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    • mmbm
    • 24 janeiro 2011

     # 1

    Boa tarde....

    Ando a construir uma moradia nova e queria evitar ao máximo o aparecimento do salgadiço nas paredes. Não sei se este é termo que conhecem, mas é quando numa parede a tinta começa a fazer bolhas de ar e mais tarde acaba por cair... Isto é uma praga na construção que dizem que pode derivado da humidade da areia, do isolamento, do estuque, das tintas...

    Falo por experiência própria em casa dos meus pais, casa com 25 anos não tem isolamente, nem caixa de ar e não levou estuque só tem salgadiço numa parede, agora fez um acrescimo há menos de um ano com tudo já está aparecer salgadiço. Amigos meus a viver em construções a menos 2 anos queixam-se do mesmo.

    Há algum produto, método de constução que evita ou dimiinua o aparecimento do salgadiço? A escolha do estuque projectado ou tradicional tem alguma influência?
  1.  # 2

    mmbm
    Hoje esse tipo de problemas já não é uma praga como afirma.
    As soluções são variadas e dependem de muitos factores. A indicação da mais indicada para o seu caso é uma obrigatoriedade da sua equipe de projecto. Ou seja nos projectos isso tem que vir explicito. O cumprimento da boa execução dessa solução é da responsabilidade do Director técnico e do Fiscal da sua obra.
  2.  # 3

    Boas
    Se eu fosse você colocava uma clausula a indemnizações de garantias sobre todos os materiais que diz respeito a infiltrações e possíveis humidades em tempos futuros , uma vez que não se pode levantar a moradia para depois lhe mudar a fralda né ...
    • lft
    • 24 janeiro 2011

     # 4

    o salitre ou salgadiço só acaba com uma intervenção pelo exterior
  3.  # 5

    O salitre ou salgadiço resulta da secagem da água que sobe por capilaridade através do revestimento, restando os sais minerais que a água transportava. Esses sais reagem quando a parede seca e aparecem eflorescências.

    Os estuques têm a agravante de ter pontos de saturação da água mais baixos que argamassas cimentícias.

    Há outro problema que também origina as eflorescências de uma forma mais agravada, é a existência de sais (geralmente NaCl - sal) nas areias usadas nas argamassas, que potenciam a reacção que mencionei. É por isso que existem areias certificadas e areias por certificar- para garantir que as areias não são origem de maiores problemas no betão, por exemplo, com reacções alcális-silica.

    Tudo corre sem problemas, se não houver presença de água.

    Por isso, o processo construtivo deve assegurar a ventilação da laje (se for térrea) e deve impedir a ascenção de água por capilaridade através de barreiras físicas que podem passar por:

    - aplicação de aditivos e emulsões adequadas ao efeito, na base das paredes até cerca de 1m de altura (sika, weber, mapei, McBauchemie, BASF, têm desses produtos);
    - impermeabilização da laje com membranas poliméricas, associadas à impermeabilização de fundações e base das paredes, que façam uma quebra no percurso que a água tomaria;
    - sistema de drenagem do terreno ao nível das fundações, tendo presente a cota piezométrica do terreno.

    O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema.

    Na aplicação do estuque, garanta que não é directamente aplicado nas paredes de tijolo,e que existo um salpisco prévio.
  4.  # 6

    Colocado por: LiMatosO salitre ou salgadiço resulta da secagem da água que sobe por capilaridade através do revestimento, restando os sais minerais que a água transportava. Esses sais reagem quando a parede seca e aparecem eflorescências.

    Os estuques têm a agravante de ter pontos de saturação da água mais baixos que argamassas cimentícias.

    Há outro problema que também origina as eflorescências de uma forma mais agravada, é a existência de sais (geralmente NaCl - sal) nas areias usadas nas argamassas, que potenciam a reacção que mencionei. É por isso que existem areias certificadas e areias por certificar- para garantir que as areias não são origem de maiores problemas no betão, por exemplo, com reacções alcális-silica.

    Tudo corre sem problemas, se não houver presença de água.

    Por isso, o processo construtivo deve assegurar a ventilação da laje (se for térrea) e deve impedir a ascenção de água por capilaridade através de barreiras físicas que podem passar por:

    - aplicação de aditivos e emulsões adequadas ao efeito, na base das paredes até cerca de 1m de altura (sika, weber, mapei, McBauchemie, BASF, têm desses produtos);
    - impermeabilização da laje com membranas poliméricas, associadas à impermeabilização de fundações e base das paredes, que façam uma quebra no percurso que a água tomaria;
    - sistema de drenagem do terreno ao nível das fundações, tendo presente a cota piezométrica do terreno.

