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  1.  # 21

    Para isto mudar para melhor penso que o principal é uma mudança de mentalidades de: "o nosso país está mal por culpa deles" para "o nosso país está mal mas a culpa em parte também é minha".

    Quando se der essa mudança, e as pessoas começarem a pensar (e a estudar...) em quem votam e porque é que votam nesse candidato/partido, em vez de se deixarem influenciar por uns quantos bitaites/ideias feitas que vêm no telejornal ou no Publico/Correio da Manhã penso que aí seremos um dos melhores países do mundo. Potencial não nos falta. Mas como escreveu Fernando Pessoa "falta cumprir-se Portugal
    • mog
    • 7 fevereiro 2014

     # 22


    Reitero: o número de câmaras municipais é quase irrelevante para a despesa total com os municípios, porque o grosso da despesa não tem nada a ver com o Presidente, vereadores ou restante equipa dirigente.


    Embora "um euro seja um euro", logicamente que não faz sentido perder tempo com alterações ao mapa de municípios em função das migalhas que se pode poupar com meia dúzia de vencimentos. A questão de fundo não se prende com isso, mas com o facto de eu entender que, reorganizando esse mapa, alguns municípios pequenos ganhariam "músculo"/escala para repensar o território de uma forma mais abrangente, integrada, tomando decisões de investimento mais racionais e com níveis de utilização bastante superiores. E poderiam prestar um serviço melhor às populações, por exemplo, permitindo uma maior especialização dos seus quadros ao invés de, como acontece muitas vezes, um desgraçado de um técnico superior ser "pau para toda a obra" (não gosto da excessiva especialização do trabalho, mas o oposto também não favorece a qualidade do mesmo); ou porque determinados serviços existentes no concelho A poderiam também abranger as pessoas do concelho B (lembro-me, p.e., dos transportes públicos).
    Concordam com este comentário: dfserra
  2.  # 23

    mog

    concelhos pequenos muito em cima dos outros ainda compreendo, agora veja dois concelhos grandes mas com pouca densidade populacional veja o transtorno das distancias, enfim tudo teria que ser bem pensado e não acho que por razões economicistas se esteja a fazer coisas em cima do joelho ou a matar aos poucos as localidades centro no interior.
    • mog
    • 7 fevereiro 2014

     # 24

    Colocado por: marco1mog

    concelhos pequenos muito em cima dos outros ainda compreendo, agora veja dois concelhos grandes mas com pouca densidade populacional veja o transtorno das distancias, enfim tudo teria que ser bem pensado e não acho que por razões economicistas se esteja a fazer coisas em cima do joelho ou a matar aos poucos as localidades centro no interior.


    Concordo consigo. Aliás, na minha primeira intervenção neste tópico creio que disse que tal reforma nunca poderá ser feita de régua e esquadro. Lembro-me a este propósito de ter lido há uns anos atrás (não muitos) uma proposta de um partido político segundo a qual Portugal deveria ser dividido em 100 municípios, cada um com 100.000 hab. Eu pensei: "Fixe, dividimos Lisboa em 5 e o Baixo Alentejo em 2 ou 3...". Ridículo, claro.
    • mln2c
    • 7 fevereiro 2014 editado

     # 25

    O que me parece que faria sentido era, o que em tempos foi tentado por Santana Lopes, de fazer um plano para que os vários serviços centrais fossem espalhados pelos país em vez de ficarem todos concentrados em Lisboa. Um plano estruturado ao longo de 5 ou 10 anos.

    Obviamente que existiriam muitas críticas, pois mexe com muitos interesses, mas não percebo com um país pequeno como nosso, com as ótimas acessibilidades que temos e os meios de comunicação (internet/email, Skype) de que podemos usufruir a baixo custo ou gratuitamente, porque é que este tipo de ideias é visto como descabido.

    Não faria sentido ter por exemplo:
    Ministério da Educação: Coimbra
    Miniterios da Agricultura: Beja ou Bragança
    Ministério do Turismo: Faro
    Ministerio da Economia/Industria: Porto
    Serviços Centrais de Informática: Covilhã
    e por aí fora?

    Penso que isto poderia contribuir e muito para que o país deixasse de funcionar só à base de Lisboa. Obviamente que mexe com muita "capelinha" e cria alguns problemas logisticos, mas do meu ponto de vista penso que contribuiria e muito para tornar o país mais igual em termos de oportunidades e para adaptar a política à realidade do país. Talvez esteja a ser idílico pois a verdade é que estamos a caminhar no sentido totalmente oposto, uma situação em que tudo é decidido em bruxelas e lisboa não passa de um centro provincial mas mesmo assim, penso que pelo menos vale a pena discutir a ideia.
    Concordam com este comentário: dfserra
  3.  # 26

    que troika ? !!!!!!!!!!!!!!! fuck ganda bomba !
  4.  # 27

    mln2c e isso ia adiantar alguma coisa? As decisões seriam outras? Dúvido.
  5.  # 28

    Colocado por: branco.valtermln2c e isso ia adiantar alguma coisa? As decisões seriam outras? Dúvido.


