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  1. Colocado por: N Miguel Oliveira
    A vida é só uma... e passar metade dela agarrado a uma dívida, é qualquer coisa que me ultrapassa o pensamento.


    Que outro activo permite aquisição a crédito com apenas 10% ou 20% de capital propio? Suportado por mil e uma políticas de estado? E que simultaneamente é um activo com um valor que a longo prazo cresce sempre?

    Diga-me que outro activo tem a classe media oportunidade de investir que seja melhor que este.

    Em comparação a ter de pagar o mesmo € ou mais, todos os meses, para arrendar a preço mercado para toda a vida.

    Desculpe, mas você parece o pessoal anti-vacinas.
  2. Colocado por: palmstrokeE que simultaneamente é um activo com um valor que a longo prazo cresce sempre?


    Será que era assim em Portugal? O crescimento está dependente de outros fatores. Nomeadamente o crescimento populacional.

    Será assim para sempre?
  3. Colocado por: palmstrokeDesculpe, mas você parece o pessoal anti-vacinas.


    Nada mais longe da verdade.
    Anti-vacinas está no lado oposto do que acredito.

    O seu raciocínio é todo muito válido.

    Pórem, nem a vida são só activos e lucros... nem rendas ou prestações.

    É que parece que ou há um ou há outro.
    Pode viver parte da sua vida de aluguer, e outra parte como proprietário, sem meter bancos ao barulho... muito menos por períodos de 40 anos ou mais.

    Como pode fazer downsizing da casa ao longo da vida, downsizing nos rendimentos a troco de ter mais tempo sem trabalhar, e por aí fora.

    Todos nós crescemos neste ambiente da lengalenga: Estuda, arranja um emprego, compra carro, casamento, tem filhos, faz casa, etc... e tudo isso está muito bem.

    A ordem das coisas e o esforço que põe nelas não precisa de ser igual à do vizinho envidado por 40 anos. Se é verdade que muito boa gente nos 90, 2000 pagava esse crédito em metade do tempo... não sei o que o futuro nos reserva para afirmar que o mesmo acontecerá agora... ou se a malta aos 70 ainda anda a pagar ao banco. Tudo muito bem... até ao dia que aparece uma doença, um acidente, um divórcio, etc...

    A questão das vacinas tem a ciência a respaldar ser a favor das vacinas. Já a dos activos, só serve se só olharmos ao lucro e ao dinheiro... e a vida é muito mais do que isso. O tempo e a saúde muitas vezes estão associadas com rendimentos menores, e para alguns, talvez isso faça mais sentido... que ter uma casa de férias.
  4. Colocado por: N Miguel OliveiraTodos nós crescemos neste ambiente da lengalenga: Estuda, arranja um emprego, compra carro, casamento, tem filhos, faz casa, etc...


    Gosto destas modernices. É que antes era "Estuda, arranja um emprego, compra carro, casamento, faz casa, tem filhos". Mas agora como as casas tá dificil, toca de ter filhos antes de fazer a casa. E muito bem!
  5. Colocado por: rod_2000É que antes era "Estuda, arranja um emprego, compra carro, casamento, faz casa, tem filhos".

    Antes?
    Não faltava gente que primeiro ia para a casa alugada... e só lá para quando os filhos tinham 8 ou 10 anos é que se tinha possibilidades de fazer casa...

    Este FOMO e desigualdades pela idade, o que fomenta é que a malta se endivide para a vida toda ainda sendo estagiários...

    Seria interessante conhecer a quantidade de casais que se metem em aventuras só porque a barreira dos 35 anos os pressiona para pedir já crédito sem dar entrada...

    Pelo que, não creio que antes era primeiro casa e depois filhos... menos que agora. Agora, com ou sem filhos, há-que ir ao banco antes dos 35 e pronto.
  6. O velho dilema entre comprar cedo ou aguentar um bocado no mercado de arrendamento... ignora sempre um pequeno detalhe.

