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  1.  # 21

    Colocado por: JoaoAdamastorEstá certo — isso praticamente não existe. Eu acho que em Portugal estamos a caminhar para o mesmo. O futuro passa por casas geminadas e pela reabilitação do que já existe. Moradias isoladas, de quatro frentes, só mesmo chave-na-mão e para quem tiver muito, mas mesmo muito dinheiro.


    Pois. Eu acho que é inevitável.
    Foi o que aconteceu em todo o lado.
    Construir em escala. Empresas maiores. Os pequenos biscateiros absorvidos. E apostar no ensino profissional.
    Pelo caminho, espero que o estigma sobre quem trabalha nas obras vá acabando... à medida que os vemos a vestir-se bem ao Domingo e a conduzir carros normais... e que estas profissões de desgaste rápido se tornem atraentes para a malta mais nova.

    Podemos e devemos aprender com o que fizeram os outros países que passaram pelo mesmo no passado. Copiar o bom, evitar o mau.
    Concordam com este comentário: JoaoAdamastor, fagulhas
  2.  # 22

    Colocado por: JoaoAdamastorComeço a achar que isto já é do Porto para baixo. Tenho amigos acima do Porto que ainda conseguem ir avançando com a construção da própria casa. Queixam-se também da falta de palavra, mas as coisas lá vão andando. Aqui já não se faz nada sem cobrir as pessoas de ouro da cabeça aos pés.


    Exacto.
    Por isso me surpreendi um bocado.
    Por Braga as coisas ainda não chegaram a esse ponto... mas também aqui há muitas empresas locais, e muitos donos de obra que passaram a juventude nas obras.
  3.  # 23

    Colocado por: ricardomcmPor causa da questão do alvará, estão na sua torre de babel a manter a oferta artificialmente limitada

    Conseguir o Alvará é relativamente fácil.
    Não precisa de grande coisa... nem de grandes estudos para se ser empreiteiro.

    A questão aqui, é que também há muitas empresas, que gostam de trabalhar, mas não têm paciência para lidar com um Dono de Obra ou alguém que não é do ramo. Melhor ser sub-empreitero, ter alguém que mande... e se preocupe com essas coisas...
    E para todo o rabo há umas calças... para toda a mão uma luva... se há quem goste e saiba trabalhar... também há aqueles que se preocupam mais com essa parte burocratica, ter alvará, fazer de intermediário, etc...
  4.  # 24

    República das bananas.
    Um horror regressar a Portugal. Tenta-se por tudo, voltar. Voltar pela família, pelo país que precisa de nós (supostamente!), pela saudade, pela tranquilidade. Mas a tranquilidade é um mar de stress constante, onde se luta para sobreviver. Em Portugal não se vive, sobrevive-se.
    Vida cultural? Se nem se consegue ter acesso às coisas mais simples, como um picheleiro (já nem digo que levem 50€ para montar uma porcariazita, basta existirem) ou encontrar alguém que saiba o que diz nas linhas de apoio a cliente ou em loja física.
    Uma desgraça, acolhemos e acolhemos mas não sabemos tratar de nós.
  5.  # 25

    O desabafo do sr João é o reflexo de 80% do tecido empresarial da construção civil em Portugal.
    No meio de tudo isto também há o factor de 99% dos Donos Obra olharem sempre e primeiro para o orçamento, nunca primeiro para a obra feita pelo empreiteiro.
  6.  # 26

    Colocado por: Alto_moinhos_1978O desabafo do sr João é o reflexo de 80% do tecido empresarial da construção civil em Portugal.
    No meio de tudo isto também há o factor de 99% dos Donos Obra olharem sempre e primeiro para o orçamento, nunca primeiro para a obra feita pelo empreiteiro.


    Muitos julgam que estão a comprar na Amazon ou Aliexpress, baseado no preço.

    Mais ou menos como no tópico ao lado, preço que concretizava o sonho, sem confirmar as várias red flags que existiam.
 
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