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  1.  # 1

    Colocado por: AMG1Depois veio o HAL_9000 e estragou-me o "conto de fadas".
    Ora bolas!
    AMG1, lamento ter sido eu o portador das más notícias.

    Como deve imaginar, eu também sou daqueles que confia sempre na auto regulação do mercado para defender o interesse dos consumidores.
  2.  # 2

    quando há escassez de produto e tambem falta de concorrência, não acredito muito nisso da auto regulação.
  3.  # 3

    Colocado por: marco1quando há escassez de produto e tambem falta de concorrência, não acredito muito nisso da auto regulação.


    "Em casa onde não há pão..."
  4.  # 4

    Colocado por: ferreiraj125Portanto não confiaria muito nessa teoria de que não haveria casas "baratas" a inundar o mercado só porque os bancos não iriam perder dinheiro, porque na realidade podem fazê-lo sem perderem dinheiro.


    E eu acho que nao estao a perceber bem o que significa 'perder dinheiro'. Um imovel com um credito onde o LTV atual e 50%, o banco so perde dinheiro se vender o imovel abaixo de 50%. E como diz e bem, numa crise de liquidez o banco quer e... liquidez. Em caso de algo semelhante a 2008, o que o banco faz e simples - alguns imoveis mete a venda abaixo do preco de mercado para os despachar, outros junta e vende em lote por um preco suficiente para cobrir o valor da divida e mais algum se o mercado o permitir.

    Mas eu pessoalmente nao acredito muito que venha ai algum tipo de correcao de precos por esta via. Nem acredito sequer que para imoveis novos se assista a qualquer correcao de preco significativa. Quanto muito, uma estabilizacao ou ligeira diminuicao. E preciso olhar para o valor dos salarios e precos de materiais, e perceber que e impossivel um apartamento ou moradia novos custarem em 2025 o mesmo que custava em 2015. Se tivessem 'apenas' apanhado o crescimento do SMN e dos materiais, seria expectavel ai um aumento de 70% pelo menos vs 2015 para nova construcao. Portanto se alguem acha que existe alguma possibilidade de regressarmos a precos de 2015/16/17... esta redondamente enganado.

    Agora eu ja tenho repetido isto varias vezes. Portugal ainda nao recebeu o 'memo' que isto esta numa situacao completamente desastrosa a nivel internacional, com consequencias ainda nao muito claras mas certamente negativas para o mundo como um todo. Demasiada instabilidade. O primeiro 'sinal' ate veio dos dados da inflacao... que ficou abaixo das estimativas!
    Os proximos sinais virao agora nos proximos tempos quando se perceber que a inflacao esta a baixar, porque o consumo tambem esta a baixar. E que o crescimento que ja vinha a ser pifio provavelmente vai ainda piorar, seja pelo consumo seja pelo adiar das decisoes de investimento que toda esta incerteza cria. E depois e a taxa de desemprego, etc... tudo isto parece demasiado catastrofista mas e um cenario base bastante provavel. E aqui e que comecam os problemas. Porque neste momento o FOMO esta elevado. Todos acham que precisam de comprar casa ontem para nao perderem o timing de entrada no mercado. Mas isto e porque ninguem esta preocupado com o dia de amanha. Se vao ter emprego, se o rendimento vai continuar a subir, etc etc... quando esses receios de instalarem e que vamos ver um verdadeiro impacto no mercado imobiliario. Porque de repente mesmo com uma taxa de esforco de 30 a 40%, um emprestimo de 30 a 40 anos ja nao parece um investimento assim tao 'seguro' se eu deixar de ver estabilidade nos proximos anos.
  5.  # 5

    dmanteigas
    até concordo com o que disse mas não acha que se houvesse muitas casas era uma solução?
    portanto porque não há mais casas?
    porque "não deixam" haver mais casas?
    será que interessa haver muitas casas?
    ...
    há imensas perguntas que se podem fazer á margem do "simples" diagnostico economico
  6.  # 6

    Colocado por: marco1dmanteigas
    até concordo com o que disse mas não acha que se houvesse muitas casas era uma solução?
    portanto porque não há mais casas?
    porque "não deixam" haver mais casas?
    será que interessa haver muitas casas?


