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    • AMVP
    • 20 junho 2021

     # 1

    Antes demais peço desculpa por colocar um tópico bem distante da área da construção civil, mas como já constatei que o fórum tem users que residem no estrangeiro decidi abrir esta discussão.

    Aqui por casa há um miúdo, o meu filho, que estando no secundário está numa fase de tomar decisões num futuro próximo. O rapaz gosta de assuntos relacionados com física, o tema preferido, biologia e afins. Assim, andam a pensar a candidatar-se a cursos de engenharia física ou mecância, neste caso viu a descrição do curso e achou interessante, áreas relacionadas com a biologia também são hipóteses mas ainda não pensadas.

    Eu que não sou da área, eu é mais finanças, penso que em Portugal o emprego nestas áreas não abunda, sei que não abrunda por regra, pois parece-me que ou são áreas viradas pela a investigação, que no que depender de mim em Portugal farei tudo para que não siga esse caminho, ou então para a indústria, mais desenvolvimento de produtos. Mas se não temos indústria fica dificil o mercado de trabalho ser alargado.

    Sempre pensei que o país melhor para estas áreas seria a Alemanha, isto no espaço da UE, visto teram indústria.

    Posto isto, o que procuro, e agradeço, é se alguém aqui pelo fórum sabem como se encontra o mercado de trabalho nos diversos países da UE nesta áreas.

    Agradeço a quem possa ajudar.
  1.  # 2

    O melhor conselho que alguém lhe pode dar quanto a este assunto: o seu filho que escolha, e lute, por aquilo que gosta e que tente ser o melhor possível, que tente aprender o máximo e que aprenda a integrar-se em equipas e que ambicione a liderança. Se assim acontecer oportunidades surgirão, seja em Portugal ou no estrangeiro.

    Direccionar um plano de estudos a longo prazo tendo em conta futurologia do que o mercado de emprego precisará é meio caminho para o insucesso.
    Vive com uma ideia pré-concebida: o mercado de investigação parece, pelo que escreveu, uma "não possibilidade". Ora bem, eu sou investigador e não me considero nem infeliz nem com insucesso na vida.

    Tudo de bom e muita sorte para o futuro.
  2.  # 3

    A prioridade deve ser ter boas notas, o que adianta andar a pensar nisso se depois acaba o secundário com média de 12, vai ter eliminar muitos cursos, já não pode escolher o que quer, vai ter que ir para o que sobra.
    • AMVP
    • 20 junho 2021

     # 4

    Colocado por: NielsBohrmercado de investigação parece, pelo que escreveu, uma "não possibilidade". Ora bem, eu sou investigador e não me considero nem infeliz nem com insucesso na vida.

    Antes demais agradeco a sua atencao. Se ler o que escrevi, o que referi relativamente a investigacao foi relativamente a Portugal e apenas o fiz pq o que conheco do meio a instabilidade prolonga-se durante tempo demais. Acrescento que quando tive contacto mais direto com o meio, em ambiente de faculdade, ou seja, centro de investigacao numa universidade, nao gosteio do ambiente, mas pronto esta ja foi uma avaliacao minha e esforco-me para ser objetiva.
    Quanto ao we tentar ser bm naquilo que se gosta concord consigo mas... Tb temos de ser objetivos e frios na analise de saidas profissionais, sobretudo quando nao temos apenas um caminho em mente.

    Quanto a questao da lideracao, suspeito que pelo menos no inicio nao sera esse o objetivo dele. O rapaz quer fazer coisas, decobrir coisas.
    • AMVP
    • 20 junho 2021

     # 5

    Colocado por: PicaretaA prioridade deve ser ter boas notas, o que adianta andar a pensar nisso se depois acaba o secundário com média de 12, vai ter eliminar muitos cursos, já não pode escolher o que quer, vai ter que ir para o que sobra.

    Ate agora nada indicia que tera media de 12, esta a terminal o 11 e ate agora as notas sao bem distantes dessa media.
  3.  # 6

    Boa noite, permita lhe dizer lhe que não deverá tentar influenciar o seu filho levando o a seguir uma área que não gosta. Conheço muitas pessoas que são infelizes profissionalmente por terem seguido áreas de atividade por opção dos pais. Hoje são adultos frustrados e zangados com o trabalho e até com a vida.
    Se o seu filho fizer algo que gosta, tirar prazer do que seguiu, for bom naquilo que faz, garanto lhe que terá sucesso seja em que área for.
    Quanto às áreas que fala, nomeadamente a área da engenheira, trabalhando eu numa multinacional alemã muito conhecida em Portugal, noto que o curso de engenharia mecânica, eletrotécnica, etc continua a ter muita saída a nível profissional (estamos sempre a contratar essas áreas) e a pagar bons ordenados.
    • AMVP
    • 21 junho 2021

     # 7

    Colocado por: Raquel ABoa noite, permita lhe dizer lhe que não deverá tentar influenciar o seu filho levando o a seguir uma área que não gosta. Conheço muitas pessoas que são infelizes profissionalmente por terem seguido áreas de atividade por opção dos pais. Hoje são adultos frustrados e zangados com o trabalho e até com a vida.

