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  1.  # 121

    Engraçado era responderem a isto: porque é que o estado teve de meter este dinheiro nos bancos?
  2.  # 122

    Colocado por: Rui A. B.Onde tem andado?? Deve ter visto o filme ao contrário...


    Explique por favor.

    Colocado por: Rui A. B.Edit: A sua escolha é tão óbvia até que o azar lhe batesse à porta. Quando isso acontecesse depois logo veria a sua mudança de opinião.


    Com esse problema posso eu bem.
  3.  # 123

    Colocado por: Rui A. B.Edit: A sua escolha é tão óbvia até que o azar lhe batesse à porta. Quando isso acontecesse depois logo veria a sua mudança de opinião.


    Das duas uma:
    - tinha poupado os 500€ mensais e quando chegar á idade da reforma possui uma boa maquia.
    - gozou os 500€ mensais e não tem "legitimidade" de pedir nada a ninguém.
  4.  # 124

    Colocado por: PeSilvaDas duas uma:


    Há muitas mais hipóteses. Guardar os 500€ não me ia servir de nada... mas lá está, impedem-me de realmente preparar o futuro que ai se avizinha.
  5.  # 125

    Colocado por: danobregaHá muitas mais hipóteses.


    Claro:
    - guardar 499€ e gozar 1€
    - guardar 498€ e gozar 2€
    ...
    - guardar 2€ e gozar 498€
    - guardar 1€ e gozar 499€
  6.  # 126

    Colocado por: PeSilvaClaro:


    Não... existem inúmeros mecanismos para guardar valor. O monetário é apenas um deles. Troque guardar por investir se quiser.
  7.  # 127

    Colocado por: Rui A. B.A sua escolha é tão óbvia até que o azar lhe batesse à porta. Quando isso acontecesse depois logo veria a sua mudança de opinião.


    Isto quererá mais ou menos dizer: Podes não entender, mas o que te impomos é o melhor para ti.
    Curiosamente o mesmo pode ser argumento para o resgate dos bancos: podemos não entender, mas é o melhor para nós.
  8.  # 128

    Colocado por: danobregaNão... existem inúmeros mecanismos para guardar valor. O monetário é apenas um deles. Troque guardar por investir se quiser.


    Eu percebi, mas apeteceu-me uma piada fácil.
    Pessoalmente até acho que os € não sejam a melhor forma de precaver o futuro: talvez um terreno e formação em agricultura.
    Concordam com este comentário: danobrega
  9.  # 129

    Estranho que com tanta prontidão a afirmar a ilegitimidade de certas medidas tenham tanta relutância a explicar quais são os factores de legitimação.
  10.  # 130

    Colocado por: j cardosoEstranho que com tanta prontidão a afirmar a ilegitimidade de certas medidas tenham tanta relutância a explicar quais são os factores de legitimação.


    São subjectivos... Diria que a única coisa defensável sobre qualquer argumento que tenha o intuito de legitimar uma qualquer acção é exigir que ele cumpra o princípio do universalismo moral.
  11.  # 131

    Colocado por: PeSilvaPessoalmente até acho que os € não sejam a melhor forma de precaver o futuro: talvez um terreno e formação em agricultura.


    http://vimeo.com/46390171

    :-)
  12.  # 132

    Mas está a comparar os fundos europeus ao dinheiro tirado ao OE, logo, aos contribuintes?!? Enfim...


    Os fundos europeus são obviamente dinheiro dos contribuintes. E mesmo que não se considere os estrangeiros dignos da qualificação "contribuintes", a sua utilização depende de uma contrapartida nacional - do nosso Estado, que por sua vez o tira dos bolsos dos contribuintes.

    Daqui a nada vai dizer que o dinheiro dos contribuintes gasto na saúde ou na educação é igual ao dinheiro dos contribuintes gasto no resgate dos bancos...

    Do ponto de vista do contribuinte que é aliviado do peso das notas, sim e não. Embora saúde e educação pareçam palavras-senha para acabar com uma discussão, dizer que se gastou em "saúde" diz zero sobre a qualidade da despesa.
    Sobre o resgate dos bancos, aplique-se o mesmo critério a todos: em vez de subsídios, benefícios e outras ofertas, ponha-se o Estado a emprestar €€€ a 9% a todas as empresas que o peçam, e que dele necessitem para cumprir critérios que o próprio Estado as leve a incumprir.

    parece-me no mínimo estranha a comparação entre a aplicação dos dinheiros públicos na saúde e educação de que todos podem usufruir com o apoio a uma actividade comercial privada.


