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  1.  # 21

    E depois é o orçamento que arranjar... pois eu posso em fase de projecto achar que a parede custa cerca de 32€/m2... e os empreiteiros que arranjar dizem que não a fazem por menos de 44€/m2.... tal como estimo a pintura a 6€/m2 e depois o empreiteiro crava com 9.5€/m2.. e por aí fora....

    PS: Depois em sede de obras publicas, mesmo obras pequenas, vejo concursos ganhos e obras acabadas, com valores ainda abaixo dos que estimei... Assim anda a nossa construção. Muito dificil....
  2.  # 22

    Os donos de obra têm que ter uma ideia sempre presente ao longo de todo o processo.
    O custo da SUA casa é sempre o somatório das SUAS opções.

    Em alguns casos poderão haver custos que resultam de opções de projeto dos arquitectos, e aí de facto, há razões para serem chamados à atenção.

    Como arquiteto, vejo que o procedimento é quase sempre o mesmo. Estabelece-se um preço inicial (geralmente baixo) e depois vem uma lista interminável de requisitos e exigências que continua sempre a crescer ao longo do processo.

    Em alguns projetos segue quase todas as semanas um aviso para futuros donos de obra, que esta opção é mais X, aquela é mais Y, e a verdade é que muitos não dão ouvidos ao que não querem ouvir....e no final é sempre a somar.

    Um mapa de quantidades tem centenas de items e basta a variação de 1/2 deles para haver aumentos de milhares de euros.

    Os preços de construção não são fixos e universais e variam constantemente. Desde o início de um projeto ao fim da construção, facimente se passam dois anos e não tenham dúvidas, que os preços de construção daqui a seis meses vão ser mais altos, dado o aumento da procura (sobretudo nos grandes centros urbanos).

    O melhor que os donos de obra podem fazer é terem projeções mais defensivas e não andarem permanentemente a fazer de conta que se vai construir com imensos requisitos e qualidade a preços muito baixos.
  3.  # 23

    Colocado por: nunogouveiaO orçamento do arquiteto é sempre uma estimativa, não é um dado contratual. Não é assim tão fácil prever o custo num estudo prévio.
    Apenas com o projeto de execução é que tal se torna mais real...e mesmo assim há inúmeros fatores que nunca se controlam a 100%
    Concordam com este comentário:marco1


    Se mesmo entre empreiteiros há uma disparidade brutal de preços, é ao arquitecto que exigem uma previsão ao cagagésimo?

    Eh pá, isto é mais ou menos. A única coisa que é certa é a área. Se não querem surpresas, não metam pressão nas áreas e nos acabamentos. Isto de fazer contas ao custo por metro quadrado tem muito que se lhe diga.
  4.  # 24

    se até as obras publicas que são coisas em que os projetos vão ao parafuso, tem custos calculados com base em folhas de rendimento de mão de obra, fiscalizações apertadas, etc.. etc...derrapam,...
  5.  # 25

    Colocado por: EnigmasA casa é pequena, é uma casa térrea, R/C e 1º andar, num total de 70m2. Foram discutidos materiais em termos gerais, por exemplo, chão em PVC, escada em pedra, tintas Robbialac, etc, mas nada em papel, só por conversa, e é o que vem nos orçamentos que já tenho em mãos.


    Se tem o projecto, e se tem orçamentos (minimamente descriminados) talvez dê para pedir outros orçamentos. (desde já admitindo que não é o mais correcto dar o orçamento de um construtor a outro para dar preços)
    Teria de apagar os preços que tem. No fundo era só para aproveitar a descriminação de materiais.
    Mas sem medições, é sempre um tiro no ar.

    Se o arquitecto tem construtores amigos (daqueles que têm como lema: 1 mão lava a outra, as duas lavam a cara) duvido que ele lhe dê um caderno de encargos e medições assim de qualquer maneira.
    Mais fácil será ele lhe dizer que não tem tempo agora para o fazer e só lho vai dar daqui a uns meses, e claro, mediante pagamento extra.

    Boa sorte para a obra.
  6.  # 26

    Assim sendo como se pode estipular um valor com o arquiteto? Se é assim tão variável...
    Se os DO optam por soluções mais caras devem ser chamados à atenção disso mesmo. Ninguém fala em pequenos desvios, fala-se em desvios de 50k. Eu por acaso tive a experiência contrária. Sempre fui muito comedido no que ia escolhendo e ia ouvindo da outra parte que orçamento daria sem problema. E agora, paga Zé!

    É curioso os arquitectos dizerem que tem soluções para todos os preços e que é muito variável mas depois quando se fala em baixar orçamentos a resposta é só uma: reduzir áreas
  7.  # 27

    sim começa por ai como é evidente mas não é o fator absoluto da coisa.
  8.  # 28

    Pessoalmente, costumo fazer mapa de medições logo no fim dos estudo Prévio e uma estimativa para ter uma ideia geral de orçamento antes de fazer o licenciamento, e evitar desvios maiores. Se se fizer o mapa de quantidades só no fim do projeto de execução já é muito mais difícil reagir.

    Há muito por onde poupar sem ser só na área geral. Esse talvez seja um ponto recorrente porque as habitações por cá costuma ser generosas nas áreas e ainda mais na proliferação de anexos, circulações e áreas sem grande utilidade que acabam por ter o mesmo custo das áreas efectivamente habitáveis.
    Basta ver as plantas que vão aparecendo por aqui e que sofrem quase sempre desses problemas.

    De resto, é preciso ter em atenção ao número e complexidade de casas de banho, áreas envidraçadas, movimentos de terras, climatização, etc.

    Algumas destas questões podem ser contornadas com bons projetos, que tirem partido das condicionantes envolventes.
 
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