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  1.  # 241

    Boas,

    Colocado por: luisvvSe por "aqueles que andam por aí a queixar do papão do sistema" se refere a si próprio, estou tentado a concordar. Se se refere a mim, discordo. O problema é completamente diferente: eu não posso fugir à autoridade do Estado. Mesmo não a reconhecendo, isso não me vale de nada - o Estado passa da ameaça ao uso efectivo da força.


    Olha, olha, o luis está com medo do estado.
    Eu mais pelo menos pelo concordo com este sistema, posso é não concordar com a sua "implementação".
    Já tu pelos vistos não concordas logo o lógico seria arranjares alternativa e como os produtores encontrares forma de ficares contente.
    Que eu saiba o estado ainda não impede ninguém de sair do país e ir viver para a Sibéria.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: two-rok
  2.  # 242

    Boas,

    Colocado por: FDCuidado com estes dados a nú.


    Claro que estes número não podem ser analisados friamente e que há muitas variáveis por detrás deles.
    Mas há mesmo muitas variáveis, não me venhas só falar das perdas ...

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  3.  # 243

    Boas,

    A crise foi uma oportunidade para a Jerónimo Martins - oportunidade para sinalizar um radical desprezo do 1.º de Maio como celebração do trabalho e de quem trabalha, oportunidade para dar mais força à desregulação do tempo de trabalho e das condições de trabalho e oportunidade para fazer da penúria da grande maioria razão de negócio em larga escala. Tal como a globalização tinha sido uma oportunidade para a Jerónimo Martins se estabelecer na Polónia, onde as acusações de não pagamento de horas extraordinárias, represálias contra os trabalhadores, dumping, entre outras, abundam. E tal como a livre circulação de capitais tinha sido uma oportunidade para a Jerónimo Martins fazer deslocar parte crucial das suas responsabilidades fiscais para a Holanda.
    ...
    Em abril, Soares dos Santos revelou que 1500 dos funcionários da Jerónimo Martins têm os salários penhorados por dívidas e alguns até roubam nas lojas Pingo Doce para matar a fome. Isso fê-lo rever a política de salários do grupo e o abuso de recurso à precariedade? Não, num gesto magnânimo, prometeu ajuda em géneros. Eis a responsabilidade social em todo o seu esplendor.
    Em terceiro lugar, essa cultura é avessa ao contrato celebrado entre iguais. Por isso, ela investe na erradicação da contratação coletiva e remete tudo para a relação individual entre trabalhador e entidade patronal, onde a desigualdade de poder se encarrega de tornar "naturais" e "aceitáveis" tratamentos de abuso e violações grosseiras da dignidade de quem trabalha.
    http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2460159&seccao=Jos%E9%20Manuel%20Pureza&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=1

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  4.  # 244

    Boas,

    «Nos filmes, quando alguém atira dinheiro pela janela, todos correm e atropelam-se para o agarrar», vincou o sociólogo.
    Na análise do sociólogo, juntaram-se todos os fatores propiciadores de desordem: uma grande excitação, a tensão do espaço reduzido para circular, o recalcamento da agressividade e o egocentrismo característico ao sujeito quando faz compras numa grande superfície.
    «Quando alguém faz compras num hipermercado, torna-se egocêntrico, vai com o seu carrinho fazendo as suas compras e com quanto menos pessoas tiver de contactar melhor. Todos os que lhe aparecem pela frente e não o deixam passar são um estorvo», explicou.
    O sociólogo lamentou também que estes episódios representem «o nível de tolerância zero» a que está a chegar a sociedade portuguesa: «Estamos a tolerar cada vez menos as adversidades, sobretudo quando vêm do outro».
    http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/pingo-doce-sociologo-promocao-tvi24/1345140-4071.html


    "Não foi um comportamento como se fossem saldos, as pessoas comportaram-se como náufragos do consumo." É assim que Viriato Soromenho Marques interpreta o caos que no 1º de Maio invadiu os supermercados da cadeia Pingo Doce.
    http://economico.sapo.pt/noticias/sociologos-acham-que-crise-nao-e-justificacao_143717.html


    Perigo: Sermos mais consumistas e menos cidadãos, esquecermos que o capitalismo não precisa da democracia, vivermos sem um governo e não termos imaginação.
    http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=51678&op=all


    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  5.  # 245

    Boas,

    Apenas um desejo:
    Que o PD faça de novo (e só, senão perder o interesse) no dia das próximas eleições!

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  6.  # 246

    Vale a pena ler que tem humor ...

