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    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 1

    Boa noite
    Estou prestes a assinar o contrato para remodelação profunda de um prédio, em Lisboa, com um empreiteiro em quem confio (ou melhor, meu marido é que confia... eu pouco percebo disso Lololo).
    Esse empreiteiro, "grande" tem um alvará de nivel 4, e um preço um pouco puxadito.
    Entretanto, um outro empreiteiro mais pequeno (do Norte), que também é competente deu uma proposta para a remodelação, mas não tem sequer capacidade legal para fazer a obra toda, (nível 1). Tem contudo preços muito melhores, sobretudo nas madeiras.
    Sendo assim gostaria de subempreitar a este empreiteiro mais pequeno, pelo menos as madeiras da obra.
    O empreiteiro "grande" está de acordo mas quer ficar com 15% do valor, apenas para aceitar o subempreiteiro que estamos a sugerir...
    Que fazer?
    Obrigado pelas sugestões.
  1.  # 2

    Colocado por: LuB

    O empreiteiro "grande" está de acordo mas quer ficar com 15% do valor, apenas para aceitar o subempreiteiro que estamos a sugerir...


    Tem todo o direito, eu pedia 20%. É ele que tem que dar a garantia, e fazer a gestão das várias subempreitadas.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: LuB
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 3

    Está bem... gestão e coisa e tal... Estou a ver.
    Mas, 5 ou 10% não lhe chegavam?
  2.  # 4

    Colocado por: LuBO empreiteiro "grande" está de acordo mas quer ficar com 15% do valor, apenas para aceitar o subempreiteiro que estamos a sugerir...

    Por um lado, é verdade que é ele que vai (pelo menos em teoria) assumir a responsabilidade por uma parte importante da obra (sobretudo se forem manter a estrutura em madeira), e a responsabilidade paga-se.

    Por outro lado, ele comporta-se assim porque sabe que vos tem na mão, ao enredar-vos com um acumular de favorzinhos que vos foi fazendo.

    Eu, na vossa posição, já teria pedido mais 2 ou 3 orçamentos e partia noutra direcção...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: LuB
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 5

    Por outro lado, ele comporta-se assim porque sabe que vos tem na mão, ao enredar-vos com um acumular de favorzinhos que vos foi fazendo.
    Eu, na vossa posição, já teria pedido mais 2 ou 3 orçamentos e partia noutra direcção...


    Mas nós fizemos isso: pedimos alguns orçamentos extra. E, pese a preferência do meu marido, não fomos às cegas...
    É que todos os orçamentos que pedimos a empreiteiros grandes foram puxaditos. E, o único que veio com preços baixos, não dava, verificamos que não tem alvará qb. Nem é possível legalmente falando, um empreiteiro pequeno com dois ou três funcionários assegurar uma obra grande.
    Parece-me que pelo facto de terem mais encargos com o pessoal, e uma estrutura mais pesada, obriga estes empreiteiros com maior capacidade a terem preços mais altos.

    Daí termos pensado na subempreitada... Enfim...
  3.  # 6

    Boas

    O empreiteiro "grande" está de acordo mas quer ficar com 15% do valor, apenas para aceitar o subempreiteiro que estamos a sugerir...
    Que fazer?


    Acho que o empreiteiro geral tem razão no princípio mas exagera na percentagem, tenho visto fazer isso com percentagens bem menores (5%).

    cumps
    José Cardoso
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  4.  # 7

    Colocado por: LuBEstá bem... gestão e coisa e tal... Estou a ver.
    Mas, 5 ou 10% não lhe chegavam?


    Uma média empresa de construção tem entre 5 e 10% de custos de estrutura, ou seja, o custo do contabilista, funcionários do escritório, técnicos, comunicações, aministração, água e luz do escritório, avença com um advogado, custos financeiros, etc....Qualquer empresa se recebe apenas o valor do custo, tem morte certa ao fim de pouco tempo, porque deveria receber também o valor do lucro, e um valor para os custos do pós-venda (reparações depois de terminada a obra). Se considerarmos 10% para lucro e pós-venda, dará o valor de 20% que eu já tinha indicado.
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 8

    Uma média empresa de construção tem entre 5 e 10% de custos de estrutura, ou seja, o custo do contabilista, funcionários do escritório, técnicos, comunicações, aministração, água e luz do escritório, avença com um advogado, custos financeiros, etc....


