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    • CSCE
    • 24 janeiro 2015

     # 1

    Boa noite,

    O meu pai faleceu há pouco e deixou algumas coisas passíveis de serem arrendadas, mas para além dos problemas que todos bem conhecemos que podem surgir quando se aceitam inquilinos, ainda estou às voltas com as questões legais quanto ao arrendamento em si para tentar compreender se vale sequer a pena arriscar.
    Se fizer tudo certinho, com contrato registado nas finanças, quanto do valor da renda é que vai acabar em bolsos alheios? A cabeça de casal é a minha mãe e não estamos a pensar fazer partilhas, portanto terá de ser ela passar os recibos, certo? Como é que depois é calculado o valor a entregar ao estado? Já ouvi falar numa percentagem (26%) mas também já me disseram que vai é tudo para o IRS e se paga consoante o escalão de rendimentos que engloba, no caso da minha mãe, a reforma mais o valor das rendas... Afinal como é? E sendo que parte também é minha também tenho de meter alguma coisa no IRS?
    Peço desculpa por tanta pergunta mas isto é tudo tão confuso que se tivesse um botãozinho para fazer desaparecer as coisas que o meu pai deixou já tinha carregado nele! Acabavam-se os IMIs e as rendas e isso tudo... isso é que era um sossego!
  1.  # 2

    cada um declara no seu irs a sua percentagem de rendas.

    depois pode optar ou nao pelo englobamernto das rendas.
    se optar pelo englobamente, compensa para quem tem poucos rendimentos, paga irs de acordo com o valor toral de rendimentos

    se nao optar pelo englobameneto paga 28% de IRS sobre o valor da renda recebida.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CSCE
    • eu
    • 24 janeiro 2015

     # 3

    O título é que é desajustado. Se acha que o estado é um chulo, o que é que isso faz de si ?
  2.  # 4

    Não tens um contabilista que te dê uma ajuda? São coisas relativamente simples.
  3.  # 5

    Colocado por: CSCEse tivesse um botãozinho para fazer desaparecer as coisas que o meu pai deixou já tinha carregado nele! Acabavam-se os IMIs e as rendas e isso tudo... isso é que era um sossego!

    Tretas.
    Concordam com este comentário: ANdiesel
    • CSCE
    • 24 janeiro 2015 editado

     # 6

    kostta: muito obrigada pelo esclarecimento. Não querendo abusar, atrevo-me a pedir-lhe mais um esclarecimento, pelo que li se optar pelo englobamento tenho de declarar rendimentos da categoria B não é? Ou seja, tenho de abrir actividade e ter um CAE para isso?

    eu: Uma p**a! É exactamente assim que me sinto, mal consigo sustentar-me, como muitos outros jovens e não tão jovens assim dependo da reforma da minha mãe, porque como tantos outros licenciados não encontro trabalho e muito menos um trabalho minimamente estável. No entanto, tenho impostos, taxas, imis, água e luz sempre a subir, mais e mais coisas para pagar e menos e menos para poder sobreviver... Do estado nunca tive ajudas pq quem trabalha a recibos verdes neste país tem menos direitos que os cães. Chega-lhe assim ou quer que eu seja mais clara e retire os ** que por respeito aos outros utilizadores utilizei no início?

    tostex: pois não tenho, pelo menos um a quem posso perguntar sem custos.

    treker666: eu sei que de fora parece tudo muito bom, eu tb costumava pensar que ter é em melhor que não ter, até me ver sozinha, pq não tenho mesmo mais família que a minha mãe, a braços com uma casa cheia de problemas e que pouco vale, terrenos sem serventia que só levando o caso a tribunal se poderia resolver e custaria 1000 vezes mais do que o que alguém poderia vir a dar pelo terreno, terrenos com meia duzia de metros quadrados dos quais eu não posso cuidar mas que é obrigatório limpar e que pela dita limpeza nos levam couro e cabelo? Desde que o meu pai adoeceu que até o pouco trabalho que fazia por conta própria tive de deixar para passar simplesmente a cuidar dele e de todos os imensos problemas das coisas que tinha? Sabe o que é não ganhar para pagar IMIs e afins de coisas que nem dadas alguém as quer? Acredite, só quem tem os problemas é que sabe realmente deles.
    Concordam com este comentário: jorgand
  4.  # 7

    Se queres mesmo ver-te livre disso tudo põe tudo à venda. Não há mais impostos correntes nem chatices.
    • CSCE
    • 24 janeiro 2015

