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  1.  # 1

    Aproveitando um comentário feito no "Expresso da meia noite" gostaria que todos nós enquanto sociedade debatêssemos, ou pelo menos nos consciencializássemos sobre a problemática inerente à segurança social.

    O estado novo em Portugal vigorou durante 41 anos, e acabou por assinar o seu próprio suicido devido a uma guerra decidida por "velhos" mas que afetava sobretudo os novos, sendo que a machadada final ocorreu quando tentou mexer na carreira dos oficiais em início de carreira, hipotecando assim o seu futuro.

    Ora sou em crer que as gerações novas atuais têm sangue na guelra como antigamente. O atual sistema de segurança social, começou a vigorar logo a seguir a 74, mas desde essa altura se sabe que é um sistema com um prazo de validade, pois não passa de um esquema de ponzi de proporções gigantescas. Portanto, agora que nos aproximamos a passos largos da "falência" do sistema, será que as novas gerações que têm as suas reformas hipotecadas, não poderão provocar um tumulto político quando se aperceberem ao ponto a que o seu futuro está já comprometido?

    O crescimento de partidos ligados às extremas esquerda e sobretudo direita, não representarão já um sinal de alerta?

    Existem alternativas ao sistema de segurança social, para além dos PPR? O português com um ordenado médio será que tem rendimentos que permitam planear esses PPR?

    Faz-me muita confusão que esta temática não seja alvo de debate político, gostaria pelo menos que tema de debate civil.
    Concordam com este comentário: eu
    Estas pessoas agradeceram este comentário: eu
  2.  # 2

    HAL,

    O Principio da Segurança Social e dos Mecanismos de Previdência e Protecção advem do pós 2º Guerra Mundial.
    O Principio existia no fundamento de crescimento dos países a números elevados, sendo que os excedentes juntamente com as contribuições , geraram a ideia de sustentabilidade futura.
    A ideia era que a crescer 3,4,7,8 % ao ano, cada país conseguia dessa forma criar bolsas de protecção social a "fundo perdido" tendo como retorno o bem estar dos seus cidadãos.
    Esse bem estar por sua vez, fazia retornar o dinheiro a economia, sustentando os mercados de consumo internos.

    O Problema é que a esperança média de vida evoluiu muito e os crescimentos dos países tornaram-se residuais.
    Passaram a existir mais recebedores na proporcionalidade do que entregadores de contribuição.
    Sendo que devido a escolaridade mais prolongada os entregadores passaram a contribuir muito mais tarde.

    Um tipo desconta por exemplo 100 euros por mês dos 25 aos 65. 40 anos. 480 Meses. 48 mil euros.
    Aos 65 passa a receber uma pensão de 800 euros. O que descontou permite 60 meses. 5 Anos.
    A partir da marca dos 70, é a parte de baixo da cadeia ( os novos) que já estão a pagar esta pensão, sendo que têmd e gerar para a sua tambem.
    Como o Topo da piramide , com cada vez mais população envelhecida, a base não consegue sustentar o seu topo.
    O que pode suportar isto é o crescimento dos países. Ritmos de crescimento que permitam suportar as perdas.

    Na minha modesta opinião, em parte concordo com as palavras do falecido MEdina Carreira.
    As reformas no futuro serão simbólicas. 300\400 euros atribuídos como complemento.
    Será do Onus do cidadão gerar ou amealhar o resto do necessário a sua sobrevivência.
    Concordam com este comentário: coelhinho78, Holy_Grail
  3.  # 3

    Colocado por: HAL_9000para além dos PPR?


    O Problema dos PPR é que são um produto complexo de investimento privado.
    No fundo nada lhe garante nenhum tipo de segurança.
    É um investimento de risco calculado preso a uma entidade privada.
  4.  # 4

    Colocado por: NelhasAs reformas no futuro serão simbólicas. 300\400 euros atribuídos como complemento.
    Será do Onus do cidadão gerar ou amealhar o resto do necessário a sua sobrevivência.
    Eu também concordo que essa será a única solução o problema é que as gerações jovens têm tendencialmente empregos mais instáveis, com menor acesso à carreira, mais mal pagos, além de taxas de desemprego bastante superiores. Nestes moldes como é que poderão amealhar o tal excedente?

    Seria muito mais interessante reconhecer-se que o atual modelo é insustentável a muito curto prazo já, e começar a programar-se reformas estruturais. Pelo menos eu não estou disponível para continuar a pagar mais de 200 eur mês para a SS e depois ficar sem reforma e sem outra fonte de rendimento.
  5.  # 5

    Colocado por: NelhasO Problema dos PPR é que são um produto complexo de investimento privado.
    Que alternativas o Nelhas sugere? Eu penso em investimento em imobiliário, para um dia mais tarde ter retorno em rendas. Porem é um investimento que requer elevado capital inicial, e acarreta riscos e custos de manutenção elevados.
  6.  # 6

    Colocado por: HAL_9000Que alternativas o Nelhas sugere?


    É uma excelente pergunta, para a qual qualquer opinião, modelo matemático, ou ideia tem as suas falhas .