    A comparação é de facto estranha, nem sei porque surgiu. Comparar um empréstimo a taxas usurárias com duas despesas é descabido.
  13.  # 133

    Diria que a única coisa defensável sobre qualquer argumento que tenha o intuito de legitimar uma qualquer acção é exigir que ele cumpra o princípio do universalismo moral.

    Dito assim é bonito mas muito vago, a suscitar dúvidas: o que é o universalismo moral? Uma moral que seja reconhecida universalmente? Que princípios reconhece?

    A comparação é de facto estranha, nem sei porque surgiu. Comparar um empréstimo a taxas usurárias com duas despesas é descabido.

    Sou um ignorante nessas coisas pelo que peço a sua ajuda:

    - qual a taxa de juro desses empréstimos?
    - e se eu ou a minha empresa quiser um empréstimo do estado exactamente nas mesmas circunstâncias, pode tê-lo ou é só para os bancos?
    - e se eu quiser comprar dívida pública portuguesa nas condições em que os bancos a compram, posso comprar ou é só para os bancos?
    - já agora, se não for pedir muito: se eu reunir os capitais necessários posso fundar um banco ou é só para alguns?

    Agradeço antecipadamente os seus esclarecimentos que, tenho a certeza, vai fazer o favor de prestar.
  14.  # 134

    Sou um ignorante nessas coisas pelo que peço a sua ajuda:
    - qual a taxa de juro desses empréstimos?


    De memória, 8,5% no 1º ano, com um acréscimo de 0,5% por ano.

    - e se eu ou a minha empresa quiser um empréstimo do estado exactamente nas mesmas circunstâncias, pode tê-lo ou é só para os bancos?

    Provavelmente não. Dependendo do sector, terá que se contentar com subsídios a fundo perdido.

    e se eu quiser comprar dívida pública portuguesa nas condições em que os bancos a compram, posso comprar ou é só para os bancos?

    Pode sim senhor. Até pode comprá-la mais barata (que é o que acontece quando ouvimos alguém dizer que os juros da dívida aumentaram..)

    já agora, se não for pedir muito: se eu reunir os capitais necessários posso fundar um banco ou é só para alguns?


    Claro que pode. Tem que cumprir uma série de critérios (como outras actividades), e fica dependente do licenciamento, como acontece com "n" actividades.
  15.  # 135

    Provavelmente não

    Provavelmente? Depende então de quê?

    Pode sim senhor. Até pode comprá-la mais barata

    Óptimo, excelentes notícias, mas se calhar a minha ignorância destes assuntos levou-me à confusão. Aproveito para lhe pedir que desfaça essa minha confusão: não há um negócio qualquer em que o BCE empresta aos bancos para estes emprestarem ao governo? Parece que, por motivos que desconheço mas que o Luís saberá explicar, os bancos "são obrigados" a intermediar esse negócio, embolsando com isso uns ganhos muito interessantes. É assim mesmo?

    Claro que pode. Tem que cumprir uma série de critérios (como outras actividades), e fica dependente do licenciamento, como acontece com "n" actividades.


    Faço-lhe a pergunta de outra forma: esse licenciamento exige ou não condições que em mais nenhuma outra área são exigidas? (sem entrar em conta com as que derivam das necessidades específicas da actividade).
    Por outras palavras, esse licenciamento depende ou não do parecer favorável da banca existente?
  16.  # 136

    Colocado por: j cardosoDito assim é bonito mas muito vago, a suscitar dúvidas: o que é o universalismo moral? Uma moral que seja reconhecida universalmente?


    Não! O princípio do universalismo moral apenas diz que uma qualquer regra para se dizer moral tem de se aplicar de forma recíproca e universal. Não concretiza nada, mas pode-se ver que algumas regras são indefensáveis perante este principio.

    Por exemplo: Digamos que alguém quer alegar que roubar devia ser aceite. Pelo princípio do universalismo moral esse alguém teria de aceitar ser roubado.
  17.  # 137

    Isso quer dizer que eu posso matar quem quero desde que depois consinta que me matem?
  18.  # 138

    Colocado por: j cardosoIsso quer dizer que eu posso matar quem quero desde que depois consinta que me matem?


    O j cardoso pode fazer o que quer, se tiver habilidade para isso. A resposta é portanto não, não é isso de que se trata. Nesse aspecto os ingleses fazem a distinção entre o "can" e o "may", "You can, but you may not". Can no sentido de conseguir, may not no sentido de não deve.