    Eis o meu relato da Guerra Civil das Promoções.
    "As pessoas deviam sentir que não têm direito ao emprego, mas sim ao trabalho"
    Alexandre Soares dos Santos

    "O samurai parece insignificante ao lado da sua armadura de dragão negro com escamas."
    Tomas Tranströmer

    Eis o meu relato da Guerra Civil das Promoções.

    O Pingo Doce, no dia do trabalhador, resolveu "dar" 50% de desconto por cada cem euros de compras. Soares dos Santos foi Chávez por um dia. Depois da banqueira do povo, temos o merceeiro do povo.

    Houve pessoas a lutar por comida. Feridos. As lojas Pingo Doce tiveram que fechar às 18.00 por segurança. Afinal, o Pingo Doce não conhece assim tão bem os portugueses. A confusão estava instalada em tantos supermercados que os homens da luta não sabiam a que Pingo Doce haviam de ir. Havia pancada, feridos e ambulâncias no Porto - deixo uma ideia: Jerónimo Martins Saúde. As pessoas indignavam-se: esta gente muda assim de cadeia de supermercados?! "Peseteros" - exclamava Belmiro.

    São vários os relatos de lojas que fecharam as portas e de consumidores que começaram a bater nos vidros para a loja voltar a abrir. E pessoas que atropelavam outras, e indivíduos que roubavam carrinhos a outros clientes. Diz o Pingo Doce no seu livro de regras: "num ambiente de compra agradável com a garantia de elevada segurança alimentar e de um bom serviço ao cliente…" Ups! como o cliente era categoria D, o Pingo Doce baixou 80% a qualidade do serviço. Para o Pingo Doce, eram clientes marca branca - é tão bom quem ganha tão pouco.

    Resumindo: juntaram a fome com a vontade de vender e tudo o povo levou. Só ficaram nas prateleiras meia dúzia de embalagens de champô para gatos persa e todos os livros do Carlos Cruz. A minha tia comprou Wc Pato que dá para pôr na borda do dilúvio. Só o Alberto João é que foi ao Pingo Doce do Funchal e gastou noventa e nove euros e noventa e nove cêntimos, porque é alérgico a poupar.

    Para causar o caos final era só lançar o boato que o Continente estava a dar o dobro em dinheiro pelos produtos adquiridos no Pingo Doce. Acho que teria havido mortos no Pingo Doce se o Gaspar tem dito que os subsídios regressavam em 2014. O que é certo é que este dia vai baralhar a troika - fomos Hong Kong por umas horas. Por outro lado, lá para dia quinze as pessoas vão começar a pagar a bica com um pacote de fraldas.

    Perguntam-me: esta campanha prejudica-me enquanto cidadão? Prejudica muito - mas não se mede em euros. Em euros, convém-me porque tenho duas crónicas escritas sem mexer uma palha. Prejudica-me no sentido em que demonstra que qualquer tipo com muito dinheiro brinca com o que é importante para muitos. Eu, se amanhã ganhar o euromilhões, ofereço quinhentos euros em marisco a quem não for votar .

    Foi triste ver Arménio Carlos a dizer: Camaradas, hoje, vi tantas bandeiras vermelhas na secção de congelados! Agora, era giro os sindicatos marcarem, todos os anos, uma greve geral a 23 de Setembro, só para dar cabo do dia de anos do Alexandre Soares dos Santos.

    A moral desta história é a seguinte: assim se prova como um feriado pode fazer muito pela economia do país. É inventar mais 10 feriados santos e upa, upa! Queremos o feriado de Todos os Soares dos Santos. É apostar no regresso do feriado do 1 de Dezembro com descontos de 50% para espanhóis. Uma campanha - Invadam-nos por um dia! - e vamos lá.


    Piadas com 50% de descontos

    1. Três horas seguidas de debate em directo entre Sarkozy e Hollande - Ainda bem que é o Hollande o candidato da esquerda. O Strauss-Kahn não conseguia estar tanto tempo sem… coiso. Ainda pensei que, na segunda parte, entrava a Merkel para o lugar do Sarkozy.

