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    • eu
    • 23 setembro 2025
    Colocado por: CarvaiE quem arrenda barato casas muito caras? O Pai Natal?


    Por isso é que é preciso fomentar o aumento de oferta, para as casas (e consequentemente as rendas) ficarem mais baratas.

    Os preços dependem da "oferta e da procura". Parece que muita gente se esqueceu disto.
  1. Colocado por: CarvaiTotalmente de acordo. Se tivéssemos políticos inteligentes como nós aqui no fórum bastava terem tomados as seguintes medidas

    Os políticos são veículos de informação, servem para rodear-se de gente competente e traduzir e sintetizar o que os técnicos prescrevem. Os políticos servem para passar informação, manter a estabilidade da sociedade, e comunicar o rumo que queremos para o país. Agora, para uma crise habitacional, a solução não nasce nos políticos, a solução vem dos técnicos.

    Ser político não é atrativo, ganham pouco, são sempre enxovalhados, façam eles um bom ou mau trabalho... Não obrigado.

    Quando às medidas, pois é... nenhuma medida milagrosa funciona num período tão curto como um mandato de 4 anos. Esta crise foi-se avolumando... mas desde 2020, nunca ninguém quis implementar reformas que tragam efeitos a largo prazo. Porquê? Porque são a largo prazo! Não servem politicamente. Mas só com medidas assim vamos resolver isto. É preciso que os partidos se deixem destas palhaçadas e trabalhem em conjunto para o bem comum. Os votantes saberão avaliar isso depois nas urnas. Não percebo tanto medo de arriscar...
    Concordam com este comentário: eu
  2. Mas para que não fique sem resposta:
    A meu ver, a solução virá de três ramos distintos:

    A- Ensino Profissional
    É preciso matar de vez o desprezo da sociedade face a profissões dignas e extremamente necessárias. Precisamos de carpinteiros, de pedreiros, de trolhas, que saibam o que fazem. É preciso formar gente nesse sentido. Mesmo Engenheiros e Arquitectos... deviam ter uma variante mais curta, mais técnica, para aqueles que terminarão sendo directores de obra, de fiscalização, gestores, etc... O saber não ocupa lugar é certo... mas se vou ser um técnico que gere a obra dos outros, se calhar não preciso das 40'000 valências que tem um Arquitecto/Engenheiro ao sair da faculdade depois de 5+1 anos de estudo, ou mais.

    B- Banca
    Isto não está bem assim. É demasiado fácil, alguém sem poder nenhum, conseguir altas quantidades de dinheiro com juros tão baixos, que deturpam por completo a relação entre prestação e renda de aluguer.

    C- Ordenamento do Território
    É preciso construir mais sim, mas com critério desta vez. Mais do que construir, é preciso reconstruir, requalificar, preencher vazios urbanos... Simplesmente estender o tecido urbano é um erro tentador. Não pode ser assim.
    Concordam com este comentário: eu
  3. Não me sinto capaz de desenvolver muito os pontos A e B. Só sei que não estão bem. Porém, neste país não falta gente qualificada que possa contribuir. Não estão é ligados a partidos e afins... nem os políticos sabem onde encontrar estas pessoas. Mas que as há, há.

    Ponto C: ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO
    Visão geral: Fomentar a construção em escala, seja reconstrução, constr. modular, LSF, 3D printing, alvenaria, etc... Seja qual fôr, deve ser feita em escala. Minimizando a Casinha Individual, irrepetível, cuja obra é gerida por um talhante, um médico, etc... Não faz nenhum sentido. Idem para o próprio sector... unir esforços, unir subempreiteiros, que tenham vantagem em serem empresas maiores, estaleiro único, etc... Reduzindo o "P" das PME na construção. Precisámos de escala, na encomenda e no executante.
    Concordam com este comentário: eu
  4. Então:
    C1- Revisão dos PDM (muitos acabam de ser revistos até, uns melhor que outros). Contenter a expansão da cidade só porque são precisas mais casas. Começar pelos vazios urbanos. Legislação tributária que castigue que não faz uso de propriedades em excelente localização, sejam terrenos, apartamentos, indústria, etc.

