Iniciar sessão ou registar-se
  1.  # 1

    Colocado por: VarejoteSó serventes e alguns que se dizem oficiais, mas na prática pouco ou nada sabem fazer.

    Dantes os oficiais tinham uma boa caixa de ferramentas, hoje os oficiais aparecem nas obras de mãos a abanar.
  2.  # 2

    Colocado por: Pickaxe
    Dantes os oficiais tinham uma boa caixa de ferramentas, hoje os oficiais aparecem nas obras de mãos a abanar.


    Verídico, confirmo.
    Eu forneço tudo aos meus funcionários, acho que só falta fornecer trusses e carpins. Escusado será dizer que o cuidado com as ferramentas "do patrão" é zero.
  3.  # 3

    Colocado por: antonylemospenso que tocaste no problema verdadeiro da habitação em portugal.

    85% da população tem um salário de mer#$& e uma carga fiscal excessiva face a isso.

    resume-se a isto e pronto. os preços da habitação não têm de baixar. os salário é que devem subir. não cabe na cabeça de ninguém ter um país que ganha o salário mínimo (ou menos) e agir como se fosse um salário digno. é o mínimo. é raspar o fundo da panela com uma côdea ressequida. mal dá para sobreviver e a prova disso é que a maioria das pessoas não conseguem comprar casa sem se endividar até ao tutano


    Para mim é o ponto fulcral da questão. Temos duas variáveis, e só discutimos aquela que não controlámos, a que tudo custa mais, e que em boa verdade até é algo bom no casos dos salários. Em Portugal ainda temos essa mentalidade muito pequenina de fazer de menos quem verga a mola... e em tratar por doutor quem veste camisa e sapatinho bonito.

    Para mim, ou pagas com a cabeça (doutores), ou pagas com o corpo (operários). Agora não sei porque é que se assume à partida, que um Arquitecto deve ganhar forçosamente mais que um Trolha, ou que um Médico deva ganhar mais que um Soldador. Há a questão do serviço de valor acrescentado, sem ver que muita profissão, apesar de toda a nobreza que tem, não deixa de prestar um serviço de manutenção...

    Ora, a lógica da oferta e procura... também se aplica aqui. Se há falta de Soldadores, os que há, que se cobrem adequadamente nesta fase. Porque se não aproveitam agora, quando será? Afinal, não é o mesmo que faz qualquer outro profissional quando se sente rei (quem tem olho) em terra de cegos?

    Sempre me disseram: "defende os finos, os burros que abram a pestana".

    Por isso, eu só tenho é que aplaudir, quando vejo o escravinho que andava a arrastar-se nas obras por uma côdea... a ganhar decentemente agora.

    O mal, é que falamos sempre do "patrão que está a mamar à grande, até anda de Porsche"... Mas não fazemos o mesmo quando vamos ao Hospital Privado por exemplo... Porque parece que o tipo que passa o dia com as mãos sujas e dores nas costas não pode ganhar como qualquer outro profissional...


    Agora queixámo-nos que os que temos não sabem fazer nada. Pois bem, é chamar aqueles que sim sabem e ganham 4 ou 5k em França ou na Suíça. Eles por 2 ou 3k na volta até regressavam. Ah, pois, mas isso faz subir ainda mais os preços... e pronto, não saímos disto.

    E que tal construir de outra maneira? Ter outra mentalidade?
    Pois, isso está quieto... a culpa é sempre do outro.
  4.  # 4

    Creio que li algures, talvez na Comparis.ch, que para ser-se proprietário na Suíça, ou herda, ou tem pelo menos 12,500chf de salário. Em que 57% das pessoas vive em casa arrendada. E onde a grande maioria dos projectos são de edificios multi-familiares.

    Mas pronto, nós com a mentalidade da casinha individual isolada personalizada e irrepetível, é que somos finos. Em que cada DO vai fazer um doutoramento para erguer uma única construção, a sua casa. De facto é de génio...
  5.  # 5

    Colocado por: N Miguel OliveiraPara mim, ou pagas com a cabeça (doutores), ou pagas com o corpo (operários). Agora não sei porque é que se assume à partida, que um Arquitecto deve ganhar forçosamente mais que um Trolha, ou que um Médico deva ganhar mais que um Soldador.