    Marco1, isso e uma discussao 'diferente'. Eu tenho exatamente as mesmas perguntas e quase que aposto respostas semelhantes as suas.
    Mas no fundo o que refere tem impacto essencialmente na capacidade de o mercado se 'ajustar' a flutuacoes da oferta.

    Neste caso, o meu ponto de vista esta limitado a forma como a procura de vai comportar. Porque no fundo, a procura e sempre onde se nota o impacto mais rapido e violento, como se viu no periodo da troika.

    Eu proprio tenho andado a reconsiderar muitas coisas e e certo que nao vou iniciar obra nenhuma antes de 2026, precisamente porque toda esta instabilidade me deixa apreensivo.
  7.  # 7

    a procura não vai abrandar, é evidente que há muita gente a precisar de casa.
    embora a meu ver até neste momento haja casas suficientes, mas só construindo muito muito mesmo é que as que existem vão deixar de estar tão especuladas.
    mas por obra e graça do espirito...só se constroem casas premium ( muitas pretensamente, pois de premium só mesmo o preço) e ai é que está o busilis da questão.
  8.  # 8

    Bem, o mercado regula-se, no sentido em que o preço de equilibrio é aquele em que há tantos compradores para os preços praticados como casas à venda a esses preços.

    O que muita gente não percebe é que a procura não é "pessoas a quererem comprar casa", a procura é uma curva que indica o numero de potenciais compradores para um determinado preço de mercado.

    A curva de procura não baixa porque as pessoas deixam de querer comprar casa, pode baixar porque as pessoas deixam de poder pagar preços tão elevados.
  9.  # 9

    Colocado por: marco1...
    mas por obra e graça do espirito...só se constroem casas premium ( muitas pretensamente, pois de premium só mesmo o preço) e ai é que está o busilis da questão.


    Curiosamente aqui há dias estive a ver a evolução do preço da habitação nas estatisticas do BdP e fiquei algo surpreendido.
    O aumento das casas novas, no periodo de 2015 a 2024, foi de aprox. 70%. Enquanto que nos alojamentos ja existentes, ou seja casas usadas, esse aumento foi o dobro +/- 150%. Admito que seja fruto da recuperação dos centros urbanos que ocorreu durange esse tempo, mas para mim foi uma surpresa.
    Mais, se compararmos a evolução do salário minimo e médio, sobretudo o minimo, com o aumento das casas novas, quase que podemos concluir que quem ganha o salário minimo hoje e não consegue comprar uma casa nova, com uma fortissima probabilidade também já não a podia comprar em 2015, quando aparentemente estariam em saldo.
    Depois a inflação acomulada nesse periodo foi de cerca de 23%, portanto também não parece estar na desvalorização monetária a gtande explicação para estes aumentos das casas.
    Eu, não consigo concluir nada com isto, mas estes dados surpreenderam-me.
    Uma explicação possível é de que o mercado estará "sobre aquecido" devido a maior procura vinda do exterior, sobretudo dirigida aos imóveis usados, mas não sei.
  10.  # 10

    Estou em fase de pedir orçamentos para obra

    Com estas tarifas do Trump qual a consequência no preço das obras?

    Aumento preço? Compramos muitas coisas ao EUA?

    Diminuição preço? Material comprado na europa pode ter execedentes e preço baixa?

    Uns vão subir, outro vão descer?

    É imprevisivel?

    Só pelo receio estou a ver muitas gente a retrair e a esperar o que vai dar...
  11.  # 11

    Colocado por: vf74É imprevisivel?

    As tarifas vão levar a isolamento economico. Provavelmente vamos ter uma recessão agravada na Alemanha (e EUA) e alastrada ao resto da Europa. Será a faisca para uma nova crise económica? A India também já não vai crescer tanto.

    Agora, as casas estão caras em Portugal por outras razões, isto pode afetar os preços das casas mas não vai ser agora. Na minha opinião, o setor da construção vai ficar na mesma com estas tarifas.
  12.  # 12

    Colocado por: dmanteigasMas isto e porque ninguem esta preocupado com o dia de amanha.


