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  1.  # 1

    Colocado por: AMG1Pode ser que eu engane, mas vamos voltar a assistir a uma mudança muito significativa nos regimes politicos da americana do sul. Salvo se a China se meter no meio, o que é bem provável afinal trata-se de um mercado de quase 700 milhões de habitantes, para além de uma quase inesgotável fonte de muitas matérias primas.


    Vamos ver... a Venezuela era um caso muito particular e especifico naquela zona. O resto duvido que mude muito daquilo que e o status quo em que atraves da CIA a America vai gerindo os varios 'regimes' naquela zona dentro do 'possivel'. Intervencoes militares nao vejo a fazerem em nenhum outro pais.

    Eu ao contrario de muita gente nao estou particularmente preocupado para ja daquilo que possa daqui resultar para o mundo. Ate espero que a Europa abandone a parvoice constante e saiba jogar na realpolitik que se exige aqui. O que ficou demonstrado mais uma vez e que os US sao "A" potencia militar do mundo. Em meia duzia de horas destruiram um regime, sem banhos de sangue ou custos muito avultados, num pais que fica muito longe do seu quintal. Por outro lado a Russia em 4 anos nao conseguiu tornar a Ucrania numa Bielorrusia e ainda teve que abandonar a Siria por falta de meios. Isto foi mais uma prova de forca que so os US neste momento conseguem dar e que tambem manda uma mensagem para o mundo e para o Sr. Putin e a China.
    Ao contrario do que muitos dizem, nao acredito que uma demonstracao de forca destas onde o Trump **** completamente na China e no Putin, faz literalmente o que quer na Venezuela e mostra claramente 'quem manda' ali va dar mais forca a estas duas potencias. Ate acredito no oposto... apesar de nunca o irem exteriorizar, acredito que o Putin pense duas vezes antes de continuar a exigir o 'maximo' nas negociacoes de paz na Ucrania, pois mais uma vez fica provado que aquilo que acontece na Ucrania pode ser completamente controlado pelos US. Basta o homem laranja mudar de opiniao e meios nao lhes faltam. Cabe a Europa saber lidar com ele e perceber que se nao querem investir massivamente na sua seguranca, entao temos de tocar o acordeao que o sr. de Washington pede e nao aquilo que 'parece bem'. Incluindo massajar o ego do Sr. Trump nestas alturas.
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 2

    Colocado por: FFAD

    Era a nossa sorte. Isto não é a Venezuela mas para lá caminha!


    Vai ser dificil, trafulhas como o maduro já por cá temos muitos, mas falta-nos o petróleo.
    Bem, pensado melhor, talvez o Trump acredite na historia do "há petróleo no Beato".
    Concordam com este comentário: FFAD
  2.  # 3

    Colocado por: CarvaiPara evitar conspurcar tópicos com interesse aqui fica um espaço para defender heróis e criticar gajos louros.
    E esta manhã acordamos com um fenômeno curioso, depois do País com as maiores reservas de petróleo do mundo ter sido bombardeado e invadido pelos USA o petróleo caiu nas cotações internacionais.


    Fez bem em criar a discussão. Obrigado.
    Ora...
    Parece-me óbvio o intuito desta nova era, em que o mundo é organizado por 3 ou 4 impérios, com certo equilibrio e aprovação entre eles.

    Ultimamente, é a vez dos USA tomar medidas. O seu poder tem sido desafiado... e o que temos tido é apenas uma reação. O império tem se mantido por uma questão muito simples: o dólar... ou melhor dito: o petrodólar.

    Há uns valentes anos, os USA assinaram um acordo com a Arábia Saudita em que a troco de proteção militar, o petróleo passava a ser comercializado exclusivamente em dólares.

    Ora... enquanto os USA podem imprimir dinheiro à vontade, criando-o do nada... os demais países têm que lutar por ele... para poder comprar petróleo e ter energia.

