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  1.  # 1

    Boa tarde

    Tenho acompanhado a construção da casa de uma familiar que está no estrangeiro, uma moradia simples de dois pisos, cuja obra se iniciou em Junho e que neste momento está numa situação nada simples, que passo a explicar:

    1 - No arranque da obra, combinou se com a fiscal e o empreiteiro (também meu familiar) realizar se um auto de medições por mês para melhor controlo dos custos, tendo o empreiteiro recusado assinar o auto de consignação, apesar da minha insistência e da fiscal, "porque não era necessário entre família".

    2 - Como nesta altura já era complicado voltar atrás, deu se mesmo assim início à obra, e após um mês, foi entregue um primeiro auto de medições da obra por parte do empreiteiro, que "era urgente assinar", e que a fiscal assinou a meu pedido.

    3 - Entretanto, a obra foi avançando, e foi enviado pelo empreiteiro um segundo auto de medições da obra incompleto e com erros, que a fiscal se recusou a assinar, e realizando ela um novo auto de medições do executado, que o empreiteiro também se recusa a assinar. Decidi aguardar que a situação se esclarecesse, não tendo o empreiteiro entregue mais nenhum auto de medições.

    4 - No entretanto, temos tido uma reunião na obra todos os meses, de que a fiscal fez actas para enviar à minha familiar, e que novamente o empreiteiro se recusa a assinar.

    5 - Agora que a obra está na fase final, "choveram" 3 autos de medição e outro de trabalhos a mais numa única noite (sexta feira passada), que a fiscal me informou que não vai ainda apreciar, visto que nem sequer o penultimo auto está assinado pelo empreiteiro, ou as actas. Ou seja, ainda só se pagou o primeiro auto de medições, e foi por o empreiteiro ser da família, visto que a fiscal informou de que havia ali trabalhos que não tinham sido executados conforme o projecto de execução.

    6 - Hoje tivemos uma reunião na obra, e o empreiteiro agora afirma que não recebeu o auto de medições realizado pela fiscal, e quando ela lhe pediu o livro de obra, o tipo diz que "tenho o livro em casa".

    7 - Tendo em vista esta situação "familiar", e a bem da minha paciência e tempo, como melhor proceder?
  2.  # 2

    Problemas tem aqueles que pagam adiantado, no seu caso a coisa resolve-se.
    Pagam apenas os autos visados pelo fiscal, se ele quiser receber mais que reclame.
    O livro de obra é para estar na obra, e se ele se recusar a colocar o livro na obra, deve ser pedido por carta registada.
    • jafn
    • 23 novembro 2017

     # 3

    O titulo do post é um bocado duro, para já, parece que é um familiar
    por outro parece que primeiro está a fazer os trabalhos e depois é que pede o dinheiro, sinal que está a investir euros dele nesse trabalho, que não é de mafioso.
    Depois há sempre a sua versão dos factos, e ele devia ter direito indicar a versão dele.(Ou seja, ainda só se pagou o primeiro auto de medições),(Agora que a obra está na fase final,)
    Concordam com este comentário: Luis K. W.
  3.  # 4

    Conclusão ... trabalhar com a família quase nunca é bom. E falo por experiência própria. Por serem da família facilitamos e depois quem se lixa somos nós.
  4.  # 5

    Colocado por: jafnO titulo do post é um bocado duro

    Deviam de alterar para "Familiar mafioso"
    Concordam com este comentário: jafn, Diogo999, dedao, GANDAREZ, alexp
  5.  # 6

    Colocado por: PicaretaProblemas tem aqueles que pagam adiantado, no seu caso a coisa resolve-se.
    Pagam apenas os autos visados pelo fiscal, se ele quiser receber mais que reclame.
    O livro de obra é para estar na obra, e se ele se recusar a colocar o livro na obra, deve ser pedido por carta registada.


    Parece me correcto, Picareta, mas não tem sido assim tão fácil, pois ele recusa se a assinar os autos das medições do que foi executado, ou seja, da fiscal, pois diz que faz os acertos que houver a fazer no fim e pelos autos dele, e que agora convinha é pagar o que houver a pagar, o que me deixa desconfortável, pois nem o dinheiro nem a obra é minha, mas quem está cá sou eu, e a casa era para estar acabada para o Natal, e com estas confusões todas, duvido.

