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    • SVM
    • 29 novembro 2011

     # 1

    Curioso...
    As vezes penso que de facto somos pobretes mas alegretes.
    Nos EUA o pessoal pensa nas casas como elementos para durar 40/50 anos depois deita abaixo e constrói outra.
    Nós aqui, é a grande e a francesa sempre com o intuito de construir uma casa para os netos.
    o certo é que passado 50 anos a casa quer na mesma uma intervenção de fundo...

    aqui fica um link que me despertou a atenção.
    ZERO tubos para a electricidade
    ZERO tubos para as telecomunicações
    ferramenta essencial: Martelo e pregos :-)

    Abraço

    http://studio-tm.com/constructionblog/?cat=242
    • eu
    • 29 novembro 2011

     # 2

    Ainda por cima, é material renovável...
    •  
      FD
    • 29 novembro 2011

     # 3

    Colocado por: SVMNos EUA

    Já agora, diz o picuinhas de serviço, Vancouver é no Canadá. :)
  1.  # 4

    Colocado por: SVMNos EUA o pessoal pensa nas casas como elementos para durar 40/50 anos depois deita abaixo e constrói outra.


    Em algumas zonas diria mesmo que as casas são construidas para durar apenas até que o próximo tornado lhes passe por cima, o que deve ser de 5 em 5 anos.
    Concordam com este comentário: jinxpvz
  2.  # 5

    Tão renovável que a cada tempestadezita aquilo vai tudo pelo ar.
    O problema é que esses senhores não tem um sentimento de posse como nós temos. Se repararmos eles apenas tem um muritos a dividir as traseiras do lotes enquanto a frente é assumidamente propriedade publica.
    Nós se podermos fazer muros com 3,20 de altura fazemos porque temos a necessidade de mostrar que aquilo é nosso.
    Concordam com este comentário: eu, naar, jinxpvz
    •  
      FD
    • 29 novembro 2011

     # 6

    E porque é que é assim? Porque, sendo um país de colonos, havia que fazer as coisas rapidamente.
    Ora, à mão de semear, o que é que havia? Madeira.
    E a tradição perdura.

    Mais recentemente (coisa de um século atrás), as casas eram entregues em kit, por comboio.
    Concordam com este comentário: Paramonte
  3.  # 7

    ainda assim, o material de construção está mais dependente do que está disponivel em abundancia nas redondezas e é mais fácil de trabalhar. Se é madeira, constroi-se em madeira, se é pedra em pedra, se é adobe....
    Uma casa em pedra resistiria melhor a um tornado (claro, excepto telhado, janela, portas) que em madeira. Mas se o que existe é apenas areia e madeira em abundancia, não há milagres....
    • eu
    • 29 novembro 2011 editado

     # 8

    Eu confesso que sou um admirador dos bairros residenciais Americanos. São muito mais agradáveis e acolhedores que os nossos bunkers de betão e alvenaria.



  4.  # 9

    Sou amigo de um arquitecto do Texas: não há bela sem senão. Esses bairros residenciais que fazem as delícias do "eu", tipo a casinha do Archie Bunker são muito piores do que os nossos bairrinhos do estado novo, consistem num projecto tipo compreendendo algumas, poucas, variações e aquilo tudo não tem identidade, não é "cidade" e não subsistia sem o recurso massivo ao automóvel individual. Dado que a maior parte da construção doméstica lá é feita assim, aquilo nem projecto tem, é muito difícil para um arquitecto iniciar uma prática autónoma ou mesmo impor determinados requisitos de qualidade. Por outro lado, na América, existe um grande espírito de cidadania, uma grande consciência das liberdades individuais e um capital de inovação gigantesco. Mas, se quiséssemos ir buscar um exemplo de um país onde a construção é "clean" e , aí sim, duradora e, até pela escala tem muito mais a ver com o nosso contexto cultural, é ir à suíça. Mas nunca para copiar de chapa, porque devemos procurar preservar a nossa identidade. Está ainda tudo no "Inquérito à Arquitectura Popular Portuguesa"...
  5.  # 10