    O que aconteceu ao Maduro... foi essa "mania" de vender petróleo à China em ienes e não em dólares. Foi o mesmo que aconteceu ao Hassan, quando quis livrar-se do dólar... e o mesmo quando Gaddafi propôs uma moeda africana para comercializar petróleo.

    Maduro bem queria entrar nos BRICS, trazendo consigo as reservas de petróleo venezuelanas. Sejam elas as maiores do mundo, ou as vigésimas... pouco importa. E os BRICS já se cansaram do petrodolar...

    Esta é a razão pelo qual Maduro caiu.
    E o Trump não teve o menor complexo em trazer o tema do petróleo para cima da mesa. Simples.

    Obviamente, ele quer lá saber do povo, da ditadura ou do narcotráfico... o que importa é o petróleo, ou melhor, o petrodólar. E com os dólares vem também o tema das dívidas. É isso tudo que mantem o nível de vida dos USA e uma inflação controlada dentro do país.
    Concordam com este comentário: AMG1, Dias12
  3.  # 4

    Ehehe...aqui só o petróleo do Raul ou o palhete do Vasco...Eheheh
  4.  # 5

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    Fez bem em criar a discussão. Obrigado.
    Ora...
    Parece-me óbvio o intuito desta nova era, em que o mundo é organizado por 3 ou 4 impérios, com certo equilibrio e aprovação entre eles.

    Ultimamente, é a vez dos USA tomar medidas. O seu poder tem sido desafiado... e o que temos tido é apenas uma reação. O império tem se mantido por uma questão muito simples: o dólar... ou melhor dito: o petrodólar.

    Há uns valentes anos, os USA assinaram um acordo com a Arábia Saudita em que a troco de proteção militar, o petróleo passava a ser comercializado exclusivamente em dólares.

    Ora... enquanto os USA podem imprimir dinheiro à vontade, criando-o do nada... os demais países têm que lutar por ele... para poder comprar petróleo e ter energia.

    O que aconteceu ao Maduro... foi essa "mania" de vender petróleo à China em ienes e não em dólares. Foi o mesmo que aconteceu ao Hassan, quando quis livrar-se do dólar... e o mesmo quando Gaddafi propôs uma moeda africana para comercializar petróleo.

    Maduro bem queria entrar nos BRICS, trazendo consigo as reservas de petróleo venezuelanas. Sejam elas as maiores do mundo, ou as vigésimas... pouco importa. E os BRICS já se cansaram do petrodolar...

    Esta é a razão pelo qual Maduro caiu.
    E o Trump não teve o menor complexo em trazer o tema do petróleo para cima da mesa. Simples.

    Obviamente, ele quer lá saber do povo, da ditadura ou do narcotráfico... o que importa é o petróleo, ou melhor, o petrodólar. E com os dólares vem também o tema das dívidas. É isso tudo que mantem o nível de vida dos USA e uma inflação controlada dentro do país.

    Concordo.
    Com a Arábia Saudita a aceitar múltiplas moedas pelo seu petróleo desde 2024/2025 (fim do Acordo), os EUA perderam a capacidade de imprimir moeda sem consequências inflacionárias imediatas.

    A queda de Nicolás Maduro e a subsequente intervenção direta dos EUA na Venezuela marcam o auge da reação americana à fragmentação da ordem do petrodólar.

    Esta transição para um mundo multipolar, onde os impérios (EUA, China, Rússia/BRICS) delimitam zonas de influência, parece ser de facto o novo normal. A questão agora é se o sistema financeiro ocidental consegue sobreviver a uma economia global que já não é forçada a usar o dólar como única unidade de conta para o que move o mundo: a energia.
    Concordam com este comentário: AMG1, N Miguel Oliveira
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 6

    Colocado por: dmanteigas

    Vamos ver... a Venezuela era um caso muito particular e especifico naquela zona. O resto duvido que mude muito daquilo que e o status quo em que atraves da CIA a America vai gerindo os varios 'regimes' naquela zona dentro do 'possivel'. Intervencoes militares nao vejo a fazerem em nenhum outro pais.