    Até porque a vida que cada um têm e as condições que dela advém, e até os pontos de partida são muito diferentes.

    O mais importante na minha opinião é conseguir chegar a idade da reforma com uma casa paga, um tecto debaixo da cabeça. ou pelo menos prestações que permitam o seu pagamento com alguma facilidade.
    Dai, eu aconselhar muitas vezes os meus amigos e familiares, a não comprarem casas para o nível de vida que têm hoje.
    Comprarem uma casa mediante uma perspectiva de nivel de vida global e de futuro.

    Penso que o mais importante é o cidadão ou casal, pensarem que tipo de vida poderei sustentar chegando a idade da reforma.
    E não que tipo de vida posso ter agora com o dinheiro que ganho.

    Exemplo :
    Ganho o suficiente para comprar um imóvel de 280 mil euros. Sim
    Mas tendo em conta a minha profissão, a da minha esposa, os filhos, os encargos, a perspectiva de rentabilidade de ganhos, é este um imóvel ou não acima da minha estrutura financeira?

    Mas como lhe digo, o ponto de partida de cada um de nós, assim como a situação são diferentes.
  7.  # 7

    Colocado por: HAL_9000Seria muito mais interessante reconhecer-se que o atual modelo é insustentável a muito curto prazo já, e começar a programar-se reformas estruturais. Pelo menos eu não estou disponível para continuar a pagar mais de 200 eur mês para a SS e depois ficar sem reforma e sem outra fonte de rendimento.


    E está disponível para que tirem aos seus pais e avós? Que os seus pais e avós devolvam dinheiro? Sim, porque é disso que estamos a falar, não efeta só a família dos outros.
  8.  # 8

    E sim, é um sistema com uma falência prevista, por falta de população ativa prevista e pelos baixos salários de quem entra no mercado de trabalho. Mesmo os emigrantes que atraímos são de baixos rendimentos.

    Mas sugiro-lhe que também leia sobre a transferência do fundo de pensões da banca para a segurança social e aja perante a possivel transferência da caixa dos advogados para a segurança social e por último os investimentos que o fundo de estabilização da SS realiza com vista a rentabilizar os descontos efetuados.

    Tem muitos estudos sobre essa possível insustentabilidade.
    Concordam com este comentário: Nelhas
  9.  # 9

    estamos "presos" á segurança social para o bem e para o mal.

    muitos, tal como eu, tem alguns PPR em que todos os meses metem lá algum dinheiro, até porque permite aumentar a dedução no IRS, mas vamos ser realistas, o dinheiro faz falta e esses PPR terão um valor residual quando chegar à altura da reforma.
    Os ordenados são demasiados baixos face ao custo de vida para o português médio pensar em soluções de reforma alternativas à segurança social.

    vamos acabar por sobrecarregar os nossos filhos com este fardo e o país vota demasiado à esquerda para pensarmos que será diferente nos próximos anos.

    eu defendo uma solução mista. Se o governo estabelece um ordenado mínimo, então as contribuições para a segurança social deviam ser com base nesse ordenado mínimo. Todo o valor acima do ordenado mínimo eram da responsabilidade do cidadão, se o soubesse gerir teria uma reforma adequada ao seu nível de vida, se não soubesse, então teria direito pelo menos a uma reforma mínima.
  10.  # 10

    O problema é o Estado viver acima das possibilidades da maioria dos cidadãos.
    Concordam com este comentário: EduuM, fagulhas
  11.  # 11

    Colocado por: AMVPE está disponível para que tirem aos seus pais e avós? Que os seus pais e avós devolvam dinheiro? Sim, porque é disso que estamos a falar, não efeta só a família dos outros.


    ou se tira aos pais/avos ou se tira aos filhos/netos. não existem milagres.
  12.  # 12

    Colocado por: pauloagsantoseu defendo uma solução mista. Se o governo estabelece um ordenado mínimo, então as contribuições para a segurança social deviam ser com base nesse ordenado mínimo. Todo o valor acima do ordenado mínimo eram da responsabilidade do cidadão, se o soubesse gerir teria uma reforma adequada ao seu nível de vida, se não soubesse, então teria direito pelo menos a uma reforma mínima.


    A Suiça fez isso e olhe aqui o resultado

    https://www.swissinfo.ch/por/migrantes_cada-vez-mais-portugueses-abandonam-a-su%C3%AD%C3%A7a/44854202

    O problema está mesmo nos salários baixos e, no nosso caso, tb na dimunuição da população.
  13.  # 13

    Colocado por: pauloagsantos

    ou se tira aos pais/avos ou se tira aos filhos/netos. não existem milagres.


    Não estou a discutir isso, apenas perguntei ao user se estava disposto a isso, foi uma pergunta não a emissão de uma opinião.
  14.  # 14

    Colocado por: Vítor MagalhãesO problema é o Estado viver acima das possibilidades da maioria dos cidadãos.