    Logo à partida iria adiantar porque:
    1) melhor distribuição de empregos estáveis e "razoavelmente" bem pagos pelo país em vez de estarem todos concentrados.
    2) Indiretamente a médio/longo prazo penso que poderia também ter um efeito distribuidor de empregos no setor privado, pois as maiores empresas têm tendencia a estabelecer as suas sedes próximo dos centros de decisão políticos na área em que atuam
    3) Infelizmente no mundo em que vivemos (excesso de burocracia/legislação incompreensível ou inadequada) o contato pessoal ainda faz muita diferença, pelo que sim a distribuição dos centros de decisão poderia não conduzir necessariamente a melhores decisões mas penso que proporcionaria a que o "poder" esteja mais equitativamente distribuído


    (P.S: também já ouvi pessoas (bastante qualificadas até) a defender exatamente o contrário, que a razão de não sermos competitivos é não termos um cidade realmente grande a nível europeu, e que como tal nunca se deveria ter permitido ao Porto crescer tanto de forma a concentrar a população em Lisboa...)
  6.  # 29

    Não querendo insultar ninguém, mas agora lembrei-me do que uma personagem do Herman dizia sempre:

    -As opiniões são como os cus, todos têm a sua! LOL

    Mesmo distribuindo os ministérios por todo o lado, o centro de decisão ficaria em Lisboa (1.º ministro e AR).
  7.  # 30

    Colocado por: branco.valterNão querendo insultar ninguém, mas agora lembrei-me do que uma personagem do Herman dizia sempre:
    -As opiniões são como os cus, todos têm a sua! LOL

    Isso é verdade, daí a importância em procurar fundamentar as opiniões em vez de ficar simplesmente ao "nível da conversa de café"


    Colocado por: branco.valterMesmo distribuindo os ministérios por todo o lado, o centro de decisão ficaria em Lisboa (1.º ministro e AR).

    Isso é mentira, assim como numa câmara que é um organismo relativamente pequeno as decisões não são todas tomadas pelo presidente da Câmara, também num país as decisões não são todas tomadas pelo primeiro ministro (nem tal seria humanamente possível). E muitas vezes são estes pequenos poderes que fazem uma grande diferença na vida das pessoas/empresas e não outras decisões mais estratégicas tomadas a nível superior.
  8.  # 31

    Nem de propósito
    Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação - Discussão Pública

    http://www.icnf.pt/portal/icnf/noticias/destaques/pancd-disc
  9.  # 32

    Façamos um exercício.
    Quantos países da Europa têm a capital no litoral?

    Haverá muitos desses países com problemas de desertificação tão graves como o nosso?

    Eu penso que Em Portugal este problema é irreversível e nunca houve políticas sérias, desde os anos 60 do século passado.
    Concordam com este comentário: maria rodrigues
    • eu
    • 7 fevereiro 2014

     # 33

    Colocado por: Dr Alter EgoQuantos países da Europa têm a capital no litoral?

    Haverá muitos desses países com problemas de desertificação tão graves como o nosso?

    Há aqui alguma relação de causa-efeito, ou será apenas uma coincidência?
  10.  # 34

    Colocado por: branco.valter-As opiniões são como os cus, todos têm a sua! LOL


    As opiniões são como as vaginas. Quem as tem, tem-as. E quem quer dá-las, dá-as.

    Colocado por: Dr Alter EgoHaverá muitos desses países com problemas de desertificação tão graves como o nosso?


    Não acham que por um lado estamos a ocupar o planeta todo? Já não temos grandes espaços contínuos sem intervenção humana, o que está a afectar brutalmente a biodiversidade do planeta.

    Que acham do Brasil acabar com a desertificação da Amazónia? É só cortar as árvores, construir umas cidades, mandar para lá umas pessoas. Há que povoar tudo, é?

    Não acham que, por um lado, até seria desejável cada país ter uma parte em grande reserva natural? Para termos água limpa, oxigeno, podermos produzir madeira de forma sustentada, não rebentarmos com as espécies do topo da cadeia (lobos, linces, etc)?

    Quem é que fica com a responsabilidade de manter florestas virgens para as condições na terra não se tornarem desfavoráveis à vida humana? Os outros?

    Se calhar, de certa maneira, até seria bom aproveitarmos a onda de desertificação.

    Mas enfim, tamos ****%&#, não há volta a dar.
    Concordam com este comentário: branco.valter
  11.  # 35

    Estou a referir me a áreas onde houve ocupação humana como as aldeias de Trás os Montes ou Alentejo.

    Não tem a ver com a floresta virgem.
    • mog
    • 8 fevereiro 2014

     # 36

    Colocado por: Dr Alter EgoEstou a referir me a áreas onde houve ocupação humana como as aldeias de Trás os Montes ou Alentejo.

    Não tem a ver com a floresta virgem.


