Colocado por: ferreiraj125
Portanto, lamento, mas se andamos a receber imigrantes que vêm fazer trabalhos mais mal pagos que o meu, ao ponto de serem necessarios bastantes para darem uma contribuição fiscal equivalente à minha, é porque estamos a aumentar a disponibilidade de mão de obra em trabalhos cuja facilidade de alocar mão de obra para esses trabalhos já é mais facil do que em profissões mais bem pagas (e isto é uma tautologia).
Basta repescar a frase com que comecei:
Numa economia de mercado livre o valor das coisas reflete o quanto faz falta haver mais ou menos de uma dada coisa.
Se andamos a receber imigrantes que vêm fazer os trabalhos mais mal pagos, é porque estamos a receber pessoas para fazer trabalhos para os quais existe menos falta de haver mais.
Colocado por: luisvv
O que estamos a fazer é a baixar o custo dos produtos ou serviços produzidos por essas pessoas - o que tem o seu valor.
Colocado por: AMG1porque a economia que temos gera sobretudo emprego pouco qualificadoo emprego é pouco qualificado, mas não teria de ser necessariamente mal pago. O excesso de oferta de mão de obra é que mantém esse emprego pouco apetecível para os nacionais.
Colocado por: HAL_9000o emprego é pouco qualificado, mas não teria de ser necessariamente mal pago. O excesso de oferta de mão de obra é que mantém esse emprego pouco apetecível para os nacionais.
...
Colocado por: HAL_9000Que interesse temos em formar imensos doutorados em Sociologia se o que precisamos mesmo é de eletricistas e serralheiros? Talvez houvesse mais eletricistas e serralheiros formados por cá se não prevalecesse uma aposta nos baixos salários, mesmo em áreas que estão a faturar como nunca : turismo, distribuição, construção, etc..
Colocado por: HAL_9000
Que interesse temos em formar imensos doutorados em Sociologia se o que precisamos mesmo é de eletricistas e serralheiros? Talvez houvesse mais eletricistas e serralheiros formados por cá se não prevalecesse uma aposta nos baixos salários, mesmo em áreas que estão a faturar como nunca : turismo, distribuição, construção, etc..
Colocado por: AMG1portanto por mim nada contra que cada um estude o que entender.Não se trata de proibir ou dificultar, simplesmente é não financiar, não apostar nessa oferta formativa, reduzir o número de vagas disponíveis.
Claro que devem existir politicas públicas que direccionem os jovens na direcção do que se entende necessário, mas proibir, ou sequer dificultar quem pretende estudar algo que não é "viável" para os outros, a meu ver não faz qualquer sentido.
Colocado por: AMG1Depois, se mesmo com falta de electricistas e serralheiros os que existem ganham mal, o que acha que aconteceria se fossem mais?Eles ganham mal porque há oferta de imensos “eletricistas” e “serralheiros” que tiraram o curso no YouTube na viagem de avião para Portugal.
Colocado por: AMG1O que temos de fazer é alterar o padrão de especialização da economia, para que aquilo que fazemos seja melhor e valha mais. Com isso também se alterará o perfil da mão de obra que empregamos seja nacional ou imigrante.A minha questão sempre foi essa. Como é que consegue alterar o padrão de especialização da economia se não consegue reter ou atrair a mão de obra capaz de o fazer? Ao invés disso aposta na captação indiscriminada de mão de obra que tendencialmente contribui para manter a economia de baixos salários e baixa especialização que temos?
Colocado por: N Miguel OliveiraOra, qual é o medo do "serralheiro" nacional, experiente, brioso em cobrar-se mais pelo que faz?Penso que não tem medo nenhum. Tanto não tem que depois de tentar cobrar-se mais pelo que faz e não conseguir, decide emigrar. O mesmo para os arquitectos (não sei se foi essa a sua motivação, mas o Nuno também acabou por abalar).
Colocado por: HAL_9000Penso que não tem medo nenhum. Tanto não tem que depois de tentar cobrar-se mais pelo que faz e não conseguir, decide emigrar. O mesmo para os arquitectos (não sei se foi essa a sua motivação, mas o Nuno também acabou por abalar).
Mas sim, tem razao o consumidor também é o culpado. É um ciclo vicioso, se recebes mal queres pagar pouco. Se pagas pouco, quem presta o serviço recebe pouco.
Quando me referi ao estado estava a falar da aposta estratégica na educação. Como é tendencialmente publica, o estado pode decidir em que áreas de formação apostar e em que áreas de formação não deve apostar. O facto é que existem muitos cursos em Portugal que não têm oferta de emprego, e eu pelo menos não entendo o porquê de terem tantas vagas, só se for porque não podem dispensar o corpo docente.
Colocado por: HAL_9000Quando me referi ao estado estava a falar da aposta estratégica na educação. Como é tendencialmente publica, o estado pode decidir em que áreas de formação apostar e em que áreas de formação não deve apostar.
Colocado por: HAL_9000Quando me referi ao estado
Colocado por: N Miguel Oliveiratema do dumping salarial não está exclusivamente nas mãos do Estado. Está no consumidor sobretudo.No caso específico da construção por exemplo o consumidor contrata o empreiteiro, não fazendo a mínima ideia se paga muito ou pouco aos serralheiros.