr. artº 406° nº 1 CC) e integralmente (cfr. artº 763° nº 1 CC) com as suas obrigações.
    2) pela aplicação das penas pecuniárias que se houverem previamente fixadas em sede plenária para a não satisfação das obrigações devidas (cfr. artº 1434º, nº 1 CC).

    Desta sorte, perante uma situação de incumprimento, deve o administrador, com as formalidades exigidas (cfr. artº 342º CC), solicitar o pagamento voluntário do montante em dívida em prazo por si considerado razoável, sob pena de se ver forçado a aplicar as penas pecuniárias fixadas pela assembleia dos condóminos, decorrido tal prazo, com a subsequente cobrança coerciva mediante uma competente acção executiva, sem mais advertências.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas
    Estas pessoas agradeceram este comentário: reginamar
  4.  # 5

    Se os condóminos não pagam as quotas acham que iriam pagar as multas?
  5.  # 6

    Colocado por: RafaPiSe os condóminos não pagam as quotas acham que iriam pagar as multas?


    Meu estimado, os condóminos que não cumpram voluntariamente com as suas obrigações, pagam as respectivas quotas-partes das despesas aprovadas, as penas pecuniárias que se houverem fixadas em sede de regulamento, os juros de mora à taxa legal, as despesas com a execução e os honorários do executor. A prevaricação não se voltará a repetir.

    A excepção, prende-se com aqueles infractores que, por provocada aparência ou real situação de precariedade financeira, têm-se cientes que pelo incumprimento das suas obrigações, sobre eles não irá impender qualquer responsabilidade cível, porquanto não terão rendimentos ou bens patrimoniais penhoráveis...

    Regressando contudo à sua primitiva questão, das técnicas e tácticas, cumpre-me reconhecer que, pese embora não se tenha este um expediente com almofada legal, aponto uma possível solução: havendo-se manifesto interesse e disponibilidade das partes, pode a administração negociar com os incumpridores alguns dos serviços de interesse comum prestados às áreas comuns do condomínio, nomeadamente, limpeza, jardinagem ou pequenas reparações, onde a remuneração é usada para efeito de abatimento das dívidas...
    Concordam com este comentário: reginamar
    Estas pessoas agradeceram este comentário: reginamar
  6.  # 7

    A única forma é a judicial. É muito fácil no caso dos condominios. De resto, boa vizinhança precisa-se. Taticas ou tecnicas intimidatórias são contra um estado livre de direito como o nosso.
  7.  # 8

    Façam uma reunião de condomínio e coloquem (escrevam!) na acta todas as dividas em questao de forma clara e descritiva, por condomínio/fração.

    As dividas apenas são cobraveis até 2 anos atrás.

    Com isto, vão aos "Julgados de Paz" da vossa área (funciona, é rápido e barato).

    Foi o que fizemos e resultou !
  8.  # 9

    2 anos? O prazo prescricional das dividas de condomínio são 5 anos. Julgados de paz para que? Com isso já tem titulo executivo, tem é que intentar uma ação executiva.
  9.  # 10

    Colocado por: skyptFaçam uma reunião de condomínio e coloquem (escrevam!) na acta todas as dividas em questao de forma clara e descritiva, por condomínio/fração.

    As dividas apenas são cobraveis até 2 anos atrás.

    Com isto, vão aos "Julgados de Paz" da vossa área (funciona, é rápido e barato).

    Foi o que fizemos e resultou !


    Funciona? E se o devedor não cumprir?

    Colocado por: Rsilva612 anos? O prazo prescricional das dividas de condomínio são 5 anos. Julgados de paz para que? Com isso já tem titulo executivo, tem é que intentar uma ação executiva.


    Permita-me uma observação. Contam-se 5 anos para as prestações periodicamente renováveis. Para as outras dívidas condominiais, corre o prazo de 20 anos.
    Concordam com este comentário: reginamar
    Estas pessoas agradeceram este comentário: reginamar
  10.  # 11

    Óbvio, pensei que estavamos só a falar de dividas referentes ás quotas mensais, logo periódicas. Tem toda a razão.
  11.  # 12

    Deus nos livre destes vizinhos. Eu deixei de comprar um lindo apartamento por cause destes. No edificio havia 10 ou 11 condominos. Quatro estavam com atraso. Um deles devia 2.000, Estava isento do pagamento porque a casa nao era dele mas sim do banco. Também nao ganhava o suficiente para ser obrigado a pagar. A respeito dos outros 3 nao sei o que estava a acontecer. A administracao nao quis falar comigo. A agencia gestora tamb´´em nao podia falar da situacao financeira de cada condomino. A vendedora do apartamento disse que nao tinha nenhuma carta da agencia gestora. Que lia as cartas e as deitava fora a seguir.

    Conclusao nao comprei. Tenho pena mas acho que quem foge á guerra é valente. Quando eu imagino que teria de viver com uns vizinhos destes até me sinto mal. Penso que eu nao me enquadraria neste ambiente. Claro que há pessoas com pouco dinheiro, mas nao ter 20 Euros por mes para cumprir tais deveres a miséria nao é so material, mas sim mais profunda.
  12.  # 13

    Colocado por: AfonsoUm deles devia 2.000, Estava isento do pagamento porque a casa nao era dele mas sim do banco
    Se o proprietário do andar era o banco, então era o banco que devia esses 2.000!!
  13.  # 14

    Uma "artista" no meu prédio diz que não paga condomínio pois tem uma infiltração e se a situação não for tratada pelo condomínio que ela resolve, e depois desconta nos pagamentos.
    A pessoa como formação é juíza ou advogada!
    Há alguma lei que permita fazer isso automaticamente?
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    • 7 Junho 2019 editado

     # 15

    E a infiltração é proveniente de onde ?
    De canalização comum, cobertura do prédio, ou, supostamente de canalização de fração vizinha ?
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  15.  # 16

    Colocado por: sizeE a infiltração é proveniente de onde ?
    De canalização comum, cobertura do prédio, ou, supostamente de canalização de fração vizinha ?

    Ambos os casos canalização comum e canalização de uma fracção, agora se soube.
  16.  # 17

    Colocado por: Palhava
    Ambos os casos canalização comum e canalização de uma fracção, agora se soube.

    Se parte da origem da infiltração é da "canalização comum" o adminstrador do condomínio pode mandar reparar.
  17.  # 18

    Colocado por: PalhavaUma "artista" no meu prédio diz que não paga condomínio pois tem uma infiltração e se a situação não for tratada pelo condomínio que ela resolve, e depois desconta nos pagamentos.
    A pessoa como formação é juíza ou advogada!
    Há alguma lei que permita fazer isso automaticamente?


    Automáticamente, não....
    Tem que reportar, formalmente a situação ao administrador do condomínio para que seja este a diligenciar a reparação na área comum.
    Só se o administrador for negligente, não resolver a situação, é que a dita condómina adquire a legitimidade para tomar a iniciativa de reparar e, consequentemente, ser ressarcida da despesa junto do condomínio.
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