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  1.  # 1

    Pensamentos/considerações sobre alteração (estofar) o sofá. Tecidos que ando a ver



    (Este é a continuação do tópico de exposição/diário/(tubo de ensaio) aqui :

    https://forumdacasa.com/discussion/47435/1/casa-arquitectura-popular-obra-com-mood-boards/ )
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  3.  # 2

    Mais tecidos e o sofá actual.
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  4.  # 3

    Linho cinzento
    Concordam com este comentário: MFreitas
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  5.  # 4

    Quando fores comprar mesmo o tecido diz-me para eu ir contigo. Tenho desconto de profissional nessa loja.
    Entretanto, já foste aos "Bispos" á Parede?
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  6.  # 5

    Mais importante que o tecido é o estofador ser bom e principalmente o tipo de esponja que vais usar. As esponjas de alta densidade cinzentas são muito boas. O ideal são as cor de rosa com memória mas são mais caras.
    Se precisares de esponja o meu fornecedor é ao pé de tua casa.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  7.  # 6

    Quanto ao tecido gosto do Linho Cinzento que mostraste.
    No entanto, tenho ideia de ter visto aqui á uns tempos um tecido do mesmo género que fazia um efeito cromático muito giro em tons de cinza e cobre. Casava bem com a tua casa/decoração.
    Concordam com este comentário: CMartin
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  8.  # 7

    Tinha um estofador óptimo, o Sr. Pedro, que infelizmente faleceu aos 57 anos do coração. Era quem me fazia estes trabalhos, e estofou o tal sofá que de origem era em tecido bouclé cinza, que troquei pelo veludo rosa velho que conheces.
    Estou com ideias de contactar André Dorropio ( m.facebook.com/CardumeConcept/?locale2=pt_BR)
    Convém acertar no profissional,tens razão até porque para além de me servir bem pessoalmente, como enveredei pela criação de ambientes (design e decoração de ambientes), estou a criar referências para projectos e clientes, para além de para mim própria.
    Agradeço a tua disponibilidade John John. Tenho ideias entre veludo que adoro mas estou talvez mais virada para um linho grosso ou uma fazenda (tweed), mais rústicos.
    A estrutura do sofá é boa, o enchimento é que é mais chato (no sentido de trabalhoso), uma mistura de espuma com as almofadas em penas de pato. Vamos ver o que se consegue, alta densidade parece-me bem, de memória..quero é que mantenham bem. Até agora, e tenho o sofá há 17 anos, não me arrependo de lhe ir dando novas vidas. Para mim, tornou-se intemporal.
  9.  # 8

    João, manda-me o teu nr de telemóvel, se ainda tiveres o meu, manda-me por sms.
  10.  # 9

    Para te adiantar duas palavras, há um projecto interessante, se for como espero, e se forem solicitadas as especialidades, para além do meu design de interiores, o meu homem das carpintarias é quem me fez as minhas, o joão santos, os soalhos és tu. A referência está feita.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: joaosantos, Joao Dias
  11.  # 10

    Colocado por: CMartinJoão, manda-me o teu nr de telemóvel, se ainda tiveres o meu, manda-me por sms.

    Feito
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CMartin
  12.  # 11

    Boa noite,

    Tenho um sofá que comprei recentemente (menos de 1 ano) em Paços de Ferreira, e é um bom sofá, no entanto acho que o tecido não é dos melhores para um caso muito específico da minha família :p

    Tenho gatos, e os tecidos eles adoram (fazer as unhas e brincar). Tenho protetores no sofá, mantas, etc mas gostava de saber qual o tipo de tecido que os gatos não gostam para fazer as unhas, já ouvi falar de um tipo de tecido suede será isso mesmo?

    Dá para trocar?

    Obrigado!!
    Concordam com este comentário: CMartin
  13.  # 12

    Bom Dia pivot,
    Dá sempre para trocar o tecido/estofar um sofá ou cadeiras. Eu faço-o quase como se trocasse a roupa no sentido em que, quando mudo de casa ou faço uma remodelação, mando estofar o sofá. Neste sofá, será a 3a vez que mando estofar. Há casos em que não o faria, por exemplo, um bom sofá, chesterfield, em pele, a não ser que estivesse danificado. Há coisas que só têm valor conforme são de origem, de resto é estragá-las.
    Sim, suede, diria num tecido tipo alcântara, que por acaso está numa das imagens que coloquei em cima, (a 19€ e qualquer coisa) para gatos é capaz de ser menos apelativo, mas eles irão sempre lá com as unhas, e vai-se notar bem neste tecido. Talvez num linho mesclado se notasse menos os estragos..mas os gatos iam adorar um linho nas unhas.