    C2- Agilizar regras que tenham que ver com operações de Destaque ou Fusão de propriedades. Precisamos de terrenos maiores, mais loteamentos (mas não dos que têm acontecido). Terrenos esses que só empresas conseguem comprar, literalmente.

    C3- Projectos de Licenciamento muito, mais muito mais simples ao nível dos requisitos dos elementos instrutórios. Uma simples casa, em vez de 150 páginas, deveria ter umas 20, 25, no máximo dos máximos.

    C4- Abolição de várias regras que tenham que ver com afastamentos, índices, alturas, etc... que estão completamente desfasados do que seria uma ideia de densificar mais. A intenção era boa na altura em que foi legislada, mas é preciso ajustar, ou mesmo eliminar certas coisas.

    (...) continua...
    Concordam com este comentário: eu, desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: desofiapedro
  5. não há médias empresas empreiteiros ou médias empresas subempreiteiros de construção porque as obras também não tem faturação que o justifique (lá está há poucas dessas obras de várias moradias em banda, obras de grande escala na habitação só no sul de portugal).

    Ou também porque há pessoas que trabalham por conta própria e ganham mais assim a fazer os trabalhos nessas obras pequenas como se fossem os médicos tarefeiros nos hospitais do que se estivessem na tal "média empresa". Como aqui os tribunais também não fazem nada às empresas que não cumpram prazos é este regabofe o problema de tudo neste país vai sempre cair no mesmo justiça... falta de fiscalização entre outros...

    Outro problema a meu ver é que este sistema de administração pública com as camaras municipais é um desastre. Como já disse algumas vezes, era preferivel acabarem com as juntas e criarem um organismo regional que tivesse o poder que as camaras tem com a análise de projetos, emissão de licenças de obra e essas coisas todas, é impossível que todas as camaras deste país tenham corpo técnico competente para analisar o que lhes chega e responderem a tempo e horas. Para além que facilitaria esse ordenamento de território e facilitaria fazerem-se obras grande que tem verdadeiro impacto entre municipios. Não é como se vê agora que está-se a circular num concelho com a estrada arranjadinha, quando se atravessa para outro passasse para uma estrada esburacada... Andamos com camaras que tem as coisas digitais e outras que ainda trabalham com papel...

    Obviamente que ninguém da esfera politica irá querer isto porque o que eu estou a dizer iria implicar o corte de muita mama. Muitos vereadores iriam deixar de ser pequenos "deuses" na sua terriola.
  6. (continuação)

    C5- Zonas premium onde se deseje maior densidade, ter um índice mínimo de construção.

    C6- Em certas zonas preestablecidas, eliminar índice máximo de construção.

    C7- Noutras zonas ainda, permitir uma negociação quantos aos índices. Para um promotor, quantos mais fogos construír num terreno, melhor. Maior benefício, maior lucro, maior disponibilidade de descer o preço de cada fogo, por um efeito de escala. Nos casos, em que o índice mínimo do promotor para tornar viável o negócio entrar em conflito com certas regras urbanísticas (limites de altura, afastamentos, índices de construção), possibilitar uma negociação do género: fazes mais fogos, incumprirás tais regras, mas em contrapartida disponibilizas X% dos fogos à renda/venda acessível. É dizer, baseando-se nos dados INE, definir estratos socio-economicos em função dos rendimentos. Exemplo: quero construir 7 pisos onde só me deixam 4 actualmente. OK, faço os 7, mas 10% dos apartamentos serão alugados a pessoas com rendimentos na faixa 25% mais baixa... e outros 10% dos fogos a pessoas na faixa dos 25-50%... Coisas assim. Nada disto é novo. Há vários países, cidades, com problemas de habitação que têm sistemas hidridos destes.

    C8- Os PDM, têm um único regulamento, extensíssimo sim, mas único a nível nacional. O Municipio define, em função disso, o mapa para o seu concelho.