    É mais fácil fazer um downsizing e trocar de apartamento... ou mover-se em prol de um melhor emprego, afim de equilibrar melhor rendimentos e encargos, por comparação com a prestação bancária, que tende a prender-nos a um tamanho de casa e a um mercado laboral local... claro que posso sempre alugar o meu imóvel e viver em casa alugada noutro lado... mas quantas vezes isso acontecerá na prática?
  7. Colocado por: N Miguel OliveiraSerá que era comum, créditos a 43 anos nos anos 90, como o é agora?


    Bem mais :D
    Creio que ja discutimos isso aqui N Miguel. Ha 20 anos atras o BdP nem impunha limites como os atuais, quer de taxas de esforco, duracao, para os racios dos bancos... No que toca a duracao media e qualidade do credito, estamos melhor agora que ha 20 anos.

    Colocado por: AMG1Esses prazos mais longos, acima dos 30 anos, só se generalizaram no inicio deste século, até aí eram residuais.


    Do que falo com colegas da banca, na realidade foi mais a meio dos anos 90 quando se estabilizou a taxa de juro e passou a ser relativamente comum creditos com prazo acima de 40 anos.

    Colocado por: Jorge_GonçalvesNão tenho dados estatísticos, mas todos os meus amigos que compraram casa por essa altura, foi basicamente nas mesmas condições.
    Aliás, até acho que nessa altura era mais fácil o crédito, pois as regras da taxa de esforço eram menos exigentes do que são hoje.


    Nao sei a sua idade, mas foi a realidade da geracao dos meus pais (50/60 anos nesta altura). Alias, o 'natural' que toda a gente conta era a casa custar 100 e o credito ser de 130 para dar para mobilia, carro novo e ferias.

    Colocado por: CarvaiNada de estranho com politicas de congelamento de rendas com mais de 100 (cem) anos e uma grande percentagem de arrendamento acabar em ocupação para muitos anos sem pagamento ou pagamento simbólico.
    Em muitos Países o arredamento é um complemento de reformas por cá é suicídio financeiro.


    E muita gente subestima este impacto.
    Por exemplo, fala-se sempre dos 'fundos imobiliarios' que em Portugal sao objetivamente residuais no mercado habitacional. O que nao espanta nada pois quem os gere nao tem a confianca necessaria para entrar num negocio em que nao existe estabilidade legislativa nem confianca. Isto pesa muito mais que a fiscalidade. O mercado de arrendamento em Portugal so ainda vai funcionando alguma coisa porque para muita gente, principalmente ex-emigrantes, o unico investimento que conhecem e depositos a prazo e comprar casas para arrendar.
    Enquanto assim for, o nosso mercado de arrendamento sera sempre fraco. Era necessario fundos de investimento a apostar a serio no 'built to rent' para mudar alguma coisa.

    Colocado por: palmstrokeQue outro activo permite aquisição a crédito com apenas 10% ou 20% de capital propio? Suportado por mil e uma políticas de estado? E que simultaneamente é um activo com um valor que a longo prazo cresce sempre?

    Diga-me que outro activo tem a classe media oportunidade de investir que seja melhor que este.


    Em Portugal talvez nao, mas temos de perceber que ganhos passados nao sao garantia de ganhos futuros E que o 'longo prazo' cresce sempre e relativo. Quantas aldeias nao existem pelo pais fora onde casas compradas ha 40 anos hoje nao valem rigorosamente nada porque ninguem as quer?
    E se olharmos por exemplo para a China, onde os precos das casas estao em queda vertiginosa custando hoje o mesmo que custavam ha 20 anos?
    E sempre necessario fazer a analise de risco. A ideia de que os precos das casas vao crescer sempre tem por base um crescimento populacional continuo. Se a ideia for continuar a importar pessoas do 3o mundo para cobrir o nosso defice demografico ad eternum pode ser que funcione...