    Eu ao contrario de muita gente nao estou particularmente preocupadopara jadaquilo que possa daqui resultar para o mundo. Ate espero que a Europa abandone a parvoice constante e saiba jogar na realpolitik que se exige aqui. O que ficou demonstrado mais uma vez e que os US sao "A" potencia militar do mundo. Em meia duzia de horas destruiram um regime, sem banhos de sangue ou custos muito avultados, num pais que fica muito longe do seu quintal. Por outro lado a Russia em 4 anos nao conseguiu tornar a Ucrania numa Bielorrusia e ainda teve que abandonar a Siria por falta de meios. Isto foi mais uma prova de forca que so os US neste momento conseguem dar e que tambem manda uma mensagem para o mundo e para o Sr. Putin e a China.
    Ao contrario do que muitos dizem, nao acredito que uma demonstracao de forca destas onde o Trump **** completamente na China e no Putin, faz literalmente o que quer na Venezuela e mostra claramente 'quem manda' ali va dar mais forca a estas duas potencias. Ate acredito no oposto... apesar de nunca o irem exteriorizar, acredito que o Putin pense duas vezes antes de continuar a exigir o 'maximo' nas negociacoes de paz na Ucrania, pois mais uma vez fica provado que aquilo que acontece na Ucrania pode ser completamente controlado pelos US. Basta o homem laranja mudar de opiniao e meios nao lhes faltam. Cabe a Europa saber lidar com ele e perceber que se nao querem investir massivamente na sua seguranca, entao temos de tocar o acordeao que o sr. de Washington pede e nao aquilo que 'parece bem'. Incluindo massajar o ego do Sr. Trump nestas alturas.


    Pois, é isso mesmo, vamos ver...Sem dúvida que a Venezuela era um caso muito particular e mesmo a China, o verdadeiro concorrente dos USA, dificilmente estaria disponível para segurar o Maduro. Já se a China vai abrir mão de ter acesso ao petróleo venezuelano, isso estaremos cá para ver. Pode mesmo acontecer que o venha a comprar a companhias norte-americanas até em melhores condições do que o fazia ao Maduro, a quem até tinha de fingir que apoiava politicamente. Nesta matéria tenho a vaga sensação de que ainda vamos assistir a muita reviravolta.
    Claro que a máquina militar dos USA não tem rival conhecido, mas isso nunca esteve em causa, o que parece claro é que essa máquina dificilmente se irá movimentar para evitar que p.e. a China um dia se lembre de anexar a Formosa*, o que não deixa de ser um ganho para o poder de Pequim.
    Quanto ao sr. Putin, evidentemente que é o anão desta história, mas a capacidade destrutiva que a sua força militar não pode ser ignorada por ninguém, até porque ele ou qualquer outro que esteja sentado no Kremlin irá sempre lembrar-nos disso. Sobretudo a nós europeus.
    Que o Trump, ou melhor, os USA têm a chave para decidir o que se vai passar na Ucrania, também não constitui nenhuma novidade. A questão está em saber de que forma o Trump vai usar essa chave, coisa que se fosse com outro personagem talvez não houvesse tanta dúvida.
    Claro que tudo isto são sinais de que a europa tem de mudar de atitude e de vida e já não é só para se tornar relevante, mas apenas para continuar a existir como entidade politica e económica.
    Uma europa politica e militarmente forte e consequentemente relevante no plano internacional, não interessa ao Trump, nem ao Putin, ou ao Xi Jinping, apenas interessa aos europeus, salvo àqueles que já hoje se entretêm "a massajar o ego do sr. Trump".
    Ter em conta a "realpolitik" significa olhar os proprios interesses e encontrar formas expeditas de os defender e isso para a europa, neste momento em concreto e a meu ver, não passa por aproximações ao Trump e às suas tontisses expansionistas.
    A europa e os USA são aliados e próximos em muita coisa, mas reconhecer e aceitar que não podemos depender em tudo dos USA, significa o primeiro passo para qualquer emancipação da europa rumo a uma autonomia estratégica na defesa dos seus interesses, mesmo quando eles não sejam coincidentes com os dos USA.
    Quanto ao resto, evidentemente que os USA vão continuar a intervir na politica sul americana, como sempre fizeram, mas o mundo também mudou e a China tem hoje lá uma presença muito diferente da que a Russia tinha ha 40 ou 50 anos, ou os USA aceitam isso e mudam a estratégia de intervenção, ou isso acabará, mais cedo ou mais tarde, por embater nos interesses de Pequim e quando isso acontecer, também haverá resposta. O poder e a sua ostentação têm mecanismos próprios para se manifestarem. Já sabemos como os USA o fazem, mas um dia, talvez não muito distante, também vamos saber como a China o faz.

