Colocado por: LiMatosO salitre ou salgadiço resulta da secagem da água que sobe por capilaridade através do revestimento, restando os sais minerais que a água transportava. Esses sais reagem quando a parede seca e aparecem eflorescências.
Os estuques têm a agravante de ter pontos de saturação da água mais baixos que argamassas cimentícias.
Há outro problema que também origina as eflorescências de uma forma mais agravada, é a existência de sais (geralmente NaCl - sal) nas areias usadas nas argamassas, que potenciam a reacção que mencionei. É por isso que existem areias certificadas e areias por certificar- para garantir que as areias não são origem de maiores problemas no betão, por exemplo, com reacções alcális-silica.
Tudo corre sem problemas, se não houver presença de água.
Por isso, o processo construtivo deve assegurar a ventilação da laje (se for térrea) e deve impedir a ascenção de água por capilaridade através de barreiras físicas que podem passar por:
- aplicação de aditivos e emulsões adequadas ao efeito, na base das paredes até cerca de 1m de altura (sika, weber, mapei, McBauchemie, BASF, têm desses produtos);
- impermeabilização da laje com membranas poliméricas, associadas à impermeabilização de fundações e base das paredes, que façam uma quebra no percurso que a água tomaria;
- sistema de drenagem do terreno ao nível das fundações, tendo presente a cota piezométrica do terreno.
O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema.
Na aplicação do estuque, garanta que não é directamente aplicado nas paredes de tijolo,e que existo um salpisco prévio.
Colocado por: alvVivam!
Dizendo alguma coisa sobre o assunto em apreço, tenho que concordar com o Zedasilva, sobretudo no que respeita a construção nova, que suponho ser do que estamos a tratar.
Concordo ainda com as soluções do(a) Limatos, que são "by the book". Em bom Português, o que parece querer dizer o "bacano" cá do sitio, o rafaelisdro, umas clausulas de salva-guarda em fase de contratação também são indispensáveis, mas aí convém que seja para projectistas e construtor.
Agora, o que me tráz é a afirmação do(a) Limatos:
"O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema." da qual tenho outro tipo de leitura e experiencia de muitos anos a resolver o assunto em reabilitação com resultados mais que confirmados por ter algumas obras com mais de 20 anos. Na realidade uma forra bem feita em Pladur não resolve, mas é uma solução que transforma um mal em algo que não faz mal algum.
Também "by the book" há alguns anos, a solução para esconder o salitre era a colocação de forros em Pladur com o cuidado de deixar em zonas diametralmente opostas grelhas de ventilação para que a parede ventilasse. Umas vezes corria mal por haver ventilação, e o salitre acabava por "infectar" a placa, fazendo uma ponte, saturando-a de águas carregada de sais e pouco tempo depois tínhamos o mesmo problema; Com o decorrer do tempo e obras feitas, fomos-nos apercebendo que em algumas obras, efectuando uma estrutura auto portante, e não deixando grelhas de ventilação, com o tempo, dado não haver evaporação, deixava de haver cristalização e com mais algum tempo ainda os vasos capilares acabavam por obturar, saturando e acabando o problema. Estas soluções têm resultado e não temos qualquer tipo de reclamação sobre a solução adoptada. Repito que estou a descrever situações de recuperação de paredes existentes e com esse problema.Puxando a brasa à minha sardinha, em construção nova, se adoptarmos sistemas de construção de interiores com SCPGL -Sistemas Construtivos com Placas de Gesso Laminado, garantidamente que esse problema não se coloca.
"Fassam" parte.