    Eu concordo consigo que para a classe media, o unico investimento de 'grande porte' que conseguem fazer atualmente e a casa, pois e o unico que tem capital sem problemas da banca. Nao significa que seja o melhor investimento do mundo no longo prazo. Ate pode ser o pior. Alias, para mim uma das principais razoes de sermos um pais de 'baixos salarios' e precisamente esta fixacao pela casa. O portugues comum arranja emprego aos 20 anos e aos 21 anos quer comprar casa a 2kms no maximo do sitio onde trabalha pois ja 'casou' com o emprego. E este tipo de apego a politica de 'emprego para a vida' e protecao do posto de trabalho que da muito mais poder negocial aos patroes que o que deveriam ter.
  8. Não percebo a admiração de as pessoas em Portugal tentarem fugir do arrendamento à força toda.

    Imaginem que poderiam comprar um carro novo por 20 000 €, que daqui a 10 anos valeria 40 000 € (sim, é a insanidade das casas), ou pagar 300 € por mês de prestação pelo carro durante 10 anos e no final desse prazo não ter carro nenhum?

    Quem comprou casa nos ultimos 20 anos, se vendesse agora, literalmente teria vivido DE BORLA, pois consegue, depois de ter passado anos a usufruir da casa, ainda vender por mais do que comprou. Enquanto quem arrendou... Andou a pagar a casa dos outros.

    É como comprar um carro e ao fim de 10 anos vendê-lo pelo dobro do preço. Quem raio é que iria pagar leasings assim?
    Concordam com este comentário: IronManSousa, palmstroke, eu
  9. Colocado por: ferreiraj125Imaginem que poderiam comprar um carro novo por 20 000 €, que daqui a 10 anos valeria 40 000 € (sim, é a insanidade das casas), ou pagar 300 € por mês de prestação pelo carro durante 10 anos e no final desse prazo não ter carro nenhum?


    Mais uma vez, e a tal analise do futuro com base no passado, que pode ou nao ser valida.
    Sim, a data de hoje faz todo o sentido. Mas vamos imaginar que isto era um qualquer 'folum da cassa' chines em 2021 e o ferreiraj chines estava a dizer isto mesmo... em 2026 era um post que tinha envelhecido muito mal.

    E eu ate tenho uma opiniao muito diferente da sua relativamente as motivacoes. Eu acho que em Portugal foge-se do arrendamento por motivos culturais e nao financeiros. Pois a maioria dos portugueses toma decisoes financeiras pessimas. As pessoas fogem do arrendamento porque o 'sonho portugues' e ter um BMW e casa propria.
  10. Têm aqui uma discussão muito filosófica, que não tem em conta o valor emocional que a casa traz (também o negativo, se incluirmos maus vizinhos e o condomínio) e o facto de que, na maioria dos cenários, uma casa ainda mantém um valor residual superior ao de qualquer carro. Pessoalmente, acho que, se a prestação do crédito à habitação for mais baixa do que a renda e for um bairro com vida, é uma decisão de longo prazo muito sensata.
  11. Colocado por: dmanteigasBem mais :D
    Creio que ja discutimos isso aqui N Miguel. Ha 20 anos atras o BdP nem impunha limites como os atuais, quer de taxas de esforco, duracao, para os racios dos bancos... No que toca a duracao media e qualidade do credito, estamos melhor agora que ha 20 anos.


    Sim, já tinhamos discutido isto.
    E basicamente a percepção de cada um advém do que viveu nesses tempos e em determinada região. No meu meio, só conheci um casal com um crédito assim, ali pelo ano 98, 2000. A 40 anos, jovens, e com 4 filhos.

    O mais normal (no meu contexto), era ir para uma casita alugada, com rendas de 10-30 contos... juntar, e só aos quarentas fazer casa. Muitas vezes sem crédito algum... ou muito residual, tipo 5 ou 10 mil contos.

    Outros tempos...

    Felizmente hoje em dia, acho que apesar de tudo, a malta desfruta mais da vida, do lazer, e das pequenas coisas da vida, viagens, jantares, etc...

