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  1.  # 61

    pois, engenheiros, arquitectos, construtores, donos de obra, enfim tudo possibilidades mas ninguem ainda sabe de nada em concreto, se calhar a culpa foi da fase da lua e nunca se vai saber ao certo o que foi, se calhar ainda é dos investigadores.
  2.  # 62

    O problema de hoje e de sempre, é que o software não anda nas obras... não é ele que assenta tijolo, entre outros...
    Certamente o software dos engenheiros não sabiam que aquela parede do mercado ia cair em Setúbal.
    Concordam com este comentário: joalage
  3.  # 63

    Neluz, a contenção quiçá (in)existente do mercado de Setúbal até ver foi (não) pensada e (não) executada pelos que como você diz "andam nas obras", pois se tivesse sido calculada à unha, ou com software ou seja o que for provavelmente não tinha acontecido.

    Surpreendem-me alguns comentários sobre faixas etárias e qualidades técnicas que aqui escreveram, não vejo como relacionar idade com conhecimentos técnicos.

    Coisas como "já ando à muitos anos nisto", "já fiz isto tantas vezes, que vai de cabeça", "no meu tempo é que era"...morreram de velhos, e só quem se revê nestas frases acredita piamente nelas.

    Dúvido que alguma vez houvesse tanto conhecimento técnico acerca de dinâmica de estruturas como agora por exemplo, e quanto ao software...podia enumerar um sem fim de histórias de má utilização pelas camadas "ultraséniores" e que deram grandes disparates (e leia-se disparates como borrada em projecto e obra).

    Generalizar em geral dá nisto, é geralmente ao lado.
    Concordam com este comentário: treker666
  4.  # 64

    Colocado por: neluzCertamente o software dos engenheiros não sabiam que aquela parede do mercado ia cair em Setúbal.


    O software não mas qualquer técnico seja engenheiro da ordem de bolonha ou mesmo de fim de semana tem obrigação de saber que "descalsando" aquela parede ela corria o risco de colapsar. Muito me admira é em menos de 24 horas se vir para os meios de comunicação afirmar que estavam garantidas todas as condições de segurança, isto só demonsta o grau de irresponsabilidades dos nossos técnicos.
    Concordam com este comentário: treker666
  5.  # 65

    Agora pergunto outra coisa, quem diz que foi um "trolha" que disse que podia deitar aquela parede abaixo e o tecto não ia cair....quem pode dizer que não foi um engenheiro, ou um decorador do querido mudei a casa(ainda á pouco tempo vi eles a cortarem uma parede estrutural numa casa, colocaram no arco que fizeram uma viga de premolde) se a legislação, diz que paredes de tijolo não são estruturais(não sei se é ou não) como deixam passar essa falha, e de que é a culpa?
  6.  # 66

    Colocado por: neluzse a legislação, diz que paredes de tijolo não são estruturais


    Qual é o decreto-lei que diz isso?

    Trolha, engenheiro, doutor ou Presidente da República se não fez um bom trabalho, se não fez o que lhe competia, é incompetente.

    A incompetência não escolhe títulos honoríficos, seja trolha ou doutor.
  7.  # 67

    Não creio que ninguém aqui ou em outro lado qualquer tenha dito que foi um trolha que disse que se podia deitar a parede abaixo, é por isso que não se deve generalizar.
    Mas quase que aposto que naquela obra estiveram envolvidos vários profissionais desde trolhas a pelo menos um técnico responsável pela empresa de construção ( Ok há empresas de construção que acham que não precisam de ter um técnica para porra nenhuma ) provavelmente o que aconteceu é que como é hábito nas nossa obras nunca ninguém é responsável por porra nenhuma, eu até posso achar que uma coisa está a ser mal feita mas calo-me bem caladinho que é para ver se não sobra para mim ...
  8.  # 68