    * Continuo a gostar mais do nome que lhe demos.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 7

    Colocado por: Hélio Pinto

    Esta transição para um mundo multipolar, onde os impérios (EUA, China, Rússia/BRICS) delimitam zonas de influência, parece ser de facto o novo normal. A questão agora é se o sistema financeiro ocidental consegue sobreviver a uma economia global que já não é forçada a usar o dólar como única unidade de conta para o que move o mundo: a energia.


    Concordo inteiramente. Essa é a grande dúvida!
    Aconselho a que sigam a cotação do USD face as principais moedas ao longo do último ano, para ver qual tem sido a mais beneficiada com este processo.
    A Europa tem enormes desafios pela frente, mas também tem o potencial para os resolver, assim estejamos à altura dos acontecimentos.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  5.  # 8

    Colocado por: AMG1Uma europa politica e militarmente forte e consequentemente relevante no plano internacional, não interessa ao Trump, nem ao Putin, ou ao Xi Jinping, apenas interessa aos europeus, salvo àqueles que já hoje se entretêm "a massajar o ego do sr. Trump".

    E parece que nem aos proprios europeus, a ver pela falta de apoio ao investimento militar que existe. Esta tudo preocupado com reformas, habitacao, saude sem pensar que nada disto vai existir em condicoes sem uma Europa forte.

    Colocado por: AMG1Ter em conta a "realpolitik" significa olhar os proprios interesses e encontrar formas expeditas de os defender e isso para a europa, neste momento em concreto e a meu ver, não passa por aproximações ao Trump e às suas tontisses expansionistas.

    Os interesses da Europa neste momento, enquanto nao se afirmar militarmente, passam por massajar o ego do unico que tem um ponto de contacto com os interesses da Europa e que faz parte da mesma alianca militar, para o bem ou para o mal. A Europa nao ganha nada e so perde ao antagonizar o Trump nesta situacao. Era dar 3 tiros no proprio pe.

    Colocado por: AMG1A europa e os USA são aliados e próximos em muita coisa, mas reconhecer e aceitar que não podemos depender em tudo dos USA, significa o primeiro passo para qualquer emancipação da europa rumo a uma autonomia estratégica na defesa dos seus interesses, mesmo quando eles não sejam coincidentes com os dos USA.

    Que foi o que defendi por diversas vezes. Uma Europa com lideres fortes, se fossem precisos ainda mais avisos, estava neste momento a telefonar ao Sr. Trump para lhe dar os parabens enquanto trabalhavam a 300% para explicar a populacao que nos proximos anos temos que ter uma verdadeira integracao militar e investir a serio.

    Nao podemos e continuar a tentar meter obras de requalificacao de estradas como despesa militar para 'enganar' a NATO e fazer da contabilidade criativa o nosso grande investimento militar.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, Dias12
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 9

    Colocado por: dmanteigas
    E parece que nem aos proprios europeus, a ver pela falta de apoio ao investimento militar que existe. Esta tudo preocupado com reformas, habitacao, saude sem pensar que nada disto vai existir em condicoes sem uma Europa forte.


    Os interesses da Europa neste momento, enquanto nao se afirmar militarmente, passam por massajar o ego do unico que tem um ponto de contacto com os interesses da Europa e que faz parte da mesma alianca militar, para o bem ou para o mal. A Europa nao ganha nada e so perde ao antagonizar o Trump nesta situacao. Era dar 3 tiros no proprio pe.