    C9- Esse mapa, é feito não de maneira individual, mas em coordenação forçada com os concelhos vizinhos. No limite, é um grupo de concelhos que o define em conjunto. Exemplo:
    Faz sentido existir um PDM desligado dos vizinhos? Quase que Barcelos, Famalicão, Guimarães, Amares, Vila Verde, Ponte de Lima... deveriam participar no PDM de Braga e coordenar os outros vizinhos que têm também. Parece faltar uma visão regional, distrital. Acho os Concelhos demasiado pequenos para que funcionem bem. Mas pronto, herdámos estas divisões políticas, mas nada nos impede de que funcionem numa escala maior.

    C10- Esta visão regional é também usada nos sectores empresariais, em que os recursos industriais, de matéria prima, são complementados pelos do concelho vizinho. No fundo, algo parecido ao que já existe com os recursos hídricos por exemplo. Não tem caso cada municipio tentar inventar a roda. É preciso que se entreajudem mais.

    C11- Sobre os Licenciamentos, as Câmaras só se deveriam focar na volumetria e regras urbanísticas. Coisas como o Certificado Energético, querer saber tudo ao detalhe em projecto, não faz sentido. O projecto duma casa deveria demorar, no máximo, uma manhã a verificar tudinho e a dar resposta. Muitos desses serviços não precisariam de metade do staff, nem de que fossem todos Arquitectos ou Engenheiros, bastava uns quantos. Esses técnicos deveriam andar mais nas obras a fiscalizar (é o que falta em boa medida). A comunicação via ofício só aconteceria quando fosse mesmo aprovado. Se durante a análise se encontra um erro, é "ligar" ou escrever email, eh pá, ou mesmo Whatsapp ao técnico e resolver a coisa em minutos. Isto pode parecer estranho em Portugal, mas não o é noutros países. No limite, um Arq. municipal deve ser visto como parte duma equipa em que o seu objectivo é aprovar um projecto o mais rapidamente possível. Deve ser um facilitador, sugerir, agilizar... e não um empecilho para o promotor.

    C12- Estas ideias de escala, focadas nas empresas em vez do Dono de Obra invididual, deveria fomentar a criação de modelos standard. Mas uma vez mais, não precisamos de inventar nada. Joguemos com o que já existe entre os nossos parceiros europeus ao nível das dimensões, pesos, requesitos técnicos, etc... Tendo o sistema montado, o próprio Dono de Obra individual usufruirá dos seus benefícios.

    (continua)
    Concordam com este comentário: desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário: desofiapedro
  7. (continuação)

    C13- Renomear as zonas agrícolas no meio de localidades. Eram uteis há 60 anos. Não o são mais. Não temos "agricultures" a viver quase na cidade ou na periferia de média densidade. Essas áreas verdes devem adaptar-se à vida urbana, em vez de estarem ao abandono, em zonas importantes para o tecido urbano. Não me refiro a estender o tecido urbano ainda mais. Antes pelo contrário. Refiro-me aos terrenos "verdes" que ficaram perdidos e isolados no meio da construção. Se a ideia era criar "bolsas de ar" no passado. Acho que hoje em dia não se justifica.

    C14- Permitir vários edificios num mesmo terreno, sem necessidade de lotear. Ainda há muitos municípios com a lógica do "um terreno, uma casa". Não pode ser assim.

    C15- Fomentar e incentivar a criação de "Fogos adicionais"... dum modo mais simples.
    Poder permitir uma fácil reconverção duma casa por exemplo, em sistema de propriedade horizontal, mesmo que os fogos adicionados se encontrem em edificios autónomos, como anexos no logradouro ou garagem por exemplo. Isso poderia permitir a alocação de certos espaços a habitação, e a um rendimento extra a quem aluga. Algo nos moldes das "ADU" americanas, parecem-me excelentes ideas.

    C16- Rever os 28% de imposto sobre as rendas. É um completo escândalo.

    C17- Despejos facilitados. Eh pá, a casa é do senhorio. Não paga hoje, em 15 dias entra a Polícia pela casa a dentro.

