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  1.  # 1

    Olá a todos.

    Eu e a minha namorada (ambos 25 anos em regime de primeira habitação) tivemos uma proposta aceite para um apartamento em construção por 375 mil € na zona do Porto. Ficou acordado dar um sinal de 20% no CPCV, que seriam 75 mil €, que temos em capitais próprios. O apartamento estará pronto por volta de dezembro deste ano.

    De notar também que já tivemos pré aprovação de bancos para o empréstimo de 300 mil €.

    Desses 75 mil €, foi exigido um pagamento de 5 mil € (ainda não o fizemos) antes do CPCV. Esses 5 mil contam como “reserva”, e no ato do CPCV serão devolvidos. Mas de salientar também que não temos acesso ao cpcv ainda.

    Nós solicitamos cláusula resolutiva, várias vezes, mas foi sempre negada. Numa das conversas que tivemos com a imobiliária, surgiu a ideia do lado do agente em pedir um crédito de sinal ao banco para os afiliar a nós e garantir que o crédito habitação será aprovado. Contudo, depois de alguma pesquisa, pareceu-me que o banco pode muito bem pedir atualização dos documentos entre o crédito de sinal e o crédito habitação, e recusar seguir com o crédito. Por nem falar dos juros que íamos pagar.

    Ambos somos engenheiros informáticos com emprego estável e contato sem termo, mas não consigo deixar de pensar que tudo pode acontecer num espaço de um ano. Fico especialmente preocupado com as vagas de layoffs em empresas grandes que têm acontecido.

    Com isto faço-vos as seguintes perguntas:

    - um crédito de sinal afilia o banco a nós, e garante que o crédito habitação avança, mesmo num eventual despedimento?

    - os 5 mil pedidos podem muito bem ser perdidos se não concordarmos com o cpcv. Existe uma certa intransigência da agência em relação ao pagamento dos 5 mil antes do cpcv. Já passaram por algo semelhante?

    - vocês seguiam uma compra de um imóvel em construção sem cláusula resolutiva? O mercado está de loucos, e por incrível que parece, esta foi a melhor casa que vimos nos últimos meses de procura.

    - conseguem pensar em mais alguma opção para nos sentirmos seguros em relação ao negócio?

    Obrigado
  2.  # 2

    Praticamente nenhum promotor aceita cláusula resolutiva, não concorda, procure outro que tem mais gente na fila.
  3.  # 3

    Cláusula resolutiva nestes casos esqueça.
    Pagar 5000€ para reserva é uma parvoíce, o cpcv pode ser feito de um dia para o outro. Para quê pagar hoje 5000 se amanhã podem assinar o cpcv e pagar os 75000?
  4.  # 4

    Colocado por: guilhermedaniel10Olá a todos.

    Eu e a minha namorada (ambos 25 anos em regime de primeira habitação) tivemos uma proposta aceite para um apartamento em construção por 375 mil € na zona do Porto. Ficou acordado dar um sinal de 20% no CPCV, que seriam 75 mil €, que temos em capitais próprios. O apartamento estará pronto por volta de dezembro deste ano.

    De notar também que já tivemos pré aprovação de bancos para o empréstimo de 300 mil €.

    Desses 75 mil €, foi exigido um pagamento de 5 mil € (ainda não o fizemos) antes do CPCV. Esses 5 mil contam como “reserva”, e no ato do CPCV serão devolvidos. Mas de salientar também que não temos acesso ao cpcv ainda.

    Nós solicitamos cláusula resolutiva, várias vezes, mas foi sempre negada. Numa das conversas que tivemos com a imobiliária, surgiu a ideia do lado do agente em pedir um crédito de sinal ao banco para os afiliar a nós e garantir que o crédito habitação será aprovado. Contudo, depois de alguma pesquisa, pareceu-me que o banco pode muito bem pedir atualização dos documentos entre o crédito de sinal e o crédito habitação, e recusar seguir com o crédito. Por nem falar dos juros que íamos pagar.

    Ambos somos engenheiros informáticos com emprego estável e contato sem termo, mas não consigo deixar de pensar que tudo pode acontecer num espaço de um ano. Fico especialmente preocupado com as vagas de layoffs em empresas grandes que têm acontecido.

