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  1.  # 1

    De facto a ideia que se deixa ficar nas pessoas é grande parte do "soundbite" criado pela comunicação social. Neste caso existiu um aproveitamento geral de todos para usar um tema polémico e levantar várias suspeitas sobre o PM e tudo o que lhe diz respeito, vender capas, fazer jornais, programas de televisão, dar voz a comentadores claramente facciosos , relativamente a contas bancarias ou negócios. Quanto a isto nada a dizer. Os cargos políticos são por natureza muito mais escrutinados do que qualquer cidadão comum.. e bem.

    Factualmente o que existe aqui é algo simples que pelos vistos a maior parte das pessoas não entendeu. Eu diria que até pessoas cultas e que são inteligentes como jornalistas e comentadores políticos até ao dia de hoje continuam a usar argumentos que são completamente falsos. Já nem falo no cidadão comum que essas facilmente absorvem as letras gordas de qualquer rodapé e nem se preocupam e ler contraditórios ou aprofundar as coisas.

    1 - Luis Montenegro não cometeu nenhuma ilegalidade ao manter um negócio na família. Todos os dias vejo na televisão e escrito em todo o lado que ele cometeu um erro ao não vender a empresa ou manter as coisas como estavam. è bom que se entenda de uma vez por todas que a participação é legal e estava declarada em locais próprios. As dúvidas e suspeitas que se levantaram inicialmente não saíram debaixo de uma pedra! Foram suscitadas dúvidas pelas declarações feitas em sede própria. Ele poderia inclusive manter tudo como estava até à data sem passar o negocio para os filhos e não estaria a cometer nenhuma ilegalidade. Creio que depois das dúvidas que foram levantadas existiu um esforço para tentar retificar algo que não precisava de o ser, de forma a ajudar a limpar o seu nome das polémicas e das alegações de que era alvo. Mas ainda assim dispôs-se a faze-lo. Não porque a lei exige mas porque entendeu que contribuiria para reduzir a desconfiança.

    2 - Factualmente a única questão que aqui se deve colocar tal como publiquei num link de um vídeo atrás do Rogério Alves, é se existiu ou não exclusividade no exercício da função de Primeiro Ministro. Até à data não existem evidencia nem grande nem pequena de que isso tenha acontecido.

    3 - Às pessoas que dizem que devia logo ter esclarecido tudo desde o início pergunto: onde está a presunção de que se é inocente? Se existir indícios de que não estava a exercer em exclusividade ou que havia um conflito de interesses o que deve acontecer é que deve o PM esclarecer as dúvidas dos partidos ou de outra qualquer entidade como o ministério publico e afins. Algo que se disponibilizou desde sempre a fazer (dar respostas). Discordo em absoluto da ideia de que tem de antecipar as questões que podem vir a público no futuro. Vou dar um exemplo: Na entrevista que LM deu a Sandra Felgueiras cometeu um erro infantil pressionado pela comunicação social. Revelou que tinha obtido um lucro numa venda de ações já com medo do eco que isto teria se fosse descoberto! Mas isto cabe na cabeça de alguém estar a expor coisas deste teor antecipadamente? Ou só porque as pessoas acham que o dinheiro que eu tenho não foi ganho de forma honesta quando todas as contas que tem são auditadas? Deveria o PM ter aberto o livro de imediato de todos os nomes dos clientes assim que surgiram dúvidas sem consultar as entidades primeiro? Isso cabe na cabeça de alguém? Ele não estava a ser inquirido. Ele estava a responder a questões e dúvidas do parlamento. Revelou o objeto das empresas e os valores que envolviam que praticamente até permitiu concluir rapidamente quem eram a maior parte dos clientes mas estas coisas têm protocolo. Não são para fazer como a boca do povo quer em conversa de café. As coisas vão tão longe que até se permitem perguntar quanto paga no hotel onde está a dormir e se tem dinheiro para o pagar! Se existir indícios de participação em algo ilícito, ainda dou de barato. Mas relembro, até à data de hoje, não foi encontrada nem grande nem pequena prova de tal. Mas isso pouco importa porque o que é preciso é brincar na lama e toda a gente está a adorar a novela a bem da verdade.

    3 - No meu ponto de vista ficou bem explicado o porquê da moção de confiança. Qualquer PM que governo sob um clima de desconfiança e de possível atividade em conflito com as suas funções, tem de confirmar com o parlamento a legitimidade para governar, ainda mais numa situação de governo sem maioria. Não se excluiu de responder a nada. Fez foi as coisas no tempo que considerou correto concorde-se mais ou menos, nunca recusou dar respostas.

