Apareceram recentemente soluções bastante atrativas (TESUP) no mercado. No entanto ainda tenho algumas dúvidas nomeadamente à potência a instalar. Possuo fotovoltaico mas funciona bem de verão. Inverno tem produção muito fraca. No entanto, resido numa área ventosa (vale do Douro) e creio que faria a diferença. Primeira questão: temos limite de potência a instalar?
O potencial teórico de um aerogerador pode ser determinado pela equação da potência do vento: P=(1/2)⋅ρ⋅A⋅v3⋅Cp
Onde:
P é a potência extraível pelo aerogerador (W). ρ é a densidade do ar (kg/m3kg/m3), tipicamente cerca de 1,225 kg/m³ ao nível do mar. A é a área varrida pelas pás (m2m2), calculada como A=πR2A=πR2, onde RR é o raio do rotor. v é a velocidade do vento (m/sm/s), sendo a variável mais crítica devido à sua influência cúbica na potência. Cp é o coeficiente de potência, que representa a eficiência da conversão de energia pelo aerogerador. O limite de Betz impõe um máximo teórico de Cp≈0,593Cp≈0,593, mas na prática os aerogeradores modernos atingem 0,4 a 0,5.
Fica aqui esta formula, para se poder associar o potencial teórico de potencia de um aerogerador, porque o que mais se vê por ai e soluções milagrosas, mas depois tem uma área de pás muito pequena, que traduzindo em números era preciso dias muito bons para hipoteticamente termos uma potencia de 50 a 100W.
E depois temos que ir analisar o vento, ter vento constantemente mas com valores médio de 2/3 m/s, também de pouco vale.
Quanto a tua pergunta, sobre limites de potencia, as regras são as mesmas que o fotovoltaico.
Desconhecia a fórmula, que na prática nos permite calcular se a informação no rótulo dos aerogeradores é muito optimista ou... apenas um pouco optimista.
Uma questão: o coeficiente de potência é o que engloba a eficiência eléctrica e também a mecânica, certo? Será que podemos considerar os mesmos 0.4 a 0.5 mesmo com modelos mais baratos (ocorre-me que o comportamento aerodinâmico das pás pode ser fraco, etc etc)...