    C18- Incidir os impostos prediais mais sobre a área de implantação e menos sobre a área de construção. Temos um "bem" que é finito, a terra. No limite e exagerando um pouco, para mim uma moradia térrea que ocupe 300m² paga o mesmo que 20 apartamentos em 10 pisos que ocupam os mesmos 300m² de terra. Talvez um pouco mais... mas pouco (sobrecarga na infraestrutura pública, estacionamento, etc). O síndrome das moradias fortaleza, dum piso, murada... é um desperdício de espaço. Nalgum momento deixámos de considerar a construção em 2 ou 3 pisos... para passarmos a meter tudo num, com jardinzinhos residuais. As casas térrea são boas numa visão individual, mas são um desastre a nível comunitário.

    (continua)
    Concordam com este comentário: desofiapedro, eu
  8. Colocado por: N Miguel Oliveira(continuação)

    C5- Zonas premium onde se deseje maior densidade, ter um índice mínimo de construção.

    C6- Em certas zonas preestablecidas, eliminar índice máximo de construção.

    C7- Noutras zonas ainda, permitir uma negociação quantos aos índices. Para um promotor, quantos mais fogos construír num terreno, melhor. Maior benefício, maior lucro, maior disponibilidade de descer o preço de cada fogo, por um efeito de escala. Nos casos, em que o índice mínimo do promotor para tornar viável o negócio entrar em conflito com certas regras urbanísticas (limites de altura, afastamentos, índices de construção), possibilitar uma negociação do género: fazes mais fogos, incumprirás tais regras, mas em contrapartida disponibilizas X% dos fogos à renda/venda acessível. É dizer, baseando-se nos dados INE, definir estratos socio-economicos em função dos rendimentos. Exemplo: quero construir 7 pisos onde só me deixam 4 actualmente. OK, faço os 7, mas 10% dos apartamentos serão alugados a pessoas com rendimentos na faixa 25% mais baixa... e outros 10% dos fogos a pessoas na faixa dos 25-50%... Coisas assim. Nada disto é novo. Há vários países, cidades, com problemas de habitação que têm sistemas hidridos destes.

    C8- Os PDM, têm um único regulamento, extensíssimo sim, mas único a nível nacional. O Municipio define, em função disso, o mapa para o seu concelho.

    C9- Esse mapa, é feito não de maneira individual, mas em coordenação forçada com os concelhos vizinhos. No limite, é um grupo de concelhos que o define em conjunto. Exemplo:
    Faz sentido existir um PDM desligado dos vizinhos? Quase que Barcelos, Famalicão, Guimarães, Amares, Vila Verde, Ponte de Lima... deveriam participar no PDM de Braga e coordenar os outros vizinhos que têm também. Parece faltar uma visão regional, distrital. Acho os Concelhos demasiado pequenos para que funcionem bem. Mas pronto, herdámos estas divisões políticas, mas nada nos impede de que funcionem numa escala maior.

    C10- Esta visão regional é também usada nos sectores empresariais, em que os recursos industriais, de matéria prima, são complementados pelos do concelho vizinho. No fundo, algo parecido ao que já existe com os recursos hídricos por exemplo. Não tem caso cada municipio tentar inventar a roda. É preciso que se entreajudem mais.

    C11- Sobre os Licenciamentos, as Câmaras só se deveriam focar na volumetria e regras urbanísticas. Coisas como o Certificado Energético, querer saber tudo ao detalhe em projecto, não faz sentido. O projecto duma casa deveria demorar, no máximo, uma manhã a verificar tudinho e a dar resposta. Muitos desses serviços não precisariam de metade do staff, nem de que fossem todos Arquitectos ou Engenheiros, bastava uns quantos. Esses técnicos deveriam andar mais nas obras a fiscalizar (é o que falta em boa medida). A comunicação via ofício só aconteceria quando fosse mesmo aprovado. Se durante a análise se encontra um erro, é "ligar" ou escrever email, eh pá, ou mesmo Whatsapp ao técnico e resolver a coisa em minutos. Isto pode parecer estranho em Portugal, mas não o é noutros países. No limite, um Arq. municipal deve ser visto como parte duma equipa em que o seu objectivo é aprovar um projecto o mais rapidamente possível. Deve ser um facilitador, sugerir, agilizar... e não um empecilho para o promotor.