    4 - No entanto não deixo de apontar como muito negativo o que aconteceu hoje. Concordo com PNS quando diz que o que estava em causa hoje era uma moção de confiança e não uma CPI. Misturar estes assuntos não faz sentido muito menos condicionar a sua duração. Se a CPI avançar e julgo que deve se de facto existe desconfiança, e essa desconfiança é também o que dá legitimidade por outro lado à apresentação da moção da confiança, deve avançar sem limitações de tempo nem condicionantes para que sejam esclarecidas todas as questões.

    Julgo também que no final da CPI se forem respondidas todas as perguntas e se o PM fizer prova da exclusividade, essas não serão suficientes. Nesta altura essa patamar de esclarecimento não existe. Se forem encontradas irregularidades será fácil de prever o final. Uma coisa é certa. Para a maioria das pessoas, jornalistas e comentadores neste momento pouco importa ser rigoroso. Até já se ouve coisas como mas a lei não interessa para nada, ele fazia parte da empresa, ele é que geria o negócio, ele continuava a fazer serviço para a empresa por baixo da mesa.. Mas factualmente repito, não existe uma prova de que isto seja verdade. E a bem da verdade deve-se deixar esclarecer em local próprio o que é para esclarecer. Esperar que as eleições não paguem o tema porque acho que nesta altura seria uma anedota cair no esquecimento depois do que provocou.
    Concordam com este comentário: Carvai, Bondi
  2.  # 2

    Colocado por: N Miguel OliveiraQuando custará ao país parar mais 2 meses por causa disto?


    E vamos continar com a instabilidade politica durante mais tempo do que os dois meses. A única forma é haver um governo de PSD e PS, o que não vai acontecer.

    Especialmente com o Chega acima de 15% nunca vai haver estabilidade.
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 3

    Colocado por: fabsil

    Mas se voltar a vencer as eleições, reforça a sua legitimidade e confiança.


    Se vencer as eleições e for com um resultado semelhante a este, para que serviram essas eleições?
  3.  # 4

    Colocado por: arturandresilvanão existe uma prova de que isto seja verdade


    Eu acho que o problema aqui não foi o caso em sí, mas o modo como tentou resolver isto e as explicações que tentou dar ou falta delas.
  4.  # 5

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Eu acho que o problema aqui não foi o caso em sí, mas o modo como tentou resolver isto e as explicações que tentou dar ou falta delas.


    Miguel os tempos das respostas nunca vão agradar. Nem mesmo as respostas. Eu acho que o importante é que sejam dadas e que não seja possível fugir delas. Mas a fome por tema é tão grande que tem um bom exemplo disse hoje. De tarde e apesar de eu achar que não foi correta a paragem pela substância do que foi discutido (mas nessa altura enquanto comentavam ainda ninguém sabia do teor das conversas), vi quase todos os canais a caírem em cima do parlamento por estarem a parar os trabalhos e a dialogar. Quando passaram as semanas anteriores a criticar por não o fazerem. Estavam em fúria porque não sabiam o que se passava ali dentro e começaram a distribuir criticas em todas as direções sem saber tão pouco se estava a ser encontrada uma solução menos dolorosa do que as eleições (infelizmente não era isso). Está provado que não existe uma atitude correta em todo este caso. Ora se é preso por ser ladrão e por não ser. Repito. O povo, os media querem é lama para navegar e ter assunto. É triste mas é a realidade.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, Carvai, RcrdPrnt
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 6

    Colocado por: arturandresilvaDe facto a ideia que se deixa ficar nas pessoas é grande parte do "soundbite" criado pela comunicação social. Neste caso existiu um aproveitamento geral de todos para usar um tema polémico e levantar várias suspeitas sobre o PM e tudo o que lhe diz respeito, vender capas, fazer jornais, programas de televisão, dar voz a comentadores claramente facciosos , relativamente a contas bancarias ou negócios. Quanto a isto nada a dizer. Os cargos políticos são por natureza muito mais escrutinados do que qualquer cidadão comum.. e bem.

