Colocado por: luisvvSe por "aqueles que andam por aí a queixar do papão do sistema" se refere a si próprio, estou tentado a concordar. Se se refere a mim, discordo. O problema é completamente diferente: eu não posso fugir à autoridade do Estado. Mesmo não a reconhecendo, isso não me vale de nada - o Estado passa da ameaça ao uso efectivo da força.
Colocado por: FDCuidado com estes dados a nú.
Olha, olha, o luis está com medo do estado.
Eu mais pelo menos pelo concordo com este sistema, posso é não concordar com a sua "implementação".
Já tu pelos vistos não concordas logo o lógico seria arranjares alternativa e como os produtores encontrares forma de ficares contente.
Que eu saiba o estado ainda não impede ninguém de sair do país e ir viver para a Sibéria.
Colocado por: luisvvSe eu me recusar a acatar a autoridade do Estado sou roubado e preso. São esses os poderes do Estado - taxar, confiscar, e exercer a força num determinado território.
Colocado por: luisvvO lógico seria eu não ter que abdicar da minha propriedade para tentar escapar ao poder coercivo de uma entidade que me quer forçar a pagar serviços que não pedi, em condições que não aceitei.
Colocado por: luisvvOutros, até providenciavam transporte para alguns privilegiados.
Colocado por: luisvvcontinua a ter o inconveniente de ter que deixar o que é meu
Claro que estes número não podem ser analisados friamente e que há muitas variáveis por detrás deles.
Mas há mesmo muitas variáveis, não me venhas só falar das perdas ...
Se olharmos para as contas da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, podemos ver que as vendas totais em 2011 foram de 9838 milhões de euros. O lucro líquido para o mesmo período foi de 340 milhões de euros, o que equivale a dizer que teve uma margem líquida de 3,5%. Ou seja, o quilo de alface, que custou 0,4 euros no produtor, leva em cima com os custos de transporte, refrigeração, armazenamento, mais os salários das pessoas envolvidas, mais os custos do supermercado, rendas ou amortizações, salários dos funcionários, bem como provisões para as várias alfaces que vão se estragar e ter de ser deitadas fora, mais a quota parte dos salários dos empregados nos serviços centrais, mais a publicidade na TV, os folhetos e sabe-se lá que mais custos (habitualmente chamados de overheads, talvez por passarem completamente por cima da cabeça dos cromos no Observatório do Raio que os Parta). Depois de todos estes custos é que o quilo de alface custa 1,8 euros. E por isso é que a margem líquida é de 3,5%.
Pera lá:
A tua propriedade não é tua segundo as leis do estado que recusas?
Se recusas as leis também (se fores minimamente coerente) recusas o que obtiveste segundo as leis.
Segundo as regras de quem? Em que te baseias para dizer que é teu?
Colocado por: luisvvA propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.
Colocado por: luisvvabdicar da minha propriedade
Mas então explica lá:
O que é que o estado não te deixa levar para a Sibéria?
O que é que o estado te obriga a abdicar se fores para a Sibéria?
Não. A propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.
A ver se eu entendo: é contra a existência do estado, não lhe reconhece legitimidade mas aceita-o como justificação para os bens de que é possuidor? Fantástico.
Colocado por: luisvvporque é que eu hei-de ter que ir para a Sibéria se não me quiser submeter à autoridade de uma entidade cuja existência e subsistência depende da coacção e da ameaça de uso da força?
Colocado por: luisvvDivirta-se, e pelo caminho, veja a luz:
Quem diz que "aceito como justificação"? Onde ?
A propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.