    Por falar disso, recebi aqui um "briefing" de uma construtora que pretende projectos a granel, para todo o terreno, a serem publicitados num site deles na internet, para vender com a construção: é as invasões bárbaras...
  6.  # 11

    Já agora: o meu amigo do Texas esteve há pouco tempo em Paris e eu convidei-o a vir cá, para ver os Jerónimos, a Baixa e já agora, também para provar polvo de Cascais e um bom vinho, completamente diferente daquelas mistelas que eles têm lá para a Califórnia. Porque não foram os americanos que inventaram a sistematização da construção: quando nós fizemos a Baixa eles ainda viviam em "casas da pradaria" acossados pelos índios. Nós, somos ricos e não sabemos. se em vez de passarmos a vida a olhar para o infinito e a pensar sempre que a galinha do vizinho é mais gorda do que a nossa e soubéssemos trabalhar não estávamos em crise...
    Concordam com este comentário: Riscador
    •  
      alv
    • 30 novembro 2011

     # 12

    Vivam!

    Cá, se construíssemos assim éramos crucificados!
    Se já toda a gente fala em falta de qualidade, agora imaginem.
    Mas uma coisa é certa, depois de lavar os respectivos 15 ou 25 cm de isolamento térmico e de colocarem aquelas sistemas de AVAC a bombar, ninguém se queixa de frio nem de bolores nem de humidades....

    "Fassam" parte.
    •  
      FD
    • 30 novembro 2011

     # 13

    Colocado por: jraulcairessão muito piores do que os nossos bairrinhos do estado novo, consistem num projecto tipo compreendendo algumas, poucas, variações e aquilo tudo não tem identidade

    Colocado por: jraulcairesconvidei-o a vir cá, para ver (...) a Baixa

    Sou pouco formado mas, a baixa não tem muito de bairro do estado novo?
  7.  # 14

    Colocado por: FD

    Sou pouco formado mas, a baixa não tem muito de bairro do estado novo?


    A Baixa é surgiu após o terramoto de 1735. Para além do que é "epidérmico" tem características revolucionárias como urbanismo e como solução construtiva.

    Existe muita coisa para ler sobre a Baixa, mas pode começar José augusto França ou a tese de Charters Monteiro.

    A arquitectura do "Estado Novo" perseguiu um determinado modelo de identidade nacional, com um certo retorno à ruralidade, etc e os edifícios mimetizam os "estilos": lá para Alvalade ou ao pé do Parque Eduardo Sétimo existem edifícios em estilo "Joanino" (de D. João V), igrejas como a de S. joão de Deus ou do Santo Condestável correspondem aquilo a que o arquitecto Nuno Portas chamava o "Gótico Hilariante", bairros como o do Alvito procuram mimetizar modelos rurais. Era a arquitectura imposta pelo regime e assim se explica que em Portugal praticamente não exista arquitectura moderna como nos outros países da Europa.

    Ir ao "Portugal dos Pequeninos".

    cumprimentos
    •  
      FD
    • 30 novembro 2011

     # 15

    Mas, quais são as "variações" na baixa?
  8.  # 16

    Eu quando vejo a "reconstrução total" fico sempre com a impressão que aquelas moradias são todas muito bonitas, mas que são feitas com folhas de papel. Eu até acho graça a estas casas...desde que fossem feitas em alvenaria. O conceito em si parece-me muito do usar e deitar fora, ou neste caso, comprar e passados poucos anos fazer uma manutenção que em Portugal é impensável.
    Concordam com este comentário: Paramonte
  9.  # 17

    Poucas. É isso que é interessante. São subtis, como por exemplo 3 tipos de telhados distintos. Uma das coisas que é interessante na solução é resolver muita coisa apenas com o que é essencial.
  10.  # 18

    O que é interessante na baixa é que corresponde a uma maneira de fazer cidade. já os subúrbios, na América, são meramente uma maneira de fazer "construção". Não é a mesma coisa.

    cumprimentos
  11.  # 19

    Colocado por: alvlavar os respectivos 15 ou 25 cm de isolamento térmico

    Lavar o isolamento ?
  12.  # 20

    Colocado por: jraulcairesterramoto de 1735


    o terramoto durou 20 anos ?
 
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