    C12- Estas ideias de escala, focadas nas empresas em vez do Dono de Obra invididual, deveria fomentar a criação de modelos standard. Mas uma vez mais, não precisamos de inventar nada. Joguemos com o que já existe entre os nossos parceiros europeus ao nível das dimensões, pesos, requesitos técnicos, etc... Tendo o sistema montado, o próprio Dono de Obra individual usufruirá dos seus benefícios.

    (continua)
    Concordam com este comentário:desofiapedro
    Estas pessoas agradeceram este comentário:desofiapedro


    isso do C9 vai ao encontro do post que fiz, não faz sentido no século XXI seguir a administração dos municipios com essa divisão feita numa altura que o pessoal andava a cavalo ou nem isso... agora a mobilidade é muito maior exigem-se melhores estradas entre municipios e cidades melhor organizadas.
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira
  9. Colocado por: EspalhaBrasasisso do C9 vai ao encontro do post que fiz, não faz sentido no século XXI seguir a administração dos municipios com essa divisão feita numa altura que o pessoal andava a cavalo ou nem isso... agora a mobilidade é muito maior exigem-se melhores estradas entre municipios e cidades melhor organizadas.

    C9- ...

    Sim, não tinha lido o seu post. Mas sim, é isso mesmo. E mais. A minha família toda é ali da estrema Braga-Barcelos. Sempre falaram em ir a Braga 5kms ou a Barcelos 15kms, como que se fosse ir a Lisboa, à capital, tratar do banco, ao Hospital, etc. Hoje em dia, as distâncias mudaram. Na AMP nem nota se está em Matosinhos ou na Maia. Em Braga, já pode pensar no "Polígono" (cidades ao redor de Braga) como área pseudo metropolitana. Enquanto Arquitectos, não fazemos projectos para Braga ou Barcelos apenas, mas para uns 20-30 municipios ali ao redor. Com o digital, é tudo mais rápido, ir a Braga não é a unica hipótese a nível de emprego, serviços, etc... O país devia ter uma visão de unidade.
    Temos para tudo uma escala pequena, até na divisão de Municipios. E mesmo dentro destes, imensas freguesias. Veja-se Barcelos e as 89 que tinha! Isto é completamente insano.

    Gosto da APA por exemplo, Agência Portuguesa do Ambiente, que tem uma visão regional, uma escala maior.

    Assim é que deve ser. Senão acontece como o que diz das estradas. Agora imagine isso ao nível do saneamento básico, do abastecimento de água, etc...
    Acho que no Urbanismo, um PDM de Sintra, não faz sentido sem vê-lo em conjunto com o de Loures, o do Barreiro, o de Vila Franca de Xira, etc...

    Já ter 300 regulamentos PDM diferentes me dá comichão... quanto mais. Por mim optimizava tudo duma assentada. Regulamento Nacional com Mapas Municipais/Regionais.

    Autoridade de Proximidade foi uma ideia muito boa, para outros tempos. Hoje, resta agradecer, dar-lhe uma palmadinha nas costas, e passar dalgum Romantismo a algum Pragmatismo. A ida para as Faculdades, o aumento do nível de Ensino, misturou gentes de Barcelos com as de Felgueiras, Santo Tirso, Lisboa, Portimão, Ponta Delgada, com estrangeiros, etc... essa ideia do viver na freguesia onde nasceu vai-se perdendo, pelo que o tal eventual apego de outrora também se perde.