    Acredite que nao influencio o curso, se fosse pela minha influencia nao eram essas as areas. Agora, tentar influenciar para que faca escolhas que de acordo com o que sei ou penso lhe serao menos penosas isso farei. Mas tenho consciencia que so farei mesmo isso, tentar influenciar.



    Colocado por: Raquel A, noto que o curso de engenharia mecânica, eletrotécnica, etc continua a ter muita saída a nível profissional (estamos sempre a contratar essas áreas) e a pagar bons ordenados

    Agradeço o seu feedback.
  4.  # 8

    É uma pena querer forçar uma situação.

    Os bons ganham dinheiro em qualquer área, ele que estude, que seja bom e que será feliz e realizado.

    Agora o rapaz talvez goste de economia e vai estar a vida toda a levar com transistors porque...
    Concordam com este comentário: desofiapedro
    • Lissa
    • 21 junho 2021 editado

     # 9

    Aqui em Portugal quem tira Engenharia consegue arranjar emprego, pode é ser não directamente na área que estudou. Física tem muita matemática e boas saídas em análise de dados, inteligência artificial, ensino, matemática financeira. Mecânica pode dar para a indústria, para energias, climatização. São só exemplos, há outras opções, se o filho for esperto e desenrascado tem boas probabilidades de encontrar emprego pois há procura destes profissionais no mercado. Se quiser sente-se com o filho a pesquisar anúncios de emprego durante umas horas, e tentem perceber que tipo de vagas aceitam pessoas com estas formações.

    Um à parte, cuidado quando exige ao seu filho que faça da vida dele o que os pais querem, é o tipo de atitude que facilmente cria ressentimento nas famílias. Pode exigir-lhe que não fique em sua casa até aos 30 anos a viver dos seus recursos e que faça prioridade em arranjar um emprego com que se consiga sustentar, mas se esse emprego é como cientista da NASA ou empregado de mesa já sai fora do seu controlo.
    Concordam com este comentário: desofiapedro
    • AMVP
    • 21 junho 2021

     # 10

    Colocado por: MS_11É uma pena querer forçar uma situação.

    Os bons ganham dinheiro em qualquer área, ele que estude, que seja bom e que será feliz e realizado.

    Agora o rapaz talvez goste de economia e vai estar a vida toda a levar com transistors porque...
    Concordam com este comentário:desofiapedro

    Desculpem mas esta dificil de entenderem, nao forco a nada. Mas sim dou a minha opiniao sobretudo quando a mesma e pedida. E Desculpem essa do quando se e bom consegue - se e bem assim, ainda gostava que me explicassem qual o grau de empregabilidade dos alunos que saem de antroplogia, por exemplo.
    • Nelhas
    • 21 junho 2021 editado

     # 11

    Ao valor Hora , a escassez de recursos humanos e de perspectiva futura, eu aconselhava mandar o seu filho ser Pedreiro, Electricista ou Pintor ou mesmo Canalizador.
    Com especializações em trabalhar com isolamentos, pladur e materiais diversos.

    Torneiro Mecânico , Serralheiro, etc
    Se quer que ele tenha trabalho garantido e um excelente ordenado.

    Neste momento , na minha zona, um mini-empresa de 3 , têm trabalhado preenchido já até Dezembro, já têm filhos e sobrinhos a trabalhar com eles, e já cobram 15 euros limpos a hora só de mão de obra.
    Concordam com este comentário: Lissa, desofiapedro, Pedro Barradas, HAL_9000, barbeiro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: desofiapedro
    • AMVP
    • 21 junho 2021

     # 12

    Colocado por: LissaFísica tem muita matemática e boas saídas em análise de dados, inteligência artificial, ensino, matemática financeira. Mecânica pode dar para a indústria, para energias, climatização.