    UII, pena os "nossos" políticos não terem coragem :-)
  6.  # 6

    Colocado por: ghost12Eu forneço tudo aos meus funcionários


    Como manda a lei.
    Cabe na cabeca de alguem por exemplo um chefe de cozinha levar os seus tachos e panelas para o restaurante?

    Colocado por: VarejoteHoje há mais malta qualificada ou diplomada?


    Isso e uma conversa diferente. Nao estamos a falar se existe mais ou menos malta qualificada, mas da qualidade do pessoal que trabalha nas obras.

    Colocado por: VarejoteQuando os bons carpinteiros, pedreiros, ladrilhadores, etc., se reformarem, malta com bastante experiência, andam a ser substituídos, por malta diplomada, mas que pouco sabem fazer.


    Quem trabalha nas obras ja ouvia essa conversa ha 20 anos atras. Na realidade, quando os bons carpiteiros se reformarem existem outros bons carpinteiros talvez ate melhores que eles para os substituir.
  7.  # 7

    Colocado por: SEEINGUII, pena os "nossos" políticos não terem coragem :-)


    Qual Estado?
    Ao que me refiro é à mentalidade do consumidor. Não põe em causa que um Médico lhe cobre 90 paus por uma consulta de 20min, por N de razões, porque estudou muitos anos para saber, etc... etc... e está bem. Mas já o Sr. Joaquim da Carpintaria, se cobra 300 por uma semana de trabalho a fazer um móvel é um vandalho. "No IKEA comprava o mesmo por 40 paus"...

    Se os trabalhadores das obras cobrassem decentemente para o esforço e riscos associados... a construção custava o que custa noutros países também... Que estas pessoas vejam as suas remunerações melhorar, para mim é muito positivo.
    No entanto a ideia é que são todos uns ganzónias que não fazem nadinha. Pudera, a ganhar assim, entendo a falta de motivação. Uma coisa leva à outra também.

    É preciso mudar o chip, pagar adequadamente, e reconsiderar o producto. Talvez seja preciso afinar o tipo de empreitadas que levamos a cabo.

    A formação não é dada apenas nas obras com os velhotes que estão a ponto de se reformar. Para isso estão as Escolas Profissionais, para mostrar outras opções e Inovação. Senão, o que teríamos é mais uma geração do "há 30 anos que faço assim e nunca deu problema". A experiência deve ser valorizada q.b. Mas ter mais idade, por sí só, não é garantia de que se constrói como se deveria em 2025...
    Concordam com este comentário: nbastos
  8.  # 8

    Colocado por: ghost12

    Verídico, confirmo.
    Eu forneço tudo aos meus funcionários, acho que só falta fornecer trusses e carpins. Escusado será dizer que o cuidado com as ferramentas "do patrão" é zero.


    Mas isso é o correcto não faz sentido nenhum o funcionário ter que trazer ferramentas suas para trabalhos do patrão.
    As empresas é que têm que as fornecer.
    Tenho um amigo que tem uma grande empresa de carpintaria e quando a mesma era gerida pelo pai gastavam uma média de 3k por mês em ferramentas e consumiveis a partir do momento que ele assumiu uma das coisas que fez foi que só levantavam novo consumivel ou certamente com entrega do anterior desgastado caso contrário era debitado. Resumindo hoje não gasta 500€ por mês.
    É muito fácil controlar caso contrário é uma borga.
  9.  # 9

    Colocado por: antonylemosantípodas de Portugal

    Austrália/Nova Zelândia?
  10.  # 10

    Colocado por: PalhavaAustrália/
    exacto
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Palhava
  11.  # 11

    Colocado por: N Miguel OliveiraCreio que li algures, talvez na Comparis.ch, que para ser-se proprietário na Suíça, ou herda, ou tem pelo menos 12,500chf de salário. Em que 57% das pessoas vive em casa arrendada. E onde a grande maioria dos projectos são de edificios multi-familiares.

    Mas pronto, nós com a mentalidade da casinha individual isolada personalizada e irrepetível, é que somos finos. Em que cada DO vai fazer um doutoramento para erguer uma única construção, a sua casa. De facto é de génio...


    Isso é porque arrendar é mais barato que comprar ou mesmo construir. Todo o planeamento urbano é também muito diferente, menos "permissivo".