    Ninguém mesmo.
    O que mais vejo é apostar hoje, que se conseguirá pagar 300k por uma casa, amanhã. Sim, amanhã... porque embora compre a casa hoje, esta só estará paga daqui a 30 ou 40 anos. E a vida, é muuuuuuuiiiitooo mais que uma casa. Apesar de todos os alarmismos, vejo muito pouca contenção ao construir de raíz ou a remodelar.
    Concordam com este comentário: NLuz
  13.  # 13

    Colocado por: AMG1Enquanto que nos alojamentos ja existentes, ou seja casas usadas, esse aumento foi o dobro +/- 150%.


    Aí, quem falha é quem compra...
    Uma ruína é vista como uma vantagem, uma garantia de que se poderá reconstruir ou usar o mesmo perímetro de implantação. Por isso se aceita pagar mais por isso.

    Na verdade, um terreno como uma ruína ainda devia ser barato... pois além de não se aproveitar quase coisa nenhuma ainda é preciso pagar para demolir a casa... ou anexos, etc... se tiver partes com amianto, pior ainda.

    Há muita ileteracia financeira de facto. Mas não vejo nunca ninguém referir a ileteracia urbanística da sociedade.
    Qual é o Dono de Obra que contacta um Arquitecto antes de comprar um terreno? Qual é o DO que faz isso antes de comprar uma ruína?

    Há muito diz que disse. A malta vai pelo que disse o Manel no tasco... e não tem 60€ para pagar uma consulta com um profissional.

    Temos o que merecemos.
  14.  # 14

    Colocado por: marco1portanto porque não há mais casas?


    Por muito que me custe escrever isto...
    Nós não podemos ter um projecto por família, não podemos ter uma casa única e irrepetível por cada familia. Não podemos ter gente, que apesar de terem muito boa vontade, não são competentes para gerir uma obra. Ou melhor, poder até podemos. Tanto é, que é precisamente isso que temos. O resultado é o que todos sabemos. Até rimou.

    Se até há uns anos, isto dava para aguentar, porque a construção era barata (apesar de quase sempre dizerem que não)... hoje as coisas são diferentes.

    É ilógico, cada agregado familiar, comprar o seu lote, contratar um Arquitecto, pedir só Licenciamento, e tirar umas horas por dia para gerir a própria obra. Não faz nenhum sentido isto. Só faz sentido, para as casas premium. Para clientes com capital suficiente para isso.

    Na prática, o que temos, é o agregado da classe média, e o da classe baixa, a fazer exactamente o mesmo percurso que apenas o de classe alta pode pagar.

    É preciso construir mais. Até diria que mais do que no poder local, a solução poderia estar no poder central, que tem poder suficiente para numa frase multiplicar o numero de fogos possíveis num determinado local.
    Faz algum sentido, estar em 2025, a projectar com base em PDM de 2015, pensados e idealizados ali por 2013???

    Mas estamos todos a dormir?
    Concordam com este comentário: marco1
  15.  # 15

    Colocado por: dmanteigasisso e uma discussao 'diferente'.


    Mas é precisamente a discussão que interessa.
    A par da banca, a solução está no Ordenamento do Território.

    Andamos aqui há meses a divagar sobre os imigrantes, sobre o Chega exacerbar isso, sobre os Governos andarem mais preocupados em rebater esses argumentos, ou a discutir a "SpinumViva" ou lá como se chama...
    Só fait divers.

    Os profissionais da construção, deveriam estar todos alinhados com os municipios, em fazer anexações de vários lotes, de maximizar o potencial de cada super quarteirão, de ter equipas de Arquitectos e Engenheiros dedicados a grandes projectos... onde repartem bolos de honorários de 6 digitos... onde se erguem aos 200, 300 apartamentos ou casas duma vez...

    Mas não...

    Ainda estámos no sec. XIX...
    De pensar que é preciso esperar 10 anos, para fazer um novo destaque num terreno... Enfim.
    Concordam com este comentário: marco1
  16.  # 16

    Colocado por: vf74Com estas tarifas doTrumpqual a consequência no preço das obras?


    Talvez nas madeiras.

    Mas nem se preocupe muito com isso, sinceramente.