    Uma freguesia não é mais uma Paróquia, nem a cidade a sua Diocese... esse mundo já passou.
    Queremos é chegar de Lisboa a Madrid rápido, de Coimbra a Vigo... o que há no meio é bonito, mas não tem porque ser tão retalhado.
    Isso leva-nos a situações como a do Aeroporto, anos de impasses, porque cada bocado de terra (concelho) não vislumbra nada além dos limites do seu território.
    • eu
    • 24 setembro 2025
    E eis que afinal, neste fórum parecem existir mais ideias que nos gabinetes dos ministros.
    Concordam com este comentário: dmanteigas, desofiapedro, MSSA
  10. (continuação)

    C19- Licenças. Um aumento de escala na volumetria das construções, deveria trazer consigo um custo menos com Taxas e Taxinhas por fogo. O método de as calcular deveria favorecer os projectos maiores.

    C20- Projectos. Esse mesmo aumento de escala, deveria traduzir-se em projectos mais baratos. Uma maior escala nos projectos forçaria colaborações e equipas maiores entre técnicos. Exemplo, eu e a maioria dos colegas, adorámos trabalhar em pequenas equipas. Porque na verdade tampouco são precisos mais do que um ou dois Arquitectos. Porque os projectos são regra geral muito pequenos, na maioria, habitação unifamiliar. Mas sendo honesto, isto nem é lucrativo para o técnico nem barato para o cliente.
    Vamos supôr que 20 Arquitectos, agrupados 2 a 2... têm 10 rendas de escritório para pagar, licenças de software, equipamento, computadores, plotters, impressoras 3D, carros, formações, etc etc... Projectos maiores forçam equipas maiores. Imaginemos agora que esses 20 trabalham todos juntos num mesmo espaço... se calhar nem 20 computadores têm. Quando somos poucos, enquanto estou numa obra, e por vezes até estámos todos, há um escritório, computadores, softwares, etc... que estão parados, sem uso. Quando poderiam estar a sacar rendimento. Maior rendimento, projectos mais baratos. Isso é igual com os Engenheiros. Aliás projectos maiores, gerariam maior número de gabinetes com todas as valências, maiores equipa, maior eficiência.

    C21- Este efeito de escala aplica-se igualmente aos empreiteiros. Ainda há muito a ideia de que uma empresa maior, com boas cadeiras de escritório, com máquina de café, e lugar de estacionamento... será forçosamente mais caro. Pelo que, muitos Donos de Obra nem sequer tentam. Também é verdade muitas dessas empresas querem fazer casas individuais. Para mim, não é isso que está mal. O que está mal é a proporção de casas individuais. Que medidas teriam que ver com isto? Com a maneira como actualmente se exigem alvarás por exemplo. Apesar de tanto se criticar, o Chave na Mão deveria ser a regra... e haver menos empreitada a empreitada. Idem para quem gere a obra efectivamente, assim como a responsabilidade. Apesar de actualmente termos os "Termos de Responsabilidade"... esta recaí sobre o Dono de Obra, que na pratica, nem percebe nada da poda. A sua cabeça está sempre no cepo. É quem paga as favas sempre, na maioria das vezes, a única culpa que tem é ser ignorante. A responsabilidade deveria estar mais repartida entre técnicos autores e técnicos municipais e fiscais.

    C22- Projectos Chapa 5. Tanto por aqui se critica o Chapa 5. A meu ver, numa situação como a actual, o que precisámos é precisamente Chapa 5. Repetição, Estandartização. O que está mal é tudo ser tão personalizado. Consome muito tempo de projecto, e muita necessidade de aprendizagem de quem executa a obra. O Chapa 5 acaba por impôr-se naturalmente em obra pelo empreiteiro. Se calhar deveriamos mais entender a razão disso e adaptarmo-nos em vez de remar sempre contra a maré.

    C23- Isto vem de mão dada com a partilha de conhecimento. E que tal se todos os projectos (excepção de bancos e prisões), tivessem os seus projectos públicados numa plataforma? Desde o momento que são submetidos? Poderia criar situações de conflito com direitos de autor e privacidade? Talvez. Mas vejamos, há N de casos assim por esse mundo fora. Em que se eu estou agora a desenhar uma torre, encontro na net, totalmente público e aberto, outros projectos idênticos, donde posso consultar dados técnicos, contactos dos projectistas, etc... Isto levaria a uma partilha de conhecimento e colaboração. Haveria muito o delegar de tarefas também e uma maior especialização. Eu não precisaria de aprender tudo sobre torres, facilmente poderia aceder ao contacto de alguém mais especializado e experiente. Querermos todos resolver tudo, inventar a roda em cada projecto, não faz sentido. A concorrência é boa, mas a colaboração é infinitamente melhor. Todos podemos ganhar.