     # 8

    A ideia é boa, a prática é bem diferente. Sabes o que é ter terrenos pequenos, enfiados no meio de cascos de rolha, sem serventia, mas que mesmo assim é preciso limpar pq logo por azar têm um poste de alta tensão ou um transmissor de rede movel ao pé? Nem dados alguém os quer. Mas fica aqui a sugestão, quem quiser bocados de chatice na zona de Leiria estou disposta a satisfazer os pedidos.
  5.  # 9

    Pode fazer um arrendamento ilegal. Depois se tiver problemas com quem lá mete, resolva você mesmo, em vez de recorrer aos 'chulos'. ;)
    • CSCE
    • 24 janeiro 2015

     # 10

    Sou demasiado estúpida para isso. Sempre paguei absolutamente tudo o que me exigiram e se hoje em dia sinto desprezo pelo desgoverno que se apossou deste país e que se comporta como aquilo a que me referi acima, é porque sinto que só tenho o dever de pagar mas quando preciso da contrapartida que seria o zelar pelo meu direito enquanto trabalhadora e proprietária não tenho absolutamente nenhum retorno. Quando as coisas correm mal o estado lava as mãos e manda-me a mim resolver os problemas. Diga-me então se devo estar satisfeita com a situação? De qq modo, folgo em saber que ainda há tanta gente a dar-se bem na vida com as coisas no estado em que estão.
  6.  # 11

    A limpeza dos terrenos. Outra medida brilhante do presente governo, e num ano em que quase não houve incêncios. Por essa lógica proibem-se também as ourivesarias para não haver assaltos.

    Penso que se tiver postes de alta tensão, a REN tem que fazer ela própria a limpeza nos terrenos que passem debaixo e ao redor das linhas. Fale com eles para irem aí.

    Colocado por: CSCEQuando as coisas correm mal o estado lava as mãos e manda-me a mim resolver os problemas. Diga-me então se devo estar satisfeita com a situação?


    Claro que não. Em Setembro ou Outubro do presente ano os portugueses terão oportunidade de se pronunciarem acerca do estado em que isto está.

    Colocado por: CSCEDe qq modo, folgo em saber que ainda há tanta gente a dar-se bem na vida com as coisas no estado em que estão.


    Muitos não estão nada bem, mas também não se preocupam em fazer nada para mudar a situação. Aliás, é assim há anos.
    Concordam com este comentário: ktm333
    • ktm333
    • 24 janeiro 2015 editado

     # 12

    Colocado por: CSCESabes o que é ter terrenos pequenos, enfiados no meio de cascos de rolha, sem serventia, mas que mesmo assim é preciso limpar pq logo por azar têm um poste de alta tensão ou um transmissor de rede movel ao pé?

    Tenho alguns terrenos, iguais, com cabos de alta e média tensão por cima, em que não deixam plantar árvores(eucaliptos, pinheiros..), e tiveram de pagar para eu "deixar" passar por lá os cabos, e nunca tive de limpar os terrenos, eles é que tratam disso, andou lá a pouco tempo uma maquina de rastos e uma equipa com moto-roçadoras a limpar todo o "caminho" por baixo dos cabos.. Rendimento que tiro de lá? Nenhum.. Sempre posso "plantar" lá uns sobreiros que esses eles não podem arrancar, ou cortar e daqui a uns 30 anos pode ser que dê cortiça...
  7.  # 13

    kostta: muito obrigada pelo esclarecimento. Não querendo abusar, atrevo-me a pedir-lhe mais um esclarecimento, pelo que li se optar pelo englobamento tenho de declarar rendimentos da categoria B não é? Ou seja, tenho de abrir actividade e ter um CAE para isso?
    nao. preenche anexo F
    Estas pessoas agradeceram este comentário: CSCE
  8.  # 14

    Colocado por: CSCE (...) Sabe o que é não ganhar para pagar IMIs e afins de coisas que nem dadas alguém as quer? Acredite, só quem tem os problemas é que sabe realmente deles.

    Claro que sabemos e compreendemos como se sente. É verdade, o Estado é um chulo!... Vive economicamente à custa dos contribuintes e não sabe gerir os milhentos e milhentos euros que entram diariamente - mais coercivamente do que de moto próprio - nos cofres desse poço sem fundo, que é a Autoridade Tributária, sem esquecer os impostos dissimulados, com que nos «brinda», com a fiscalidade verde. A isso chama-se «tapar o sol com a peneira». Há sempre a excepção à regra: a cada dia aumenta o leque dos muito pobres - a classe média está depauperada -, os muito ricos também têm aumentado, de ano para ano. Mas... há, também, uns quantos que conseguem passar entre os «pingos da chuva» e que, em momento algum, são afectados pela crise; tecem loas ao poder vigente e ficam agastados porque nos rebelamos contra um Estado perdulário que, desgraçadamente, nos estrangula e põe a pão e água.
    Concordam com este comentário: CSCE
  9.  # 15

    Colocado por: CSCEque se tivesse um botãozinho para fazer desaparecer as coisas que o meu pai deixou já tinha carregado nele


    Esse botãozinho existe. Chama-se "renuncia à herança". Já não se preocupava mais com isso.