    Dos EUA, deveriamos era estar atentos ao modo como constroem centenas de fogos de uma vez, ao modo de como se processam as coisas. Nem tudo são pauzinhos que são levados pelos tufões.

    Há muito que aprender com eles também. Precisamos é deixar de ser tão agarrados à casa, e ver as coisas de modo muito mais pragmático. É preciso relativizar e ter outros objectivos de vida além de "querer pagar uma casa".

    Para que a repetição, estandartização, racionalização dos processos seja uma realidade.
    Falta-nos Excel! Sobra-nos Pinterest...

    O problema da habitação é multi-factorial.
    As soluções devem vir de quem percebe das coisas.
    É preciso coordenação, mas estamos longe de poder pensar que a solução está exclusivamente no Estado. Está também no cidadão comum, nas empresas... e mesmo dentro do Estado, além do poder local... a solução de emergência só é exequível atempadamente se partir do poder central.
  17.  # 17

    Colocado por: rod_2000as casas estão caras em Portugal por outras razões,


    Deixo-lhe já aqui algumas:

    1- Construir casa térrea, aumentando assim o tamanho da laje térrea, a cobertura, área em corredores, etc.

    2- Construir a casa térrea, plana, com tudo ao mesmo nível, num terreno com pendente.

    3- Inventar sistemas constructivos assentes na Estética e menos na Técnica ou nos Números.

    4- Desfasamento entre Arquitectura, Engenharia, Carteira do Cliente e Requisitos... e para rematar, falta de Coordenação entre tudo isto.

    5- Requisitos legais, que apesar de muito bem intencionados, na prática só resultam em desperdício de espaço e de dinheiro.

    6- Banca. Descontrolo total duma população cada vez com a corda ao pescoço.

    7- Mania crónica em querer casa "em L", sem razão aparente. Ou melhor, é a única estratégia que Donos de Obra e Arquitectos vislumbram. Falta de criatividade.

    8- Impaciência, tanto do DO como do Técnico, em quererem despachar tudo o mais rápido possível, sem tempo para amadurecer ideias, sem debate ou oportunidade do contraditório na fase mais importante em que participa o Dono de Obra num projecto, o Estudo Prévio.

    9- Casa de Alfaiate. Quando todos os demais sectores laborais levam um século no Prêt-à-porter.

    10- Confundir Realismo com Optimismo masoquista. Falta de noção, ao pensar que "comigo vai ser diferente"... se depois se envereda exactamente pelo mesmo caminho.

    11- Expecialista-Youtube em tudo, desde Crypto moedas, à cozedura ideal do feijão vermelho, mas depois não distingue um prego dum parafuso. Este síndrome está presente em todo o tipo de player, desde o cliente, ao projectista, ao executante em obra, ao técnico municipal. Autodidactismo, DIY, desenrascanso, etc... vão-nos levar ao charco.
  18.  # 18

    Colocado por: marco1a procura não vai abrandar, é evidente que há muita gente a precisar de casa.


    Marco, se vier ai uma crise que abale a confianca no medio/longo prazo pode ter a certeza que a procura abranda e fortemente.
    Basta ver por exemplo o que aconteceu na Alemanha desde 2022.
    Aqui o erro e achar que ha muita gente a precisar de casa, quando atirando assim numeros de merceeiro, diria que so a volta de 30% das compras e que sao de 1a habitacao, sendo o restante 'trocas'.

    Colocado por: ferreiraj125A curva de procura não baixa porque as pessoas deixam de querer comprar casa, pode baixar porque as pessoas deixam de poder pagar preços tão elevados.


    Eu acho que o ferreira nao percebe que a economia nao deixa de refletir o comportamento de massas.
    Em 2012/13 o mercado imobiliario abrandou muito mais do que seria expectavel tendo em conta a quebra dos rendimentos.
    O ferreira e muito outros ligam o imobiliario a simples questao do 'quanto e que o banco me empresta e quanto e que eu posso pagar'.
    Mas na realidade o mercado nao funciona assim. A procura funciona mais a base do 'vou comprar casa agora para aquilo que o meu rendimento atual me permite porque no futuro tanto o meu rendimento quando o valor do imovel vao subir'. Quando existe uma quebra de confianca e o comprador deixa de acreditar neste premissa do rendimento e valor do imovel crescentes, a procura cai. Mesmo que as pessoas tenham rendimentos suficientes. Mas ninguem compra uma casa se achar que existe risco de esta desempregado daqui nos proximos meses por exemplo.