    O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema.

    Na aplicação do estuque, garanta que não é directamente aplicado nas paredes de tijolo,e que existo um salpisco prévio.


    boas
    É +- isso , o importante mesmo é ter ventilação na parte das fundações e penso que quanto menos coisas colocar-mos lá melhor tipo tela ou coisa parecida é preferível implantar um sistema de ventilação natural, teremos é que partir a cabeça aos Sr's arquitectos ...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: LiMatos
    •  
      alv
    • 25 janeiro 2011

     # 7

    Vivam!

    Dizendo alguma coisa sobre o assunto em apreço, tenho que concordar com o Zedasilva, sobretudo no que respeita a construção nova, que suponho ser do que estamos a tratar.
    Concordo ainda com as soluções do(a) Limatos, que são "by the book". Em bom Português, o que parece querer dizer o "bacano" cá do sitio, o rafaelisdro, umas clausulas de salva-guarda em fase de contratação também são indispensáveis, mas aí convém que seja para projectistas e construtor.


    Agora, o que me tráz é a afirmação do(a) Limatos:
    "O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema." da qual tenho outro tipo de leitura e experiencia de muitos anos a resolver o assunto em reabilitação com resultados mais que confirmados por ter algumas obras com mais de 20 anos. Na realidade uma forra bem feita em Pladur não resolve, mas é uma solução que transforma um mal em algo que não faz mal algum.
    Também "by the book" há alguns anos, a solução para esconder o salitre era a colocação de forros em Pladur com o cuidado de deixar em zonas diametralmente opostas grelhas de ventilação para que a parede ventilasse. Umas vezes corria mal por haver ventilação, e o salitre acabava por "infectar" a placa, fazendo uma ponte, saturando-a de águas carregada de sais e pouco tempo depois tínhamos o mesmo problema; Com o decorrer do tempo e obras feitas, fomos-nos apercebendo que em algumas obras, efectuando uma estrutura auto portante, e não deixando grelhas de ventilação, com o tempo, dado não haver evaporação, deixava de haver cristalização e com mais algum tempo ainda os vasos capilares acabavam por obturar, saturando e acabando o problema. Estas soluções têm resultado e não temos qualquer tipo de reclamação sobre a solução adoptada. Repito que estou a descrever situações de recuperação de paredes existentes e com esse problema.

    Puxando a brasa à minha sardinha, em construção nova, se adoptarmos sistemas de construção de interiores com SCPGL -Sistemas Construtivos com Placas de Gesso Laminado, garantidamente que esse problema não se coloca.

    "Fassam" parte.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: LiMatos
  5.  # 8

    Boas
    Pois é isso mesmo acredito e tenho a mesma opinião que o Alv ...
    Fiquem bem
  6.  # 9

    Colocado por: alvVivam!

    Dizendo alguma coisa sobre o assunto em apreço, tenho que concordar com o Zedasilva, sobretudo no que respeita a construção nova, que suponho ser do que estamos a tratar.
    Concordo ainda com as soluções do(a) Limatos, que são "by the book". Em bom Português, o que parece querer dizer o "bacano" cá do sitio, o rafaelisdro, umas clausulas de salva-guarda em fase de contratação também são indispensáveis, mas aí convém que seja para projectistas e construtor.


    Agora, o que me tráz é a afirmação do(a) Limatos:
    "O pladur irá servir para tapar a reacção dos sais que já lá estão, não resolve o problema." da qual tenho outro tipo de leitura e experiencia de muitos anos a resolver o assunto em reabilitação com resultados mais que confirmados por ter algumas obras com mais de 20 anos. Na realidade uma forra bem feita em Pladur não resolve, mas é uma solução que transforma um mal em algo que não faz mal algum.
    Também "by the book" há alguns anos, a solução para esconder o salitre era a colocação de forros em Pladur com o cuidado de deixar em zonas diametralmente opostas grelhas de ventilação para que a parede ventilasse. Umas vezes corria mal por haver ventilação, e o salitre acabava por "infectar" a placa, fazendo uma ponte, saturando-a de águas carregada de sais e pouco tempo depois tínhamos o mesmo problema; Com o decorrer do tempo e obras feitas, fomos-nos apercebendo que em algumas obras, efectuando uma estrutura auto portante, e não deixando grelhas de ventilação, com o tempo, dado não haver evaporação, deixava de haver cristalização e com mais algum tempo ainda os vasos capilares acabavam por obturar, saturando e acabando o problema. Estas soluções têm resultado e não temos qualquer tipo de reclamação sobre a solução adoptada. Repito que estou a descrever situações de recuperação de paredes existentes e com esse problema.Puxando a brasa à minha sardinha, em construção nova, se adoptarmos sistemas de construção de interiores com SCPGL -Sistemas Construtivos com Placas de Gesso Laminado, garantidamente que esse problema não se coloca.