    Factualmente o que existe aqui é algo simples que pelos vistos a maior parte das pessoas não entendeu. Eu diria que até pessoas cultas e que são inteligentes como jornalistas e comentadores políticos até ao dia de hoje continuam a usar argumentos que são completamente falsos. Já nem falo no cidadão comum que essas facilmente absorvem as letras gordas de qualquer rodapé e nem se preocupam e ler contraditórios ou aprofundar as coisas.

    1 - Luis Montenegro não cometeu nenhuma ilegalidade ao manter um negócio na família. Todos os dias vejo na televisão e escrito em todo o lado que ele cometeu um erro ao não vender a empresa ou manter as coisas como estavam. è bom que se entenda de uma vez por todas que a participação é legal e estava declarada em locais próprios. As dúvidas e suspeitas que se levantaram inicialmente não saíram debaixo de uma pedra! Foram suscitadas dúvidas pelas declarações feitas em sede própria. Ele poderia inclusive manter tudo como estava até à data sem passar o negocio para os filhos e não estaria a cometer nenhuma ilegalidade. Creio que depois das dúvidas que foram levantadas existiu um esforço para tentar retificar algo que não precisava de o ser, de forma a ajudar a limpar o seu nome das polémicas e das alegações de que era alvo. Mas ainda assim dispôs-se a faze-lo. Não porque a lei exige mas porque entendeu que contribuiria para reduzir a desconfiança.

    2 - Factualmente a única questão que aqui se deve colocar tal como publiquei num link de um vídeo atrás do Rogério Alves, é se existiu ou não exclusividade no exercício da função de Primeiro Ministro. Até à data não existem evidencia nem grande nem pequena de que isso tenha acontecido.

    3 - Às pessoas que dizem que devia logo ter esclarecido tudo desde o início pergunto: onde está a presunção de que se é inocente? Se existir indícios de que não estava a exercer em exclusividade ou que havia um conflito de interesses o que deve acontecer é que deve o PM esclarecer as dúvidas dos partidos ou de outra qualquer entidade como o ministério publico e afins. Algo que se disponibilizou desde sempre a fazer (dar respostas). Discordo em absoluto da ideia de que tem de antecipar as questões que podem vir a público no futuro. Vou dar um exemplo: Na entrevista que LM deu a Sandra Felgueiras cometeu um erro infantil pressionado pela comunicação social. Revelou que tinha obtido um lucro numa venda de ações já com medo do eco que isto teria se fosse descoberto! Mas isto cabe na cabeça de alguém estar a expor coisas deste teor antecipadamente? Ou só porque as pessoas acham que o dinheiro que eu tenho não foi ganho de forma honesta quando todas as contas que tem são auditadas? Deveria o PM ter aberto o livro de imediato de todos os nomes dos clientes assim que surgiram dúvidas sem consultar as entidades primeiro? Isso cabe na cabeça de alguém? Ele não estava a ser inquirido. Ele estava a responder a questões e dúvidas do parlamento. Revelou o objeto das empresas e os valores que envolviam que praticamente até permitiu concluir rapidamente quem eram a maior parte dos clientes mas estas coisas têm protocolo. Não são para fazer como a boca do povo quer em conversa de café. As coisas vão tão longe que até se permitem perguntar quanto paga no hotel onde está a dormir e se tem dinheiro para o pagar! Se existir indícios de participação em algo ilícito, ainda dou de barato. Mas relembro, até à data de hoje, não foi encontrada nem grande nem pequena prova de tal. Mas isso pouco importa porque o que é preciso é brincar na lama e toda a gente está a adorar a novela a bem da verdade.

    3 - No meu ponto de vista ficou bem explicado o porquê da moção de confiança. Qualquer PM que governo sob um clima de desconfiança e de possível atividade em conflito com as suas funções, tem de confirmar com o parlamento a legitimidade para governar, ainda mais numa situação de governo sem maioria. Não se excluiu de responder a nada. Fez foi as coisas no tempo que considerou correto concorde-se mais ou menos, nunca recusou dar respostas.

    4 - No entanto não deixo de apontar como muito negativo o que aconteceu hoje. Concordo com PNS quando diz que o que estava em causa hoje era uma moção de confiança e não uma CPI. Misturar estes assuntos não faz sentido muito menos condicionar a sua duração. Se a CPI avançar e julgo que deve se de facto existe desconfiança, e essa desconfiança é também o que dá legitimidade por outro lado à apresentação da moção da confiança, deve avançar sem limitações de tempo nem condicionantes para que sejam esclarecidas todas as questões.