    Que foi o que defendi por diversas vezes. Uma Europa com lideres fortes, se fossem precisos ainda mais avisos, estava neste momento a telefonar ao Sr. Trump para lhe dar os parabens enquanto trabalhavam a 300% para explicar a populacao que nos proximos anos temos que ter uma verdadeira integracao militar e investir a serio.

    Nao podemos e continuar a tentar meter obras de requalificacao de estradas como despesa militar para 'enganar' a NATO e fazer da contabilidade criativa o nosso grande investimento militar.


    Eu não sou daqueles que acham que não é necessario que a Europa seja uma potencia militar, nem sofro de nenhum nacionalismo agudo a ponto de não perceber que sem isso são os próprios estados europeus a estar em causa. Se o rearmar da europa tem de implicar alterações no modelo social vigente, talvez isso seja inevitável, mas para já carece de justificação e a mim, a mera crença, não me serve. Agora é evidente que isso não se faz sem uma realocacao dos recursos existentes, portanto é necessário e urgente fazer essa discussão. Contudo, convinha não ter já decisões pré estabelecidas, como parece ser o objectivo de uma certa elite europeia, sobretudo uma parte da acantonada ao hemisfério politico mais à direita. O resultado pode acabar por ser o prolongar do actual adiamento com prejuizo para todos.
    Eu não conheço ninguém que se tenha emancipado ao mesmo tempo que "afagava o ego" de quem se lhe opõe, mas talvez seja essa a nova forma que certa direita europeia defende para se ver livre dos humores do sr. Trump. Já agora também defende que o rearmar da europa deve ter como principal linha de abastecimento o complexo industrial e militar americano é isso?
    O Trump, de resto como qualquer lider forte, ou que se vê como tal, só respeita quem o enfrenta e não a quem lhe "afaga o ego". A esses despreza-os, que é o sentimento que ele dispensa à maioria os lideres europeus, salvo aos dois ou três lacaios que cá tem e que trata como tal, embora tenha o cuidado de o fazer de forma a que se sintam distinguidos dos demais, nem que seja porque ostentam uma trela que (inevitavelmente) termina na sua mão.
    Óbviamente que não defendo a hostilizacao dos USA por parte da europa, isso seria estúpido e até contrário aos interesses europeus. Mas o Trump não são os USA, embora ele pense isso e queira que todos o pensemos, mas ele está enganado e é muito importante que não nos deixemos iludir por essa crença delirante. Para o evitar, a melhor forma é definirmos a nossa própria linha de orientação, em vez de andarmos atrás dos humores de quem ocupa a WH. Sem prejuizo da maior parte desse caminho poder ser feito ao lado dos USA, mas não sob orientação dos USA.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  6.  # 10

    Colocado por: AMG1é necessario que a Europa seja


    ...Unida.

    Tarda muito a decidir o que quer que seja... é preciso ouvir demasiadas partes, ponderar, negociar, ceder, renegociar, etc... nisso passam semanas, meses... para tomar uma posição.

    E depois ainda há a questão das votações, do concenso, dos votos unânimes, etc... assim é complicado.

    Na América, o Donald acorda, entre ir ao penico e lavar as mãos, já fez um twit que destabilizou a bolsa, deixou milhões do outro lado do mundo em pânico e pôs muito jornalista a trabalhar fora de horas...