    RRufino, eu sou (fui) estudante de Bolonha...e não generalizo na critica ao programa, mas não posso concordar com tudo o que ele representa...(mas são opiniões)
    Quanto ao software, bem dito seja...
    Agora não se deve só porque existem ferramentas de trabalho melhores ou piores, dizer que antigamente é que era ou hoje é que é!
    Houve bom técnicos no passado e há bom no presente...
    Fizeram-se obras incríveis, e fazem-se hoje também...
  9.  # 69

    E esse incompetente deve ser responsabilizado?
    Tal como o desgraçado do operário que apesar de estar a ser supervisionado naquele semáforo(onde morreu uma criança)foi dado como culpado... só porque era ele que estava a realizar o trabalho( ou realizou)
  10.  # 70

    Colocado por: neluzAgora não se deve só porque existem ferramentas de trabalho melhores ou piores, dizer que antigamente é que era ou hoje é que é!

    Concordo inteiramente, tal como diz, em ambos os sentidos.

    Colocado por: neluzmas não posso concordar com tudo o que ele representa...(mas são opiniões)

    Não sei o que ele representa para si, para mim representa apenas mais uma ferramenta de trabalho.
  11.  # 71

    Colocado por: MOMTech
    Luis, não tenho duvidas que os poucos engenheiros da epoca tinham em média mais conhecimento de engenharia que a media dos engenheiros de hoje. A questão é que hoje e graças ao software existente, ....
    graças aos softwares, como se "trabalha" mais depressa, fazem-se MAIS erros ENORMES.0

    Colocado por: AugstHillUm professor contou-me um caso de uma laje que cedeu depois de terem sido retirado os azulejos de uma parede do piso de baixo. Com o tempo, a parede (tabique) foi apodrecendo por dentro e eram os azulejos que suportavam a carga. Tiraram os azulejos e... puft.
    Aargh!
    Quando saí há pouco da obra estavam a remover azulejos com todo o cuidado... Espero , quando lá chegar amanhã, ainda haver tecto! (LOL!!)
  12.  # 72

    nao é melhor ir confirmar??
  13.  # 73

    Já alguém sabe qual a verdadeira causa da ruína da laje do Seixal ?

    Já agora...
    Colocado por: RRufino Dúvido que alguma vez houvesse tanto conhecimento técnico acerca de dinâmica de estruturas como agora por exemplo, e quanto ao software...podia enumerar um sem fim de histórias de má utilização pelas camadas "ultraséniores" e que deram grandes disparates (e leia-se disparates como borrada em projecto e obra).
    É verdade que, quando entrei na Faculdade ainda não existiam micro-computadores.
    No exame de admissão à Faculdade havia uma componente que era a utilização da régua de cálculo (!!).

    Mas, na Faculdade, utilizávamos os main-frames (IBM) e, logo nos primeiros anos, apareceram as calculadoras programáveis (Texas Inst., HP).
    Pouco depois apareceram umas "coisas" que se pareciam com os actuais "micro", em que programávamos em Fortran ou lá o que era.
    Suponho que estou, por isso, no limite do que o RRufino chamou de "ultra-séniores". :-)

    Um dos trabalhos que fiz na faculdade foi CRIAR O PROGRAMA para calcular uma estrutura metálica 3-D, em calote semi-esférica (de forma semelhante ao pavilhão Rosa Mota), com barras formando triângulos. Para isto trabalhei com um «micro», o TRS da TANDY:
    .

    O meu trabalho de fim de curso - feito a meias com outro português - foi CRIAR O MÉTODO DE CÁLCULO, dinâmico, para um túnel duplo - «métro-routier», um piso para metropolitano e outro para viaturas - (que já lá está, construído graças ao «meu» método de cálculo), que faz uma curva e passa sob um castelo medieval, em Bruxelas.


    Pode parecer estranho mas, hoje em dia, eu... não gosto de cálculo, nem de programas de cálculo.
    Prefiro andar pelas obras a controlar os disparates e borradas (dos outros!). :-)
 
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