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    • eu
    • 21 maio 2014

     # 121

    Colocado por: luisvvPor oposição à santidade e ao interesse pelo bem comum de todos os outros, certo?

    Pelo menos têm a decência de não se aproveitar da política para objetivos pessoais. Pelo menos têm coerência intelectual para não pactuar com mentiras descaradas, com demagogia balofa, para não participar nos espetáculos tristes das campanhas eleitorais...

    De facto, essa integridade intelectual tem um custo, mas nem toda a gente vende a sua integridade a favor da militância cega num partido.

    Colocado por: luisvvsó resta a quem se diz descontente e a quem acha que "eles" são todos iguais blá blá blá meter mãos á obra

    Tem uma certa razão. Mas não é fácil, pois o sistema político está inquinado pelos principais partidos, de maneira a perpetuá-los no poder. Veja-se a cobertura dos media que é dada aos pequenos partidos.
  1.  # 122

    Ou muito me engano ou o futuro passa pelos candidatos independentes tal como aconteceu no Porto com o actual presidente Rui Moreira. Felizmente já há uma quantidade razoável de cidadãos revoltados com os esquemas da política partidária da qual não querem ser carrascos nem cúmplices.
    Concordam com este comentário: eu
  2.  # 123


    Pelo menos têm a decência de não se aproveitar da política para objetivos pessoais.

    Toda a política é defesa de interesses. E quem reclama geralmente fá-lo porque o seu interesse ou preferência não foi atendido.
    Associar a militância política à procura de benefícios pessoais (o "tacho") é esquecer que para as coisas serem feitas é preciso haver quem as faça.


    Pelo menos têm coerência intelectual para não pactuar com mentiras descaradas, com demagogia balofa, para não participar nos espetáculos tristes das campanhas eleitorais...

    Se isso fosse verdade.. no entanto, pela amostra de quantos aqui no fórum se dizem abstencionistas, lamento ter que concluir que seguem raciocínios tão ou mais demagógicos e/ou folclóricos. Quantos e quantos não se iludem aqui com soluções mágicas..
    Atribuir uma pureza de ideais ou um nojo higiénico a quem não vota é apenas wishful thinking.


    De facto, essa integridade intelectual tem um custo, mas nem toda a gente vende a sua integridade a favor da militância cega num partido.


    Mas não é preciso miltar cegamente. Criar um partido é fácil, são só 7500 assinaturas. Tendo em conta só os abstencionistas, tem um campo de recrutamento de metade da população, não me parece excessivamente difícil encontrar uns milhares de pessoas empenhadas, disponíveis e que partilhem um corpo de princípios comum. Claro que depois terão que perceber que nem todos vão concordar com tudo e que é necessário fazer compromissos e que a integridade em abstracto se transforma na mesquinhez do concreto, mas é melhor do que nada.
    Também nada impede a população de se inscrever massivamente num partido já existente e influenciá-lo por dentro - a não ser o facto de dar trabalho, e a política ser uma coisa "deles".



    Tem uma certa razão. Mas não é fácil, pois o sistema político está inquinado pelos principais partidos, de maneira a perpetuá-los no poder. Veja-se a cobertura dos media que é dada aos pequenos partidos.


    É facílimo. Hoje em dia, meia-dúzia de macacos juntam-se e têm mais amigos no Facebook do que as assinaturas necessárias para formar um partido. Não custa nada chegar directamente a centenas de milhar de pessoas - claro que não basta chegar até elas, tem que as convencer, mas como se costuma dizer, se quer bolota, trepa..
  3.  # 124

  4.  # 125

    Ora aqui está o cerne da questão: "toda a política é defesa de interesses". Correcto, resta saber é quais.

    Ora quem é político devia reger-se só pelos seguintes interesses :" QUEM SERVE O COMUM NÂO SERVE A NENHUM".
    (D. Nuno Alvares Pereira)

    Colocado por: luisvv
    Toda a política é defesa de interesses. E quem reclama geralmente fá-lo porque o seu interesse ou preferência não foi atendido.
    Associar a militância política à procura de benefícios pessoais (o "tacho") é esquecer que para as coisas serem feitas é preciso haver quem as faça.


    Se isso fosse verdade.. no entanto, pela amostra de quantos aqui no fórum se dizem abstencionistas, lamento ter que concluir que seguem raciocínios tão ou mais demagógicos e/ou folclóricos. Quantos e quantos não se iludem aqui com soluções mágicas..
    Atribuir uma pureza de ideais ou um nojo higiénico a quem não vota é apenas wishful thinking.