    A história da humanidade é feita de migrações; é feita de assentamentos humanos que nascem, crescem e morrem.
    Pensar que é possível re-habitar todas as aldeias que perderam pessoas é utópico, e nem sequer faz sentido.
    Quando a vida das pessoas dependia apenas do que tiravam do quintal, claro que as aldeias estava, cheias. Quando as pessoas começaram a precisar de algo mais, algo que a terra por si só não lhes podia dar, então deixaram as aldeias. E não é possível que as pessoas regressem em força para locais que não lhes podem oferecer aquilo de que hoje precisam.
    Tudo isto, claro, de forma genérica.
    Já agora, acho que o trabalho deve continuar a passar pelo reforço dos núcleos urbanos mais importantes do interior.

    Já agora, sim, o problema da desertificação humana de vastas áreas, localidades que outrora floresciam com gente e que agora estão quase ao abandono, não é um exclusivo português.
  12.  # 37

    Colocado por: mln2c
    Isso é verdade, daí a importância em procurar fundamentar as opiniões em vez de ficar simplesmente ao "nível da conversa de café"



    Isso é mentira, assim como numa câmara que é um organismo relativamente pequeno as decisões não são todas tomadas pelo presidente da Câmara, também num país as decisões não são todas tomadas pelo primeiro ministro (nem tal seria humanamente possível). E muitas vezes são estes pequenos poderes que fazem uma grande diferença na vida das pessoas/empresas e não outras decisões mais estratégicas tomadas a nível superior.


    Certo e o que adianta para um agricultor de Trás-os-Montes que o Ministério da Agricultura seja em Beja? Na teoria é tudo muito bonito, na prática é outra coisa. Se temos países que são uma junção de povos como Espanha ou o RU que não fazem isso, nós que somos um estado-nação é que fariamos isso? Desculpe, mas para mim não faz sentido.

    A desertificação combate-se com dar às pessoas a possibilidade de viver e trabalhar nas regiões afectadas por esse factor. É bonito dizer que a desertificação é má e que temos que combater, mas a realidade é que isto é algo que afecta o interior do país ainda Portugal ia de Minho a Timor.
  13.  # 38

    Há aqui alguma relação de causa-efeito, ou será apenas uma coincidência?



    Para começar, tem muitos países sem litoral, o que prejudica um pouco a comparação.
    Depois, tem muitos países com territórios maiores, que tendem a ter a capital no centro. Mas convém nao esquecer que temos dos piores solos da Europa, o que torna mais propicia a vida em centros urbanos..
  14.  # 39

    Colocado por: luisvvMas convém nao esquecer que temos dos piores solos da Europa


    A sério? ^^ Giro, estava convencido do contrário.
    • mln2c
    • 8 fevereiro 2014 editado

     # 40

    Colocado por: branco.valter

    Certo e o que adianta para um agricultor de Trás-os-Montes que o Ministério da Agricultura seja em Beja?


    Adianta de 3 formas:
    1) Em Beja há mais agricultores e sensibilidade as circunstÂncias específicas do meio rural/cidade de média dimensão do que em Lisboa
    2) Se houvesse um ministério da Agricultura em Beja haveria outro em Bragança, ou seja certamente a família do agricultor teria mais posibilidades de emprego em vez de ter de vir para Lisboa ou Porto.
    3) Inibe a centralização de todos os centros de decisão estarem em Lisboa.


    Colocado por: branco.valter
    Na teoria é tudo muito bonito, na prática é outra coisa.

    Pois é, por isso é que na "teoria" as decisões tomadas centralmente em Lisboa deveriam sempre tomar em conta as especificidades do país, na prática isso não acontece e além do mais como a grande maioria dos empregos "garantidos" estão em Lisboa na "prática" o que se vê é a desertificação das aldeias/vilas e cidades médias e a concentração da população em Lisboa (agora começa a ver-se a saída de pessoas de Lisboa com a concentração da população na Europa Central...)

    Colocado por: branco.valterSe temos países que são uma junção de povos como Espanha ou o RU que não fazem isso, nós que somos um estado-nação é que fariamos isso? Desculpe, mas para mim não faz sentido.

    Normalmente esse países têm miniparlamentos e orgão de governo regionais que capturam uma quantidade significativa de receitas. A Andaluzia/Galiza/Escócia têm os seus próprios orgãos de governo, um pouco como acontece com as propostas de reginalização em Portugal em que começariamos a ter o governo regional de trás os montes, o governo regional do algarve, etc. Isso para mim é que não faz sentido, pois estariamos a multiplicar por varias vezes a quantiade de politicos e de funcionarios de apoio de forma desnecessaria, somos um país pequeno e felizmente não existem grandes tensões entre nós, por isso acho que faz todo o sentido em distribuir os centros de decisão pelo país em vez de criar centros regionais de decisão como fazem os exemplos que deu da Espanha e do Reino Unido.


    Colocado por: branco.valterA desertificação combate-se com dar às pessoas a possibilidade de viver e trabalhar nas regiões afectadas por esse factor.

    Exatamente. POr isso é que acho que umas centenazinhas de "empregos" garantidos deveriam ser deslocalizados para cidades médias.
    Concordam com este comentário: kostta
 
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