Colocado por: CarvaiE quem arrenda barato casas muito caras? O Pai Natal?
Colocado por: CarvaiTotalmente de acordo. Se tivéssemos políticos inteligentes como nós aqui no fórum bastava terem tomados as seguintes medidas
Colocado por: N Miguel Oliveira(continuação)
C5- Zonas premium onde se deseje maior densidade, ter um índice mínimo de construção.
C6- Em certas zonas preestablecidas, eliminar índice máximo de construção.
C7- Noutras zonas ainda, permitir uma negociação quantos aos índices. Para um promotor, quantos mais fogos construír num terreno, melhor. Maior benefício, maior lucro, maior disponibilidade de descer o preço de cada fogo, por um efeito de escala. Nos casos, em que o índice mínimo do promotor para tornar viável o negócio entrar em conflito com certas regras urbanísticas (limites de altura, afastamentos, índices de construção), possibilitar uma negociação do género: fazes mais fogos, incumprirás tais regras, mas em contrapartida disponibilizas X% dos fogos à renda/venda acessível. É dizer, baseando-se nos dados INE, definir estratos socio-economicos em função dos rendimentos. Exemplo: quero construir 7 pisos onde só me deixam 4 actualmente. OK, faço os 7, mas 10% dos apartamentos serão alugados a pessoas com rendimentos na faixa 25% mais baixa... e outros 10% dos fogos a pessoas na faixa dos 25-50%... Coisas assim. Nada disto é novo. Há vários países, cidades, com problemas de habitação que têm sistemas hidridos destes.
C8- Os PDM, têm um único regulamento, extensíssimo sim, mas único a nível nacional. O Municipio define, em função disso, o mapa para o seu concelho.
C9- Esse mapa, é feito não de maneira individual, mas em coordenação forçada com os concelhos vizinhos. No limite, é um grupo de concelhos que o define em conjunto. Exemplo:
Faz sentido existir um PDM desligado dos vizinhos? Quase que Barcelos, Famalicão, Guimarães, Amares, Vila Verde, Ponte de Lima... deveriam participar no PDM de Braga e coordenar os outros vizinhos que têm também. Parece faltar uma visão regional, distrital. Acho os Concelhos demasiado pequenos para que funcionem bem. Mas pronto, herdámos estas divisões políticas, mas nada nos impede de que funcionem numa escala maior.
C10- Esta visão regional é também usada nos sectores empresariais, em que os recursos industriais, de matéria prima, são complementados pelos do concelho vizinho. No fundo, algo parecido ao que já existe com os recursos hídricos por exemplo. Não tem caso cada municipio tentar inventar a roda. É preciso que se entreajudem mais.
C11- Sobre os Licenciamentos, as Câmaras só se deveriam focar na volumetria e regras urbanísticas. Coisas como o Certificado Energético, querer saber tudo ao detalhe em projecto, não faz sentido. O projecto duma casa deveria demorar, no máximo, uma manhã a verificar tudinho e a dar resposta. Muitos desses serviços não precisariam de metade do staff, nem de que fossem todos Arquitectos ou Engenheiros, bastava uns quantos. Esses técnicos deveriam andar mais nas obras a fiscalizar (é o que falta em boa medida). A comunicação via ofício só aconteceria quando fosse mesmo aprovado. Se durante a análise se encontra um erro, é "ligar" ou escrever email, eh pá, ou mesmo Whatsapp ao técnico e resolver a coisa em minutos. Isto pode parecer estranho em Portugal, mas não o é noutros países. No limite, um Arq. municipal deve ser visto como parte duma equipa em que o seu objectivo é aprovar um projecto o mais rapidamente possível. Deve ser um facilitador, sugerir, agilizar... e não um empecilho para o promotor.
C12- Estas ideias de escala, focadas nas empresas em vez do Dono de Obra invididual, deveria fomentar a criação de modelos standard. Mas uma vez mais, não precisamos de inventar nada. Joguemos com o que já existe entre os nossos parceiros europeus ao nível das dimensões, pesos, requesitos técnicos, etc... Tendo o sistema montado, o próprio Dono de Obra individual usufruirá dos seus benefícios.
(continua)
Colocado por: EspalhaBrasasisso do C9 vai ao encontro do post que fiz, não faz sentido no século XXI seguir a administração dos municipios com essa divisão feita numa altura que o pessoal andava a cavalo ou nem isso... agora a mobilidade é muito maior exigem-se melhores estradas entre municipios e cidades melhor organizadas.
Colocado por: euE eis que afinal, neste fórum parecem existir mais ideias que nos gabinetes dos ministros.
Colocado por: euE eis que afinal, neste fórum parecem existir mais ideias que nos gabinetes dos ministros.
Colocado por: eu
Sem dúvida.
Estas medidas foram estúpidas, porque não contribuíram nada para reduzir o desequilíbrio entre a procura e oferta, fizeram o contrário, e claro, os preços dispararam.
Isto foi deitar gasolina no fogo.
Políticos estúpidos!
Colocado por: pribeiroo curioso é que muitos destes apartamentos que são da banca estão há mais de 2 anos nos Idealistas da vida sem serem vendidos, começaram com preços a rondar os 330k não os conseguiram vender, o tempo passou aumentaram até quase aos 380k e continuam sem os vender.
Colocado por: ferreiraj125Isto vai estourar duma forma... :D