    É certo que em Portugal parece haver uma certa tendência para moradias com 250 m2 ou mais... Como é evidente, isso tem um custo. Mas é verdade que isto em muitos outros países a "moradia isolada" é um luxo.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  12.  # 12

    Construção. Portugueses estão a deixar as obras no Luxemburgo para voltar a trabalhar em Portugal | https://share.google/EtHE4CDC8ueHu9rik


    Salários no Luxemburgo pouco diferem dos salários em Portugal na área.
    (É o que a notícia diz!)
  13.  # 13

    Claro que sim.

    Eu acho que não há duvidas de que os próximos anos vão ser de alta construção em Portugal
  14.  # 14

    Bom dia a todos.
    Sou novo aqui pelo que perdoem se me alongar. Sou empreiteiro no norte de Portugal pelo que vos posso dar a perspectiva de quem está por dentro (a construir), no norte de portugal. A discussão começou por "atual valor da construção" (embora já falam aqui em valor de venda de moradias)
    Todos sabem que o preço final é um somatório de Custo + Lucro. Eu sou empreiteiro e o valor que dou de construção para uma moradia, não é o valor pelo qual a moradia vai para o mercado: Quem está a investir (quem me paga) também quer ganhar o seu.
    Se querem falar de "valor de construção" não podemos olhar a "valor de venda" e dividir por metro quadrado. São valores completamente diferentes.
    Para quem pretende construir (creio que é o caso), deve olhar a "valor de construção".
    Falando apenas de "valor de construção: O valor de construção muda de norte para sul do país... mas apenas por "oferta versus procura". Os custo dos materiais é o mesmo, seja no norte ou no sul. O valor dos salários é quase os mesmos, seja no norte ou no sul (além de que geralmente nos deslocamos com a mesma equipa de trabalho, seja a obra aqui no norte ou mais para sul).
    Nos orçamentos e obras que faço, o que altera o "valor de construção" é a complexidade e materiais da obra. Falo por mim mas creio que nenhum empreiteiro faz um orçamento com base num qualquer valor por metro quadrado que foi anunciado num jornal.
    Um orçamento faz-se quantificando os materiais, tempo e mão de obra necessária, equipamentos (aluguer) e sub contratos (eletricista, picheleiro, carpinteiro de limpo, etc), acrescentando a margem de lucro (cobrir custos permanentes da empresa, e lucro). O resultado é um valor por metro quadrado diferente para cada orçamento.
    A atual situação que leva a orçamentos de valor mais elevado do que à 10 anos atrás, é o facto de que o valor dos materiais subiram imenso (e continuam a subir), a nova mão de obra é cada vez mais fraca (preciso de 2 novos serventes para fazer aquilo que antes faziam 1 servente, e cada um a pedir um salário de oficial), e com a atual procura por empreiteiros para construir, confesso que estico a margem de lucro para aqueles trabalhos que nem dão vontade de fazer, e sei que os orçamentos que reçebo do eletricista e do picheleiro sofrem do mesmo...
    O que vos recomendo é: peçam orçamentos e falem com os empreiteiros. Se querem valores mais baixos de orçamento, trabalhem o projeto no que respeita a materiais e até método construtivo, e aceitem ter de esperar um pouco mais até que o empreiteiro esteja disponível para pegar na vossa obra.
    Espero ter ajudado.
    Um abraço para todos.
  15.  # 15

    Colocado por: Nuno_construtorQuem está a investir (quem me paga) também quer ganhar o seu.


    Se não for para ele próprio.
    Investiu no terreno que muitas vezes é o único sítio onde vai buscar alguma coisa .
  16.  # 16

    Colocado por: PalhavaConstrução. Portugueses estão a deixar as obras no Luxemburgo para voltar a trabalhar em Portugal
    é verdade, mas talvez não seja propriamente pelos salários mas sim pela qualidade de vida e para estarem perto da família. já não há aquela mentalidade de ter de ser um escravo lá fora e depois morrer de velho numa terra longe de casa e da família sem nunca ter usufruído da mansão que tanto trabalhou para construir em portugal e que usou talvez durante um ano nos últimos 20. uma alteração de filosofia de vida face aos imigrantes de antigamente.

    pelo que vejo cá na minha aldeia, a juventude , ao contrário dos imigrantes de há 3o anos, ficam lá uns 5/10 anos e voltam para abrir empresas especializadas.
    Concordam com este comentário: HideCode
 
0.0225 seg. NEW