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  1.  # 1

    Surgiu-me aqui uma espécie de uma "dúvida".
    O MB não é aceite como meio válido de pagamento? O dinheiro sai de um lado e entra no outro "instantaneamente".

    Eu sei que existem custos associados à "posse" de um terminal de pagamento electrónico. Mas será "legal" haver estabelecimentos que recusem pagamento por MB para valores abaixo de X?
    •  
      imbs
    • 26 fevereiro 2012

     # 2

    Penso que não podem recusar... mas o que é facto é que recusam. E eu até os percebo... diz que as taxas daquilo são upa upa.
    Normalmente abaixo de 5€, não aceitam. Mas acho que já li qualquer coisa na Proteste em como não deviam/podem recusar.
    •  
      GF
    • 26 fevereiro 2012

     # 3

    Para recusar basta dizer que está avariado...
    Mas eu até os percebo, além do estado comer parte do valor, a SIBS come outra parte. Se não me engano quase 1% é comido pela SIBS.
    E o maior problema é que tudo o que passa no multibanco tem de ser declarado, porque entra directamente na conta da empresa.
  2.  # 4

    Colocado por: gf2011E o maior problema é que tudo o que passa no multibanco tem de ser declarado, porque entra directamente na conta da empresa.


    Não vejo que isto seja um problema... problema é justamente o que não é declarado..

    Agora dentro do topico off-topic. Não sei até que ponto o MB é considerado como um meio de transacção oficial.
    Julgo que apenas a moeda(dinheiro) e os cheques o são...
    •  
      GF
    • 26 fevereiro 2012

     # 5

    Problema... para os comerciantes. E para o estado, que deixa escapar uns largos milhoes.
  3.  # 6

    Colocado por: gf2011Se não me engano quase 1% é comido pela SIBS

    depende do contracto, para pequenos valores, custam acima dos 3% com um mínimo de 0,5€ por movimento (o mais normal é de 5%) daí ser caríssimo para o comerciante aceitar pagamentos abaixo dos 10€, nos contratos de serviço impõem valores mínimos mensais a transaccionar e tem um custo fixo mensal que depende de caso para caso.

    por causa destes custos elevadíssimos é que devolvi o meu TPA, no ano passado até começaram a cobrar a simples posse do aparelho, mesmo sem uso.
    •  
      GF
    • 26 fevereiro 2012 editado

     # 7

    No meu dicionário isso chama-se chulice. Acho lindamente que recusem aceitar. É que vejamos, 5% + 0.50c por movimento são 75 centimos em 5 euros de compras, no mínimo para a sibs ! !
    Virou moda o dinheiro de plástico. Eu que tenho o hábito de pagar tudo em dinheiro (até aos 20/30 euros nunca uso cartão), e no outro dia pus-me por mera curiosidade a observar na fila do supermercado: ninguém paga em dinheiro, todos usam o cartão, comprem um pacote de farinha ou um cesto de compras.
    Quem ganha são os bancos, que andam lá com o nosso dinheirinho todo, durante toda a nossa vida, para investirem onde quiserem....
  4.  # 8

    «Aqui» onde vivo as pessoas são muito pequeno-burguesas, gostam de pegar na bela da nota de 100 euros para pagar o café... é uma questão de status. E, ao contrário do que acontece "aí", nenhum negociante choraminga por ter de dar 98 euros de troco nem pergunta se a pessoa não tem «destrocado» ;-)

    Talvez por esta razão há imensos sítios que não aceitam multibanco. Mas eu, que não tenho salário à italiana, vejo no multibanco uma excelente forma de manter controladas as minhas despesas. E acabo por frequentar pouco sítios - restaurantes, acima de tudo - onde o meu cartão não serve como pagamento.

    Ah, na região particular em que vivo, encontrar uma caixa multibanco que disponibilize menos de 50 euros num levantamento é impossível. A primeira coisa que faço quando estou em Lisboa é levantar 10 euros... só pelo prazer de poder fazê-lo :-)
  5.  # 9

    Colocado por: hangas

    Não vejo que isto seja um problema... problema é justamente o que não é declarado..

