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  1.  # 61

    Colocado por: Luis K. W.O IVA não é um custo para as empresas.

    Quem lhe disse essa?Já exportou alguma vez?
  2.  # 62

    Colocado por: ItalianoPois bem, com a dissolução da assembleia da república, os deputados recebem apenas 50% do seu salário. Justo?


    Não tá mau para individuos em lay-off :)
  3.  # 63

    E você admira-se?
    A minha companheira foi notificada para pagar imposto de selo (por causa de uma herança de uma tia que morreu solteira) o valor de 50mil euros.
    NÃO pagou (era só o que faltava!!) e Reclamou.
    Entretanto o processo foi para execução fiscal.
    Corrigiram o valor para 5.000euros (nunca entendi como chegaram a este valor).
    NÃO pagou e Reclamou.
    Entretanto o processo também foi para execução fiscal.
    Finalmente, acertaram no valor e notificaram-na que irá ter de pagar 500 euros, que é o valor correcto. Tinham-se enganado na taxa (100% em vez de 1%).
    A minha companheira tem, neste momento, dois processos contra ela... e ainda não conseguiu pagar os 500euros porque ainda têm de fazer uma quantidade de procedimentos buRRocráticos.


    Não me admiro absolutamente nada - ando nisto há muitos anos, e sei como as coisas são. Já perdi a conta às vezes em que me pediram (ou aos meus clientes) valores indevidos.

    Exemplo verídico de um desempregado que conheço: uma pequena empresa cessa actividade (na prática, mas não formalmente). A coisa não funcionava, os 2 gerentes resolvem acabar com a empresa. Não podem, porque há dívidas à S.Social ou ao Fisco (ou aos 2), e não têm meios para prestar garantias pessoais.

    Desde 2007 que a empresa acumula "dívidas" às Finanças: coimas por falta de entrega de declarações + juros + custas de processo + tributação (por valor presumido - o Fisco estima que a empresa facturou X e liquida IVA com base nessa estimativa).
    O que era uma pequena dívida ronda agora os 13000 euros só ao Fisco (não sei pormenores sobre Seg.Social..), and counting.... o homem não tem nada para penhorar, tem 53 anos e está desempregado desde 2007 - está prestes a perder o subsídio social de desemprego.

    Quanto ao Fisco, lá andará entretido a fazer cartas, a ameaçar com penhoras e mais não sei o quê....
  4.  # 64

    Colocado por: ItalianoPor curiosidade, a que se refere quando fala de 13 anos de formação? Não inclui na conta os 9 anos da escolaridade obrigatória?


    4 anos de licenciatura + 4 anos de mestrado (pré-pré bolonha - 2 anos curriculares e 2 anos de tese) + 5 anos de doutoramento. Trabalho desde os 21 anos; em 9 anos de estudos pós-graduados só beneficiei de 2 semestres de dispensa de serviço docente.
    Ah, já agora acrescento que o doutoramento fiz apenas porque sim. Não ganho mais um cêntimo por isso; não há nem haverá progressão de carreira nas próximas décadas. Não me queixo, atenção. Mas não roubo nada a ninguém...nem tenho que reconverter porque a minha área de formação pertence ao que muitos consideram "inutilidades"...
  5.  # 65

    Caramba, que mestrado longo. Eu estou a terminar doutoramento, com o qual completarei 22 anos de estudo em (quase) 30 anos de vida. E tenho sempre trabalhado (somos mais ou menos "colegas", acho que já o tinha dito aqui), felizmente não faço parte das pessoas que estudam pós-licenciatura porque não têm trabalho. Por isso, é claro que não tenho dificuldade nenhuma em perceber a sua postura. Aliás, concordo consigo em género, número e grau.

    Editado: O meu doutoramento era mesmo uma necessidade. Na minha área científica, pessoas sem doutoramento são tratadas como criadagem, como secretários qualificados. Ou fazia o doutoramento ou passava a vida a tirar fotocópias e responder a emails (só).
  6.  # 66

    Colocado por: MRuiAugstHill,

    O país e os portugueses precisam de si neste momento difícil que Portugal atravessa.