    Claro que tem, mas repare:
    Ele vai pagar a mesma conta de água e luz do seu escritório, com ou sem subempreiteiro.
    O homem do norte, é competente, e em princípio, não lhe irá ocupar a secretária. ;)))
    É certo que terá de assumir alguma responsabilidade. Mas para controle da situação também existe o fiscal de obra (que vai medir tudo) e o fiscal de segurança que vai andar de olho neles para que não se magoem... E o dono da obra também andará por lá numa roda viva... (E estes não são pagos pelo empreiteiro...)
    As responsabilidades são divididas. Se tudo correr bem, fica com uma boa massa sem se ralar.
    Portanto se exigir muito, até corre o risco de perder a obra...
  5.  # 9

    um outro empreiteiro mais pequeno (do Norte), que também é competente deu uma proposta para a remodelação, mas não tem sequer capacidade legal para fazer a obra toda, (nível 1). Tem contudo preços muito melhores, sobretudo nas madeiras.
    nao tem capacidade legal para a fazer? pode explicar o porque, custo da obra maior que 166000€? se tambem e competente existe formas de contornar isso sem prejuizo pra ninguem, nao tem categorias suficientes? ai e um bocado mais dificil, mas se o orçamento e melhor e como diz e uma pessoa competente nao vejo o porque de meter o outro empreiteiro ao barulho, porque nao parte para outros orçamentos?

    cumps

    David Marques
  6.  # 10

    peço desculpa mas so reparei agora o predio em lisboa e o empreiteiro do norte? certamente tambem havera empreiteiros competentes na zona de lisboa e provavelmente arranja mais barato pois nao tem deslocaçoes, estadas, alimentaçao etc... nao vejo isto com muita logica mas voce e que sabe.

    cumps

    David Marques
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 11

    nao tem capacidade legal para a fazer? pode explicar o porque, custo da obra maior que 166000€? se tambem e competente existe formas de contornar isso sem prejuizo pra ninguem, nao tem categorias suficientes?

    É isso mesmo. Teria de arranjar um alvará de nível 4, e ao que parece, até tinha quem lho emprestasse.
    Ele é pequeno empreiteiro com muita pratica e provavelmente desenrascava-se subempreitando quase tudo
    Embora nunca tenha feito uma obra tão grande fez algumas mais pequenas, e foi mesmo impecável... Arranjou Igrejas, restaurou prédios pequenos, etc...
    Por vezes esses bárbaros do norte são muito competentes... LOLOLO
    Mas legalmente ele não pode tomar a empreitada e ponto final...
    Se algo corresse mal ficavamos todos desgraçados.
    M_____ acontece... O seguro morreu de velho.
  7.  # 12

    Por vezes esses bárbaros do norte são muito competentes... LOLOLO
    podia explicar isso como se eu fosse muito burro? os empreiteiros do centro ou do sul nao prestam e isso?

    cumps

    David Marques
  8.  # 13

    Mas legalmente ele não pode tomar a empreitada e ponto final...
    Se algo corresse mal ficavamos todos desgraçados. O seguro morreu de velho.
    ok nao consigo compreender mas ate
    e ao que parece, até tinha quem lho emprestasse.
    e parece que
    Ele é pequeno empreiteiro com muita pratica e provavelmente desenrascava-se subempreitando quase tudo
    Embora nunca tenha feito uma obra tão grande fez algumas mais pequenas, e foi mesmo impecável... Arranjou Igrejas, restaurou prédios pequenos, etc...
    ok boa sorte para a obra e bom trabalho para os barbaros

    cumps

    David Marques
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 14

    podia explicar isso como se eu fosse muito burro? os empreiteiros do centro ou do sul nao prestam e isso?

    Não faça trocadilhos com o que eu disse... eu não disse tal coisa.
    (dos do centro e sul, só falo amanhã, se não se importa... LOLOLO)
  9.  # 15

    Colocado por: LuB Por vezes esses bárbaros do norte são muito competentes... LOLOLO

    Pois... mas eu já fui fazer obras no coração do Porto levando o pessoal todo de Lisboa.
    Aquilo até dava para o pessoal viajar de avião!

    Já agora. Como sulista, elitist..., ooops!, como "sulista" tenho uma correcção a fazer, LuB.

    Os nossos antepassados, os Bárbaros, limparam os sebo a quase toda a moirama que apanharam pela frente e mandaram os sobreviventes para o Norte, como escravos. Por isso é que eles ainda hoje têm tantos artesãos e pequenos agricultores. São os descendentes dos MOUROS.

    E por isso é que aqui no Sul (é que) há tantos com ar de nazi - paulocorreia dixit.
    Ainda há dias fui a uma reunião na região de Lisboa em que TODAS as mulheres (umas 20) eram loiras. Ok.... foi em Cascais! ;-)
  10.  # 16

    Boas

    Os nossos antepassados, os Bárbaros, limparam os sebo a quase toda a moirama que apanharam pela frente e mandaram os sobreviventes para o Norte, como escravos. Por isso é que eles ainda hoje têm tantos artesãos e pequenos agricultores. São os descendentes dos MOUROS.

    E por isso é que aqui no Sul (é que) há tantos com ar de nazi - paulocorreia dixit.