    C24- Esta partilha de conhecimento levaria a uma maior confiança e predisposição ao risco por parte dos promotores também, assim como da própria banca. Seria relativamente fácil mostrar-lhe um exemplo idêntico, que alguém fez e construiu no passado. Imaginemos um bloco de apartamentos por exemplo. Seria fácil encontrar um exemplo real parecido com o que estou a desenhar, em que o meu promotor pode estudar o mercado local, ao nível dos custos de construção e do valor das rendas ou de venda de determinado apartamento. Informação é poder.

    C25- Transações imobiliárias públicadas em plataforma. Como é que eu sei que o João Félix custou X? E foi vendido por Y? Há países onde tem plataformas estilo mapa, onde pode ver que determinado terreno foi comprado em 2021 por X por tal entidade, vendido em 2023 por Y, etc. Tanto para terrenos, como construções. Além de dinamizar o "real state"... ajudaria a averiguar questões de fraude fiscal pro exemplo, de malta pobrezinha cheia de propriedades. Eu entendo que deva haver algum decoro e proteção de dados, mas parte da informação deveria ser pública. Se sei que o meu vizinho comprou o terreno dele por 50 há uns meses, com que cara quero vender o meu por 100, sabendo que o eventual cliente tem acesso a essa informação. Isto ajudaria também a mitigar algum FOMO.

    (continua)
    Concordam com este comentário: desofiapedro
  11. Colocado por: euE eis que afinal, neste fórum parecem existir mais ideias que nos gabinetes dos ministros.


    Qualquer técnico do sector que tenha trabalhado um bocado em sítios diferentes sabe estas coisas. Não falta gente para isso. No parlamento, é que só há visão a 3-4 anos... e em que é mais fácil dar assunto de tasca à população, como o tema da imigração por exemplo.
    Estes são temas técnicos, algo chatos para a maioria da população, e em que cada ponto tería dezenas de páginas a explicar a sua implementação, com exemplos e apresentação de resultados onde foram implementadas. A crise da habitação não é nova. Sempre existiu num ou noutro lugal, nalgum período da história recente. Claro que cada medida deve estar adaptada à nossa realidade patrimonial herdada, e à nossa situação socio-económica e cultural. Mas não é nada que não se faça.

    É natural que os políticos não tenham ideias. Veja-se pelas profissões que têm. Nem é essa a sua função. A sua tarefa é apoiarem-se nos técnicos, em vez de os quererem substituir.
    Concordam com este comentário: eu
  12. (continuação)

    C26- Formação contínua e Inovação.
    E que tal se, se para renovar a Licença junto da Ordem dos Arquitectos, Engenheiros, Sindicatos, etc... fosse obrigatório fazer X créditos em Formação? Talvez a cada dois anos ou assim? Por exemplo, eu, enquanto técnico ser forçado a participar em exposições, workshops, etc? Isso iria dinamizar as próprias empresas de construção e materiais ao nível do marketing. Talvez começassemos a importar o conceito de "Lunch and Learn". Exemplo. Há uma determinada marca de janelas que me chama a atenção para tal projecto, porque têm uma janela em específico que me agrada. Combino um Lunch and Learn com eles. Eles trazem algo para almoçar, tipo uns frangos, pizza, Uber easts, etc... eu ponho de beber e sala, e durante a hora de almoço, fazem uma apresentação dos seus productos à equipa de projecto? A eles convém-lhes. E a mim também, porque embora forçado, faço créditos para apresentar na Ordem, aprendo algo, e ainda como à pala. Isso aplica-se igualmente às constructoras, que poderiam formar os seus trolhas sem livros nem aborrecimentos de sala de aula. Seria durante o almoço, num ambiente muito menos formal. Algo como aquele lobby que algumas farmaceuticas fazem no elevador do hospital. Acho que todos ganhariam com isso. Uma coisa assim a cada 3, 4 meses por exemplo.

