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  1.  # 1

    Bom dia a todos,

    Mudei de casa em Abril e parecia isenta de problemas de maior, mas chegando agora a estação das chuvas, desde outubro/novembro que tenho tido problemas de infiltração de água pelas janelas, portas e também tive uma telha partida.
    O senhorio reparou a telha mas nega-se a fazer mais que isso.
    As janelas e portas de acesso à casa são de caixilharia de alumínio antigo e vidro simples, sendo que as janelas são tipo portas de abrir para dentro.
    As infiltrações de água são tais que formam poças de água nos parapeitos das janelas e escorrem pela parede abaixo humedecendo toda a parede abaixo da janela e numa delas já está tudo cheio de manchas pretas.
    Nas portas da varanda formou-se uma poça de água que escorreu para debaixo de moveis antes que déssemos pelo "desastre".
    A casa tem duas portas de entrada, uma num corredor e outra na cozinha, lado a lado, num primeiro andar (andar moradia).
    A porta do corredor está sempre encharcada em água e coberta de manchas pretas de bolor (condensação).
    A porta da cozinha tem o mesmo problema, mas com a agravante de a cozinha estar a acumular fungos no tecto. As paredes são cobertas de azulejo até uma altura de 1.90 cm (aproximadamente) e os azulejo estão sempre encharcados com água a escorrer. Recentemente, ao limpar, 3 azulejos ficaram-me na mão, intactos!
    Os armários da cozinha são de madeira antiga com uma qualidade boa, mas às vezes noto as paredes de trás desses armários algo húmidas, como que suadas.
    Já encontrei por vezes comida que guardo nesses armários (por exemplo sacos de farinha) cheios de bolor, e não estavam no armário há muito tempo e estavam ainda por abrir.
    A menos que chova torrencialmente tenho tido a janela da cozinha sempre aberta, apesar do frio, para ajudar a arejar (só fecho de noite quando vou dormir) e tenho até por vezes aberto os armários da cozinha (quando não estou a cozinhar no fogão) para poderem arejar também, mas os problemas persistem.
    Não posso, nem quero estar constantemente a limpar bolores e preocupar-me com isto, porque acho que não é de todo a minha obrigação, mas sim do senhorio resolver estes problemas- o stress que isto me tem causado é tal que que sinto mais relaxado, calmo e à vontade no trabalho do que em casa.
    A filha do meu senhorio é advogada e o meu senhorio não se quer incomodar mais com este assunto, de modo que agora é ela a intermediaria entre mim e o senhorio e claro que ela lhe dá razão e está do lado dele. Quando falo com ela parece um ser irracional que se limita a repetir que não vai resolver estes problemas e que prefere ter a casa vazia a lidar com eles e diz-me para sair se não estou satisfeito.
    Não quero, nem posso de todo mudar de casa outra vez, é um grande transtorno físico, psicológico e monetário, além de que eu tive férias quando mudei de casa da ultima vez e agora não tenho férias agendadas, uma vez que já gozei tudo a que tinha direito.
    Além de que gosto imenso das areas e localização da casa e fica perto do meu trabalho.
    Outra situação é que pelo teor da agressividade nas nossas ultimas conversas com a filha do senhorio, é quase certo que após o contrato de 5 anos nos vão querer fora da casa, logo não sei se me compensa estar a resolver problemas e depois não usufruir da solução (restam 4 anos e pouco).
    Quando a minha mulher detectou a poça de água a entrar pelas portas da sala (varanda), ligou imediatamente à filha do senhorio, aflita, enquanto metia toalhas no chão, e a pergunta, algo bizarra e no nosso entender reveladora de que eles estão a par da situação - embora o tivessem negado - foi "mas a pressiana está fechada?". A que propósito teriamos nós a pressiana fechada durante o dia? Isto foi no dia 30 de Dezembro e ela prometeu ligar no dia seguite com uma solução. Como eles não disseram nada até ontem, dia 09/01, a minha mulher ligou para ela e disse que já tinham passado 10 dias sem uma resposta, ao que ela respondeu que o empreiteiro tinha passado de carro na rua , olhado para a varanda e visto que tinhamos uma cortina de bambu ao longo do corrimão e que isso é que estaria a fazer com que a água não pudesse escoar... (de todo, se alguma coisa, a cortina de bambu - que nem sequer toca no chão - previne que a totalidade da chuva chegue aos vidros). Quando a minha mulher argumentou isto, levou como resposta que "não vamos mudar a caixilharia da casa, nem fazer uma construção de raiz para vocês", o que nos leva mais uma vez a crer que eles sabem que a resolução dos problemas passa por isso mesmo, mudar a caixilharia (até para resolver a condensação e a entrada de rajadas de vento pelas janelas fechadas).
    Devo dizer que a minha mulher escalou o tom de voz com a senhora ao telefone, porque ao explicar os problemas ela se mantém extremamente calma, quase robótica e monocórdica, sempre a dizer "estou a ver que não estão satisfeitos com a casa, é melhor sairem", "vocês tinham 2 meses para detectar quaisquer problemas desde que foram para aí" (como? se só agora começou a chover torrencialmente e logo que apareceram os primeiros problemas, os relatamos); isto é a resposta a tudo o que possamos dizer, repetida constante e calmamente por ela, ao ponto de a minha mulher se "passar" ao fim de lhe ter dito várias vezes que adoramos a casa, mas que estes problemas têm de ser endereçados.
    Quando os fungos na cozinha surgiram e começaram a alastrar, a minha mulher ofereceu-se para limparmos nós e pintarmos nós a cozinha gratuitamente, eles só teriam de fornecer uma tinta de qualidade (anti-fungos e preparada para a condensação, em vez da tinta porosa e podre que lá está) e que pela área pintável custaria cerca de 10, 15€ no máximo. Recusou-se terminantemente e disse que "qualquer pintor honesto lhe dirá que não se podem pintar interiores no Inverno"... (?!?!?!?!?!?!)
    Ainda de referir que fomos nós que tivemos de pôr esquentador (soubemos depois que era a obrigação deles), fogão, exaustor e forno (um forno de bancada, branco, que agora está carregado de fungos) e pagar a instalação...