    Agora dentro do topico off-topic. Não sei até que ponto o MB é considerado como um meio de transacção oficial.
    Julgo que apenas a moeda(dinheiro) e os cheques o são...


    Onde foi buscar a ideia que não é oficial.

    Por MB, pode pagar multas de todo o tipo, impostos, etc.

    Inclusive algumas entidades Finanças, segurança social, já nem aceitam dinheiro, só transferencia bancária ou MB.

    Pessoalmente é sempre bom existirem várias hipoteses e o dinheiro ainda é o modo de pagamento mais versátil, mas tenho a ideia que com o passar dos anos poderá entrar em extinção.
    •  
      GF
    • 26 fevereiro 2012 editado

     # 10

    Colocado por: rampage

    o dinheiro ainda é o modo de pagamento mais versátil, mas tenho a ideia que com o passar dos anos poderá entrar em extinção.



    Para alguns já entrou mesmo....
    • hangas
    • 27 fevereiro 2012 editado

     # 11

    Colocado por: rampageOnde foi buscar a ideia que não é oficial.


    Tinha ideia de que não por causa de algo que já tinha lido há muito tempo..
    Mas bastou uma consulta ao site do banco de portugal para ver que os pagamentos electrónicos também já são considerados.



    "
    Instrumentos de pagamento
    A moeda pode ser definida como o conjunto de meios aceites por todos como intermediários de trocas, reserva de valor (poupança) e unidade de valor/conta (padrão). Pode ser fiduciária (notas e moedas com curso forçado) ou escritural/bancária. A moeda escritural é criada pelos bancos, através da recepção de depósitos e concessão de crédito, pode ser emitida por bancos centrais ou comerciais e é de aceitação condicionada.

    Os instrumentos de pagamento surgem da necessidade de movimentar a moeda escritural e podem existir sob duas formas: papel (tipicamente, o cheque) e electrónica (cartões de crédito/débito, transferências electrónicas e débitos directos)"


    in http://www.bportugal.pt/pt-PT/SistemasdePagamento/InstrumentosdePagamento/Paginas/default.aspx


    Alias, até fiquei surpreso agora, quando acima se diz que a "moeda escritural [...] é de aceitação condicionada"! Julgava que só mesmo os cheques e outros meios de representação de moeda, podiam esses sim ser de aceitação condicionada.

    Assim sendo, não faz mesmo sentido os bancos cobrarem taxas pela movimentação de dinheiro electrónico, quando isso até lhes tráz redução de custos.
    •  
      FD
    • 27 fevereiro 2012

     # 12

    Colocado por: hangasAssim sendo, não faz mesmo sentido os bancos cobrarem taxas pela movimentação de dinheiro electrónico, quando isso até lhes tráz redução de custos.

    Eles sabem-na toda. ;)
    Primeiro é grátis e prático para habituar a malta. Depois, toca a cobrar. O objectivo? Aumentar a rentabilidade.

    Em tempos, pagava uma renda em multibanco mas, tinha que ser, infelizmente quase ninguém usava dinheiro e os calotes por cheques carecas assim obrigaram... era chato, pagar ao banco metade da minha comissão.
    Felizmente, acabaram-se esses tempos. :)

    Quanto à questão da obrigatoriedade de aceitação de multibanco, não compliquem. :)
    Se estiver bem anunciado que só se aceita pagamentos por multibanco em compras de valor superior a X, porque é que se complica?
    São essas as condições do estabelecimento, se não gostarem, não frequentem ou apresentem uma sugestão/reclamação.
    Acho um desperdício de tempo ver algumas pessoas a fazerem disso uma demanda, como se disso dependesse a moral e justeza do mundo... (não é o caso aqui mas, já vi acontecer muitas vezes)
    Concordam com este comentário: rampage, GF
 
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