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  1.  # 1

    Sabiam que em Portugal, contráriamente aos EUA, a figura da insolvência pessoal e da exoneração do passivo restante ao fim de 5a nos, não abrange as dividas ao Fisco e à segurança social?
    Os dividas de impostos contráriamente ao estipulado no códido do CIRE, são vitalicios.
  2.  # 2

    Colocado por: gti699Os dividas de impostos contráriamente ao estipulado no códido do CIRE, são vitalicios.

    E isso é mau ?

    Quero lá saber que as pessoas tenham andado a comprar Audis e a passar férias na Jamaica à conta de créditos pessoais. Se as empresas de crédito que os concederam "arderem" com parte desse dinheiro que emprestaram a juros especulativos, até é bem feito!

    Agora... os impostozinhos em dívida, também são MEUS!!
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Pedro Barradas, pdavidmarques, noves fora, marta flores
  3.  # 3

    Luis K. W.

    é so isso? audis e férias na jamaica?

    enfim...
    •  
      MRui
    • 2 junho 2011

     # 4

    Colocado por: totobolaé so isso? audis e férias na jamaica?

    Não. Há ainda os gadgets (normalmente inúteis), os jantares (normalmente com os descendentes a importunarem os restantes comensais), os LCD's (normalmente porque o vizinho já tinha comprado), os fins-de-semana fora (normalmente porque o colega de trabalho também faz isso), etc., etc., etc.
    O drama é isto ser muito mais generalizado do que se pensa.

    Sei que a pergunta não era para mim, mas não resisti responder. E a resposta é muito soft, porque se fosse dizer tudo o que penso sobre o assunto...
    Também entendo a sua pergunta e sei que há casos diferentes, mas esses são ultra-minoritários.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: j cardoso
  4.  # 5

    Colocado por: totobolaLuis K. W.
    é so isso? audis e férias na jamaica?
    enfim...

    É RARO o português que se esforça por fazer poupanças, que se preocupa em não comprar nada a crédito, etc.
    Quando as coisas correm bem, gastam mais do que deveriam. Quando as coisas começam a correr mal, afundam-se nas prestações das dívidas que não deviam ter contraído.

    Aqui há uns anos tinha um operário que era o único que trabalhava lá em casa. A mãe, a irmã e o cunhado viviam à custa dele. A meio da manhã, enquanto ele estava a dar no duro na obra, víamos a mãe e a irmã a passar à frente da obra para irem tomar o pequeno-almoço na pastelaria...

    Concordo com o MRui. Isto de se gastar mais do que se deve é completamente generalizado em Portugal.

    Quando, nos início dos anos 80, fui com uns 40 colegas estrangeiros visitar umas barragens da EDP no norte foi-nos oferecido um autêntico banquete. Quando, na mesma altura, fomos visitar umas centrais nucleares na Bélgica ofereceram-nos uma sandes ordinária.

    TODOS (ou quase todos) os portugueses andaram a gastar mais do que deviam.
    Até, ou sobretudo, com a ajuda dos bancos.

    Um subempreiteiro meu contou-me hoje a sua história para exemplificar como «a culpa» do estado-a-que-chegámos é dos Bancos: Aqui há uns anos, ele tinha um ordenado declarado de 500euros/mês. Apesar disso, conseguiu emprestimo hipotecário para comprar uma casa pela qual pagava cerca de 300eur/mês.
    Das duas uma:
    ou ele ganhava muito mais do que declarava - e o Banco sabia e não o denunciou! - ou os Bancos estavam doidos ao emprestar dinheiro a pessoas com tão baixos rendimentos!
    Eu voto nas duas hipóteses.
  5.  # 6

    Os Bancos emprestavam dinheiro a toda a gente, mesmo a pessoas com baixo rendimento.
    Conheço alguém que se deve de ter endividado para comprar a crédito algumas mobílias e outras coisas para a casa. Passado alguns meses começaram a ter dificuldades em pagar aos credores, mas iam continuando a pagar a renda. Pouco tempo depois, separaram-se e agora tiveram que deixar a casa sem os quatro meses de pré-aviso e deixaram um calote de um mês de renda à senhoria, sem contar os meses do pré-aviso.
    A senhoria não tem culpa que eles se tenham aventurado em compras sem terem dinheiro para isso.
    Também é verdade que a senhoria devia de ter sido mais vigilante quando lhes arrendou a casa, mas quem lhes emprestou o dinheiro também o devia de ter sido.
    •  
      MRui
    • 3 junho 2011

     # 7

    Colocado por: Luis K. W.TODOS (ou quase todos) os portugueses andaram a gastar mais do que deviam.
    Até, ou sobretudo, com a ajuda dos bancos.

    TODOS... ponto e virgula; ainda há quem nunca na vida tenha pedido um cêntimo a crédito ou comprado a prestações. Ainda há quem siga o lema "Quem não tem dinheiro não tem vícios". Mas esses serão, muito provavelmente, uma minoria.
    A citação acima, verdadeira, reflecte muito de um país e das suas gentes. Até se reflecte nas sondagens, na votação esmagadora nos partidos do arco da governação (mais de 80%). Pode-se questionar o que é que uma coisa tem a ver com a outra, mas para mim tem a ver e muito. Há muita gente (não todos, claro) que adora este sistema de facilitismo, de rebaldaria, de chico-espertismo, de meio-mundo a enganar o outro meio e de salve-se quem puder. Há muita gente que adora a futilidade e mesquinhez fomentada por este sistema, como a competição material com o vizinho ou colega de trabalho, que adora a hipocrisia do sistema e até conseguem transformar um barraco numa casa de charme para enrolar otário. Muita desta gente não tem onde cair morta, mas acha que aderindo ao "clube" da governação passam automaticamente a beneficiários dele, nem que seja deixando calotes por tudo o que é sitio. Para mim, isto explica muito do que se tem passado eleitoralmente e que vai continuar a passar. Até um dia, que deve estar breve. E quando ele chegar, a factura vai ser paga com língua-de-palmo... por TODOS.
 
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