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  1.  # 1

    Boa tarde,

    antes de mais gostaria de dar os parabéns pelo forum que consulto frequentemente, mas nunca me tinha registado.

    Gostaria de pedir a vossa opinião sincera, aos arquitectos "residentes" ou outros técnicos do seguinte:

    Sou Designer de formação e trabalho na area dos interiores há cerca de 3 anos. Estou a pensar fazer um mestrado em Conservação e Reabilitação de Interiores, na Fundação Ricardo Estpirito Santo Silva, que julgo ser o que esta mais virado para a recuperação de interiores com valor patrimonial.

    Como julgo que "o saber não ocupa lugar", os conhecimentos que trarei deste curso serão sempre uma mais valia, mas gostaria de saber se existe mercado de trabalho para esta área, ou se à partida um projecto deste ambito deve ser sempre elaborado por um arquitecto. E até que ponto uma pessoa com a esta formação terá lugar num atelier de arquitectura, ou numa camara municipal?

    Todas as opiniões serão muito bem vindas!
    Obrigado
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  3.  # 2

    Claro que não, essa área não está nem deve estar restrita aos arquitectos, pois muitas dessas intervenções nem precisam de ser licenciadas.
    Mas nada como essa instituição que fornece essa formação para lhe dar quer o enquadramento legal e no mercado da mesma.
  4.  # 3

    Caro colega

    Com a revisão do 73/73 uma das ambições das associações de designeres é que possamos ficar habilitado a sobrecrever alguns projectos, contudo isto ainda não passa de um projecto de lei pelo qua mto tinta ainda irá correr.

  5.  # 4

    Caro colega

    Com a revisão do 73/73 uma das ambições das associações de designeres é que possamos ficar habilitado a sobrecrever alguns projectos, contudo isto ainda não passa de um projecto de lei pelo qua mto tinta ainda irá correr.
  6.  # 5

    Boas

    Existe um fórum só dedicado a essa área, mas a julgar pelo que lá vou lendo, mas vale procurar outra profissão, porque trabalho é coisa que não abunda e quando há é mal pago (bom mas isso é sempre, na óptica de quem trabalha). Veja em http://www.prorestauro.com/ e em especial no fórum deles em http://www.prorestauro.com/index.php?option=com_wrapper&wrap=forum

    Cumps
  7.  # 6

    Obrigado pelas vossas opiniões!
    Como disse o Zedasilva, e mto bem, as associações bem tentam que possamos ficar habilitados a subscrever alguns projectos, mas já quanto terminei a licenciatura em 2002 se falava nisso... e até agora... nada..
    Quanto a alterações que não necessitam de licenciamento, lá vamos fazendo é verdade, mas como refere o PauloCorreia o trabalho é coisa que não abunda e quando há é mesmo mal pago.
    Sou um bocado idealista e gostava de ter o meu papel na recuperação de edificios de valor patrimonial que tanto merecem, mas que muito pouca gente dá atenção, mas por outro lado tenho algum receio de tirar um mestrado (pelo conhecimento e não pelo título) para ficar tal como estou.
    Tal como estou não.... fico mais pobre na carteira :o) e ainda mais frustrada por ter cada vez mais conhecimentos e "savoir faire" mas sem possibilidade de trabalhar na area.
    Os gabinetes/empresas/ ateliers de arquitectura não solicitam colaboradores desta area. As empresas de remodelações e empreiteiros muito menos... o Estado... nem falo...
    Desculpem o desabafo.. Até que ponto vale a pena "investir" neste tipo de formações quando já nem para os arquitectos há emprego suficiente (li algures que somos o país com maior indice de arquitectos per capita da UE)?
  8.  # 7

    Colocado por: Bluues empresas de remodelações e empreiteiros muito menos... o Estado... nem falo...


    Não é bem assim. Vou colocar agora um anúncio a pedir alguém para executar o restauro de painéis de azulejos numa igreja assim como para restuaro de mobiliário e pinturas decorativas.

    A questão é que não existe muito trabalho nesta área, existe excesso de pessoas e uma enorme selvajaria nos preços, que leva a que muitas vezes os trabalhos sejam executados de qualquer maneira, porque o dono de obra não quer pagar o custo real deste tipo de trabalhos, quando adjudica ao preço mais baixo, nem o empreiteiro quer ou o pode fazer,

    Para ajudar a festa, nem as empresas de restauro fazem (muitas vezes) um trabalho sério, porque subcontractam a preços miseráveis uns pobres desgraçados (colegas de profissão), actuando como verdadeiros subcontractantes, indo lá ao fim do mês fazer a folha de ponto e estndo desaparecidos o resto do tempo. Quando os empreiteiros descobriram o truque, começaram eles a subcontractar directamente poupando uma data de dinheiro, levando á destruição duma data delas.

    Colocado por: BluueAté que ponto vale a pena "investir" neste tipo de formações

    Faça um favor a sí própria. Não invista num curso com fracas saídas profissionais. O gosto não paga contas ao fim do mês e já temos demasiada gente no muro das lamentações a reclamarem contra o mundo, pelo erro que cometeram.

    Se quer investir na área, porque não pensa na Conservação e Reabilitação do património edificado, dado ser uma área em crescimento, área onde existe uma enorme falta de pessoas?

    Nem sei se existe alguma licenciatura, mas há tempos estive a falar com uma engenheira de uma câmara municipal do Algarve, e ela falou-me que tinha tirado o licenciatura (mestrado ?) na Uni de Évora e em 2 horas deu para perceber que ela sabia do que falava. Qual foi o curso não sei, mas como vou ter de fazer o restauro da igreija com ela, voltarei a falar om ela e tirarei isso a limpo.

    Colocado por: PauloCorreiaquando já nem para os arquitectos há emprego suficiente (li algures que somos o país com maior indice de arquitectos per capita da UE)?


    A śerio? E no entanto, todos os anos, continuam a sair novos arquitectos das universidades.

    Cumps
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