    Com isto faço-vos as seguintes perguntas:

    - um crédito de sinal afilia o banco a nós, e garante que o crédito habitação avança, mesmo num eventual despedimento?

    - os 5 mil pedidos podem muito bem ser perdidos se não concordarmos com o cpcv. Existe uma certa intransigência da agência em relação ao pagamento dos 5 mil antes do cpcv. Já passaram por algo semelhante?

    - vocês seguiam uma compra de um imóvel em construção sem cláusula resolutiva? O mercado está de loucos, e por incrível que parece, esta foi a melhor casa que vimos nos últimos meses de procura.

    - conseguem pensar em mais alguma opção para nos sentirmos seguros em relação ao negócio?

    Obrigado


    Os tais 5 mil € que a imobiliária lhe pede é para segurar a comissão de venda deles no negócio, nada tem a ver com a "reserva" no negócio.
    Um CPCV redige-se muito rapidamente, por isso não é preciso pagar valor nenhum para "reservar" o negócio. Aliás, o próprio CPCV será a reserva.

    Respondendo às suas perguntas:
    - Um crédito de sinal apenas afilia o banco ao próprio crédito de sinal, nada mais. Não será por aqui que irá ter a garantia do empréstimo no crédito habitação. Qualquer outra conversa da imobiliária é persuasão para vos convencer de algo.
    - Não pague os 5 mil euros em nenhum caso. Mais uma manobra da imobiliária para ganhar dinheiro, mesmo que o negócio não se concretize.
    - Pessoalmente, nunca comprei um imóvel em construção. Sei que será difícil obter uma clausula resolutiva neste negócio, mas eu dificilmente avançava com a compra de um imóvel sem ter essa clausula.
    - Consegue negociar directamente com o construtor? A maior parte das imobiliárias só servem para atrapalhar...
  5.  # 5

    Olá
    Os 5k servem para reservar o imóvel, e garantir que a fracção não é vendida a outro até a assinatura do cpcv.
    o cpcv hoje em dia é algo muito rapido, mas a unica maneira de "retirar" o imovel do mercado é mesmo reservando.
    Em relação ao crédito sinal, tendo capitais próprios nao faz sentido nenhum gastar dinheiro nesse crédito sinal.
    e como alguem disse nao existe nenhum promotor (hoje em dia nem particular...) que aceite uma clausula resolutiva. mas como parece ser a sua situação com a vossa idade, capitais proprios e estabilidade profissional que diz que va ter problema. é um risco claro, mas parece controlado.
    Concordam com este comentário: SACS
  6.  # 6

    Colocado por: joao.morgadoOs 5k servem para reservar o imóvel, e garantir que a fracção não é vendida a outro até a assinatura do cpcv.
    o cpcv hoje em dia é algo muito rapido, mas a unica maneira de "retirar" o imovel do mercado é mesmo reservando.

    Isso não faz sentido nenhum, nem percebo como é que ainda há gente a cair nessa treta inventada por alguma imobiliárias.
    O CPCV faz-se de um dia para o outro, e se venderem o imóvel a outro nessa noite, parte-se para outro, mas com outra imobiliária que esses não tem palavra.
    Concordam com este comentário: argo, Dias12
  7.  # 7

    Colocado por: Pickaxe
    Isso não faz sentido nenhum, nem percebo como é que ainda há gente a cair nessa treta inventada por alguma imobiliárias.
    O CPCV faz-se de um dia para o outro, e se venderem o imóvel a outro nessa noite, parte-se para outro, mas com outra imobiliária que esses não tem palavra.


    Está a partir do principio, que os imóveis nesse empreendimento, estão em exclusivo. Não é uma questão de palavra, quando é outro a vender ou o próprio promotor.
  8.  # 8

    Colocado por: joao.morgado

    Está a partir do principio, que os imóveis nesse empreendimento, estão em exclusivo. Não é uma questão de palavra, quando é outro a vender ou o próprio promotor.

    Se forem várias imobiliárias a vender, o agente imobiliário avisa o vendedor que determinada fração está vendida, e pede para reservar até à assinatura do CPCV, não é preciso pagar o 5mil
 
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