    Lamento, a Sra. Hill acha que o meu envio para a Germânica poderia ser considerado um acto de agressão, e depois aparecem indivíduos de bigode ridículo, e depois invadem a Polónia, e depois acho que adivinha o resto...
  7.  # 67

    Colocado por: ItalianoCaramba, que mestrado longo. Eu estou a terminar doutoramento, com o qual completarei 22 anos de estudo em (quase) 30 anos de vida. E tenho sempre trabalhado (somos mais ou menos "colegas", acho que já o tinha dito aqui), felizmente não faço parte das pessoas que estudam pós-licenciatura porque não têm trabalho. Por isso, é claro que não tenho dificuldade nenhuma em perceber a sua postura. Aliás, concordo consigo em género, número e grau.


    Pois é, logo na edição a seguir à minha o mestrado passou para 2 anos...grrrrr...
    Boa sorte para a conclusão do doutoramento...a parte final é o que custa mais, pelo menos para mim foi, que tinha gémeas pequeninas na altura e andava em privação crónica de sono! Em que área está a fazer o doutoramento?
  8.  # 68

    Obrigado! Psicologia... (uma inutilidade, diz-se)
    Estas pessoas agradeceram este comentário: becas
  9.  # 69

    Colocado por: jorgferrDeve saber bem que nem tudo nesta vida é dinheiro, servir o país para mim é/deveria (ser) motivo de orgulho. Se o seu colega é como você diz merece todo o meu respeito e admiração, mas convenhamos que o caso de politicos que perdem dinheiro por estarem no parlamento são uma raridade.

    Colocado por: jorgferrSe ganham mal não deveriam ir para lá...eu já tive propostas para mudar de emprego mas para pior não vale a pena digo eu.

    Hummm.... No que ficamos?
  10.  # 70

    Não é uma inutilidade, mas podia ter escolhido um curso com mais saída no mercado do trabalho.
    Conheci uma há quase trinta anos que estudava no ISPA e que felizmente já trabalhava a meio tempo no ramo da psicologia. Finalizou o curso e sempre trabalhou no ramo.
    Trinta anos depois, conheço outro, com o mesmo curso e que infelizmente nunca conseguiu trabalhar como psicólogo e nem tem esperanças de conseguir.
    Geração à rasca, ou quase à rasca, não sei como lhes hei-de chamar.
  11.  # 71

    Colocado por: ItalianoObrigado! Psicologia... (uma inutilidade, diz-se)

    Psicologia? Que engraçado!!! E eu que julgava que já tinha um doutoramento em Língua Portuguesa
  12.  # 72

    Colocado por: DianeNão é uma inutilidade, mas podia ter escolhido um curso com mais saída no mercado do trabalho.


    Podia? Se calhar podia. Mas era a mesma coisa? Não.

    Aliás, devo dizer que ter escolhido um curso com mais saída no mercado de trabalho não teria mudado a minha vida até agora, porque comecei a trabalhar ainda antes de ter terminado a licenciatura (há quase 8 anos), e nunca estive sem trabalho. A única coisa que tinha acontecido é que se calhar não tinha visto tantos colegas de faculdade a enveredar por outros percursos. De qualquer maneira, a minha "escola" preparou-nos muito bem. Quem não está a trabalhar em psicologia, está a fazer outras coisas muito interessantes.

    Edit: Mais uma vez, sei que estou a falar de uma situação minoritária. E sei também que, se até agora não conheci desemprego, os próximos dois anos podem trazer essa novidade. Daí o pé-de-meia, daí o preparar-me para "pôr a render" outras capacidades minhas (ensino de línguas, tradução, análise de dados, etc. etc etc.)... Fingers crossed!
  13.  # 73

    acusem-me do que quiserem, mas recuso-me a viver ou a pensar de forma miserabilista...férias, fins-de-semana, actividades das miúdas, livros, não são - não devem ser! - luxos

    Uma das coisa que o fórum tem de bom é ler coisas destas, fazem-nos pensar que nem tudo está perdido - e, mesmo que esteja, vale a pena lutar até ao fim. Sorte das filhas que têm pais que pensam assim.