    "Fassam" parte.


    Pelo que entendo, a situação descrita consiste em isolar a parede de modo a impedir a evaporação, eliminando o aparecimento de eflorescências.

    O problema deixa de ser o aspecto do salitre, mas procura-se que a parede fique constantemente molhada. O que não me parece um bom princípio, porque, como a parede fica oculta, não se vai observando o que acontece com ela, nomeadamente bolores. Cá não ligamos muito a isso devido aos nossos processos construtivos, mas que há provas de que são prejudiciais à saúde, há pois.

    Também me parece que os capilares só irão obturar com a deposição de sais, o que só acontece com a evaporação da água (porque a água não sai por onde voltou e deixa lá os sais para resolver o problema).

    Uma situação semelhante ao que descreve está relacionada com paredes resistentes de alvenaria de pedra e algamassa à base de cal, como as paredes exteriores das gaiolas pombalinas. Na reabilitação dessas paredes, é frequente fazer uns quantos furos inclinados com berbequim paralelos horizontalmente e fazer outro nível de furos a 10 a 15cm acima, depende da geometria. Convém que esses furos sejam feitos numa cota abaixo do soalho (com caixas de ar, não costuma ser problema). E o que se passa, é que a água que ascende por capilaridade, chega aos furos e já não ascende mais, porque deixa de ser capilar. Acaba por evaporar e os sais ficam depositados nos furos. O revestimento a aplicar é que tem de ser feito à séria. Neste tipo de paredes, costuma resultar e não tenho conhecimento de paredes onde o problema tenha reaparecido.

    Parece-me incorrecto ocultar este tipo de problemas porque, obviamente, deixa de se perceber a evolução da solução aplicada.

    Resumindo, a reabilitação de paredes/ estruturas com o problema já instalado deve ter uma abordagem, muitas vezes, experimental mas com bons resultados. A construção de uma casa nova deve prever estas anomalias com soluções mais by the book...
  7.  # 10

    Boas
    também concordo com LIMATOS ... aliás concordo com todos mas ver ver bem não vejo nada , para uma moradia nova que é o que está em questão deveremos tomar atitudes e realmente perceber o que faz chegar essa humidade ou esse sal as paredes , portanto, só há uma solução dividir o projecto da moradia, dividir em dois - fundação /casa ; assim poderemos fazer algo muito mais interessante nos dois projectos se me faço entender ... temos muitos exemplos em Portugal como as coisas evoluíram nesse sentido como são o caso das nossas marinas e parques subterrâneos diretamentes embutidos em águas salgadas com muito sal á mistura e muito sinceramente não sei o que dizer quando vejo obras novas em sítios sem águas todas contaminadas , o que me faz pensar bem . Todos os dias passo por uma casa muito centenária com mais de 500 anos está sem telhado e em parte já não tem madeiras ou seja são 4 paredes enormes mesmo enormes sem ferros ,em pedra e barro, levando agua vento tremores de terra enfim e ainda esta de pé intacta pronta a ser remodelada interiormente mas já nessa altura havia sistema de ventilação natural das fundações há mais de 500 anos quando hoje tudo o que querem fazer é colocar tudo e mais alguma coisa para fazer drenar a agua esquecem-se é que uma infiltração pode ter varias origens e pode levar anos a se manifestar enquanto isso e quando por vezes aparece já temos um cancro em casa e com a durabilidade do material em questão que já se foi á muito tempo atrás pois se me faço entender agua , sal e ferro não combina muito bem né portanto acho que evoluir num projecto de fundações de forma natural com aditivos de betão sai mais barato e muito mais em conta do que fazer um só projecto com tudo junto desde as fundações até ao telhado e mais terá a vantagem de se poder remediar caso algo corra mal sem ser posta em causa a estrutura do edifício , temos é que ter paciência e ter esperança que os arquitectos aceitem esse tipo de ideias .
 
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