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  1.  # 1

    Boa tarde,

    Este ano vou mudar o meu telhado de casa e depois de alguma pesquisa finalmente encontrei um fornecedor de painel swanduiche que me faz uma boa relação preço/qualidade do material.

    O problema é que ele exige 50% do montante só para encomendar o material à fábrica.

    Além de me parecer exagerado, o que mais me preocupa é que ele não entregue o material a tempo, principalmente porque estamos no fim do Verão.

    Tenho lido aqui algumas queixas de pessoas que ficaram com encomendas deste género pendentes e tenho algum receio desta situação.

    O qu e poderei fazer para proteger a minha posição?
  2.  # 2

    Boa tarde,

    Não aceite essa condição, 10% como adjudicação parece-me correcto. Isso pode acontecer se essa empresa estiver em dificuldades económicas e já não consiga crédito junto dos seus fornecedores.

    Boa sorte
    nuno costa
    www.doisarquitectos.com
  3.  # 3

    e muitas vezes um preço que mais ninguem consegue pode querer dizer que nunca mais ve os 50% de adjudicação!

    tente negociar....se nao forem abertos á negociação, procure outro fornecedor!
  4.  # 4

    De facto, 50% parece um valor demasiado elevado.
    Negoceie repartir o valor por mais tranches.
    Por exemplo: 20% na adjudicação, 25% na entrada em obra, 25% com o inicio do assentamento da telha, 30% com a entrega da obra.
    É natural que peçam algum valor para a compra do material. Compreende-se que os homens tenham que avançar com capital que para eles até pode ser elevado, dependendo da dimensão da empresa.
    Também é natural que o preço competitivo que lhe apresentam possa estar assente nas condições de pronto-pagamento do material ao fornecedor deles; desse modo está justificado o preço mais baixo que lhe apresentaram.
    No entanto, é necessário que eles sintam o c* apertado q.b. para fazerem a obra num espaço de tempo aceitável, para que recebam a margem de lucro deles rapidamente, o que só acontece no final da obra.
    Nem muito ao mar, nem muito à terra. Um meio termo é justo para todos.
  5.  # 5

    Obrigado pelas respostas.

    Quero só salientar, que não estou a falar da obra em si (a obra será feita por alguém de confiança), mas apenas da compra do material (até porque o mesmo vem em meu nome por causa da garantia).

    E o problema nem são só os 50% são também os prazos de entrega. Como é uma obra sazonal é imperativo que o material seja entregue a tempo.
  6.  # 6

    Em caso de desistência, no máximo a perda ficaria seriam os paineis em stock. Em todo o caso, se é para garantir, 20% já me parece dissuasor de desistências, embora não esteja por dentro das práticas deste mercado.

    Mas partindo do principio que até aceitava os 50%, que tipo de documento devo exigir para garantir o meu dinheiro e os prazos acordados?
  7.  # 7

    é por isso que existem seguros, que existem devoluções e créditos sólidos...se a empresa não tem essa capacidade não tem saúde para um cliente lhe adiantar dinheiro.

    10% continuo achar um valor justo.

    Cumprimentos
    nuno costa
    www.doisarquitectos.com
    Concordam com este comentário: Delfim
  8.  # 8

    Sim, concordo 10% é um valor justo, se o empreiteiro não tem capital, ou crédito, junto do fornecedor para fazer a encomenda, não deveria estar no ramo mas sim a trabalhar para terceiros.
  9.  # 9

    Colocado por: Delfimse o empreiteiro não tem capital, ou crédito

    Quem falou em empreiteiros ?

    Hoje em dia nem as boas empresas tem crédito, muitos fornecedores não dão crédito a ninguém, e se os painéis sandwiche forem importados é garantido que enquanto o dinheiro não chegar à fábrica os painéis não saem de lá.
    Concordam com este comentário: jorgealves, anatrindade
  10.  # 10

    Pois então azar o do empreiteiro, porque se fosse eu, preferia não fazer a obra a adiantar 50% do valor da empreitada a um desconhecido.
    • 1255
    • 18 agosto 2014

     # 11

    Consegue perceber qual a razão dessa exigência no fornecimento?
    Será falta de crédito junto dos fornecedores deles?
    Será falta de confiança em si?
    Terá tido más experiências nestes fornecimentos com outros clientes e agora só trabalhe pelo seguro?
    De facto 50% para garantir o negócio é demasiado elevado... Porque optou por esse fornecedor? O preço é bom?
    Tem várias hipóteses, ou confia na empresa e adianta os 50%;
    Ou negoceia essa garantia com tranches mais baixas;
    Ou muda de fornecedor.
    Concordam com este comentário: maria rodrigues
  11.  # 12

    Colocado por: Anonimo18072022A


    Pois, se o cliente por qualquer razão há ultima da hora desistir....o fornecedor, neste caso, tem painéis sanduíche para o jantar!!!
    Concordam com este comentário:Picareta


    e se por qualquer razao o vendedor fechar a loja e o cliente ficar a arder com 50%??

    nao seria o primeiro......
    •  
      FD
    • 19 agosto 2014 editado

     # 13

    Colocado por: CIVISMILESfinalmente encontrei um fornecedor de painel swanduiche que me faz uma boa relação preço/qualidade do material.

    Colocado por: CIVISMILESO problema é que ele exige 50% do montante só para encomendar o material à fábrica.

    Colocado por: anatrindadeTambém é natural que o preço competitivo que lhe apresentam possa estar assente nas condições de pronto-pagamento do material ao fornecedor deles; desse modo está justificado o preço mais baixo que lhe apresentaram.

    Nestas três citações está tudo dito.
    Bom preço para o comprador = boas condições para o vendedor.