    Só de pensar que o mandato dele ainda só vai para o segundo ano...
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 11

    Colocado por: dmanteigas

    Nao podemos e continuar a tentar meter obras de requalificacao de estradas como despesa militar para 'enganar' a NATO e fazer da contabilidade criativa o nosso grande investimento militar.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira


    Eu percebo e concordo com o que escreve, mas quando alguém que gasta em defesa 3,5% do PIB, ou em torno disso, pretende que os europeus gastem 5%, não no seu conjunto, mas individualmente, das duas uma, ou quer que lhe digam não, ou que o enganem e foi esse o caminho seguido pelos lideres europeus e o Trump aceitou, fingindo que não percebeu que foi enganado.
    Mas não é essa a estrategia que vice defende, que se lhe "afague o ego", enquanto fazemos o que queremos?
    Quanto a contabilidade criativa, talvez voce se surpreendesse com a criatividade dos americanos no que toca a mostrar, ou enconder, o que lhes interessa, até mesmo entre eles. Os orcamentos estaduais p.e. são um exercício de imaginação e trafulhice que nem lhe passa pela cabeça, com o único objetivo de abocanhar mais recursos federais e nisso, normalmente, o bipartidarismo está quase sempre de acordo.
    • eu
    • 5 janeiro 2026

     # 12

    Colocado por: ClioIINão tenho respeito nenhum por Maduro, mas também não vejo nada que legitime a operação dos EUA numa nação soberana.


    Quando são os "nossos" a invadir a soberania dos outros países, está tudo bem, não há problema. ;)

    Os princípios morais, a verticalidade e a honestidade intelectual são cada vez mais raros.
    Concordam com este comentário: Carvai, serjmar
    • eu
    • 5 janeiro 2026

     # 13

    Colocado por: AMG1Se o rearmar da europa tem de implicar alterações no modelo social vigente, talvez isso seja inevitável


    Eu não acho que seja inevitável alterar o modelo social.

    Se a despesa militar for feita acima de tudo na Europa (desenhando e fabricando por cá) o impacto económico até pode ser positivo! Até pode ter um impacto positivo no emprego e na segurança social.

    Agora, se for para comprar aos EUA... será um enorme erro.
    Concordam com este comentário: Dias12
  7.  # 14

    Colocado por: euQuando são os "nossos" a invadir a soberania dos outros países, está tudo bem, não há problema. ;)


    O detalhe aqui é que eles não são os "nossos"... nós é que somos "parasitas" deles. E em boa parte até estão certos.

    Por isso é que a Europa não consegue ter voz que contrarie a retórica. É comer e calar...
    • eu
    • 5 janeiro 2026 editado

     # 15

    Colocado por: N Miguel OliveiraO detalhe aqui é que eles não são os "nossos"... nós é que somos "parasitas" deles. E em boa parte até estão certos.


    Eu estava a falar da preferência pessoal de algumas pessoas, e o impacto dessa preferência na forma como veem a realidade.

    Tal como os comunistas que relativizaram a invasão da Ucrânia e agora estão indignados com esta operação.

    Dois pesos e duas medidas.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 16

    Colocado por: N Miguel Oliveira

    ...Unida.

    Tarda muito a decidir o que quer que seja... é preciso ouvir demasiadas partes, ponderar, negociar, ceder, renegociar, etc... nisso passam semanas, meses... para tomar uma posição.

    E depois ainda há a questão das votações, do concenso, dos votos unânimes, etc... assim é complicado.

    Na América, o Donald acorda, entre ir ao penico e lavar as mãos, já fez um twit que destabilizou a bolsa, deixou milhões em pânico e pôs muito jornalista a trabalhar fora de horas...