    Essa e a questao fundamental, Portugal tem mais empregos desses do em areas de desenvolvimento, o mesmo se aplica a area das tecnogias que conheco melhor. Alias conheco quem tenha emigrado nao por nao ter emprego em Portugal mas porque aqui nao podera desenvolver codigo ao nivel que o faz na alemanha. O que se procura num posto de trabalho vai alem dos ordenado.

    Colocado por: Lissacientista da NASA ou empregado de mesa já sai fora do seu controlo.

    Como ja referi, as areas que apontei sao opcoes escolhidas por ele, nao por mim. Quanto ao ser empregado de mesa ou similar ja passei por uma fase em que queria algo com piores perspectivas que ser empregado de mesa e mesmo assim acompanhei-o.
    Concordam com este comentário: hangas
  5.  # 13

    Colocado por: AMVPAlias conheco quem tenha emigrado nao por nao ter emprego em Portugal mas porque aqui nao podera desenvolver codigo ao nivel que o faz na alemanha. O que se procura num posto de trabalho vai alem dos ordenado.


    E depois é ve essa gente ( alemães e etc) em teletrabalho, por Portugal fora junto ás zonas costeiras, usufruindo das boas condições meteorologicas e não só.
  6.  # 14

    Isto é um pais do sindroma dos Doutores e Dos Engenheiros.
    Com o devido respeito que me merecem e com o valor que têm.

    Qualquer dia para qualquer trabalho manual passam a cobrar 50 ou 60 euros a hora.
  7.  # 15

    Nem todas as engenharias sao iguais.

    Existem umas que requerem uma destreza mais manual/visual que outras. Saber ligar o ambiente com os diferentes factores que nos rodeiam poderá ser uma qualidade imprescindível, dependendo do ramo.

    Exemplo, um engenheiro informático ou eletrotécnico trabalha de forma muito mais abstrata com muito recurso à programação e a ciências que nao se sentem nem se veem. Ja um engenheiro civil ou mecânico tem de ter uma precepçao 3D e uma capacidade de projeção dimensional muito superior assim como uma componente física mais “pesada” nos esforços.

    Lembro-me de ha uns anos ter colegas que nao sabiam o que era um rolamento, ou uma chumaceira: componentes básicos da concepçao e design mecânico. Actualemente este tipo de “engenheiros” ocupam lugares comerciais ou de “gestao de pessoal”. Ou seja, o que nao falta por ai é engenheiros que nao estao a fazer engenharia porque na base nunca tiveram o bicho para ser engenheiros.

    Falando na industria na UE, e generalizando os mercados que conheço relativamente bem.
    Emigrar para o mercado da UE, acho que isso é uma autentica roleta russa. Emigrar sem experiência palpável pior ainda – nao vou entrar em discusoes filosóficas do porque de dizer isto.

    Actualmente a Alemanha tem uma forte procura por engenheiros mecânicos, os quadros superiores dos anos 70/80 estao a entrar na idade da reforma e nao ha malta para os substituir. Mas nao é tao facil como ir a Portugal e fazer uma substituição directa, e dominar o ingles nao é suficiente. O método de ensino nao é de todo igual. Em Portugal existe muita componente teórica e investigação que pode ser apreciada por grandes empresas, mas falta a componente pratica e deixa logo 99% dos tugas fora da corrida (sem experiência). Os miudos la fazem estágios ao longo de todo o curso, os ditos Praktikum. O mercado é extremamente competitivo, e por isso mesmo por ser competitivo é que se paga bem e se exige ainda mais.

    Na Bélgica francesa nao há nada de industria palpável, era muito ligada à metalurgia que entrou em decadência ha 10-15 anos.
    Bélgica neerlandesa (fladres), negligenciada como destino de emigração, eles sao possivelmente dos gajos mais abertos aos estrangeiros, mesmo sem saber falar o neerlandês. Os gajos estao dispostos a fazer entrevistas e a dar a oportunidade a toda a malta. O nível de inglês deles é absolutamente fantástico, diria no mesmo nível dos Países Baixos. Tem muita industria associada aos monstros europeus e mundiais (capital europeia), e contratam todo o tipo de engenharia. Tem industria QB para o relativo pequeno tamanho que tem.

    França, requisito numero 1, saber falar MUITO BEM o frances. O Ingles de nada adianta. Tem uma industria muito diversa, desde fabricação automóvel, aeronáutica, naval ou mesmo produtos de luxo. Industria militar e nuclear também muito forte, mas dependendo do projecto, pode estar limitado a puros sangue franceses.