    Sugiro estofar o sofá e mandar fazer uma capa "rafeira" assim com o feitio dos lençois de baixo de cama com elástico à volta, num tecido barato da mesma cor do novo do sofá, que o proteja, e assim está protegido dos gatos no dia a dia, e mantendo a mesma cor ajuda a manter a decoração/ o ambiente impecável ☺
  14.  # 13

    Colocado por: pivotBoa noite,

    Tenho um sofá que comprei recentemente (menos de 1 ano) em Paços de Ferreira, e é um bom sofá, no entanto acho que o tecido não é dos melhores para um caso muito específico da minha família :p

    Tenho gatos, e os tecidos eles adoram (fazer as unhas e brincar). Tenho protetores no sofá, mantas, etc mas gostava de saber qual o tipo de tecido que os gatos não gostam para fazer as unhas, já ouvi falar de um tipo de tecidosuedeserá isso mesmo?

    Dá para trocar?

    Obrigado!!



    Para esse tipo.de problemas existe um produto chamado feliway. Feliway classic em spray para aplicar no sofá e Feliway scratch para aplicar num arranhador.
    Concordam com este comentário: CMartin
  15.  # 14

    Com gatos habituados a esgravatar sofás regra geral só lá vai forrando o sofá a cota de malha. Torna-se é um bocadinho desconfortável:)
  16.  # 15

    Colocado por: Joao DiasCom gatos habituados a esgravatar sofás regra geral só lá vai forrando o sofá a cota de malha.

    Tb não é preciso ser tão radical.
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  18.  # 16

    Colocado por: Joao DiasCom gatos habituados a esgravatar sofás regra geral só lá vai forrando o sofá a cota de malha. Torna-se é um bocadinho desconfortável:)

    Coitadas das pessoas.



    Colocado por: zedasilva
    Tb não é preciso ser tão radical.
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    Coitado do gato.

    Como dizia a minha tia de Lisboa, há sempre um senão :o)
  19.  # 17

    Entretanto, para o estofo do sofá optei por tecido linho grosso, com um toque mais artesanal versus o actual e alternativa em veludo, na cor "peacock" (pavão, um verde azulado).
    Concordam com este comentário: VCAC
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  20.  # 18

    CMartin, detesto a textura desse tecido..... fica desconfortável ao toque isto na minha opinião.
    Concordam com este comentário: CMartin
  21.  # 19

    Acho que esta escolha de tecido, fornecido pelo estofador, (obrigada ainda assim João Dias pela tua disponibilidade) vai ficar a matar com a manta alentejana.
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  22.  # 20

    ALENTEJO
    A fábrica onde as mantas alentejanas ganham vida

    As mantas alentejanas começaram por ser utilizadas pelos pastores para se protegerem do frio, hoje em dia são utilizadas como tapetes, cortinados, colchas e tapeçarias decorativas. Esta arte quase extinta, símbolo da cultura alentejana, é criada numa fábrica em Reguengos de Monsaraz.
    INÊS SOUSA DE MENEZES
    09 de março de 2014

    São apenas três pares de mãos e três pares de pés que produzem todo o tipo de artigos a partir das típicas mantas alentejanas. As tecedeiras trabalham oito horas por dia e, apesar de estarem sentadas, fazem “ginástica” o dia todo para darem resposta às inúmeras encomendas que recebem todos os dias.

    “A manta serve para muita coisa, almofadas, biombos e puffs”, explica Mizette Nielson, a proprietária. Os hotéis que têm problemas de acústica aproveitam os têxteis para questões de isolamento, “é um dois em um: decoração e isolamento”.

    Mizette tem contribuído para manter esta herança viva e tem nas suas mãos o desafio de não deixá-la morrer. É nesse espírito que quer assegurar a continuidade da actividade, adaptando-a ao longo do tempo.

    A versatilidade das mantas é tal que já se fizeram cabeceiras com tapetes a condizer e um conjunto de 100 tapetes para hotéis, os desenhos foram escolhidos “com base em desenhos antigos alentejanos que foram adaptados”. Assim as mantas que originalmente eram uma espécie de cobertor de lã, usadas apenas por pastores e feitas com modelos simples, tornaram-se peças decorativas muito cobiçadas.

    Esta criação artística acontece num antigo lagar de azeite, com uma área de 1600m2, adaptado a centro de exposições, fábrica de tecelagem e habitação. Mal galgamos a entrada parece que recuámos décadas, estamos na Fábrica Alentejana de Lanifícios, que de fábrica só tem o nome, já que tudo é produzido em teares manuais e conta-se pelos dedos de uma mão quem aqui trabalha.

    Numa sala grande, tanto em espaço como em altura, com um tecto feito de vigas de madeira e um chão de cimento, com apenas duas pequenas janelas na parede e quatro aberturas no telhado, encontram-se 11 teares de todos os tamanhos, o mais pequeno tem 1,20m de largura e o maior 2,40m. Os teares mecânicos encontram-se desmontados a um canto, pois ali só se utilizam os originais, provavelmente já com 100 anos. Por toda a fábrica acumulam-se amostras, de várias cores.

