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    • Ruim
    • 29 outubro 2013

     # 1

    Boas.
    Tenho um familiar (tio) que recebeu uma acção de despejo por parte do senhorio por atraso no pagamento das rendas e outros motivos (sem fundamento) como degradação do imóvel, pernoitar ou não no imóvel, etc, etc.

    Situando a questão, neste imóvel viveram os meus avós, a minha mãe, o meu tio e inclusive eu.

    Na altura da celebração do contrato verbal á cerca de 60 anos com os meus avôs e o proprietário, foi estipulada uma renda mensal que foi sempre paga, os tempos eram outros e a casa em questão não tinha instalação electrica, nem água, nem WC.

    À cerca de 25 anos o proprietario vendeu o imovél não respeitando o direito de preferençia ao proprietário dos terrenos circundantes, processo que julgo que ainda esteja em tribunal.

    Começando a minha familia a pagar a renda ao novo proprietário com o acordo verbal que esta seria paga anualmente por o novo proprietario residir a 300KM do imóvel em questão, resumindo: vinha passar férias no verão a uma casa conjunta á arrendada e recebia o dinheiro.

    Entretanto os meus avós faleceram e foi solicitado ao proprietário contrato e recebidos, já que aumentou o valor da renda para o dobro, coisa que este nunca aceitou, foi também falado numa actualização da renda em troca de obras na habitação (instalação electrica, água, wc,etc) coisa que o senhorio nunca aceitou fazer.

    Á 18 anos atrás começei a trabalhar e por estar farto de viver naquelas condições aluguei um apartamento e trouce a minha mãe comigo, ficando lá só a viver o meu tio, embora a minhã mãe continuasse a ir lá regularmente e a pagar a renda também.

    Á uns 4 anos fui com a minha mãe pagar a renda anuál e questionei o senhorio por ele ir fazer obras de fundo nas casas conjuntas, se não estaria interessado em fazêr nas casas arrendadas a troco de uma actualização da renda, e pagamento por tranferençia, coisa que este rejeitou.

    Á 2 anos atrás o senhorio faleceu, ficando a mulher e a filha com os imóveis como herança.

    Mas essa informação nunca foi passada ao meu tio. Ficando este sem saber como pagar a renda por as herdeiras não virem ao locál, nem deixarem qualquer contacto, colocando sempre o dinheiro de parte á espera que dissessem qualquer coisa.

    No dia de hoje o meu tipo com 64 anos, desempregado, faltando 1 ano para a reforma a receber 125€ de RSI contactou-me se eu lhe podia ajudar porque recebeu uma acção de despejo.

    Ora eu entendo que a situação é complicada por haver falta de recibos, mas o certo é que ele tem a morada fiscal, cedula militar, etc, com aquela morada á 60 anos! E a própria herdeira afirma na acção de despejo que foi feito um contracto verbal para o pagamento da renda anual ser feito em Agosto numa casa conjunta á arrendada ao antigo senhorio, ora se o senhorio deixou de aparecer porque faleceu e as herdeiras não comunicaram qualquer mudança como poderia ele proceder?

    A situação revolta-me um bocádo, porque na acção de despejo vem uma panoflia de mentiras que é de bradar ao céus, ora uma casa com 70 ou mais anos, que NUNCA foi motivo de obras pelos senhorios, sem instalação electrica, sem água, sem casa de banho, vir dizer que a casa está degradada pelo mau uso, quando a casa ainda está de pé precisamente pelas pequenas obras que foram feitas pelo meu tio e inclusive por mim. Vir dizer que o meu tio de verão toma banho na rua em calção com um balde, pudera se nem casa de banho tem!!
    Que tem um gato e que as paredes se estão a degradar porque o gajo urina nas paredes... quando o gato nem é dele e vive na rua..!

    O Conselho que dei ao meu tio foi ir á Segurança Social pedir aopoio juridico por não ter possibilidades de pagar as custas e advogado, mas realmente gostava de poder ajudar mais, porque este tipo de gente enoja-me, soube-lhes bem vir todos os anos de férias e receberem o dinheiro por casas degradadas sem o minimo de condições, mesmo pouco dinheiro era algum.

