Colocado por: AMG1Pode ser que eu engane, mas vamos voltar a assistir a uma mudança muito significativa nos regimes politicos da americana do sul. Salvo se a China se meter no meio, o que é bem provável afinal trata-se de um mercado de quase 700 milhões de habitantes, para além de uma quase inesgotável fonte de muitas matérias primas.
Colocado por: FFAD
Era a nossa sorte. Isto não é a Venezuela mas para lá caminha!
Colocado por: CarvaiPara evitar conspurcar tópicos com interesse aqui fica um espaço para defender heróis e criticar gajos louros.
E esta manhã acordamos com um fenômeno curioso, depois do País com as maiores reservas de petróleo do mundo ter sido bombardeado e invadido pelos USA o petróleo caiu nas cotações internacionais.
Colocado por: N Miguel Oliveira
Fez bem em criar a discussão. Obrigado.
Ora...
Parece-me óbvio o intuito desta nova era, em que o mundo é organizado por 3 ou 4 impérios, com certo equilibrio e aprovação entre eles.
Ultimamente, é a vez dos USA tomar medidas. O seu poder tem sido desafiado... e o que temos tido é apenas uma reação. O império tem se mantido por uma questão muito simples: o dólar... ou melhor dito: o petrodólar.
Há uns valentes anos, os USA assinaram um acordo com a Arábia Saudita em que a troco de proteção militar, o petróleo passava a ser comercializado exclusivamente em dólares.
Ora... enquanto os USA podem imprimir dinheiro à vontade, criando-o do nada... os demais países têm que lutar por ele... para poder comprar petróleo e ter energia.
O que aconteceu ao Maduro... foi essa "mania" de vender petróleo à China em ienes e não em dólares. Foi o mesmo que aconteceu ao Hassan, quando quis livrar-se do dólar... e o mesmo quando Gaddafi propôs uma moeda africana para comercializar petróleo.
Maduro bem queria entrar nos BRICS, trazendo consigo as reservas de petróleo venezuelanas. Sejam elas as maiores do mundo, ou as vigésimas... pouco importa. E os BRICS já se cansaram do petrodolar...
Esta é a razão pelo qual Maduro caiu.
E o Trump não teve o menor complexo em trazer o tema do petróleo para cima da mesa. Simples.
Obviamente, ele quer lá saber do povo, da ditadura ou do narcotráfico... o que importa é o petróleo, ou melhor, o petrodólar. E com os dólares vem também o tema das dívidas. É isso tudo que mantem o nível de vida dos USA e uma inflação controlada dentro do país.
Colocado por: dmanteigas
Vamos ver... a Venezuela era um caso muito particular e especifico naquela zona. O resto duvido que mude muito daquilo que e o status quo em que atraves da CIA a America vai gerindo os varios 'regimes' naquela zona dentro do 'possivel'. Intervencoes militares nao vejo a fazerem em nenhum outro pais.
Eu ao contrario de muita gente nao estou particularmente preocupadopara jadaquilo que possa daqui resultar para o mundo. Ate espero que a Europa abandone a parvoice constante e saiba jogar na realpolitik que se exige aqui. O que ficou demonstrado mais uma vez e que os US sao "A" potencia militar do mundo. Em meia duzia de horas destruiram um regime, sem banhos de sangue ou custos muito avultados, num pais que fica muito longe do seu quintal. Por outro lado a Russia em 4 anos nao conseguiu tornar a Ucrania numa Bielorrusia e ainda teve que abandonar a Siria por falta de meios. Isto foi mais uma prova de forca que so os US neste momento conseguem dar e que tambem manda uma mensagem para o mundo e para o Sr. Putin e a China.
Ao contrario do que muitos dizem, nao acredito que uma demonstracao de forca destas onde o Trump **** completamente na China e no Putin, faz literalmente o que quer na Venezuela e mostra claramente 'quem manda' ali va dar mais forca a estas duas potencias. Ate acredito no oposto... apesar de nunca o irem exteriorizar, acredito que o Putin pense duas vezes antes de continuar a exigir o 'maximo' nas negociacoes de paz na Ucrania, pois mais uma vez fica provado que aquilo que acontece na Ucrania pode ser completamente controlado pelos US. Basta o homem laranja mudar de opiniao e meios nao lhes faltam. Cabe a Europa saber lidar com ele e perceber que se nao querem investir massivamente na sua seguranca, entao temos de tocar o acordeao que o sr. de Washington pede e nao aquilo que 'parece bem'. Incluindo massajar o ego do Sr. Trump nestas alturas.