    Quanto ao resto já foi tudo dito... Só não desenvolvo mais, porque o título do tópico descredibiliza o que escreveu---
  10.  # 16

    Há uma razão para esses impostos e taxetas todas. O mesmo sistema que permite liberdade de movimento de capital também permite uma fuga massiva a impostos sobre o rendimento. Logo, é preciso criar novos impostos, num jogo de gato e rato.

    Por exemplo, se eles movem as operações financeiras para fora, então taxem-se os sacos de plástico que eles vendem/oferecem, e os combustíveis que usam no decorrer da sua actividade. A parte má disto, é que também atinge quem não devia atingir....
    • CSCE
    • 24 janeiro 2015

     # 17

    Ainda em que finalmente encontro mais alguém que não está a comer do tacho, obrigada Maria Rodrigues.

    Bom, por partes: o ridículo do problema das limpezas dos terrenos neste caso é que a câmara municipal decidiu ser mais papista que o papa e ir ainda mais longe do que aquilo que dita a lei a nível nacional. Nem o poste de alta tensão nem a antena de telecomunicações estão em terreno meu, o problema é que a câmara as considera edificações e exige limpeza num raio de 150m, o que me atinge e bem. Melhor, quanto às árvores e vinha que estão no terreno não há problema, mas como ficou por amanhar nos últimos 2 anos e ganhou erva começaram a chatear, melhor ainda qd a própria câmara não limpa os baldios que são contíguos ao meu terreno. Neste caso a REN diz e bem que o problema não lhes diz respeito.

    Não sabia quanto à possibilidade de renunciar à herança, de qq forma agora também já vai tarde. Suponho que nesse caso teria de renunciar a tudo, certo? Porque efectivamente já tentei doar à junta ou à câmara terrenos que basicamente são não amanháveis, só têm quase pedras e carrascos e não há forma de terem outro interesse, além de que pegam com os ditos baldios. Não quiseram. E aqui entrecruzam-se os assuntos, essa tal fiscalidade verde é realmente mais uma bela forma de sacarem mais uns tostões ao pobre trabalhador que em tempos foi de classe média. Quem me paga a mim pelas matas de carvalhos, carvalhiços, heras, gisbardeiros, etc, que se voltaram a formar nas zonas não amanhadas e que, mesmo que quisesse, não poderia cortar (pq é proíbido cortar estas espécies e pq tb não há forma de lá levar máquinas, pelo menos por tão pouco)? Não estou a falar de mato, mas sim de floresta autóctone, aquela que existia nesta parte do mundo antes do boom populacional ter tentado "civilizar" todos os terrenos que apanhou, e que avançou sobre as minhas terras? Quem paga todo o carbono que retêm? Quem paga pelas espécies protegidas que lá podem agora sobreviver e reproduzir-se? Porque a mim e aos outros nas mesmas situações nunca se coíbem de cobrar mais e mais, mas aquilo que damos (e dar é mesmo o termo certo) ninguém atribui valor.
  11.  # 18

    Colocado por: CSCEAinda em que finalmente encontro mais alguém que não está a comer do tacho, obrigada Maria Rodrigues. (...)

    É verdade! Não comemos do tacho, assumimos integralmente todas as nossas obrigações fiscais, não devemos um cêntimo ao estado, mas fazêmo-lo com muito sacrifício e uma grande revolta; sentimo-nos espoliados, por gente que não escolhemos. Desejamos veementemente que as futuras gerações nos resgatem destes imbecis - transformados em elites -, que estraçalharam, e vão continuar a desbaratar o património do nosso país, contra tudo e contra todos, deixando Portugal miseravelmente dependente.

    Depois de ler o seu comentário (# 17) vejo-me a viver os mesmos problemas com a floresta autóctone, pedras e carrascos de difícil acesso, que só o fogo poderá limpar, com muita pena nossa, pela impossibilidade de amanhar-mos. E os impostos a cair-nos em cima, um IMI altíssimo sobre umas ruínas, arbitrariamente avaliado pelo «diligente» chefe de finanças local. Sim, estamos à mercê desta gente, sem possibilidades de defesa, que quer, pode e manda!
 
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