    Apenas três mulheres trabalham naquele espaço despido e frio, sentadas em frente aos teares, debaixo de grandes candeeiros que iluminam o que estão a fazer, abstraindo-se do barulho do bater das traves que ecoa pelas paredes. Fátima tem 53 anos e já está na fábrica há 12, conta que ali trabalham muito “por encomenda”: “E no intervalo vamos fazendo algumas coisas para a loja”. Pode estar sentada durante as oito horas, mas os braços e as pernas não param um segundo, por isso ao final do dia o corpo está cansado: “Saímos daqui estafadas”.

    As tecedeiras fazem ginástica o dia inteiro. Firmam-se na burra, uma trave na traseira do tear, e enquanto carregam nos pedais puxam a maniota com a mão direita e empurram o batente com a esquerda. A lançadeira (onde se coloca a lã) voa da direita para a esquerda e da esquerda para a direita. É preciso muita coordenação, pois existem quatro pedais e os pés vão passando de um para o outro, dependendo do padrão que se deseja.

    Ao gosto do freguês
    Rita, de 29 anos, foi para a fábrica em Janeiro. Vivia em Lisboa há mais de dez anos, dava aulas de Educação Visual, mas quando não foi colocada voltou para casa dos pais, que fica precisamente na rua onde se encontra a fábrica. Propôs um estágio a Mizette e acabou por ficar: “Não tem nada a ver com dar aulas, mas estou a gostar muito do que faço. A tecelagem é uma das coisas que eu mais gosto”. Apesar de já não se encontrar rodeada de crianças considera que “o trabalho não é nada rotineiro, pelo contrário é muito gratificante e curioso”.

    Mizette conta que vêm muitas estagiárias de fora, de faculdades de têxteis, com o propósito de aprenderem, só que “às vezes não convém, porque é material e tempo que se gasta, é preciso ter alguém com bases”. Mas como é a última fábrica de têxteis na Europa faz muito sucesso lá fora: “Temos visitantes todos os dias, de todos os lados do Mundo”.

    Por ter apenas três tecedeiras, as pessoas têm de esperar para receberem os seus pedidos e as grandes encomendas demoram mais tempo: “A maioria delas provém da loja, de pessoas que vão passar o fim-de-semana a Monsaraz”. É que além da fábrica, Mizette ainda tem uma loja, afirmando que as duas “estão muito ligadas”, mas que “as pessoas preferem ir a Monsaraz por ser mais turístico”.

    Quanto ao produto final, as medidas e os padrões podem variar conforme o gosto do cliente, tendo como base as linhas tradicionais. Sempre em lã, sem qualquer mistura de fibras sintéticas, podem ter riscas, espigas, quadrados, castelos, losangos ou fuzis. Em cerca de três dias, é terminada uma manta grande (com uma dimensão de dois metros e quarenta por três), mas já chegaram encomendas bem mais demoradas, como uma passadeira com 26 metros de comprimento.

    Mizette fala sobre os pedidos que já lhe foram feitos dizendo que “é giro acompanhar as tendências de interior”. Conta que durante anos as encomendas incidiram apenas sobre o preto e branco, passaram depois ao amarelo e cinzento e, mais recentemente, aos tons terra, vermelho e ferrugem. “Na última temporada, também o verde e o azul forte entraram na lista de pedidos”, o que complica as quantidades que são necessárias mandar tingir.

    Sendo um produto tipicamente português ,a lã utilizada também faz um percurso totalmente nacional: é comprada em rama em Castelo Branco, lavada e fiada na Guarda e tingida em Mira de Aire. Além das encomendas feitas na loja em Reguengos ou na própria fábrica, as mantas podem ser compradas na loja A Vida Portuguesa, em Lisboa e no Porto, mas não se encontra uma igual em mais lado nenhum, pois “o facto de ser um trabalho manual torna o produto exclusivo”. Quanto ao preço, os valores variam muito: “Como leva imenso tempo calculo pelo peso e dias de mão-de-obra, é o mais justo”, diz Mizette.
    (...)

    Quanto ao destino desta fábrica Mizette conta: “Estou a procurar alguém que continue. Levou muito tempo para voltar a colocar as mantas de Reguengos no mapa, agora é algo economicamente visível e não quero que se perca isso”. Irá ensinar as bases e passar os conhecimentos que adquiriu durante os anos todos que esteve à frente do negócio. Pretende assegurar a continuidade desta actividade, que faz parte do património e da herança do Alentejo.


    Fonte : www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2014/03/09/local/noticia/a-fabrica-onde-as-mantas-alentejanas-ganham-vida-1627450/amp
    Estas pessoas agradeceram este comentário: MFreitas
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