    Julgo também que no final da CPI se forem respondidas todas as perguntas e se o PM fizer prova da exclusividade, essas não serão suficientes. Nesta altura essa patamar de esclarecimento não existe. Se forem encontradas irregularidades será fácil de prever o final. Uma coisa é certa. Para a maioria das pessoas, jornalistas e comentadores neste momento pouco importa ser rigoroso. Até já se ouve coisas como mas a lei não interessa para nada, ele fazia parte da empresa, ele é que geria o negócio, ele continuava a fazer serviço para a empresa por baixo da mesa.. Mas factualmente repito, não existe uma prova de que isto seja verdade. E a bem da verdade deve-se deixar esclarecer em local próprio o que é para esclarecer. Esperar que as eleições não paguem o tema porque acho que nesta altura seria uma anedota cair no esquecimento depois do que provocou.


    Creio que a sua argumentação gira sobretudo em torno de algo que não me parece ser o mais relevante, pelo menos nesta fase. Ou seja, a possibilidade do LM ter cometido algum crime ou ilegalidade.
    Aquilo de que o vejo ser acusado pela oposição será de algo que releva mais duma eventual falha ética e não do foro criminal. Isso será, se for caso, assunto para o MP e tribunais. No parlamento fazem-se "julgamentos" de decisões políticas ou comportamentos éticos, não criminais.
    Depois, a meu ver, o que nos levou até aqui foi sobretudo a forma como o LM geriu o assunto, porque sobre o caso tanto pode haver muito para saber, como se calhar mais nada. A questão é que na oposição já ninguém confia no que ele diz sobre o assunto e isso deve-se sobretudo à forma como ele foi dando explicações, sempre a contragosto o que, em vez de esclarecer, só adensou as dúvidas.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  5.  # 7

    Colocado por: AMG1Aquilo de que o vejo ser acusado pela oposição será de algo que releva mais duma eventual falha ética e não do foro criminal


    Isto está na linha do que tenho dito. O que acaba da afirmar é completamente falso. Não é a minha opinião. É falso porque é falso. O que está aqui em causa é única e simplesmente a exclusividade e conflito de interesses no exercício de cargo de PM.
    Mas agora discutem-se problemas éticos neste nível? Na época da geringonça o que não faltou foi ver gente a dizer que achava aquilo uma aberração ao nível da ética. Mas como era algo permitido pela lei, foi executado e com algum sucesso até.
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 8

    Colocado por: arturandresilva

    ...O povo, os media querem é lama para navegar e ter assunto. É triste mas é a realidade.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    O Artur tem razão, mss essa é a realidade que temos hoje e não parece que vá mudar. A obrigação dos políticos é saberem lidar com isso, antecipar esses comportamentos e defenderem-se desse exagero. Vitimizarem-se não adianta nada.
    Sem duvida que o LM também tem sido vitima desse circo, mas o facto é que também já tirou proveito desse mesmo circo quando ele tinha outros alvos.
    Agora chegou a vez dele, amanhã será outro.
    Como voce diz "é triste mas é a realidade".
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 9

    Colocado por: arturandresilva

    Isto está na linha do que tenho dito. O que acaba da afirmar é completamente falso. Não é a minha opinião. É falso porque é falso. O que está aqui em causa é única e simplesmente a exclusividade e conflito de interesses no exercício de cargo de PM.
    Mas agora discutem-se problemas éticos neste nível? Na época da geringonça o que não faltou foi ver gente a dizer que achava aquilo uma aberração ao nível da ética. Mas como era algo permitido pela lei, foi executado e com algum sucesso até.


    Claro que no parlamento discutem-se factos políticos ou éticos e não criminais.
    O que é que isto tem de falso?
    Os crimes ou ilegalidades são exclusivamente tratados nos tribunais. O que é que isto tem de falso?
    Sim, houve quem visse na geringonça uma falha ética do Costa e o que é que isso tem que ver com este caso?
    Se depois das próximas eleições o PSD resolver fazer algum tipo de acordo com o Chega, certamente que também não faltará quem, à esquerda, o vá acusar de falta de ética, e depois? Isso não é nem ilegal nem nenhum crime.
    A ética releva da moral e das normas sociais vigentes, não das leis. Se numa eventual CPI for identificado algum facto que possa ser tido como ilegal, isso deve ser remetido ao MP. O parlamento não tem qualquer poder para o investigar e menos ainda de o julgar, a não ser no ambito politico.
    Na CPI do BES p.e. foram identicados várias falhas dos órgãos reguladores, alguns com fortes danos para terceiros, mas que não constituiam qualquer ilicito, e não foi por isso que deixaram de ser actos fortemente condenaveis...etica e moralmente.
    O plano da lei não é o da ética e um não substitui o outro.
    As CPI não são para apurar ou julgar ilegalidades, mas para apurar comportamentos, actos ou decisões politicas.
  6.  # 10