    Ouve situações mesmo revoltantes, como puxar a água até á casa conjunta e por 20 metros não puxar até á casa arrendada, por a casa conjunta estar fechada o ano todo e existir uma torneira na rua o meu tio questionou se poderia pagar a água o ano todo e ter acesso a essa torneira, acesso que foi negado e inclusive colocaram uma armação de ferro com cadeado blindado no contador..
  1.  # 2

    Colocado por: RuimO Conselho que dei ao meu tio foi ir á Segurança Social pedir aopoio juridico por não ter possibilidades de pagar as custas e advogado


    Foi o melhor conselho que podia ter dado.. Cumps
    Concordam com este comentário: bel99, Silver Wolf
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Ruim
  2.  # 3

    Colocado por: Ruimjá que aumentou o valor da renda para o dobro, coisa que este nunca aceitou


    Colocado por: RuimNa altura da celebração do contrato verbal á cerca de 60 anos


    Colocado por: Ruimuma casa


    Colocado por: Ruimsem instalação electrica, sem água, sem casa de banho


    Colocado por: Ruimeste tipo de gente enoja-me, soube-lhes bem vir todos os anos de férias e receberem o dinheiro por casas degradadas sem o minimo de condições, mesmo pouco dinheiro era algum.

    Há aqui muito pano para mangas ...
    Um imóvel sem electricidade, sem água e sem casa de banho chama-se CASA ???? Tenho dúvidas ...
    Há 60 anos esse imóvel foi arrendado como CASA ou como barracão/arrumos ou outra coisa ?
    Qual era a renda mensal, ou anual que era paga ultimamente?
    A renda foi aumentada para o dobro mas o inquilino NUNCA ACEITOU ? Pode explicar melhor?
    No início, o contrato verbal de arrendamento foi feito entre o proprietário e quem? Quem era o inquilino?

    Se a "casa" está tão mal, por que razão não saíram já há muitos anos?
    • Ruim
    • 29 outubro 2013

     # 4

    A casa foi arrendada aos meus avós, á mais de 70 anos para fins de habitação, de frizar que na altura não existia esgotos, electricidade, nem água canalizada para as casas, o abastecimento era feito pelas "Bicas" publicas que eram torneiras instaladas junto á estrada, estamos a falar de uma casa no campo com a cidade mais proxima a 3-4KM.

    Depois á medida que os "serviços" foram chegando as pessoas foram requerendo nas próprias casas, coisa que a minha familia não poderia fazer por não ter contrato da "casa" e que o senhorio se recusou a fazer.

    A minha mãe com o ordenado minimo na altura com os meus 2 avôs e eu como engargo, não tinha qualquer possibilidade de arrendar uma outra casa por um preço muito superior. Na altura seriam 10€ por mês que se pagava podendo secalhar suportar até uns 100-150€ se o proprietário metesse as condições minimas na casa. As reformas dos meus avós iam praticamente todas para medicamentos e o meu tio com empregos sazonais também não era grande ajuda.

    Entretanto o novo proprietário subio o valor da renda para o dobro fazendo a separação da casa em 2 partes, o meu tio pagava 10€ e a minha mãe outros 10€, é um valor simbolico compreendo, mas ao fim do ano eram 240€ que se pagava por uns "barracões" sem condições e onde o senhorio não gastou um unico cêntimo!

    O que o senhorio nunca aceitou foi fazer obras em troca de um aumento equilibrado da renda. Não por dificuldades da parte do senhorio que era uma pessoa abastada, mas por ruindade mesmo.

    Saimos da casa assim que ouve oportunidade para isso, na altura que começei a trabalhar.
    De frizar que a minha mãe pediu habitação sociál á câmara, pedido este que foi sempre negado, mesmo depois das assistentes sociais visitarem os "barracões" sempre disseram que existiam casos mais urgentes.
  3.  # 5

    Colocado por: RuimO que o senhorio nunca aceitou foi fazer obras em troca de um aumento equilibrado da renda. Não por dificuldades da parte do senhorio que era uma pessoa abastada, mas por ruindade mesmo.

    Sinal de que o senhorio não queria dar-lhes condições para se manterem como inquilinos, não é assim? Provavelmente ele queria "pô-los fora" e não conseguia de outra forma ... Entretanto vocês, por necessidade ou não, foram-se habituando a viver em "casa" quase de borla apesar de não ter condições e as leis do arrendamento foram "ajudando" o senhorio a não fazer nada ... Porque o essencial desta questão resolvia-se facilmente agora se houvesse CASA e se houvesse vontade das duas partes juntamente com possibilidades económicas do seu tio (inquilino). Ele neste momento continuava a pagar os DEZ euros, não é assim? Se ele ou você se colocassem na pele do senhorio faziam diferente? A troco de 120 euros anuais?
    • Ruim
    • 29 outubro 2013

     # 6

    Acredito que a vontade do novo senhorio fosse que saissemos de lá, porque antes de adquirir as casas vinha cá de férias e dávamo-nos lindamente, como eles só vinham cá de Verão nós ao fim ao cabo "guardava-mos" as casas conjuntas, o que lhes dava algum jeito.
    A partir do momento que adquiriu as casas revelou-se totalmente o oposto, mesquinho, máu caracter, etc, etc.
    Embora ele sempre afirmasse á boca cheia que não queria as casa para nada, até morrer..