    Capital empatado (stock) custa dinheiro, esse dinheiro tem que ser rentabilizado.
    Se não é possível rentabilizar esse dinheiro (com uma margem de lucro maior), o custo do capital empatado tem que passar para o cliente, sendo assim o cliente a empatar o capital.
    Com pouca liquidez (pouco dinheiro na conta bancária), o que deve ser hábito em muitas empresas com a escassez de trabalho ou volume de negócios, é exactamente o mesmo cenário.
    Por outro lado, os últimos anos devem ter sido os de maiores calotes de sempre na construção civil - quase que garanto que não houve empresa que não tenha levado um calote.
    Quando a dimensão dos calotes começa a justificar outras condições de pagamento, os pagamentos a 30, 60 ou 90 dias deixam de ser possíveis e começa-se a pedir pronto pagamento ou pagamentos diferenciados (x% a PP + x% a y dias).

    Aliás, esta cultura dos pagamentos a longo prazo, em que os fornecedores substituem os bancos, à luz desta crise que dura há anos e dos últimos acontecimentos, não sei se será coisa para continuar de forma tão comum como foi até agora...

    E ao contrário do que a maioria da pessoas pensa, que a crise do BES foi no BES e para os accionistas, há algo que tão cedo não voltará a ser como era.
    É que esta alavancagem do GES/BES deve ter deixado cicatriz em muitas empresas. O ciclo interminável de crédito, que se torna incontrolável a partir de um certo momento, pode mudar algumas coisas na forma financeira de estar de muitas empresas.
    A confiança geral baixou ou deve ter baixado em todo o lado - disso ainda ninguém falou nas notícias mas, acho que será a maior mudança a que iremos assistir no panorama empresarial.

    Bem... já divaguei o suficiente. :)
    Concordam com este comentário: Arnnogueira
  12.  # 14

    Isto é uma pescadinha de rabo na boca...se o cliente desiste ,o fornecedor pode ficar com um material que depois pode demorar anos a fazer.Eu fiz um movel tv lacado,por medida,como era um "amigo" nao pedi adjudicaçao,era movel para 600 euros e tive de o vender ao fim de 6 meses por 150,pq estava destinado a ficar com ele para sempre...Pode se e deve se fazer uma fatura de adiantamento do valor entregue,descriminando que é sobre o orçamento nº tal...
  13.  # 15

    Etics...

    explica muito, mas ainda não nos disse porque é que o risco tem de estar do lado do comprador e do lado do vendedor só seguranças. Aqui no atelier fazemos muitos acompanhamentos e direcção de obras, muitas vezes tratamos nós dos pagamentos dependendo do plano de acompanhamento contratado pelo cliente. Prezo muito o dinheiro dos meus clientes, aqui ninguém leva adiantado sem ser o justo, somos certos, o pagamento é feito quando deve ser feito sem demoras, sem empates e sem complicações, mas arriscar o dinheiro dos clientes nem pensar. Eu puxo para o lado dos meus clientes quem quer vender que se amanhe, se não tem capacidade feche as portas e deixe trabalhar quem quer.

    É uma opinião.

    Cumprimentos
    nuno costa
    www.doisarquitectos.com
    Concordam com este comentário: Delfim
  14.  # 16

    Colocado por: doisarquitectosAqui no atelier fazemos muitos acompanhamentos e direcção de obras


    Colocado por: doisarquitectosaqui ninguém leva adiantado sem ser o justo


    Quer comparar a prestação de um serviço, com um fornecimento de um material que tem que ser pago antes de o fornecer ao cliente?

    Colocado por: doisarquitectosporque é que o risco tem de estar do lado do comprador

    Porque o comprador é que precisa do material e foi ele que contactou o fornecedor.

    Não quer assumir riscos?....fácil, paga mais caro e compra a outro fornecedor, que mediante uma margem de lucro superior aceita assumir o risco.
    Concordam com este comentário: jorgealves, Anonimo18072022B
  15.  # 17

    Quer comparar a prestação de um serviço, com um fornecimento de um material que tem que ser pago antes de o fornecer ao cliente?

    Acho que o doisarquitectos está a referir-se ao pagamento da obra, segundo entendi é ele que paga faz os pagamentos do cliente (dono da obra).
  16.  # 18

    10%
  17.  # 19

    Colocado por: j cardosoAcho que o doisarquitectos está a referir-se ao pagamento da obra, segundo entendi é ele que paga faz os pagamentos do cliente (dono da obra).

    Tem razão, eu referia-me ao pagamento dos honorários e o dois arquitectos falava de pagamentos ao empreiteiro !!
    Concordam com este comentário: j cardoso
  18.  # 20

    Picareta,

    eu explico, não é habitual fazermos nós os pagamentos, mas temos um plano de acompanhamento para pessoas que não estão no país e não tem hipótese de verificar se os trabalhos estão ou não cumpridos. mesmo que não sejamos nós a fazer directamente os pagamentos, estes são-no feitos aquando da nossa ordem. Depende de cliente para cliente. É só nestes casos que controlamos isso, porque de resto não nos metemos nessa guerra.

    Atenção eu não digo que sou contra adjudicações...pelo contrário, tem de haver boa vontade do cliente, na minha opinião e salve-se que é apenas uma opinião as adjudicações seriam no máximo até 20%..tudo a mais como já aqui li de 40/50% acho abusivo.

    Não acredito que pagar 50% de adjudicação baixe o preço, se o fornecedor nao tiver a capacidade de ter bom preço com 15% de adjudicação não é bom fornecedor.

    Cumprimentos
    nuno costa
    www.doisarquitectos.com
 
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