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    • AMVP
    • 12 Setembro 2018

     # 1

    Com os resultados da entrada nas faculdades questiono se tudo isto fará sentido.

    Será que vale a pena tanto dinheiro despendido com deslocações para fora de casa para todos os cursos?

    Mas quais são as alternativas?

    Onde se aprende a ser electricista, por exemplo?
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  2.  # 2

    Num centro de formação profissional.
  3.  # 3

    Escolas de formação profissional logo a partir do 9.ano. Ainda existem algumas.

  4.  # 4

    • AMVP
    • 12 Setembro 2018

     # 5

    E a qualidade das mesmas?

    Eu fiz um técnico profissional numa escola secundária e o ensino superior posteriormente.

    Na altura escolhi uma secundária pq já na altura as escolas profissionais tinham fama de terem mais qualidade.

    Desde há um anos que ouço que nas secundárias tb já não corre bem.

    Sou mae de um adolescente e tomei consciência de que falta 1 ano para tomar algumas decisões.

    Sempre me fez sentido aprender uma profissão, independentemente de se vir ou não a seguir para o superior.

    Mas se o ensino não for bom tb não vale a pena.
    • emad
    • 12 Setembro 2018 editado

     # 6

    Ninguem com formação superior é melhor do que ninguém. Hoje tirar um curso superior não dá garantias de nada. Mas aqueles que tiram cursos superiores e sao muito bons, aí sim, já podem ter algumas garantias.
    Quando a oferta é muita, a qualidade tende a diminuir.
    Agora pergunto. Quais sao os pais de hoje com possibilidades de aguentarem os filhos ate ao fim da escola, que vão dizer para eles irem para eletricistas, carpinteiros, trolhas ou picheleiros?
    Mesmo dizendo que vão ganhar mais, isso tambem não é garantia da nada. Para se ser picheleiro, eletricista, carpinteiro ou trolha, também têm de ser bons. Caso contrario vão passar fome.
    Para mim tudo se resume à vontade e ao querer. Se nao houver estas duas coisas o resultado final será desastroso. Seja no que for.
    Em 2011 nem os doutores/ engenheiros, nem os picheleiros, carpinteiros, eletricistas e trolhas tinham trabalho.
    Agora já começa haver trabalho para muitos. Pelo menos para aqueles que querem e têm vontade.
    Concordam com este comentário: MRK, Pedro Barradas, nunopinho, vcd, GMCQ, mafgod, Sérgio KYO, cmmoreira
    Estas pessoas agradeceram este comentário: AMVP
    • Saki
    • 12 Setembro 2018

     # 7

    A meu ver um curso superior deve ser encarado como um investimento. Para ser feito deve fazer parte de um plano (realista) para o futuro.
    Ir para uma área sem saída a meu ver não faz sentido porque é uma perda de tempo e de dinheiro (apesar de ser totalmente a favor da formação contínua).

    Deve ser das poucas áreas em que concordo com a abordagem ideológica dos EUA: os cursos superiores como mais uma ferramenta para nos colocarmos no mercado de trabalho.
    É pensar no que se gosta de fazer e simultaneamente se existe procura no mercado de trabalho.

    Cursos com perspectiva exclusiva de crescimento pessoal (filosofia, história da arte, estudos de género, etc) deve ser bem pensado e, na minha opinião, jamais deve ser feito com os pais a abonar o dito curso. Excepto claro que se conheça um nicho de mercado que está a precisar ou se já se estiver num trabalho para o qual seja necessário determinado curso para progredir na carreira.

    Ps: electricista é daquelas áreas sobrelotadas, não?
    E aqui na zona a oferta para essas áreas é o OMN... Para enveredar por algo assim terás que encontrar um nicho para te destacares e conseguires ter outro tipo de rendimentos.
    Concordam com este comentário: AMVP, mafgod
    • emad
    • 12 Setembro 2018

     # 8

    Colocado por: AMVP

    Sou mae de um adolescente e tomei consciência de que falta 1 ano para tomar algumas decisões.