    Colocado por: AMG1Claro que no parlamento discutem-se factos políticos ou éticos e não criminais

    "O Parlamento, que é composto pela Assembleia da República, é o órgão legislativo onde se discutem e aprovam leis e políticas públicas"

    Colocado por: AMG1As CPI não são para apurar ou julgar ilegalidades, mas para apurar comportamentos, actos ou decisões politicas

    "As Comissões de Inquéritos Parlamentares têm como função vigiar o cumprimento da Constituição, das leis e apreciar os atos do Governo e da Administração"

    Tudo o resto é enredo. Serve para fazer politica, credibilizar ou descredibilizar pessoas e partidos. Factualmente o que importa neste caso em concreto é a legalidade do que foi feito. Como é que se vai alegar falta de ética ou travar algo que cumpre a constituição e as leis? A base para uma CPI não pode ser falta de ética. Tem por base a suspeição de falta de cumprimento de leis.

    "A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Parlamento Português tem uma base legal e procedimental bem definida, estabelecida pela Constituição da República Portuguesa, pelo Regimento da Assembleia da República, e por outros normativos relevantes. A criação de uma CPI visa permitir ao Parlamento investigar questões de interesse público, apurar responsabilidades e assegurar a transparência nas ações dos governantes e instituições públicas."
    Concordam com este comentário: Bondi
    • RUIOLI
    • 12 março 2025 editado

     # 11

    Colocado por: AMG1No parlamento fazem-se "julgamentos" de decisões políticas ou comportamentos éticos, não criminais.


    Bem, ontem alguém (e não foi o Ventura) disse que o LM tinha criado a empresa quando foi para o governo ou para o PSD (não me recordo)...algo que já meio mundo sabia que não era verdade. Com falhas éticas destas, não deveria ter condições de ser PM de um país (deixava o António José Seguro avançar para PM, já que PR não tem hipótese). Imagino que alguém lhe tenha enviado um whatsapp com informação errada, agora pode despedir essa pessoa também por whatsapp.
  7.  # 12

    "No Parlamento Português, as discussões geralmente concentram-se em factos políticos e éticos, e não em questões criminais. Embora o Parlamento tenha algumas competências em termos de fiscalização e responsabilização política, as questões criminais são, por natureza, da competência dos tribunais judiciais. Vamos detalhar as diferenças:

    Factos Políticos
    Discussões Políticas: O Parlamento debate frequentemente factos políticos, como decisões do Governo, políticas públicas, gestão de recursos, reformas legislativas, a eficácia das políticas públicas, entre outros. Esses debates buscam analisar e avaliar as ações políticas dos governantes, a sua responsabilidade política, as opções tomadas nas áreas de saúde, educação, economia, segurança, etc.
    Responsabilidade Política: Quando se discute um facto político, o objetivo é apurar responsabilidade política. Isso significa que, embora as ações de um governante ou deputado possam ser controversas, o Parlamento avalia se essas ações são adequadas ou não do ponto de vista político, com base em princípios como transparência, ética e legalidade.
    Exemplo: Um caso em que se discuta a gestão de um ministério ou a implementação de um programa de Governo, por exemplo, pode ser debatido em termos políticos, sem envolver a análise de crimes. O Parlamento pode questionar, pedir explicações e responsabilizar politicamente os governantes ou deputados, mas não pode condená-los criminalmente.
    Factos Éticos
    Discussões Éticas: A ética no Parlamento está relacionada com a conduta dos deputados e outros membros do Governo, ou com o comportamento de instituições públicas. A Assembleia da República pode discutir questões éticas como o conflito de interesse, o uso indevido de recursos públicos, comportamentos desonestos ou a falta de transparência.
    Códigos de Conduta e Comissões de Ética: Existe um Código de Conduta dos Deputados e comissões de ética que ajudam a regular as práticas e comportamentos dos parlamentares. Se houver suspeitas de comportamentos impróprios ou antiéticos, essas questões podem ser levadas à discussão no Parlamento, sendo alvo de investigações ou apurações.
    Exemplo: Um deputado que utilize a sua posição para fins pessoais, como obter vantagens financeiras ou favores, pode ser discutido sob uma ótica ética, levando a uma possível responsabilização política, mas não a uma acusação criminal.
    Não se Discute no Parlamento (Questões Criminais)
    Competência Judicial: Questões criminais, como acusação de corrupção, fraude ou outros delitos, são da competência do poder judicial, ou seja, dos tribunais. O Parlamento pode, em alguns casos, ser informado sobre processos judiciais que envolvam figuras políticas, mas não tem o poder de julgar ou condenar criminalmente. A responsabilização criminal é feita no âmbito da justiça.
    Imunidade Parlamentar: Embora os deputados tenham imunidade parlamentar (não podendo ser processados ou detidos por atos realizados no exercício do seu mandato, salvo em casos muito específicos), isso não significa que questões criminais sejam discutidas ou decididas no Parlamento. Se houver uma acusação criminal contra um deputado, o processo judicial deve seguir a via judicial, independentemente das discussões políticas que possam ocorrer no Parlamento."