    José Cardoso
    Estas pessoas agradeceram este comentário: becas
  14.  # 74

    Colocado por: Pedro Azevedo78

    Hummm.... No que ficamos?


    Ficamos que tem de haver um compromisso certo? estou disposto a perder dinheiro se o futuro trabalho me cativar mais, caso contrário não vale a pena.
  15.  # 75

    Miguel Sousa Tavares (www.expresso.pt) Sábado, 9 de abril de 2011

    «Facto primeiro: tudo começou com os governos de Cavaco Silva e a aposta na trilogia obras públicas e construção/negócios para as empresas do betão/lucros para a banca.
    Foi nisso que gastámos o grosso das ajudas europeias a partir dos anos 80, e por aí continuámos, alegremente.
    Estavam todos satisfeitos: os governos, porque mostravam obra e ganhavam eleições, para mais fingindo que criavam emprego; as grandes construtoras do regime, financiadoras dos partidos políticos, porque tinham oportunidades de negócio a perder de vista, com um dono de obra sempre disponível para rever os preços das empreitadas em alta e pagar acima do mercado; os bancos, porque emprestavam sem risco, com a mais sólida das garantias - a do Estado - e assim satisfaziam os seus accionistas e melhores clientes; e os portugueses em geral, porque deste modo conseguiram a proeza de se transformar no povo europeu com maior capitação de casa própria (além de tudo o resto, também comprada a crédito e garantida pela futura riqueza, deles e da nação: televisores HD, carros, férias no Nordeste brasileiro).»
  16.  # 76

    Colocado por: 1255Não entendo muito bem quando dizem: ah coiso e tal isto é uma maravilha, é só gastar o que não é nosso, andamos a ter um nivel de vida acima das nossas possibilidades.
    CHEGA PORR@£§&#, mas eu não abdico de ter o meu bife ou o meu marisco no prato nem o meu carro na garagem quando o que paguei ou que pago sai do meu esforço, leia-se cabedal, coiro, trabalho, sacrifício,... faltam-me mais palavras à letra.
    O que eu produzo com o meu trabalho dia e noite, depois de pagos os devidos impostos é meu e muito meu. E custa-me a ouvir dessas. Compro os meus bifinhos, vou de férias e faço o que me apetecer. Se pedimos dinheiro ao banco, quando pagamos já estão incluídos os respectivos juros contratados, se não chega peçam mais. Podem é deixar de ter fregueses.


    Aqui está um Tuga a 100%.

    Meu caro amigo, você pode-se ter esfolado para ter o seu bifinho e o seu carrinho, o problema não é esse, o problema é que o carrinho foi importado, portanto foi provávelmente pago com dinheiro emprestado lá de fora e a vaquinha para dar o seu bifinho foi criada numa quinta onde a maquinaria era importada da França ou da Inglaterra com a ração vinda de espanha e com os combustíveis vindos de fora. Ou seja vivemos acima das nossas possibilidades. Há dias fui fazer umas compras ao Leroy-Merlin e , porra, não encontrei uma ínica coisa fabricada em Portugal. Até a semente de relva e os adubos eram espanhois!!. Fui a uma casa de jardinagem comprar Aloés, e, porra mais uma vez, eles eram importados da Holanda, sendo o clima de Portugal muito melhor que o da Holanda para criar Aloés.

    Bom peixe congelado, PescaNova concerteza, marca espanhola!

    A nossa frota pesqueira: umas traineiras a cair aos pedaços e a tresandar a gasóleo. A frota espanhola: barcos modernos, grandes cheios de novas tecnologias.

    Isto não é simplesmente sustentável, a dívida externa dispara, já estamos a fazer empréstimos para pagar juros, é o ponto de não retorno. E sim, vamos trabalhar muito a troco de pouco...