    Mas não é preciso miltar cegamente. Criar um partido é fácil, são só 7500 assinaturas. Tendo em conta só os abstencionistas, tem um campo de recrutamento de metade da população, não me parece excessivamente difícil encontrar uns milhares de pessoas empenhadas, disponíveis e que partilhem um corpo de princípios comum. Claro que depois terão que perceber que nem todos vão concordar com tudo e que é necessário fazer compromissos e que a integridade em abstracto se transforma na mesquinhez do concreto, mas é melhor do que nada.
    Também nada impede a população de se inscrever massivamente num partido já existente e influenciá-lo por dentro - a não ser o facto de dar trabalho, e a política ser uma coisa "deles".




    É facílimo. Hoje em dia, meia-dúzia de macacos juntam-se e têm mais amigos no Facebook do que as assinaturas necessárias para formar um partido. Não custa nada chegar directamente a centenas de milhar de pessoas - claro que não basta chegar até elas, tem que as convencer, mas como se costuma dizer, se quer bolota, trepa..
  5.  # 126

    No Domingo há que correr com eles!ontem já era tarde!estes senhores devem de ir para a terra deles!QUANDO OS VIREM NA RUA NÃO SEJAM MAL-EDUCADOS, NÃO RECLAMEM NÃO HÁ NADA A FAZER!

    Ofereçam bananas e amendoins como presentes!
  6.  # 127

    colocado por: observadorno domingo há que correr com eles!Ontem já era tarde!Estes senhores devem de ir para a terra deles!Quando os virem na rua não sejam mal-educados, não reclamem não há nada a fazer!

    Ofereçam bananas e amendoins como presentes!



    aqui há dias esquivei-me de propósito à comitiva do francisco assis, não fosse dar-me uma vontade de lhe oferecer uma boleia no meu clio.
    • eu
    • 21 maio 2014

     # 128

    Colocado por: ClioIIaqui há dias esquivei-me de propósito à comitiva do francisco assis, não fosse dar-me uma vontade de lhe oferecer uma boleia no meu clio.

    Ele é demasiado importante para andar em carro de pobre... ;)
  7.  # 129

    Colocado por: observadorNo Domingo há que correr com eles!

    Com quem? No Domingo escolhemos deputados para o Parlamento Europeu.
    Bom, se for o Francisco Assis nem precisamos, ele raramente lá põe os pés...
    Concordam com este comentário: Jorge Santos - Faro
  8.  # 130


    Ora aqui está o cerne da questão: "toda a política é defesa de interesses". Correcto, resta saber é quais.

    Ora quem é político devia reger-se só pelos seguintes interesses :" QUEM SERVE O COMUM NÂO SERVE A NENHUM".
    (D. Nuno Alvares Pereira)


    E o que é o interesse comum, senão a lesão de interesses particulares em favor de outros interesses particulares?
  9.  # 131

    Colocado por: luisvvE o que é o interesse comum, senão a lesão de interesses particulares em favor de outros interesses particulares?


    Isso pode não ser verdade. Um exemplo simples: Uma criança não quer ir para a escola. É do interesse comum, no sistema actual, que aquela criança cresça para se tornar uma pessoa mais produtiva. Nesse caso lesar o "interesse particular" da criança trás ao mesmo tempo benefícios para todos, e também para a criança, que vai poder ter uma vida melhor.

    Existem N situações onde forçar alguém a trocar um "interesse particular" por outro, que eventualmente também o beneficia de igual ou maior modo.

    É claro que podemos passar a discussão do "o que é o comum" para "o que é o interesse", mas blah. Agora, saber se é ou não moral um adulto proteger os interesses de outro, à força, é outra conversa.
  10.  # 132

    Acabou de dar um bom exemplo. O pessoal comporta-se como as crianças, querem é o seu chupa-chupa JÁ, se os pais não dão por razões económicas, de saúde ou outra berram que se fartam.
    Concordam com este comentário: Jorge Santos - Faro
  11.  # 133


    Isso pode não ser verdade. Um exemplo simples: Uma criança não quer ir para a escola. É do interesse comum, no sistema actual, que aquela criança cresça para se tornar uma pessoa mais produtiva. Nesse caso lesar o "interesse particular" da criança trás ao mesmo tempo benefícios para todos, e também para a criança, que vai poder ter uma vida melhor.


    Continua a ser um interesse particular trocado por outro. Troca o interesse da criança pelo seu interesse (ou de vários individuos) em que a criança faça A ou B, porque entende(m) que A ou B é melhor. O fundamento moral para essa troca é a incapacidade da criança avaliar as consequências do seu acto - que é aliás o fundamento de tantas outras agressões a adultos. Se substituir a criança no seu exemplo por um adulto analfabeto, o fundamento moral subjacente é o mesmo, mas a taxa de aprovação da escolarização forçada já é diferente.