    A sustentabilidade da SS não tem uma relação direta com essa circunstância. Seja como for, o Estado somos nós e o Estado se viver acima das possibilidades é porque nós deixamos. Mais, quando todos querem estradas, subsídios, etc, etc esquecem-se que têm de os pagar e esse dinehiro não é canalizado para outros aspetos que podem ser mais relevantes.

    Portugal tem uma fraca intervenção civica nos destinos do país, eu costumo dizer que estamos mortos e ainda ninguém nos informou. Não percebo pq as pessoas não se manifestam quando as decisões os podem afetar nem tão pouco porque não pensam o que querem para o futuro.
    Temos uma perspectiva sempre muito imediata e egoista do que é relevante.
    É assim que leio a sociedade portuguesa e como é normal neste tipo de sociedade um dia há um colapso porque não é sustentável. Mas claro, no meio disto ficam vidas afetadas.
    Concordam com este comentário: fagulhas
  15.  # 15

    Colocado por: NelhasPenso que o mais importante é o cidadão ou casal, pensarem que tipo de vida poderei sustentar chegando a idade da reforma.
    E não que tipo de vida posso ter agora com o dinheiro que ganho.
    Aqui está outro problema, o Nelhas tem razão, um casal jovem hoje em dia deveria ter este tipo de preocupação, e contudo a maioria não tem. Desde logo porque não faz a mínima ideia que rendimentos terão na idade da reforma. Ontem como estava a pensar neste tema, puxei por ele à hora de almoço com os meus colegas de trabalho. Pois bem a maioria acha que isto da SS poder vir a falir é uma teoria da conspiração, porque já os pais deles ouviam dizer isso e ela cá continua a pagar reformas. Acho que existe uma falta de consciência, que origina uma falta de planeamento, e muita gente vai ser apanhada com "as calças na mão" ais tarde.

    O facto de nós não termos o mínimo de bases financeiras no nosso sistema de ensino geral, ainda agrava mais este problema. Penso que já aqui referi, que fiquei chocado com o desconhecimento de alguns colegas meus, que ficaram muito espantados com o valor liquido do primeiro ordenado. Tinham noção que teriam de pagar impostos, mas nem se preocuparam em ver quanto quando aceitaram as propostas de trabalho.
  16.  # 16

    Eu acho que as reformas deveriam ter um tecto maximo. P.e nao ultrapassar 2xSMN.
    Quem ganhou muito durante 30 ou 40 anos tem responsabilidade de poupar mais.
    Tambem concordo que os descontos para a SS deveriam ter uma base tributavel maxima. P.e. 2xSMN.
    E também deve haver um impedimento de ter acesso à reforma antes da idade da mesma. Apenas excepcoes relacionadas com a saude e incapacidade para o trabalho.
    Devia-se reduzir o prazo de subsidio de desemprego ate aos 40 anos para 6 meses no maximo. Dos 40 aos 60 passava para os 12 meses. E depois 18 meses no maximo.
  17.  # 17

    AMVP, fiz a maior generalização possível, e a verdade é essa, os nossos impostos são mal geridos e canalizados. Existem demasiados subsídios e apoios que não fazem sentido, pessoas sãs e capazes que recebem para não fazer nada, e sim o Estado somos nós e sim, somos coniventes com isso.
    Concordam com este comentário: fagulhas
  18.  # 18

    Colocado por: AMVPE está disponível para que tirem aos seus pais e avós? Que os seus pais e avós devolvam dinheiro? Sim, porque é disso que estamos a falar, não efeta só a família dos outros.
    Estou disponivel para tudo desde que tornem a SS sustentável. Desde logo rever as reformas antecipadas/pré-reformas, estabelecer valores máximos de reforma, alterar a formula de cálculo. Assim é que estamos a caminhar para o abismo certo. Se não se fizer nada, não tira de facto aos seus pais e avós, mas aumenta muito a probabilidade de você poder vir a representar um peso económico para os seus filhos um dia mais tarde, e garante que os seus filhos na velhice se vejam economicamente abandonados.
  19.  # 19

    Colocado por: AMVPMas sugiro-lhe que também leia sobre a transferência do fundo de pensões da banca para a segurança social e aja perante a possivel transferência da caixa dos advogados para a segurança social e por último os investimentos que o fundo de estabilização da SS realiza com vista a rentabilizar os descontos efetuados.
    Algum desses estudos garante a sustentabilidade? Eu posso lê-los maspor ventura pode-me faltar o conhecimento técnico para os interpretar devidamente. Se quiser avançar as suas conclusões, eu estou disposto a que me mostrem que a minha preocupação não tem qualquer fundamento.
  20.  # 20

    Colocado por: Vítor MagalhãesAMVP, fiz a maior generalização possível, e a verdade é essa, os nossos impostos são mal geridos e canalizados. Existem demasiados subsídios e apoios que não fazem sentido, pessoas sãs e capazes que recebem para não fazer nada, e sim o Estado somos nós e sim, somos coniventes com isso.


    Não lhe digam que não, mas esse dinheiro não afeta a reserva para as pensões. Foi isso que lhe quis dizer. O que refere afeta sim o nível de impostos como IRS, IVA e afins.
 
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