    2. Uma coisa é certa: percebo melhor o Hollande em francês que o Seguro em português.


    3. TDT: Desligamento definitivo do sinal analógico regista 2.264 chamadas - é desligar o sinal do telefone.

    4. Já há números seguros da manifestação do 1 de Maio? A CGTP falava em 100 mil, o Pingo Doce dizia 5000.
    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=554835

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  7.  # 247

    Boas,

    Sobra, no entanto, uma interrogação que não parece menor. Será que foi ponderado o risco de um grupo de pessoas pobres, ao fim de estar quatro ou cinco horas numa fila para pagar um bem de uma superpromoção alimentar (ou seja, comida), dar o grito do Ipiranga e convidar todos a ir embora sem pagar?
    Bem, podem dizer que é impensável. Que só houve escaramuças menores. Que este é um povo brando e de cidadãos tranquilos. Mas será que estamos assim tão distantes dos portugueses que há cerca de cem anos mataram um rei, o seu herdeiro, mais tarde o presidente-rei Sidónio Pais, António Granjo e outros ilustres?
    É bom pensar em tudo, mas também que um simples pingo pode fazer transbordar o copo.
    http://www.ionline.pt/opiniao/algumas-duvidas-apenas


    Que interessa referir que a JM é uma das empresas que vingaram com uma política de esmagamento salarial e de margens – aqui e na Polónia?
    ...
    Por fim, de que serve uma lei se a coima máxima a que se arrisca a JM são 30 mil euros?
    ...
    Não interessa nada. Não serve para nada. Mas que ninguém se esqueça que a morte lenta da concorrência em Portugal tem evoluído ao ritmo do aumento do desemprego e da pobreza no país.

    http://www.ionline.pt/opiniao/pingo-pingo-vai-se-concorrencia

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  8.  # 248

    Olha, olha, o luis está com medo do estado.


    Medo? Não é medo: é a constatação de um facto. Se eu me recusar a acatar a autoridade do Estado sou roubado e preso. São esses os poderes do Estado - taxar, confiscar, e exercer a força num determinado território.

    Eu mais pelo menos pelo concordo com este sistema, posso é não concordar com a sua "implementação".
    Já tu pelos vistos não concordas logo o lógico seria arranjares alternativa e como os produtores encontrares forma de ficares contente.

    Não. O lógico seria eu não ter que abdicar da minha propriedade para tentar escapar ao poder coercivo de uma entidade que me quer forçar a pagar serviços que não pedi, em condições que não aceitei.

    Que eu saiba o estado ainda não impede ninguém de sair do país e ir viver para a Sibéria.

    Este, por enquanto não. Outros, até providenciavam transporte para alguns privilegiados.
    Mas o essencial mantém-se: ir para a Sibéria, para além de obrigar a comprar roupa quentinha, continua a ter o inconveniente de ter que deixar o que é meu.
  9.  # 249

    Afinal o sr. Alexandre Soares dos Santos declarou :"Não tive conhecimento da promoção". Coitado dele, não teve a possibilidade de ir para a bicha para comprar os seus pacotinhos de leite achocolatado do pequeno-almoço...
    Já agora um esclarecimento linguístico: no Brasil "katotas" significa aquilo que em Portugal chamamos "macacos do nariz". Um membro do fórum com este nome só pode dizer macacadas...
    Estas pessoas agradeceram este comentário: oxelfeR (RIP)
  10.  # 250

    Boas,

    Colocado por: luisvvSe eu me recusar a acatar a autoridade do Estado sou roubado e preso. São esses os poderes do Estado - taxar, confiscar, e exercer a força num determinado território.


    Tão simples: se cá não estiveres não te consegue roubar, prender, taxar ...

    Colocado por: luisvvO lógico seria eu não ter que abdicar da minha propriedade para tentar escapar ao poder coercivo de uma entidade que me quer forçar a pagar serviços que não pedi, em condições que não aceitei.


    Pera lá:
    A tua propriedade não é tua segundo as leis do estado que recusas?
    Se recusas as leis também (se fores minimamente coerente) recusas o que obtiveste segundo as leis.

    Colocado por: luisvvOutros, até providenciavam transporte para alguns privilegiados.


    Para alguns eu ajudo com mais um imposto se for preciso.

    Colocado por: luisvvcontinua a ter o inconveniente de ter que deixar o que é meu


    Segundo as regras de quem?
    Em que te baseias para dizer que é teu?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: two-rok
  11.  # 251

    Claro que estes número não podem ser analisados friamente e que há muitas variáveis por detrás deles.
    Mas há mesmo muitas variáveis, não me venhas só falar das perdas ...


    1) Perdas por quebra e perecimento.

    2) Logística (é lixado - o sacana do consumidor não vai ao pomar, é um gajo habituado a luxos e só vai a sítios finos, tipo hipermercado, e o raio das maçãs não vão lá parar sozinhas..)