    Neste momento não se paga as rendas porque o senhorio faleceu e a herdeiras não comunicaram o facto nem se motraram minimamente interessadas em dialogar o que quer que fosse, simplemente meterem uma acção de despejo e já está.

    Como disse antes, a minha mãe embora viva comigo, continuava a pagar a renda, tem a morada fiscal de lá e vai lá regularmente. Por isso o valor pago seriam 240€ anuais.

    Compreendo que é um valor muito baixo, mas é preciso ter em conta as condições dos "barracões" e o facto de o senhorio nestes 20-25 que foi proprietário não gastou um UNICO cêntimo nas casas.

    O senhorio demoliu algumas casas e remodelou outras que já eram proprietário sua antes e onde passava os Verões e que são juntas aos "barracões", mas não se dignou a gastar uma gota de tinta nas alugadas, eu como senhorio teria proposto demolir os 2 barracões e fazer uma casa simples com cozinha e 2 quartos e com uma renda justa.

    Uma coisa é o senhorio não ter possibilidades para tal investimento, outra é ter e ser mesquinho ao ponto de não fazer nada, nem deixar que façam. Estamos a falar numa propriedade no campo com terra e varias casas conjuntas.

    E como disse atrás sempre foi proposto por nós uma actualização justa das rendas a troco de obras minimas, proposta que sempre foi rejeitada.

    Agora a acção tomada pelas herdeiras é que é de uma falta de sensibilidade brutal, nem sequer se dignaram a uma conversa, simplesmente herdaram e meteram uma acção de despejo com motivos totalmente absurdos e revoltantes.
    • Ruim
    • 29 outubro 2013

     # 7

    De frisar que sou arrendatário de duas casas neste momento, uma que é a minha residençia fiscal onde está a minha mãe e onde pago 350€ á já 15 anos sem qualquer falha da minha parte e outra em Lisboa onde trabalho e pago 500€ a dividir com um colega meu por isso sei bem o que é pagar rendas ditas normais e o valor que as coisas têm e digo sinceramente 1€ por mês já era muito para os barracões em questão.

    Por outro lado dá para ver a diferença de senhorios enquanto em Lisboa baixou a renda sem eu lhe dizer nada, no mês que faço anos não pago, enfim um senhorio 5 estrelas,por outro lado onde tenho a residençia fiscal todos os anos aumenta a renda mesmo com a crise e nestes 15 anos não gastou 1 € na casa estando esta a precisar de pintura exterior, ter problemas com inflitrações, moveis da cozinha a cair de podres, etc.
    Motivo pelo quál estou em processo de aquisição de habitação própria.

    O que me choca é que primeiro faleceu um filho do senhorio o que leva as pessoas a serem mais ponderadas e compreensivas (ou não) depois faleceu o senhorio que era a ruindade em pessoa e agora a filha e a mulher com este tipo de atitude, já não tiveram situações sufecientes na vida para lhes tornar melhores pessoas? mais humanas, mais ponderadas.. continuam a praticar o mál.

    Compreendo que queiram vender tudo ou que queiram remodelar ou sei lá, mas fala-se com as pessoas primeiro, não é meter um processo de despejo a uma pessoa de 64 anos como se tivesse a enxutar uma barata.. uma pessoa que vive desde criança nasquela casa e tem hoje 64 anos. Já passarm 4 senhorios por lá e o inquilino era o mesmo..
  4.  # 8

    Colocado por: Ruimdigo sinceramente 1€ por mês já era muito para os barracões em questão.

    Mas então por que é que não largam a "casa"?
    Concordam com este comentário: SPedro
  5.  # 9

    Colocado por: JOCORMas então por que é que não largam a "casa"?
    Pela mesma razão das pessoas que dizem estar fartas do emprego e não largam. Essa pergunta é um pouco naife. Então não está a ver que o problema é económico.
    • Ruim
    • 29 outubro 2013

     # 10

    Mas então por que é que não largam a "casa"?


    Como escrevi acima largei assim que tive oportunidade para tál (quando começei a trabalhar) e disponilizei um quarto para a minha mãe, infelizmente não tenho condições para alojar o meu tio, embora ele venha cá algumas vezes.
  6.  # 11

    Colocado por: Ruim
    ________________________________________________________________
    (quando comecei a trabalhar) e disponibilizei um quarto para a minha mãe


    Pois também acho, já está na altura de contribuir no enojamento dos seus parentes.
    Não acha que o senhorio não contribui o suficiente?

    Ruim tem um problema de miopia!
    Deverá compensa-la com uma lente divergente (côncava).
  7.  # 12

    Ruim, siga o conselho do comentário #2 e ignore os restantes...
    Concordam com este comentário: j cardoso
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Ruim
 
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