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      FD
    • 30 Janeiro 2007

     # 1

    A concessão de créditos para aquisição de habitação voltou a abrandar em Outubro, mantendo a tendência de desaceleração verificada desde meados de 2005, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal. As taxas de juro por seu lado voltaram a subir, reflectindo as subidas efectuadas pelo Banco Central Europeu.

    A concessão de créditos para aquisição de habitação voltou a abrandar em Outubro, mantendo a tendência de desaceleração verificada desde meados de 2005, de acordo com os dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal. As taxas de juro por seu lado voltaram a subir, reflectindo as subidas efectuadas pelo Banco Central Europeu.

    A taxa de variação anual dos créditos à habitação situou-se me Outubro nos 10,1%, o que representa uma desaceleração face aos 10,2% verificados em Setembro, de acordo com os "Indicadores de Conjuntura" divulgados hoje pelo Banco de Portugal. Esta tendência de desaceleração tem sido verificada "desde meados de 2005".

    Em sentido inverso continua o crédito ao consumo, que aumentou 9,6% em Outubro contra o mesmo mês do ano passado, mais que os 9,5% do que em Setembro.

    Em alta segue a taxa de juro dos empréstimos, cuja evolução tem sido de subida. Em Outubro, os juros voltaram a subir. No caso do crédito à habitação, a taxa de juro aplicada a empréstimos a particulares subiu para os 4,61%, em termos médios, o que representa um aumento de 0,12 pontos base (p.b.) face ao mês anterior, altura em que a taxa se situou nos 4,49%.

    Esta evolução está relacionada com a subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE). Desde Dezembro de 2005, a autoridade monetária já subiu os juros seis vezes, fixando-os em 3,5% na última reunião de Dezembro de 2006.

    Este último aumento ainda não está reflectido nos dados do Banco de Portugal, cuja avaliação vai até Outubro, altura em que a taxa de juro de referência aumentou para os 3,25%.

    Ainda assim, "os empréstimos bancários concedidos ao sector não monetário (excluindo administrações públicas) evidenciaram uma ligeira aceleração, registando uma taxa de variação anual de 9,3% (que compara com 9,2% em Setembro). Esta evolução reflectiu o aumento da taxa de variação anual dos empréstimos concedidos a instituições financeiras não monetárias (de 12,6 para 12,8%), bem como a ligeira aceleração registada pelos empréstimos concedidos ao sector privado não financeiro (cuja taxa de variação anual aumentou de 9 de 9,1%, no período em análise)", esclarece o Banco de Portugal.

    http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=287768
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