    3) Custos de funcionamento do distribuidor (parece que é uma chatice: há lojas, empregados, encargos, etc.)

    4) Impostos (iuuupppii..)

    5) E o malandro do Jerónimo ainda tem que ganhar alguma coisa com aquilo - já viram, o ch*lo ?

    http://oinsurgente.org/2012/05/04/um-pais-cheio-de-idiotas-1/
    Se olharmos para as contas da Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, podemos ver que as vendas totais em 2011 foram de 9838 milhões de euros. O lucro líquido para o mesmo período foi de 340 milhões de euros, o que equivale a dizer que teve uma margem líquida de 3,5%. Ou seja, o quilo de alface, que custou 0,4 euros no produtor, leva em cima com os custos de transporte, refrigeração, armazenamento, mais os salários das pessoas envolvidas, mais os custos do supermercado, rendas ou amortizações, salários dos funcionários, bem como provisões para as várias alfaces que vão se estragar e ter de ser deitadas fora, mais a quota parte dos salários dos empregados nos serviços centrais, mais a publicidade na TV, os folhetos e sabe-se lá que mais custos (habitualmente chamados de overheads, talvez por passarem completamente por cima da cabeça dos cromos no Observatório do Raio que os Parta). Depois de todos estes custos é que o quilo de alface custa 1,8 euros. E por isso é que a margem líquida é de 3,5%.
  12.  # 252

    Pera lá:
    A tua propriedade não é tua segundo as leis do estado que recusas?
    Se recusas as leis também (se fores minimamente coerente) recusas o que obtiveste segundo as leis.

    Não. A propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.

    Segundo as regras de quem? Em que te baseias para dizer que é teu?


    Aí vamos nós outra vez..
  13.  # 253

    Boas,

    Colocado por: luisvvA propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.


    Dizes tu, eu posso não ser da tua opinião.

    Colocado por: luisvvabdicar da minha propriedade


    Mas então explica lá:
    O que é que o estado não te deixa levar para a Sibéria?
    O que é que o estado te obriga a abdicar se fores para a Sibéria?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  14.  # 254

    Mas então explica lá:
    O que é que o estado não te deixa levar para a Sibéria?
    O que é que o estado te obriga a abdicar se fores para a Sibéria?


    A questão coloca-se ao contrário: porque é que eu hei-de ter que ir para a Sibéria se não me quiser submeter à autoridade de uma entidade cuja existência e subsistência depende da coacção e da ameaça de uso da força?
  15.  # 255

  16.  # 256

    Não. A propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.


    A ver se eu entendo: é contra a existência do estado, não lhe reconhece legitimidade mas aceita-o como justificação para os bens de que é possuidor?
    Fantástico.
  17.  # 257

    A ver se eu entendo: é contra a existência do estado, não lhe reconhece legitimidade mas aceita-o como justificação para os bens de que é possuidor? Fantástico.


    Quem diz que "aceito como justificação"? Onde ?
  18.  # 258

    Boas,

    Colocado por: luisvvporque é que eu hei-de ter que ir para a Sibéria se não me quiser submeter à autoridade de uma entidade cuja existência e subsistência depende da coacção e da ameaça de uso da força?


    Tão simples: usa a ostracização que ela deixa-te em paz, segundo o que tu dizes é remédio santo.

    Mas a questão já a estás a colocar ao contrário: assim como dizes o problema é dos produtores e assim eles é que têm de se desenrascar, aqui como tu é que estás mal, és tu que tens de te desenrascar.

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
    Concordam com este comentário: two-rok
  19.  # 259

    Boas,

    Colocado por: luisvvDivirta-se, e pelo caminho, veja a luz:


    Não era eu que não aceitava que os outros pudessem ter uma verdade diferente da minha?

    Divirtam-se,
    João Dias e seu gato psicanalista
  20.  # 260

    Quem diz que "aceito como justificação"? Onde ?

    Se o estado é ilegítimo ilegítimas serão as suas acções. Não estou a ver como manter a coerência renegando o estado mas reclamando os benefícios que obteve com esse estado.

    A propriedade é minha porque foi obtida por meios não violentos e livres de coerção.

    Segundo a sua linha de pensamento não é exactamente assim. Se acha que o estado é coercivo consigo terá de admitir que também o é com os outros e nesse caso os seus ganhos no exercício de uma actividade integrada numa sociedade regulada pelo estado são fruto de coerção: sobre si e sobre os outros.
    Concordam com este comentário: two-rok
 
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