    Pessoas com a veia de engenheiro revelam-se muito cedo. Se no 11° ele ainda nem sabe o que fazer ou esta confuso, mais vale partir para outra, vai ser apenas “mais um” que nao vai saber o que fazer com o canudo, isto se o conseguir tirar.

    Antigamente dizíamos “entrar numa engenharia, qualquer um entra, agora sair diplomado, nao é para todos”. Na altura a média das engenharias era de 11 a 12 valores nas principais universidades... Hoje querem todos ser engenheiros.
    Concordam com este comentário: Lissa, Pedro Barradas
  8.  # 16

    Colocado por: AMVP
    Desculpem mas esta dificil de entenderem, nao forco a nada. Mas sim dou a minha opiniao sobretudo quando a mesma e pedida. E Desculpem essa do quando se e bom consegue - se e bem assim, ainda gostava que me explicassem qual o grau de empregabilidade dos alunos que saem de antroplogia, por exemplo.


    Antropologia não é exemplo, ninguém está a ir para pontos extremos para levar a conversa ao ridiculo.

    Agora em área de empregabilidade normal, qualquer tipo com brio e capacidade de trabalho consegue almejar a uma vida melhor.

    Seja nas ciências sociais, nas áreas económicas ou financeiras quer nas engenharias.

    O que falta e conheço também é em todas estas áreas gente sem talento nem gosto para o que faz, encostado a deixar cair na conta um ordenado de misérias sem iniciativa para nada.

    E conheço também em todas as áreas gente capaz, trabalhadora, aguerrida que tem tido alguns deles até sucesso mais cedo do que seria de esperar.
  9.  # 17

    Colocado por: NelhasAo valor Hora , a escassez de recursos humanos e de perspectiva futura, eu aconselhava mandar o seu filho ser Pedreiro, Electricista ou Pintor ou mesmo Canalizador.
    Com especializações em trabalhar com isolamentos, pladur e materiais diversos.

    Torneiro Mecânico , Serralheiro, etc
    Se quer que ele tenha trabalho garantido e um excelente ordenado.

    Neste momento , na minha zona, um mini-empresa de 3 , têm trabalhado preenchido já até Dezembro, já têm filhos e sobrinhos a trabalhar com eles, e já cobram 15 euros limpos a hora só de mão de obra.
    Concordam com este comentário:Lissa,desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário:desofiapedro


    Eu vinha cá dizer isso, mas a autora podia levar a mal. Sou engenheira informática, bom emprego e estável, vivo uma vida desafogada, mas já me passou pela cabeça imensas vezes tirar um curso de electricista, pintora, canalizadora, quando vejo o dinheiro que se ganha quando se aprende bem fazer nestas artes... a mim e ao meu namorado, que tá na mesma área.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas
  10.  # 18

    Colocado por: desofiapedroquando vejo o dinheiro que se ganha quando se aprende bem fazer nestas artes... a mim e ao meu namorado, que tá na mesma área.

    E você sabe o que é que eles ganham? é que o dinheiro que você paga a um eletricista não é tudo lucro.
  11.  # 19

    Colocado por: Picareta
    E você sabe o que é que eles ganham? é que o dinheiro que você paga a um eletricista não é tudo lucro.
    É como o pedreiro, ha muitaaaaaa diferença entre o que paga à empresa por ele e o que ele recebe ao fim do mês!
    • hangas
    • 21 junho 2021 editado

     # 20

    Colocado por: desofiapedroEu vinha cá dizer isso, mas a autora podia levar a mal. Sou engenheira informática, bom emprego e estável, vivo uma vida desafogada, mas já me passou pela cabeça imensas vezes tirar um curso de electricista, pintora, canalizadora, quando vejo o dinheiro que se ganha quando se aprende bem fazer nestas artes... a mim e ao meu namorado, que tá na mesma área.


    Não duvido que estejamos a falar de profissionais com bastante procura e como tal bem pagos - quando têm a experiência e formação de nivel - mas acho que a diferença que vê tem mais a ver com a estrutura laboral (freelancer, conta propria, vs conta outrem)

    Duvido que um eletricista que trabalhe por conta de outrem para uma empresa da área ganhe aquilo que "vê ganhar", uma coisa é a factura que lhe passam outra coisa é o que ele leva para casa.

    Mas posso-lhe dizer que na nossa área, e como freelancer/conta própria, e sendo realmente bom numa área tecnologia especifica pode-se ganhar muito bem, e melhor que isso, fazer o que realmente gosta. Porque a informática não é toda igual e fazer código a metro (que é o que muitas empresas de cá fazem) não é muito aliciante.
 
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