    C27- Idem, mas aplicado às regras de segurança. Manuzeio de ferramenta, frota, etc...

    (continua)
  13. Colocado por: euE eis que afinal, neste fórum parecem existir mais ideias que nos gabinetes dos ministros.
    Concordam com este comentário:dmanteigas


    Não é difícil. Afinal, quem está no parlamento e nos gabinetes dos ministros são essencialmente boys que acham que o mundo funciona através de decretos lei e que não seguiu o normal de uma carreira profissional para aprender como funciona a vida real.
  14. Colocado por: eu

    Sem dúvida.

    Estas medidas foram estúpidas, porque não contribuíram nada para reduzir o desequilíbrio entre a procura e oferta, fizeram o contrário, e claro, os preços dispararam.

    Isto foi deitar gasolina no fogo.

    Políticos estúpidos!


    Enquanto a oferta for muito inferior á procura o preço vai aumentar em flecha.

    Até vi alguns exemplos de anuncios que tinha como favoritos no idealista.

    um T3 de 180m2 no barreiro novo estava a venda há 4-5 meses a esta parte por 480k , hoje está a venda por 560k
    um T3 de 130m2 no montijo novo estava a venda há 4-5 meses a esta parte a 385k , hoje está a 435k

    aumentos de 13% a 15% em 4-5 meses...

    Outro exemplo interessante, andei a acompanhar no pinhal novo uma urbanização que tem imensos apartamentos com boas areas á venda a rondar os 360k a 380k com 12 anos, a precisar de algumas obras.

    Achei curioso os anúncios não desaparecerem, porque eram mesmo muitos imóveis... rapidamente percebi que eram da banca, que pretendem ter uma margem de lucro muito significativa, pois na zona apartamentos novos a estrear com tudo aquilo que este não tem e rondam o mesmo preço ou até chegarem aos 400k.

    Entretanto, andei a brincar com uma ferramenta que faz análise dos classificados com o histórico dos mesmos, e o curioso é que muitos destes apartamentos que são da banca estão há mais de 2 anos nos Idealistas da vida sem serem vendidos, começaram com preços a rondar os 330k não os conseguiram vender, o tempo passou aumentaram até quase aos 380k e continuam sem os vender.

    Portanto, podem fazer as leis que bem entenderem se não aumentarem a oferta em proporção á procura existente continuaremos a ter este aumento galopante.
    Concordam com este comentário: eu
  15. têm de aumentar mais o preço até alguém querer comprar /s
    Concordam com este comentário: pribeiro, eu
  16. Colocado por: pribeiroo curioso é que muitos destes apartamentos que são da banca estão há mais de 2 anos nos Idealistas da vida sem serem vendidos, começaram com preços a rondar os 330k não os conseguiram vender, o tempo passou aumentaram até quase aos 380k e continuam sem os vender.


    Também já reparei nessa situação. As casas não se vendem e ainda lhes sobem o preço. É sinal de que os Bancos estão bem, e só vendem os apartamentos se for um bom negócio. Provavelmente pode até ser uma estratégia para valorizar todo o mercado na zona, sobem os preços de uns apartamentos para ajudar a vender outros.

    Mas neste momento as coisas estão como nunca vistas. Em Moscavide, em 1998 um familiar meu comprou um T1 por 4 mil contos (20 mil euros). Que hoje está avaliado em 280 mil euros. Se andarmos pelas ruas de Moscavide percebemos o que se passa, casas com 10,20 ou mais pessoas de origem indostânica.
    Concordam com este comentário: pribeiro
  17. Isto vai estourar duma forma... :D
    Concordam com este comentário: pribeiro, eu
  18. Colocado por: ferreiraj125Isto vai estourar duma forma... :D


    Está quase. 😏
 
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