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      FD
    • 4 outubro 2007 editado

     # 1

    É necessário construir MAIS casas?! Eis algo que eu não fazia ideia, pensei até que já existissem casas a mais...
    A necessidade de obras ainda se compreende, mas, estou estupefacto, mais casas?
    Somos dos países da UE com as relações mais elevadas de casas por habitante e ainda acham que se devem construir mais 200.000? Fazendo contas a 3 pessoas por fogo, estamos a falar de casas para 750.000 pessoas.

    Avizinha-se mais intervenção do estado no mercado, e este estudo é o o aviso/headsup. Se as políticas de solo fossem diferentes e não houvesse factores que fomentassem a especulação talvez o mercado funcionasse. O exemplo do arrendamento e das rendas congeladas é algo que não deve voltar a acontecer...
    Estado intervencionista? Não! Estado regulador? Sim.

    Vou ler o estudo.

    Muita coisa vai ter de mudar em termos de políticas públicas de habitação. A mudança de paradigma poderá resumir-se na transformação do actual Estado, que facilita o acesso à habitação, para um Estado mais regulador.

    Mas só no proximo mês de Março é que serão conhecidas com mais detalhes as formas de concretizar a mudança, que deverá passar, também, por uma mudança dos regimes de apoios públicos. Para já, o que conclui a equipa a quem o Governo encomendou a elaboração do Plano Estratégico da Habitação (PEH) é que ainda é necessáro construir muitas casas em Portugal (cerca de 200 mil) e que é preciso fazer obras em mais 190 mil fogos actualmente ocupados.

    A versão final do que vai ser o PEH - onde serão vertidas as orientações das novas politicas públicas de habitação e regeneração urbana para vigorar até 2013 - só deverá estar concluída em Março. Mas o Governo quis assinalar o arranque da Quinzena da Habitação, uma iniciativa realizada no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, com a apresentação pública de uma primeira parte do trabalho, onde é elaborado um diagnóstico inicial do mercado habitacional português, identificando as principais necessidades e definindo já as estratégias e objectivos globais.

    A estratégia global passará, inevitavelmente, pela assunção, pelo Estado, de um novo papel que permita responder a novas necessidades e a novas realidades sociais e demográficas.

    O estudo, realizado pelo ISCTE sob orientação de Nuno Portas, Augusto Mateus e Isabel Guerra, veio confirmar algumas das tendências que vinham a ser sentidas - o peso ainda diminuto, mas crescente, da reabilitação e predomínio da propriedade do ocupante, face à baixa atractividade do mercado de arrendamento. Mas trouxe algumas novidades, como a da quantificação das necessidades do parque habitacional, apesar de Portugal ter mantido acelerado crescimento do número de alojamentos, face a outros países ocidentais.

    A elaboração deste estudo (que pode ser consultado e acompanhado no endereço www.planoestrategicohabitacao.com) passou por entrevistas a agentes qualificados do sector, reuniões de trabalho e fóruns regionais, o que permitiu aferir melhor as assimetrias que existem, em termos de realidades rurais e urbanas.

    A sobrelotação de fogos - existirá cerca de meio milhão de casas sobrelotadas em Portugal - e a existência de famílias alojadas em situações precárias foram os principais elementos que permitiram chegar a uma avaliação quantitativa e qualitativa das carências habitacionais (200 mil novos fogos e obras em 190 mil casas), carências essas que se fazem sentir sobretudo nas regiões Norte e Centro.

    O diagnóstico ontem apresentado confirma que o acesso à habitação tem vindo a ser realizado através do endividamento - em 2005 o stock da dívida já representava 117 por cento do rendimento disponível dos particulares. E demonstra que o encargo mensal para as famílias em situação de aluguer é de 9,3 por cento do seu rendimento, enquanto para as famílias em regime de propriedade é de 32,2 por cento.

    Apesar de a maior parte das famílias ter vindo a resolver as suas necessidades habitacionais com recurso ao crédito, cujo acesso se simplificiou na década de 90, e valendo a oferta que construtoras e mediadoras continuaram a multiplicar, há necessidades habitacionais que não serão resolvidas pelo normal funcionamento do mercado. O diagnóstico inical do PEH revela que 20 por cento da população portuguesa não tem condições de acesso à habitação sem apoio público.

    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1306454&idCanal=57
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      FD
    • 8 outubro 2007

     # 2

    Portugal tem uma casa e meia por cada família

    A velocidade a que se constrói habitação nova tem vindo a diminuir, mas, ainda assim, as edificações não param e há cada vez mais casas (ocupadas ou vazias) em Portugal.
    No final do ano passado, o Instituto Nacional de Estatística (INE) indicava que havia, por todo o país, quase 5,5 milhões de casas, mas apenas 3,6 milhões de famílias (dados de 2001, os mais recentes), diz o «Jornal de Notícias».

    O reconhecido excesso de habitação em Portugal, somado à subida dos juros desde 2005 e à estagnação da economia tem, de facto, levado a alguma moderação na construção de casas.

    Em 2002, ano em que a construção civil começou a entrar na crise da qual ainda não vê o fim, foram dados por concluídos 124 mil alojados. Em 2003, o número tinha caído para quase 90 mil. Nos dois anos seguintes, foram terminadas perto de 140 mil casas (70 mil por ano). Em 2006, os últimos dados disponibilizados pelo INE, já só tinham sido edificadas 58 mil casas, a um ritmo de 160 por dia.

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=863009&div_id=2577

    Ficamos no quê?
  1.  # 3

    Onde eu moro é ver prédios com a construção parada a meio, porque não se vendem os que estão terminados!!

    Receio que daqui a uns tempos fiquem ali ao abandono...
 
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