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  1.  # 1

    Boa Tarde,

    Vim parar aqui após andar uns quantos 3 bons anos nas redes e em diversos locais, sempre a tentar arranjar uma solução para as propriedades que temos e que não podemos nem temos disponibilidade de cultivar quanto mais obter cursos ou qualquer apoio do estado para as fazer produzir.
    Estas propriedades estão no Douro - alguns km de Resende e de S. Martinho de Mouros - e tem vários campos de produção de castanhas, lenha e demais alimentos naturais da região e que durante anos foram produção de legumes, batatas e outras frutas das épocas. Numa freguesia temos uma casa de pedra (habitação de 45,50 metros quadrados) com 2 andares e 3 divisões que na realidade precisa de ser restaurada.
    A totalidade das terras é de cerca de 17.950 metros quadrados e dispersas entre si por locais com acessos de caminhos que tanto podem ser feitos com trator como a pé e estas alcançam entre os 3.000 a 8.200 metros quadrados. A região é rica em água de nascentes e não possui contadores de água, está inserida numa aldeia rural de poucos habitantes que somente tem a sua população crescer quando começa o Verão e a chegada de emigrantes. Servida por uma bela rede de estradas alcatroadas e com vários negócios em redor acaba a ser um pequeno refúgio para muitos e forma de vida para outros.
    Alguns anos a tentar vender, trocar, alugar e até agora sem sucesso e somente muito poucos e escassos interessados. Pelo meio ficam muitos e-mails a várias direções de agricultura, grupos de cultivo e agricultura sustentável que nos tem vindo a remeter para novas hipóteses e para contatos com actividades rurais que vão desde a Ifadap a umas quantas outras e tudo sem sucesso.
    Já tentamos alugar, trocar, vender em quantos e quantos murais diversos de diversos grupos de horticultura e agricultura sustentável não tem dado em nada.
    Que fazer com estas terras? Onde colocar isto para alugar, trocar ou vender? Se há apoios para casais desempregados como nós onde é que se consegue algo sem sucesso sem ter que regressar aos tantos sites oficiais que mesmo após uma grande data de dados e pedidos repetidos não se dignam responder nem sequer a informar que "talvez para o ano"?
    Enfim, saturados desta situação e com propriedades de cultivo ao abandono ainda andamos a tentar por todos os lados. Se alguém souber ou pretender comunicar algo sobre como resolver esta situação, sintam-se à vontade para nos comunicar.
    Cumprimentos.
  2.  # 2

    Como as propriedades não têm uma dimensão que permita uma exploração rentável, a melhor solução passa por tentar comprar/vender/permutar com vizinhos para aumentar a dimensão e reduzir o número de terrenos. Aí sim pode pensar em rentabilizar o que tem. o PDR 2020 tem uns apoios muito interessantes para o sector florestal, por exemplo.

    O processo de agregar as propriedades dispersas é moroso, caro e difícil. Como durante muitas dezenas de anos as partilhas foram feitas dividindo a propriedade entre os herdeiros, temos um país "às tirinhas". Na maior parte do território não existe um cadastro actualizado dos prédios rústicos o que torna uma tarefa simples de descobrir quem são os seus vizinhos um filme de terror.

    Como eu faria no seu caso:
    1- Identificar os prédios com maior potencial para se tornarem propriedades rentáveis;
    2- Procurar adquirir os terrenos contíguos a esses, procurando os actuais proprietários no cadastro, no padre, na junta de freguesia, junto dos velhotes da terra ou no café;
    3- Despachar as propriedades restantes, vender, permutar, ceder a exploração da terra a algum agricultor local, a pastores, etc. Há associações de agricultores ou de produtores florestais, cooperativas agrícolas, que conhecem bem o terreno e podem ajudar;
    4- Sempre que possível procurar fazer acordos envolvendo permutas de terrenos, para evitar estar a dispender mais dinheiro;
    5- Com um bocado de sorte, após 5 ou 10 anos de muitas tentativas falhadas, muitas chatices, alguns herdeiros armados ao pingarelho por causa de terrenos que nunca viram na vida, marcações de escrituras em que têm de comparecer 10 ou 15 pessoas, muito dinheiro dispendido em registos, emolumentos e impostos, já terá alguma propriedade em que valha a pena investir;
    6- Deus lhe dê paciência e não desista que um dia mais tarde os seus netos hão-de agradecer
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  3.  # 3

    Luis9807: mandei-lhe mensagem privada
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