Bom dia a todos. Gostaria de saber a vossa opinião num assunto de partilhas. O meu pai faleceu e fizemos partilhas que tiveram que ser partilhas judiciais - andámos 7 anos a ser arrastados por tribunais porque o outro herdeiro através de falsas declarações (que eu já denunciei à segurança social mas que até hoje nunca obtiveram nenhuma resposta) obteve apoio judiciário e usou todos os truques e mais alguns para arrastar o processo (uma delas foi requerer mudar de patrono 4 vezes - cada mudança leva meses...). Finalmente conseguimos ficar com a propriedade do imóvel - por acordo entre todas as partes no tribunal - e pagámos as devidas tornas. Na data para entrega do bem não entregou nada, tivemos que pedir ao tribunal para lá ir com um agente de execução. Fomos lá e recusou-se a sair. Agora são férias judiciais e o tribunal diz que temos de esperar até Setembro quando os tribunais abrirem para o poder pôr na rua. Neste momento estamos sem bens e sem dinheiro. Eu mandei cortar a luz e a agua e vai ser ambas cortadas para a semana. Mas agora estamos com muito medo que quando vir a luz e agua cortadas nos destrua a casa toda, pois tem até Setembro para o fazer e se pirar. Alguma dica ou ideia do que podemos fazer nesta situação. Estamos mesmo aflitos com isto, especialmente porque tivemos que pedir dinheiro emprestado para pagar as tornas e agora nem dinheiro nem bem... Obrigada.
Tenha atenção que cortar a água e luz para tentar expulsar alguém é crime de coação. Só não sei é se isso se aplica apenas quando existe arrendamento prévio. Acho que se deviam informar com um advogado imobiliário primeiro antes de cortarem. Se precisarem posso recomendar uma.
Tens de contratar malta mais maluca do que ele e que o arrastem la para fora seja por que meio for. É mais fácil ser ele a colocar-te em tribunal do que tu para ele sair.
Já não procedo by the book quando os inquilinos incumprem, my house, my rules.
Arranjar alguém que discretamente convença o outro herdeiro a sair pelo seu próprio pé. Costuma ter melhores resultados que o recurso ao magnífico sistema judicial português.