    Nao acha que o seu filho tem de decidir? Mas nao falam sobre o futuro profissional?
    Nao sabe o que lhe vai na cabeça?
  5.  # 9

    Colocado por: SakiPs: electricista é daquelas áreas sobrelotadas, não?
    E aqui na zona a oferta para essas áreas é o OMN...

    Você vive onde? ... na lua?
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas
  6.  # 10

    nada pior do que ser mediocre na profissão, seja com ou sem formação superior,

    é mais gratificante um canalizador com gosto e jeito pela arte que muitos engenheiros e arquitectos sem qualquer gosto nem competência.
    Concordam com este comentário: MRK, Pedro Barradas, Sérgio KYO, ins.Bruno
    • AMVP
    • 12 Setembro 2018

     # 11

    Colocado por: emad
    Nao acha que o seu filho tem de decidir? Mas nao falam sobre o futuro profissional?
    Nao sabe o que lhe vai na cabeça?


    Claro que acho que ele deve decidir.

    O problema é que ele não cresce para decidir, só mesmo em altura.

    Quanto a conversar, claro que sim . Mas quando a resposta é : eu não sei, fica difícil.
    • Saki
    • 12 Setembro 2018 editado

     # 12

    Colocado por: Picareta
    Você vive onde? ... na lua?


    Não, não vivo e tenho familiares muito próximos na área.
    O meu marido até tem o curso e simplesmente mudou de área já há muitos anos. A pessoa mais próxima de mim (com anos de experiência) que trabalha na área não ganha o dobro do OMN e as ofertas de trabalho que surjem por aqui oferecem o OMN.

    O/a Picareta vive em Portugal? Zona norte?
    • Saki
    • 12 Setembro 2018

     # 13

    Colocado por: AMVP

    Claro que acho que ele deve decidir.

    O problema é que ele não cresce para decidir, só mesmo em altura.

    Quanto a conversar, claro que sim . Mas quando a resposta é : eu não sei, fica difícil.


    Eu não me tinha apercebido que não era o próprio.

    Há coisas que não podemos fazer pelos nossos filhos. Até o pode ajudar a procurar ideias, possíveis mercados e soluções mas tem que ser ele a decidir.
    E se procurar por ele, ele não tem que o fazer. Não tem que crescer, nem que se esforçar...

    Adiante. Pessoalmente sou apologista dos gap years (para trabalhar, viajar à custa do próprio trabalho, etc). Por vezes os miúdos estão completamente alienados do mundo do trabalho e o nosso sistema escolar não ajuda.
    Há bons exemplos na Europa onde há contacto com profissionais desde cedo e é até possível experimentar diferentes oportunidades de formação antes de enveredar por uma carreira mesmo.
    Na falta disso acho que o gap year pode ajudar (se já forem tendo contacto com o mundo do trabalho melhor, com part-times e afins).

    Em relação ao seu filho não pode decidir por ele mas pode definir regras claras relativamente àquilo que vocês como pais aceitam.

    Por exemplo na casa dos meus pais era certo e sabido que todos tínhamos que fazer o nosso trabalho. E se não estudassemos (e tivéssemos boas notas) teríamos que trabalhar.
    Não fazer nada não era opção. Se quiséssemos ser "desempregados profissionais" e viver à custa dos nossos pais podíamos fazer as malas.
    • AMVP
    • 12 Setembro 2018

     # 14

    Colocado por: Saki

    Eu não me tinha apercebido que não era o próprio.

    Há coisas que não podemos fazer pelos nossos filhos. Até o pode ajudar a procurar ideias, possíveis mercados e soluções mas tem que ser ele a decidir.
    E se procurar por ele, ele não tem que o fazer. Não tem que crescer, nem que se esforçar...

    Adiante. Pessoalmente sou apologista dos gap years (para trabalhar, viajar à custa do próprio trabalho, etc). Por vezes os miúdos estão completamente alienados do mundo do trabalho e o nosso sistema escolar não ajuda.
    Há bons exemplos na Europa onde há contacto com profissionais desde cedo e é até possível experimentar diferentes oportunidades de formação antes de enveredar por uma carreira mesmo.
    Na falta disso acho que o gap year pode ajudar (se já forem tendo contacto com o mundo do trabalho melhor, com part-times e afins).