    Colocado por: rod_2000Agora, as casas estão caras em Portugal por outras razões, isto pode afetar os preços das casas mas não vai ser agora. Na minha opinião, o setor da construção vai ficar na mesma com estas tarifas.


    Isso e muito wishfull thinking.
    E o mesmo que achar que recessao na Alemanha nao nos afeta.
    As economias estao todas interligadas. Qualquer impacto negativo e extensivel a todos. E todos os setores sem excepcao sao afetados.
    Se a procura por materiais de construcao diminui a nivel mundial, acha que Portugal fica simplesmente imune ao fenomeno?

    Isto sem falar na parte macroeconomica. Em Portugal vivemos uma autentica ilusao. Como eu disse, esqueceram-se de entregar o memo ca no burgo a explicar que isto esta um desastre. Que como sempre, um espirro da economia mundial causa uma pneumonia em Portugal.
    Que quando ha retracao do consumo, uma das primeiras coisas a cortar agressivamente e precisamente o 'motor' da nossa economia: turismo.
  19.  # 19

    Colocado por: dmanteigasEu acho que o ferreira nao percebe que a economia nao deixa de refletir o comportamento de massas.
    Em 2012/13 o mercado imobiliario abrandou muito mais do que seria expectavel tendo em conta a quebra dos rendimentos.
    O ferreira e muito outros ligam o imobiliario a simples questao do 'quanto e que o banco me empresta e quanto e que eu posso pagar'.
    Mas na realidade o mercado nao funciona assim. A procura funciona mais a base do 'vou comprar casa agora para aquilo que o meu rendimento atual me permite porque no futuro tanto o meu rendimento quando o valor do imovel vao subir'. Quando existe uma quebra de confianca e o comprador deixa de acreditar neste premissa do rendimento e valor do imovel crescentes, a procura cai. Mesmo que as pessoas tenham rendimentos suficientes. Mas ninguem compra uma casa se achar que existe risco de esta desempregado daqui nos proximos meses por exemplo.


    Não sei como raio tiraste essa conclusão quando o que estou a explicar é que a curva de procura não é determinada apenas pela vontade ou necessidade que as pessoas têm em comprar casa.

    Ou seja, eu disse é que há mais fatores além da vontade/necessidade de comprar casa, haver algo além, não significa estar a dizer que essa coisa além é o unico fator. Antes pelo contrario, estou a dizer que há mais do que aquilo que as pessoas pensam.
  20.  # 20

    Colocado por: ferreiraj125Não sei como raio tiraste essa conclusão quando o que estou a explicar é que a curva de procura não é determinada apenas pela vontade ou necessidade que as pessoas têm em comprar casa.


    Entao eu nao sei ler :)

    Vi que o post esta editado, pode ter sido depois da minha resposta.
    Mas basicamente estava a dizer que a curva da procura nao baixa porque as pessoas deixa de querer comprar casa. E foi isso que eu rebati. As pessoas deixarem de querer comprar casa e precisamente o que faz a curva da procura baixar. E a casa, sendo um investimento grande e de longo prazo, e das primeiras decisoes que as pessoas questionam em tempos de crise, mesmo tendo rendimentos.
    Como se viu em 2012 a 2014.
    Por exemplo, 2014 com sensivelmente a mesma populacao que temos atualmente, foram transacionados 84 mil imoveis residenciais. Isto num ano que ja foi de 'recuperacao'. Em 2024, 10 anos depois, transacionaram-se 150 mil... Isto nao se explica so pelos rendimentos e por quanto o banco empresta. Esta muito ligado a 'confianca' das pessoas na economia.
    Se essa confianca abalar, a procura vem por ai abaixo e facilmente se baixa para valores abaixo dos 100 mil por ano. Nao ha melhor solucao para o problema imobiliario que a uma crise de grandes dimensoes.
 
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