    O que isso quer dizer é que do ponto de vista moral, não pode defender ter o direito de matar o outro sem que o outro tenha o direito de o matar a si.
    • adias
    • 11 julho 2013 editado

     # 139

    Colocado por: luisvvSobre o resgate dos bancos, aplique-se o mesmo critério a todos: em vez de subsídios, benefícios e outras ofertas, ponha-se o Estado a emprestar €€€ a 9% a todas as empresas que o peçam, e que dele necessitem para cumprir critérios que o próprio Estado as leve a incumprir.


    A piada do dia! Por o estado a emprestar dinheiro!! Como se os bancos não virassem logo a mesa!!!!!! Se nem o BCE deixam emprestar dinheiro ao estado, tem que o dar aos bancos a 0,5% para estes emprestarem ao estado a 7%!!!!!! O estado emprestar a empresas!!!!! ahahahahahahahahhah
    Já reparou que o BCE está a imprimir dinheiro a torto e direito (literalmente a roubar-nos descaradamente, que vamos pagar esta loucura em inflação brevemente).... está portanto a fabricar "do ar" dinheiro à custa de 300 milhoes de europeus. Em vez de entregar o dinheiro diretamente a quem representa esses povos (os governos, bem ou mal) para que seja usado no que bem entenderem... entrega esse dinheiro a entidades privadas, a taxa zero, para que possam lucrar ao empresta-lo... a quem está a ser roubado pela sua impressão.
    Ironia? Crime? ou razão para pegar em armas?!

    Depois, as condições a "cumprir" devem ser como aquelas no BANIF que obrigavam a aumento de capital de umas centenas de milhões até junho.... o aumento ficou-se por umas migalhas e.... penalizações?!!!! era ve-las! Tá quieto.
    "O Pagode meteu o dinheiro, agora é dono do banco. Faça o que quiser com ele, que nós já nos safemos...... Já sacamos até ao tutano, já está falido...."

    Vamos escrever preto no branco: Durante decadas um grupo restrito de criminosos andou a brincar aos construtores civis em vários paises, mormente em Portugal. Andou a destruir paises para os encher de betão aberrante, com preços alucinados de especulação. Com a propaganda (televisão e afins) levou a populaça a querer ter "casinha" e endividar-se para o resto da vida.
    Quando a coisa começou a deixar de dar milhões por segundo, fazem rebentar o esquema, um atrás do outro.
    Como são donos de quem assina as leis, obrigaram os estados a tapar a obvia corrupção nos empréstimos impagaveis e imoveis aberrantes que nunca se venderão.
    Como os estados ficaram sem dinheiro, obrigam de seguida a imprimir dinheiro para pagar o dia a dia. No fim, cereja no bolo, lucram com a impressão de dinheiro ao empresta-lo a quem tem a autoridade final para o imprimir!!!

    Eu vendo-lhe um carro, que sei tem o motor partido, a crédito. O carro estoura, voce fica sem carro e sem dinheiro. Eu continuo a cobrar-lhe a prestação. Para mandar o carro para a sucata, precisa de pagar ao reboque, que é do meu primo e lhe pede 5 vezes o valor original do carro. Não tem cheta, e se não tirar o carro da rua será preso. Eu empresto-lhe o dinheiro para o reboque. No fim cobro-lhe duas vezes: pelo carro que sabia estar avariado e pelo reboque.
  19.  # 140

    Provavelmente? Depende então de quê?


    Repito: Provavelmente não. Dependendo do sector, terá que se contentar com subsídios a fundo perdido.
    E acrescento: se nao puder ser um subsidio a fundo perdido, talvez uma linha de credito bonificado, ou coisa do género.


    Óptimo, excelentes notícias, mas se calhar a minha ignorância destes assuntos levou-me à confusão. Aproveito para lhe pedir que desfaça essa minha confusão: não há um negócio qualquer em que o BCE empresta aos bancos para estes emprestarem ao governo? Parece que, por motivos que desconheço mas que o Luís saberá explicar, os bancos "são obrigados" a intermediar esse negócio, embolsando com isso uns ganhos muito interessantes. É assim mesmo?


    Depende. Está a comparar taxas de juro de muito curto prazo (BCE) com empréstimos a 10 anos.

    (E nem vale a pena lembrar que o BCP e BPI por exemplo estiveram perto de ir ao fundo por via da divida publica)
 
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