    Em relação ao seu filho não pode decidir por ele mas pode definir regras claras relativamente àquilo que vocês como pais aceitam.

    Por exemplo na casa dos meus pais era certo e sabido que todos tínhamos que fazer o nosso trabalho. E se não estudassemos (e tivéssemos boas notas) teríamos que trabalhar.
    Não fazer nada não era opção. Se quiséssemos ser "desempregados profissionais" e viver à custa dos nossos pais podíamos fazer as malas.


    Concordo sobretudo com o trabalharem em partime ou nas ferias enquanto estudam . Passa-Se tempo demais sentado numa cadeira a ouvir professores e a não se viver o mundo.

    Quanto a notas, não é esse o meu prpblema, quanto a esforcar-se já é outro assunto.

    Mas não estou certa de que haja apenas um caminho para chegar a um objectivo.

    Eu fiz um caminho bem diferente dos meus colegas mas gostei de o terro feito.
    • AMVP
    • 12 Setembro 2018

     # 15

    Com a vida tenho aprendido que ser possuidor de conhecimentos profissionais mais terrenos, ou seja, mais próximos das necessidades do dia a dia e sempre uma mais valia. Não digo que seja o que garante estabilidade mas que é algo que permite existirar uma alternativá sem dúvida.
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    • emad
    • 12 Setembro 2018 editado

     # 16

    Eu concordo com o facto deles aos 16 anos começarem a ter contacto com o mundo do trabalho. Um part -time no mcdonalds ou na jardinagem ou a servir as mesas aos fins de semana, fazem-lhes bem e começam a ter contactos com pessoas diferentes. Começam a ter responsabilidade e a ver o mundo do trabalho por dentro.
    Tenho dois sobrinhos e os dois passaram pelo meu crivo aos sabados de manhã num part-time associado à actividade do Avô. E só lhes faz bem e tem feito bem.
    O avô paga-lhes as horitas e estao sempre disponiveis para ajudar. Um deles ja tem trabalho fixo, o outro está a concluir a Universidade.
    O que está a trabalhar no inicio nem sequer queria acabar o 12 ano. Dei-lhe tanto na cabeça e consegui abrir-lhe os olhos. Hoje está a trabalhar na empresa que queria e com o 12 ano concluido.
    O mais novo tambem tem levado com conselhos para a vida pos-universidade.
    Eu tenho uma vantagem como tio deles, mais pareço irmao mais velho deles. E isso permite dialogar e perceber o que lhes vai nas cabeças. Nem sempre os pais conseguem perceber os filhos. Falta de tempo, falta de vontade, distancia geracional, etc.
    Quanto ao meu filho, tento que ele seja feliz. E que cresça num ambiente que lhe permita ver e perceber o mundo que o rodeia, e que nao se preocupe muito com o futuro. Porque primeiro está o presente. Depois só é preciso dar passos sustentados para o futuro. Mas sei que nao será facil. Porque hoje a sociedade impoe muitas pressoes a nós pais e a eles como filhos. Tudo hoje tem de ser perfeito. Os pais têm de ser bem sucedidos profissionalmente, pais exemplares, maridos e esposas felizes. Para nao falar da parte material. Todos temos de ter aquilo que a sociedade nos tenta vender.
    Os filhos sentem desde cedo a pressao de serem bons alunos, filhos perfeitos, os melhores amigos e têm de ser melhores que os pais.
    É preciso fazer-lhes ver que nada na sociedade é perfeito. Se nao colocarmos a fasquia muito alta, nem os filhos nem nós vamos ficar desiludidos com o resultado.
    As coisas acabam por acontecer. Bem ou menos bem.
    Concordam com este comentário: AMVP, Saki
  8.  # 17

    Mas afinal o que é OMN?!!
    Concordam com este comentário: jorgferr
  9.  # 18

    Colocado por: Pedro BarradasOMN?!!

    Ordenado minimo nacional?
  10.  # 19

    Colocado por: Pedro BarradasMas afinal o que é OMN?!!


    ordenando minimo nacional
  11.  # 20

    A minha esposa é licenciado em Educação de Infância e trabalha como educadora no privado com 40h semanais. E olhe também ganha o OMN, é a vida....
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