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  1.  # 1

  2.  # 2

    Poderia transcrever o conteúdo do artigo, por favor? Não consigo lê-lo no telemóvel e de futuro o artigo até poderá desaparecer, deixando o link para uma página em branco. Obrigado.
  3.  # 3

    .. sempre disse que marcos e água são assuntos muito sérios nas aldeias.
    Concordam com este comentário: BoraBora, Damiana Maria, RicardoPorto
  4.  # 4

    Colocado por: telhaduasaguasPoderia transcrever o conteúdo do artigo


    Crime ocorreu em Valença do Douro, no concelho de Tabuaço. Agressor é um homem de 70 anos.

    Um homem, com cerca de 60 anos, foi, esta segunda-feira, mortalmente baleado, em Valença do Douro, no concelho de Tabuaço. A agressão surgiu após desentendimentos acerca de "passagens de terrenos".

    Em declarações à agência Lusa, Marcos Fonseca, comandante dos Bombeiros Voluntários de Tabuaço, afirmou que "as pessoas contam que estes dois homens" discutiam "por causa de passagens de terrenos" e hoje o conflito "acabou nesta agressão com arma de fogo, com dois tiros de caçadeira".

    Segundo a mesma fonte, o agressor é um homem com cerca de 70 anos", que fugiu após o crime, mas posteriormente se entregou às autoridades. O caso foi encaminhado para a Polícia Judiciária.

    "Os bombeiros fizeram manobras de reanimação", mas o óbito acabou por ser declarado no local.


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    Estas pessoas agradeceram este comentário: mmarinho, telhaduasaguas
  5.  # 5

    Este tipo de rixas rurais são, relativamente, comuns embora, na maioria dos casos, não cheguem a este limite extremo.
  6.  # 6

    Um é incumpridor e o outro é teimoso porque sabe que tem razão. Na estrada é igual. É triste mas é a realidade. Temos que saber escolher as nossas lutas.
  7.  # 7

    Na aldeia onde vivo, contaram-me que há uns anos uma mulher e um homem quase arrancaram um braço a outra mulher com enxadas ou outra ferramenta agrícola (não foi com catanas), desconheço por que motivo.
  8.  # 8

    Colocado por: telhaduasaguasdesconheço por que motivo.
    a não serem casados ... ou terra ou agua
  9.  # 9

    Um colega meu escreveu sobre o tema; as relações interpessoais em meios pequenos são cara a cara intermediados por uma rede de interações muito complexa e recheada de ditos e não-ditos, ininteligiveis para quem está de fora, daí o aforismo "quem está de fora racha lenha".

    Já as relações com o meio são tão antigas e telúricas que condicionam, quase na totalidade, as relações interpessoais.

    ... sempre disse que marcos e água são assuntos muito sérios nas aldeias.
  10.  # 10

    Colocado por: Damiana MariaUm colega meu escreveu sobre o tema; as relações interpessoais em meios pequenos são cara a cara intermediados por uma rede de interações muito complexa e recheada de ditos e não-ditos, ininteligiveis para quem está de fora, daí o aforismo "quem está de fora racha lenha".

    Já as relações com o meio são tão antigas e telúricas que condicionam, quase na totalidade, as relações interpessoais.



    Resumindo, ainda funcionam pela lei do monte. O que significa que ainda estão muito atrasados! Portugal, em algumas partes é só para visitas.
    Concordam com este comentário: tviegas
  11.  # 11

    Há pois é.
    Em muitos meios não há cá "Guerreiros do Teclado ", é cara à cara.
    Cada um sabe o limite de cada um, mas há coisas que não condeno...
    Concordam com este comentário: Vítor Magalhães, Damiana Maria
  12.  # 12

    os meus vizinhos de cima, trouxeram-me um naco de borrego, um queijo de cabra curado e outro fresco.. tudo lá do "monte"... sejam cordiais, compreensivos e retribuam.
    Concordam com este comentário: NLuz
  13.  # 13


    Resumindo, ainda funcionam pela lei do monte. O que significa que ainda estão muito atrasados! Portugal, em algumas partes é só para visitas.


    Nada ten a ber i nin ye queston d'atrasado ó adiantado; son eidantidades custruídas, an speilho i ls bejitantes nun son parte dessa custruçon, porcesso debagaroso de muitos anhos. La tecnologie ye antegrada cumo ua cousa mais.

    Tradução do Mirandês:

    Nada tem a ver e nem é questão de atrasado ou adiantado; são identidades construídas, em espelho e os visitantes não são parte dessa construção, processo longo de muitos anos. A tecnologia é integrada como uma coisa mais.

