Mas, como há muita clientela, e não há bem noção da população em geral de como é que as coisas efectivamente funcionam...
Para muitos, o estado é uma entidade alíenegena, com a qual não temos qualquer relação. Raros são os que percebem de onde vem o dinheiro, como é feito, o que é um défice, um orçamento, o que é dívida pública, no que é que se gasta o dinheiro - apenas lhes interessa que recebam o deles e pouco mais.
Aliás, basta ver algumas das intervenções por aqui para se ver que a lógica e a matemática não têm grandes adeptos, o lirismo é mais apreciado.
Os gregos, independentemente de serem ou não sustentáveis, de fazerem ou não fazerem reformas, devem ver a sua dívida renegociada. Porquê? Porque não têm dinheiro. E é isso, o argumento é esse.
O BES, por exemplo, na palavra dos próprios, ainda hoje estava de pé, se tivesse tido um bocadinho mais de tempo para resolver os seus problemas.
É como os gregos. Precisam só de um bocadinho mais de tempo.
É como as empresas e as pessoas que vão à falência... precisavam só de um bocadinho mais de tempo. E mais um bocadinho... e mais um bocadinho, e ainda mais bocadinho... entretanto, a coisa escala mas, é só preciso mais um bocadinho... é como os toxicodependentes, é só mais esta vez...
Colocado por: Billy_BoyQuero dizer 'extensão do programa'.
http://www.tvi24.iol.pt/economia/maria-luis-albuquerque/governo-nao-vai-solicitar-nova-extensao-do-programa-da-troika
Eles arranjam sempre novos nomes quando algo ganha uma conotação negativa.
Devido à «incompatibilidade de calendários» que impede o Governo de apresentar uma solução e receber a última tranche da troika até 30 de junho, data que resultou de um adiamento do programa que terminava a 17 deste mês, o Governo decidiu não solicitar uma nova extensão do programa de ajustamento e prescindir da útima tranche de ajuda financeira da troika
A troika está mas não está. Curioso. A ver se no tempo dos nossos netos já terá ido embora.
Colocado por: FDE não esquecer que os gregos JÁ tiveram um perdão parcial da dívida... em 2012, há apenas três anos.
53,5% do valor da dívida detida por privados foi simplesmente... apagada. Foram 106.500.000.000€.
Ou seja, se eu tivesse 1.000€ de dívida grega, teria hoje 465€.Concordam com este comentário:sergyio

Colocado por: luisvv
ALENTEJO.
TRÁS-OS-MONTES.
ALGARVE.
Está bem assim?
Colocado por: euAliás, basta ver que a Troika em meia dúzia de meses identificou e sugeriu alterações estruturais no País que são óbvias e necessárias, mas que nenhum governo anterior tinha tido a competência (ou coragem) para implementar.
A Grécia foi resgatada 2 vezes nos últimos 5 anos. Teve uma extensão por 6 meses que vigora agora.
Portugal recebeu um 'programa cautelar' para não lhe chamarem 2º regate.
A Troika e seus apoiantes locais, fazem previsões, e erram.
A Grécia vai zelar pelos seus interesses e ter um perdão da dívida do FMI com alívio dos juros.
Depois vai baixar impostos para estimular a economia.
Coisa que a direita portuguesa (que se diz patriótica e usa bandeirinhas nas lapelas) e os seus colegas de esquerda no centrão-Merkelão, não fazem e não vão fazer.
Esquece-se que nessa altura a dívida grega cotava no mercado a 10% do seu valor. Os credores originais já há muito tinham vendido a terceiros para estancar as perdas.
Foi feita uma operação de troca de dívida, em que quem tinha dívida a valer 10%, subitamente passou a tê-la a valer 50 e com garantia do FMI. Foi um óptimo negócio para muitos. No final o rácio dívida/PIB ficou na mesma.
Uma enorme dívida insustentável. Políticas erradas levam a resultados errados.
Colocado por: luisvvGajos malucos e que não percebem népia disto diriam que défices geram dívida. Mas, lá está, são malucos, o que se há-de fazer..
Duas ou três dessas bolachas vão para juros da dívida. Sem dívidas malucas havia margem para baixar muitos impostos.