    Queria pedir conselhos sobre como solucionar o meu problema da melhor maneira e que aspectos legais posso usar para os "obrigar" a fazer as reparações. Temos sempre pago as rendas antes do tempo, pelo que eles não podem pegar por aí...

    P.S.: O senhorio tem certamente poder monetário para resolver os problemas, uma vez que um dos argumentos que a filha usa com frequência é que tem 27 (ou 28) propriedades e seria um absurdo se tivesse de resolver em todas elas os problemas que estou a ter na minha.
    O método dele é pintar as paredes com tinta podre (sai se passar um papel com água - constatei isto após matar um mosquito contra a parede) em vez de solucionar os problemas de vez e voltar a alugar as casas mal pintadas para disfarçar as coisas para as próximas "vítimas".

    PPS - O meu cunhado falou-me da "Gaiurb" que resolve este tipo de problemas e fica a receber a renda pelos senhorios, ou algo do género, mas em Braga (Vila Verde) não sei se existe uma entidade semelhante....

    Peço desculpa pelo longo post...
    • emad
    • 10 janeiro 2016

     # 2

    Eu tirava as suas coisas pessoais e pegava -lhe fogo. Se calhar nem seguro tem, da forma como poupam.
    Saia da casa e arranje outra. Nao se chateie por causa desse tipo de pessoas.
  2.  # 3

    Colocado por: emadEu tirava as suas coisas pessoais e pegava -lhe fogo. Se calhar nem seguro tem, da forma como poupam.
    Saia da casa e arranje outra. Nao se chateie por causa desse tipo de pessoas.

    Emad, aho que acabou de ganhar o prémio do pior conselho do ano e ainda agora 2016 começou lol Às vezes é o que apetece fazer mas...

    Caro "Desperado", contactos via telefone caem em saco sem fundo. Tire fotos ao que descreveu e comunique por escrito, carta registada com AR dando um prazo razoàvel para a resolução do problema. Deve endereçar a quem lhe assinou o contrato. Pode seguir vários caminhos, desde efectuar as obras necessárias descontando da renda ou abandonar o espaço. Mas sempre, sempre, comunicações por escrito.
    Concordam com este comentário: flipey
  3.  # 4

    Faça como diz o treker666, qualquer contacto deverá ser feito sempre por carta registada. Só dessa forma terá fundamento legal para qualquer rumo a seguir, quer sejam as reparações ou eventualmente a sua saída, justificada com a falta de condições na habitação.



    Relativamente às reparações e por uma questão de curiosidade, se alguém souber/puder responder, como se processa na falta de resposta do senhorio?
    Serão estes os passos a seguir?

    1 - O inquilino envia carta registada a enunciar os problemas que requerem atenção e estipula um prazo para a resolução.
    2 - Aguarda até ao final do prazo estipulado mas o senhorio não responde. Eventualmente liga a reforçar que não faz qualquer reparação. Mas neste momento (e no caso do user Desesperado) já a filha que é advogada reconhece que o inquilino está a par dos seus direitos e das obrigações do senhorio.
    3 - O inquilino avança com as reparações e paga do seu próprio bolso. Guarda todos os recibos e descrições dos serviços feitos.
    4 - O inquilino começa a descontar nas rendas o investimento feito.

    Pode o senhorio de alguma forma impedir que o inquilino avance com qualquer tipo de obras?
 
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