    Quem lá não vive não tem como entender nem as lógicas nem as estratégias de quem lá vive: ouve mas não entende quase nada, como quando ouve o mirandês.
  14.  # 14

    Não é só nas aldeias...vivo num prédio pequeno que é quase à lei da bala..primeira noite que me mudei , no dia seguinte já estava a ser ameaçado porque o meu cão ladrou estando eu em mudanças.. há gente que se julga dona de tudo..até de propriedade horizontal! Há muita gente mal formada, frustados infelizes por dentro que tentam passar essa raiva para os outros..
    Concordam com este comentário: Damiana Maria
  15.  # 15


    Quem lá não vive não tem como entender nem as lógicas nem as estratégias de quem lá vive: ouve mas não entende quase nada, como quando ouve o mirandês.
    A ouvir não sei, mas percebi quase tudo o que escreveu, antes de ler a tradução para português (talvez contribua o facto de estar habituado a ouvir algumas músicas em asturianu). Como quando estou na Catalunha a conversar com alguém, a pessoa em catalão e eu em português, e entendemo-nos lindamente :)
    (hei-de aprender catalão, mas ainda não cheguei lá)
  16.  # 16

    Colocado por: MenezesNão é só nas aldeias...vivo num prédio pequeno que é quase à lei da bala..primeira noite que me mudei , no dia seguinte já estava a ser ameaçado porque o meu cão ladrou estando eu em mudanças.. há gente que se julga dona de tudo..até de propriedade horizontal! Há muita gente mal formada, frustados infelizes por dentro que tentam passar essa raiva para os outros..


    Ja tive um atrasado que no primeiro dia em que me mudei (e ja era noite) bateu à porta as 22h a dizer que tinha uma infiltração na arrecadação, para alem de outras perolas que se seguiram
  17.  # 17

    A ouvir não sei, mas percebi quase tudo o que escreveu, antes de ler a tradução para português (talvez contribua o facto de estar habituado a ouvir algumas músicas em asturianu). Como quando estou na Catalunha a conversar com alguém, a pessoa em catalão e eu em português, e entendemo-nos lindamente :)
    (hei-de aprender catalão, mas ainda não cheguei lá)


    É provável que entenda por causa da música, o mirandês, tanto o sendinés como o raiano, é uma língua do grupo asturo-leonês.

    O catalá é do grupo occitano, que se fala nessa região francesa, fronteira a Catalunha mas com muita influência do aragonês, também fronteiro.
    Se percebe lindamente o catalá é porque tem ouvido para línguas, um colega meu foi convidado para a editora Anagrama - Barcelona - e nos primeiros tempos andava perfeitamente desorientado.
  18.  # 18

    Colocado por: CanosO que significa que ainda estão muito atrasados!
    nao.
    Concordam com este comentário: Damiana Maria
  19.  # 19

    os meus vizinhos de cima, trouxeram-me um naco de borrego, um queijo de cabra curado e outro fresco.. tudo lá do "monte"... sejam cordiais, compreensivos e retribuam.


    Não tenho sorte nenhuma. :C
  20.  # 20

    Não é só nas aldeias...vivo num prédio pequeno que é quase à lei da bala..primeira noite que me mudei , no dia seguinte já estava a ser ameaçado porque o meu cão ladrou estando eu em mudanças.. há gente que se julga dona de tudo..até de propriedade horizontal!


    Escute esta de uma das minhas sobrinhas - que já teria os seus 18 ou 19 - quando se mudou para um prédio pequeno, com o namorado e o cão:
    Um vizinho pergunta-lhe, trazia ela o dito à trela, "o cão faz barulho?" Resposta: "não, o meu cão não faz barulho, o meu cão ladra."
    Antes que o vizinho pudesse abrir a boca rematou: "está a meter-se comigo ? Vou dizer ao meu marido e ele já fala consigo."

    Durante anos quando o vizinho a via mudava para o outro passeio.

    Na aldeia só ficariam de pé atrás se o cão não ladrasse... um cão que não ladra, que coisa é?

    Há muita gente mal formada, frustados infelizes por dentro que tentam passar essa raiva para os outros..


    Perfeitamente de acordo.

    Na aldeia também há gente frustrada, mas nunca pensariam descarregar nos vizinhos, há um aforismo que diz "na volta da roda..." e não tem a ver com rodas de carro, refere-se ás "rodas", afazeres ou obrigações que tocam a todos, ou pelo menos a muitos; o aforismo quer dizer "um dia toca-me a mim levar com a frustração do vizinho".