    Fica aqui claro também que as questões éticas tem uma base legal no seu enquadramento. Ou seja a discussão se é ético ou não ter participação na empresa e acumular com o cargo de PM com um possível benefício ilegal se não o fizer em exclusividade, tem por base uma questão de ilegalidade / incumprimento das leis.
    Concordam com este comentário: Bondi
  8.  # 13

    Resumindo: Não se convoca uma CPI só porque eticamente algo parece errado. Tem que existir uma ilegalidade na base para que seja discutida uma possível má conduta política. Que é precisamente o que aqui acontece. Apenas dei o exemplo da geringonça porque de nada adianta discutir problemas em CPIs pela natureza ética apenas, se não esse poderia ter ido também porque foi a primeira vez que em Portugal o partido mais votado não formou governo. Diria que é obrigatório que exista pelo menos suspeita de conduta incorreta = incumprimento de leis (ainda que saibamos que o parlamento não tem interferência em questões criminais) Interpreta conduta politica com base nas Leis ou seja, Pode discutir-se muito ou pouco se acham correto o LM ter participação numa empresa sendo PM. Eu pergunto de que adianta se a lei o permite? A CPI com certeza não estará ai focada, mas sim em estabelecer relação com alguma anomalia nos valores recebidos acima dos preços de mercado, ou indícios de participação na atividade da empresa, ou favorecimento a alguma das empresas no exercício do cargo. Tudo o resto é irrelevante ainda que aos olhos de muitos crie um sentimento maligno (apesar de objetivamente LM estar a fazer algo natural e legal). Esta é a parte que eu não entendo na sociedade. As pessoas não gostam de pessoas abastadas é a conclusão que tiro. Porque se o dinheiro foi ganho de forma digna e correta ninguém devia julgar apenas pelo facto de ter dinheiro como fizeram com a compra dos apartamentos. Vir a praça pública dar notícias por dar que comprou dois apartamentos por 715 mil euros apenas com o intuito de criar a ideia que os comprou com dinheiro da droga é no mínimo surreal. Se existir indicio de ter pago com dinheiro ilícito, acho muito bem que se traga essas coisas a público. Até lá peço desculpa mas é estar a rasgar a vida das pessoas só porque têm dinheiro sem haver a mínima preocupação de saber as fontes de rendimentos no passado e algum tipo de envolvimento em esquemas ou lá o que seja.
    Bem dizem as pessoas aqui na aldeia de cada vez que se sabe que algum empresário é bem sucedido. Anda metido no tráfico de certeza que isto não dá pra tanto. A inveja é um sentimento muito presente em toda a sociedade infelizmente.
    Concordam com este comentário: Bondi
  9.  # 14

    Só para terminar que ja me alonguei e no seguimento da crítica que fiz à comunicação social este é o título de um vídeo que me apareceu agora aleatoriamente no seguimento da crise política: "Marcelo foi ao supermercado após confirmada a queda do Governo" - Texto retirado do vídeo: "Marcelo fez algumas compras, pressupomos nós pelo saco que são compras para o jantar."
    Não é da CMTV. É da CNN Portugal.
    Num dia em que se discutiu globalmente as quedas dos mercados, um possível cessar fogo na Ucrânia, nós estamos a discutir uma empresa da família do PM que até à data não revelou inconformidades com o exercício do cargo!
    E com isto me despeço. Uma boa noite a todos!
    Concordam com este comentário: Bruno.Alves, desofiapedro
  10.  # 15