    O Paulo Correia tem é inbeiiiiiiiiija!

    cumps
    José Cardoso
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 17

    Os nossos antepassados, os Bárbaros, limparam os sebo a quase toda a moirama que apanharam pela frente e mandaram os sobreviventes para o Norte, como escravos. Por isso é que eles ainda hoje têm tantos artesãos e pequenos agricultores. São os descendentes dos MOUROS.
    Acredito.
    Mas aqui, nos arredores de Lisboa, a zona saloia, ao que parece também foi povoada por moiros...
    Basta olhar para eles. Têm uma cor de pele escurinha e cabelo muito preto...
    Aqui em casa somos metade moiros (um dos meus filhos e o meu marido) e metade loiros (eu e o meu outro rapaz)...
  11.  # 18

    Boas

    Os nossos antepassados, os Bárbaros, limparam os sebo a quase toda a moirama que apanharam pela frente e mandaram os sobreviventes para o Norte, como escravos.


    Paulo Correia dixit, Lub dixit, Luís K.W. corrobora. Não é que duvide da vossa afirmação, mas poderiam dar-me referências sobre o assunto? Quem os fez escravos, onde e quando o fizeram, para onde foram mandados? Fico à espera dos vossos esclarecimentos

    cumps
    José Cardoso, possível descendente de escravos
    • LuB
    • 9 dezembro 2010 editado

     # 19

    Paulo Correia dixit, Lub dixit, Luís K.W. corrobora. Não é que duvide da vossa afirmação, mas poderiam dar-me referências sobre o assunto?


    Eu não sei se os mouros foram ou não atirados para o Norte. Acredito contudo nas afirmações do Luis K. W. porque sei que ele é "expert" na história dos povos peninsulares.

    Quanto à minha afirmação de que os mouros foram em parte atirados para os arredores de Lisboa, isso é do conhecimento geral.

    A pedido do J. Cardoso, fica aqui um extrato de um artigo de Marcelo Caetano com essa informação.
    _______________________________
    [...]
    Uma nova cidade e um novo foral. - Ficam assim indicadas as mais importantes concessões feitas por D. João I à cidade de Lisboa em satisfação das reivindicações por ela formuladas. Se agora compararmos o estatuto jurídico da cidade tal como se nos apresenta após as Cortes de 1385 com o que ela gozara sob o foral de 1179 veremos que só dois séculos depois da instituição do concelho pelo primeiro rei é que Lisboa sacudiu, e revolucionariamente, os encargos que sobre ela pesavam em benefício da coroa.
    [...]
    Que população contaria a cidade nessa altura? Escasseiam totalmente dados que permitam um cômputo com alguma probabilidade de exactidão. Mas sabemos que as cidades medievais eram pequenas 43. A data da outorga do seu primeiro foral, anos depois da conquista com a qual coincidira a expulsão de parte dos habitantes mouros, obrigados a viver nos arredores, Lisboa não poderia ter grande número de povoadores: dez, quinze mil? A população cresceu, decerto, até à peste negra que a sangrou em 1348 e a reduziu a metade, senão a um terço. Daí por diante não faltaram novas epidemias, fomes e cercos, enquanto as leis que a rarefacção de mão-de-obra impôs forçavam a uma estabilização populacional empecedora das migrações que alimentam o urbanismo.

    __________________
    Fonte:
    Marcelo Caetano,
    «O Concelho de Lisboa na crise de 1383-1385»,
    Anais da Academia Portuguesa de História, II série, volume IV (1953),
  12.  # 20

    LuB, Não misture «mouros» com a população autóctone (saloios), que já cá estava antes de romanos, visigodos e quejandos. :-)
    A zona do Porto, diz-se, esteve deserta durante quase um século (talvez por ser "terra de ninguém", ou uma "zona de guerra"), pelos finais do século IX, até que o Vímara (Weimar?) Peres aí fez a sua pressúria.
    Não foi o caso da zona de Lisboa.

    Já agora. Nos finais de 1380's, por ordem de D João I, foi criada uma Judiaria no Porto.
    Mouraria, não. Nem (que eu saiba) nunca houve mouraria no Porto.
    Porquê ?
    Porque não havia mouros no Porto...?
    Não! Porque os mouros do Porto já se tinham misturado com a restante população!

    Enquanto que em Lisboa, eles estiveram sempre "devidamente" confinados na mouraria.

    Se por um lado podemos dizer que a Reconquista foi a vitória da barbárie sobre a civilização (os mouros trouxeram-nos grandes desenvolvimentos na Agricultura e navegação, conhecimentos em ciências várias, em técnicas de irrigação, instrumentos novos, etc.), não deixa de ser historicamente verdade que em muitos locais «reconquistados» os mouros eram chacinados (tal como muitos cristãos que viviam entre os mouros), ou feitos prisioneiros e levados como escravos para o Norte, ou confinados em mourarias.
    No Norte, ao longo de algumas gerações, foram-se libertando, prosperaram e misturaram-se.
    Enquanto que no Sul eram mantidos sob controle, e evitaram-se misturas.

    Aliás, estudos de ADN revelam que a maior concentração de genes norte-africanos é...na região do Porto.
    Nomes como Aldoar, Mafamude, etc. não enganam ninguém...
 
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