Colocado por: Hélio Pinto
Esta transição para um mundo multipolar, onde os impérios (EUA, China, Rússia/BRICS) delimitam zonas de influência, parece ser de facto o novo normal. A questão agora é se o sistema financeiro ocidental consegue sobreviver a uma economia global que já não é forçada a usar o dólar como única unidade de conta para o que move o mundo: a energia.
Colocado por: AMG1Uma europa politica e militarmente forte e consequentemente relevante no plano internacional, não interessa ao Trump, nem ao Putin, ou ao Xi Jinping, apenas interessa aos europeus, salvo àqueles que já hoje se entretêm "a massajar o ego do sr. Trump".
Colocado por: AMG1Ter em conta a "realpolitik" significa olhar os proprios interesses e encontrar formas expeditas de os defender e isso para a europa, neste momento em concreto e a meu ver, não passa por aproximações ao Trump e às suas tontisses expansionistas.
Colocado por: AMG1A europa e os USA são aliados e próximos em muita coisa, mas reconhecer e aceitar que não podemos depender em tudo dos USA, significa o primeiro passo para qualquer emancipação da europa rumo a uma autonomia estratégica na defesa dos seus interesses, mesmo quando eles não sejam coincidentes com os dos USA.
Colocado por: dmanteigas
E parece que nem aos proprios europeus, a ver pela falta de apoio ao investimento militar que existe. Esta tudo preocupado com reformas, habitacao, saude sem pensar que nada disto vai existir em condicoes sem uma Europa forte.
Os interesses da Europa neste momento, enquanto nao se afirmar militarmente, passam por massajar o ego do unico que tem um ponto de contacto com os interesses da Europa e que faz parte da mesma alianca militar, para o bem ou para o mal. A Europa nao ganha nada e so perde ao antagonizar o Trump nesta situacao. Era dar 3 tiros no proprio pe.
Que foi o que defendi por diversas vezes. Uma Europa com lideres fortes, se fossem precisos ainda mais avisos, estava neste momento a telefonar ao Sr. Trump para lhe dar os parabens enquanto trabalhavam a 300% para explicar a populacao que nos proximos anos temos que ter uma verdadeira integracao militar e investir a serio.
Nao podemos e continuar a tentar meter obras de requalificacao de estradas como despesa militar para 'enganar' a NATO e fazer da contabilidade criativa o nosso grande investimento militar.
Colocado por: AMG1é necessario que a Europa seja
Colocado por: dmanteigas
Nao podemos e continuar a tentar meter obras de requalificacao de estradas como despesa militar para 'enganar' a NATO e fazer da contabilidade criativa o nosso grande investimento militar.
Colocado por: ClioIINão tenho respeito nenhum por Maduro, mas também não vejo nada que legitime a operação dos EUA numa nação soberana.
Colocado por: AMG1Se o rearmar da europa tem de implicar alterações no modelo social vigente, talvez isso seja inevitável
Colocado por: euQuando são os "nossos" a invadir a soberania dos outros países, está tudo bem, não há problema. ;)
Colocado por: N Miguel OliveiraO detalhe aqui é que eles não são os "nossos"... nós é que somos "parasitas" deles. E em boa parte até estão certos.
Colocado por: N Miguel Oliveira
...Unida.
Tarda muito a decidir o que quer que seja... é preciso ouvir demasiadas partes, ponderar, negociar, ceder, renegociar, etc... nisso passam semanas, meses... para tomar uma posição.
E depois ainda há a questão das votações, do concenso, dos votos unânimes, etc... assim é complicado.
Na América, o Donald acorda, entre ir ao penico e lavar as mãos, já fez um twit que destabilizou a bolsa, deixou milhões em pânico e pôs muito jornalista a trabalhar fora de horas...
Colocado por: AMG1Culturalmente os americanos pensam e executam e depois se estiver mal emendam e não vem daí mal nenhum ao mundo. Na europa andamos sempre a espera da decisão ideal ou do momento certo para fazer e o resultado é este rame-rame interminável para fazer acontecer qualquer coisa.
Colocado por: eu
Eu não acho que seja inevitável alterar o modelo social.
Se a despesa militar for feita acima de tudo na Europa (desenhando e fabricando por cá) o impacto económico até pode ser positivo! Até pode ter um impacto positivo no emprego e na segurança social.
Agora, se for para comprar aos EUA... será um enorme erro.
Colocado por: euEu estava a falar da preferência pessoal de algumas pessoas, e o impacto dessa preferência na forma como veem a realidade.
Tal como os comunistas que relativizaram a invasão da Ucrânia e agora estão indignados com esta operação.