    Artur
    sinceramente não consigo ter posição muito rigida perante os factos reais deste dia.
    no fim do dia é simples, uma cpi apuraria toda e qualquer inverdade/irregularidade ou ou verdade efetiva da situação, e entre o pais ficar adiado por 2 meses e tal caso haja eleições, vejo pouca diferença entre isso, e 3 meses de cpi em que o governo poderia continuar a governar embora com algum transtorno mas seria preferivel, então pergunta-se para quê uma moção de confiança?
    para quê eleições?
    alias ninguém iria perdoar o ps e os restantes partidos se prolongassem essa cpi
    enfim talvez ache mesmo que quêm se encurralou foi mesmo o LM.
    agora vai a eleições com todos os riscos e vai tudo ficar mal na fotografia da campanha que tem todos os ingredientes para ser suja.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, Fresias, desofiapedro
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 16

    Colocado por: arturandresilva
    ...A criação de uma CPI visa permitir ao Parlamento investigar questões de interesse público, apurar responsabilidades e assegurar a transparência nas ações dos governantes e instituições públicas."


    Haverá alguma coisa que um politico possa fazer e que não caiba nesta definição?
    • AMG1
    • 12 março 2025

     # 17

    Colocado por: RUIOLI

    Bem, ontem alguém (e não foi o Ventura) disse que o LM tinha criado a empresa quando foi para o governo ou para o PSD (não me recordo)...algo que já meio mundo sabia que não era verdade. Com falhas éticas destas, não deveria ter condições de ser PM de um país (deixava o António José Seguro avançar para PM, já que PR não tem hipótese). Imagino que alguém lhe tenha enviado um whatsapp com informação errada, agora pode despedir essa pessoa também por whatsapp.


    Que eu saiba esse (ainda) não é PM. Depois também já teve a sua CPI. Se algum dia for eleito, não deve ser porque os eleitores desconhecem essas historias todas.
    Seguido a doutrina do LM de que as eleições legitimam tudo, se algum dia ele (PNS) for PM é porque nada disso era importante nem relevante.
    Quanto ao Toze, coitado deve ter-se enganado no Partido. Parece que os eleitores do PSD gostam mais dele do que os do PS.
  11.  # 18

    Também gostei de ver a Mortágua, toda solene a afirmar que o LM não poderia exercer funções em acumulação, quando ela própria há uns anos fez o mesmo ao acumular funções de deputada com remuneração como comentadora.
  12.  # 19

    Colocado por: RUIOLIBem, ontem alguém (e não foi o Ventura) disse que o LM tinha criado a empresa quando foi para o governo ou para o PSD (não me recordo)...algo que já meio mundo sabia que não era verdade

    Também ouvi. A mesma pessoa voltou a fazer a acusação das 10 contas abaixo do limite de declaração, o que também já se sabe ser falso.
    Não foi o ventura mas foi uma deputada do CH.

    No fundo é bem o resumo do que aconteceu ali e do que se pretende levar a cabo: lodo e lama com fartura. Acho absurdo que LM tenha forçado a moção de confiança até ao fim quase pedinchando por um acordo, mas a realidade é que ninguém quer saber de apurar factos. Só querem manchar e desgastar a imagem do LM.
    Ninguém do PS soube dizer o que é que querem ver esclarecido. Nem ontem no debate, nem PNS que ouvi no dia anterior na SICN.
    • RUIOLI
    • 12 março 2025 editado

     # 20

    Colocado por: AMG1Que eu saiba esse (ainda) não é PM. Depois também já teve a sua CPI. Se algum dia for eleito, não deve ser porque os eleitores desconhecem essas historias todas.
    Seguido a doutrina do LM de que as eleições legitimam tudo, se algum dia ele (PNS) for PM é porque nada disso era importante nem relevante.
    Quanto ao Toze, coitado deve ter-se enganado no Partido. Parece que os eleitores do PSD gostam mais dele do que os do PS.


    Vai ser um lodo durante anos com estes lideres. Porque parecia haver ali um pacto de não agressão, por isso aquela rábula de ontem antes da votação da MC. Quebrando-se o pacto...zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.
 
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