    De modo que dentro desta lógica terrível o que o que um dia iremos dizer é que trabalhamos imenso para termos o nosso burro que nos vai levar ao trabalho, e depois vamos ao campo atrás de uns coelhos bravos para o jantar, e em vez de termos uma casa feita com materiais de construção espanhois e franceses, moramos numa casa de adobe e terra batida...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Tavares Miguel
    • 1255
    • 11 abril 2011

     # 77

    Adivinho o conceito europa comunitária a cair de podre e não hão-de faltar muitos anos. Isto porque há por lá uns gulosos que comem tudo. Papões, comilões, mamões ou lá o que são.
    Politicas agrícolas e outras que deixam muito a desejar. Tive vizinhos a destruir videiras e oliveiras para receberem uns subsídios não sei para quê.
    Não entendo a do carro pago com dinheiro emprestado lá de fora, se pago a pronto o que é que eu tenho a ver com isso. E se peço crédito ao banco para o pagar, pago os juros contratados com o banco. Agora se o banco tem de ir buscar o dinheiro lá fora não sei, se este não tem dinheiro para emprestar não compro carro a crédito ou então não compro carro.
    Há coisas que não entendo, deve ser de estar longe dos grandes centros. Ainda vou ver o "meu" interior a ser povoado de novo.
    Em relação ao que se vê nas lojas nada ser português tenho mesmo muita pena. Afinal o que se produz neste país?
    A maior parte dos alimentos que tenho à mesa são de produção caseira. Ainda ontem o meu almoço foi uma espectacular "caçoilada" de galo caseiro que estava divinal (de chorar por mais); o jantar? esse foram uns peixinhos de rio pescados na mesma tarde de domingo. Hoje o almoço é capaz de ser, para aí, uma perna de javali do mato assado no forno com umas batatas, caseiras também.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Jorge Rocha
  17.  # 78

    Colocado por: 1255Não entendo a do carro pago com dinheiro emprestado lá de fora, se pago a pronto o que é que eu tenho a ver com isso. E se peço crédito ao banco para o pagar, pago os juros contratados com o banco. Agora se o banco tem de ir buscar o dinheiro lá fora não sei, se este não tem dinheiro para emprestar não compro carro a crédito ou então não compro carro.
    É uma questão de equilibrio de contas.

    Neste seu caso da aquisição do veiculo podemos ter dois problemas:
    1. Se comprou um carro, por exemplo, italiano. Pagou, suponhamos, 15mil euros.
    O que é que você vendeu aos italianos por 15mil euros para equilibrar as contas (externas)?
    2. Se pediu um empréstimo ao banco a 4%, o banco precisou de ir, por exemplo, ao Luxemburgo pedir dinheiro a 2% para lhe emprestar.
    O que é que você produziu que possamos emprestar (mesmo que a 2%) ao Luxemburgo para equilibrar as contas?

    A maior parte dos alimentos que tenho à mesa são de produção caseira. Ainda ontem o meu almoço foi uma espectacular "caçoilada" de galo caseiro que estava divinal (de chorar por mais); o jantar? esse foram uns peixinhos de rio pescados na mesma tarde de domingo.
    E o gás que você consumiu para aquecer essas iguarias vem de onde? Do norte de África, não? E o que é que você vendeu no mesmo valor ao norte de África para equilibrar as contas?

    E por aí fora...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: 1255
  18.  # 79

    Talvez fosse de considerar a hipótese de retomarmos em parte o sistema de troca directa. Por exemplo, eu talvez estivesse disposto a fazer algum projecto ou fiscalização para o 1255 em troca de serviços e acho que provavelmente até ficava a ganhar se fosse pago neste tipo de géneros:

    - "caçoilada" de galo caseiro

    Uma por semana e pagava a fiscalização.

    peixinhos de rio pescados na mesma tarde de domingo

    Também aceito, temos tempo durante a pescaria para discutir assuntos relacionados com a obra.

    uma perna de javali do mato assado no forno com umas batatas, caseiras também.

    Um par de almoços destes e o projecto de águas e saneamento fica entregue.

    Parece-me que seria vantajoso para todas as partes - com excepção do galo, dos peixes e do javali.

    PS: para ninguém chatear com a história do gás e outras misérias não me importo - e até faço desconto - se for cozinhado a lenha em panela de 3 pernas

    José Cardoso
  19.  # 80

    Ah, granda Bochechas !!

    «...essas empresas CRIMINOSAS de rating » !

    (hoje, em «Portugal e o Futuro» na rtp1)
 
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