    O Nuno é europeu e conhece razoavelmente os USA, sabe que isso pode ser visto em dois planos diferentes. O cultural e o institucional.
    Culturalmente os americanos pensam e executam e depois se estiver mal emendam e não vem daí mal nenhum ao mundo. Na europa andamos sempre a espera da decisão ideal ou do momento certo para fazer e o resultado é este rame-rame interminável para fazer acontecer qualquer coisa.
    Do ponto de vista institucional, o poder que está sobre o ombros do inquilino da HW, não tem paralelo na europa. A autonomia dos estados europeus não é comparável à dos estados americanos, sobretudo em politica externa que é o essencial neste contexto. Na europa a última palavra cabe aos estados, nos USA os estados não tem qualquer competência nessa matéria.
    É claro que os mecanismos de decisão europeus devem ser objecto de uma profunda reforma, já o deveriam ter sido, antes dos ultimos dois alargamentos. A regra da unanimidade p.e. neste momento só serve para evitar decidir ou para alguns condicionaram decisões que seriam essenciais para a maioria. Basta ver as chantagens permanente do sr. Orban para percebermos isso.
    Como é que vamos sair deste impasse é a questão essencial. A mim parece-me cada vez mais claro que terá de haver uma união a duas ou mesmo três velocidades. Esta ideia já foi muito impopular na europa, já foi mais proxima da direita do que da esquerda e hoje é mais ao contrário, seja sobre que forma for, este impasse só se resolve assumindo que nem todos queremos o mesmo, mas que nenhum tem o direito de impedir o outro de seguir o caminho que quer.
    Eu gostava de estar mais otimista sobre tudo isto, mas infelizmente não estou e quando vejo tanto voluntarismo sobre p.e. a adesão da Ucrania, ainda fico mais preocupado.
    Não nos iludemos, neste novo normal das relações de poder globais, esta fragilidade europeia vai, ou já está a ser bem explorada pelos seus opositores. Eu já aqui mencionei os lideres europeus que o Trump e até o Putin mantêm pela "trela", prontinhos para o que for necessário.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  8.  # 17

    Colocado por: AMG1Culturalmente os americanos pensam e executam e depois se estiver mal emendam e não vem daí mal nenhum ao mundo. Na europa andamos sempre a espera da decisão ideal ou do momento certo para fazer e o resultado é este rame-rame interminável para fazer acontecer qualquer coisa.


    Confesso que me custou um bocado ao ínicio em aceitar isso... o do entregar sem estar perfeito. Hoje em dia, vejo que só assim se avança em tempo útil. "Não deixes que o perfeito seja inimigo do bom"...

    Exemplo prático... no Urbanismo: Em Portugal, se um projecto não passa à primeira é mal visto. O burro do Arquitecto não sabe a lei. Na Califórnia pelo menos é ao contrário. "Se passou à primeira é porque não se negociou." É fazer qualquer coisa rápido e entregar, depois acerta-se...

    Na Europa, aquela Hungria... a Chéquia... e por vezes a Polónia... são um estorvo. É uma chantagem sem fim. Já somos demasiados para procurar uma unânimidade...
    • AMG1
    • 5 janeiro 2026

     # 18

    Colocado por: eu

    Eu não acho que seja inevitável alterar o modelo social.

    Se a despesa militar for feita acima de tudo na Europa (desenhando e fabricando por cá) o impacto económico até pode ser positivo! Até pode ter um impacto positivo no emprego e na segurança social.

    Agora, se for para comprar aos EUA... será um enorme erro.


    É mesmo essa a discussão que precisamos ter e não "obedecer" ao Trump, como se fôssemos cães amestrados. Certamente que haverá muitas áreas em que os USA terão de ser parte relevante desse rearmamento, mas não podem nem devem ser o centro dessa politica, caso contrario não nos estamos a emancipar, mas a aprofundar a dependência, que é o objectivo da administração Trump.
    E evidente que a criação de um complexo industrial militar europeu que englobe o conhecimento e as infraestruturas existentes nos vários países tem um potencial de desenvolvimento brutal e deve ser esse o nosso foco. As compras aos USA serão também inevitáveis, mas devem ser circunscritas ao minimo e preferencialmente a nada que seja verdadeiramente fundamental para a nossa defesa como bloco independente. Nada disto prejudica a aliança com os USA no âmbito da NATO, ou outras que possamos estabelecer quer com os USA ou com outros.
    Concordam com este comentário: eu, N Miguel Oliveira
  9.  # 19

    Um dado muito relevante.....O guterres está muito preocupado....e agora?
  10.  # 20

    Colocado por: euEu estava a falar da preferência pessoal de algumas pessoas, e o impacto dessa preferência na forma como veem a realidade.

    Tal como os comunistas que relativizaram a invasão da Ucrânia e agora estão indignados com esta operação.


    É aprender com a Suíça.
 
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