    Mesmo a casa e emprego para a vida... acho que apesar de tudo, têm vindo a diminuir.
  12. Colocado por: sto_amaroPessoalmente, acho que, se a prestação do crédito à habitação for mais baixa do que a renda e for um bairro com vida, é uma decisão de longo prazo muito sensata.


    Concerteza.
    Acho que é mesmo isso... qualquer que seja a estratégia, desde que se esteja em paz com isso, está tudo bem.

    Do mesmo modo que acho que uma casa própria nos prende a um sítio e às condições do mercado laboral local... como que privando-nos de experimentar voos mais altos... Também entendo, que muito mais que os rendimentos e realização profissional, essa paz e felicidade chega-nos muitas vezes através de coisas tão simples como viver junto da família e amigos de infância, e do sentimento de pertensa para com uma comunidade por exemplo.

    No final, o conceito de felicidade e realização varia de pessoa para pessoa. Para uns há-de ser melhor comprar, para outros alugar, para outros parque de campismo, etc etc... uns preferem ser empregados, outros empreendedores, outros fazer anos sabáticos entre aventuras profissionais... e está tudo bem.
    Além disso, é perfeitamente normal trocar de ideias em função do momento.
  13. Colocado por: N Miguel Oliveira

    Pórem, nem a vida são só activos e lucros... nem rendas ou prestações.



    Pelo contrario, a vida para a grande maioria obriga a arrendar ou comprar. Têm de escolher uma ou outra.
  14. Colocado por: palmstrokePelo contrario, a vida para a grande maioria obriga a arrendar ou comprar. Têm de escolher uma ou outra.

    Mas não precisa de escolher uma equipa e casar-se com ela. Pode alternar entre viver de aluguer afim de ter um melhor emprego em certas fases da vida, ou ser proprietário de algo simples e longe da confusão...

    E mesmo para ser proprietário, depende, nem toda a gente que não nasceu rica precisa de crédito. Depende das prioridades de cada um.

    Do mesmo modo, não precisa de ser empregado ou patrão toda a vida... às vezes é melhor uma e outras vezes outra... e por vezes ainda, nem trabalhar sequer, ou trabalhar menos.

    A vida não é a preto e branco.
  15. Colocado por: sto_amaroPessoalmente, acho que, se a prestação do crédito à habitação for mais baixa do que a renda e for um bairro com vida, é uma decisão de longo prazo muito sensata.


    O que descreve e substancialmente diferente daquilo que fazem a maioria dos portugueses. Isso e comprar a casa olhando para ela como um investimento. Obviamente que um T3 no centro de Lisboa e sempre uma decisao sensata pois independentemente das flutuacoes do valor, tera sempre procura.
    Ja uma moradia nos arredores de Santarem...
    • eu
    • 6 maio 2026
    Colocado por: ferreiraj125Quem comprou casa nos ultimos 20 anos, se vendesse agora, literalmente teria vivido DE BORLA,


    Sim, sem dúvida.

    Foi o que me aconteceu com o meu primeiro apartamento, antes de construir a vivenda.
  16. Este ano acaba o apoio ao crédito habitação jovem a 100% em Portugal (garantia pública) e para o ano os preços vão baixar.
  17. Colocado por: Mario CordeiroEste ano acaba o apoio ao crédito habitação jovem a 100% em Portugal (garantia pública) e para o ano os preços vão baixar.

    Este ano acaba o apoio ao crédito habitação jovem a 100% em Portugal (garantia pública) e para o ano os preços vão baixar manter-se ou subir a um ritmo menos acelerado. ;)
    Concordam com este comentário: dmanteigas
  18. Colocado por: Jorge_GonçalvesEste ano acaba o apoio ao crédito habitação jovem a 100% em Portugal (garantia pública) e para o ano os preços vãobaixarmanter-se ou subir a um ritmo menos acelerado.;)


    Eu acho que mediante aquilo que acontecer com a inflacao e o que o BCE decida fazer nos juros... podemos notar isso ainda este ano.
  19. Acho que a subida da Euribor terá um efeito bem mais relevante no abrandamento dos preços das casas do que propriamente o fim da garantia bancária.
 
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