    (na verdade, já perdi a conta às discussões em que a certo ponto se mistura o "ser bom" com o "dever ser obrigatório")


    Existem N situações onde forçar alguém a trocar um "interesse particular" por outro, que eventualmente também o beneficia de igual ou maior modo.


    Nada disso altera o facto de o interesse comum não existir, a não ser como a coincidência, ao menos parcial, de vários interesses particulares, por oposição a outros interesses particulares.
    A e C acham que forçando B a fazer algo estão a beneficiar A,B e C, e que portanto estão a defender o interesse comum. No entanto, B não tem interesse nisso - pode estar equivocado, pode pura e simplesmente valorizar de forma diferente esse benefício, ou pode valorizar ainda mais um prejuízo decorrente da acção forçada.
    Invocar o "interesse comum" é apenas uma forma de impor o interesse da maioria, ou de uma minoria com poder.


    É claro que podemos passar a discussão do "o que é o comum" para "o que é o interesse", mas blah. Agora, saber se é ou não moral um adulto proteger os interesses de outro, à força, é outra conversa.


    Na verdade, na acepção que aqui lhe é dada, na acção política, o interesse comum é uma mistura difusa de interesse de uma maioria, e serve (intencionalmente ou não) para dar a ideia de que todos devemos ter o mesmo interesse, como se isso fosse possível ou até desejável.
  12.  # 134

    Colocado por: eu
    Ele é demasiado importante para andar em carro de pobre... ;)


    "Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio" (by Francisco Assis).

    Era mesmo com isto que eu estava a fazer piada.

    Para mais, o meu Clio tem 16 anos não é um novinho em folha do renting/leasing... :D
    • eu
    • 21 maio 2014

     # 135

    Colocado por: ClioII

    "Qualquer dia querem que o presidente do Grupo Parlamentar do PS ande de Clio" (by Francisco Assis).

    Concordam com este comentário: Bricoleiro
  13.  # 136

    (...) Invocar o "interesse comum " é apenas uma forma de impor o interesse da maioria, ou de uma minoria com poder.

    Sem tirar nem pôr! Exactamente o que o poder político tem feito desde os tempos de Cavaco, primeiro-ministro! Ou até ainda mais atrás: desde o tempo do Vasco Gonçalves! Alguém se lembra? Não... claro que não!
  14.  # 137

    Colocado por: maria rodriguesAlguém se lembra? Não... claro que não!

    Eu lembro-me bem ... Até me recordo das ocupações que fizeram no Alentejo onde roubaram empresas a gente de trabalho e não a fascistas ... Pois esses tinham a massa lá fora !
    Lembro-me também dos tempos em que o Hotel Saraiva era chefe da nova pide que foi prender muitos dos meus amigos a Olhão que estavam na sede do MRPP ... Nem a pide fez uma coisa igual alguma vez e Olhão onde haviam muitas reuniões do MDP-CDE e PS antes do 25 de Abril... Não não era o povo que se reunia, mas sim algumas elites intelectuais que tiveram massa dos pais ( Abastados ) para estudar. Alguns forem meus professores antes do 25 de Abril e era uns fachos... Mas depois uns democratas membros do MDP-CDE ...

    Por estas e por outras é que eu não creio em partido algum ! E espero votar sempre em males menores.
  15.  # 138

    Quem lá esteve, está ou tenciona entrar para a política tem que ter o chamado "know how" de como a mesma funciona, e para isso é preciso saber obedecer ao sistema ou seja, ser cúmplice da corrupção que já lá está à muito tempo e que só por si comanda a "tropa" toda...
    O Sá Carneiro tentou começar a fazer as coisas correctamente mas não politicamente correctas e vejam o que lhe aconteceu...
    Concordam com este comentário: Jorge Santos - Faro
  16.  # 139


    Quem lá esteve, está ou tenciona entrar para a política tem que ter o chamado "know how" de como a mesma funciona, e para isso é preciso saber obedecer ao sistema ou seja, ser cúmplice da corrupção que já lá está à muito tempo e que só por si comanda a "tropa" toda...
    O Sá Carneiro tentou começar a fazer as coisas correctamente mas não politicamente correctas e vejam o que lhe aconteceu...


    Certo. Os honestos estão todos cá fora a queixar-se dos outros. Santa paciência.
    • eu
    • 22 maio 2014

     # 140

    Colocado por: luisvvCerto. Os honestos estão todos cá fora a queixar-se dos outros. Santa paciência.

    Cá fora, podem existir desonestos e honestos... não sabemos...

    Pelo contrário, na política, sabemos bem o tipo de pessoas que andam por lá....
    Concordam com este comentário: Bricoleiro
 
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