    Colocado por: jafnO titulo do post é um bocado duro, para já, parece que é um familiar
    por outro parece que primeiro está a fazer os trabalhos e depois é que pede o dinheiro, sinal que está a investir euros dele nesse trabalho, que não é de mafioso.
    Depois há sempre a sua versão dos factos, e ele devia ter direito indicar a versão dele.(Ou seja, ainda só se pagou o primeiro auto de medições),(Agora que a obra está na fase final,)


    Parece lhe duro? Duro é ter a fiscal a dizer me que apesar do ter avisado, o meu familiar "esqueceu se" de uma viga da laje da cobertura porque não era "necessária", mas numa casa que era suposto ser económica já se lembrou de ligar à dona da obra para fazer as paredes da cave numa parte em betão, apesar do que está no projecto ser em blocos, porque ficava "melhor"...outra que me lembrei foi querer trocar aquele isolamento pelo exterior com uma esferovite cinzenta rebocada que ele queria reduzir, passar de 6 cms para 4, mas aí já estavamos atentos.

    Em relação ao pagamento, só me comecei a aperceber destas situações conforme o andamento da obra, e apesar da fiscal me ter avisado várias vezes que havia ali irregularidades. E apesar disto, ele insiste em ser pago como se tivesse executado o trabalho na totalidade, dizendo que faz o acerto no fim.
  6.  # 7

    pintomanuel

    A fiscal fez referências a essas anomalias construtivas no livro de obra?
  7.  # 8

    Penso que sim, pelo menos estas que referi ela falou comigo
  8.  # 9

    É isso vou ali tirar um pneu ao carro que não faz falta
  9.  # 10

    Colocado por: Sergio RodriguesÉ isso vou ali tirar um pneu ao carro que não faz falta


    Eu sei que agora soa a estúpido, mas na altura confiava no meu familiar que fez a obra, e ele próprio referia que "era da família...".
    Só quando comecei a desconfiar da marosca já era tarde...
  10.  # 11

    Colocado por: pintomanuel
    Parece me correcto, Picareta, mas não tem sido assim tão fácil, pois ele recusa se a assinar os autos das medições do que foi executado, ou seja, da fiscal, pois diz que faz os acertos que houver a fazer no fim e pelos autos dele, e que agora convinha é pagar o que houver a pagar,

    Pagar o que houver a pagar é simples: paga os autos da fiscal, porque é para isso que a contratou. Se não vai fazer caso do trabalho dela..



    o que me deixa desconfortável, pois nem o dinheiro nem a obra é minha, mas quem está cá sou eu, e a casa era para estar acabada para o Natal, e com estas confusões todas, duvido.

    Se a obra não é sua, mais razão para ser ainda mais rigoroso. É também um bom pretexto para colocar o familiar na linha: não é por sua vontade mas tem instruções.


    Parece lhe duro? Duro é ter a fiscal a dizer me que apesar do ter avisado, o meu familiar "esqueceu se" de uma viga da laje da cobertura porque não era "necessária",


    mas numa casa que era suposto ser económica já se lembrou de ligar à dona da obra para fazer as paredes da cave numa parte em betão, apesar do que está no projecto ser em blocos, porque ficava "melhor"...outra que me lembrei foi querer trocar aquele isolamento pelo exterior com uma esferovite cinzenta rebocada que ele queria reduzir, passar de 6 cms para 4, mas aí já estavamos atentos.

    Pois, isso parece um daqueles empreiteiros que fazem como entendem e como estão habituados, porque para eles os documentos são meras orientações.


    Em relação ao pagamento, só me comecei a aperceber destas situações conforme o andamento da obra, e apesar da fiscal me ter avisado várias vezes que havia ali irregularidades. E apesar disto, ele insiste em ser pago como se tivesse executado o trabalho na totalidade, dizendo que faz o acerto no fim.


    No seu lugar, eu batia o pé: recebe o que tem a receber de acordo com os autos, se quiser. Acertos no fim, com esse tipo de comportamento, é receita certa para ficar pendurado.
    Concordam com este comentário: Skinkx
  11.  # 12

    Já dizia o outro:" os primeiros a roubar é a família e os amigos porque são os que confiam "
  12.  # 13

    Colocado por: PicaretaDeviam de alterar para "Familiar mafioso"
    Se o fiscal, também for da familia, o título devia ser "família mafiosa".
    Agora que a obra está pronta a ser entregue, e que o familiar-empreiteiro quer ser ressarcido do dinheiro que meteu do bolso dele para financiar o familiar dono-de-obra, é que se lembram que foram detectados defeitos na estrutura?!?
    Desculpem lá, mas isto parece mafiosamente premeditado para lixar o familiar empreiteiro!!
    Concordam com este comentário: jafn
    Estas pessoas agradeceram este comentário: DR1982
  13.  # 14

    Cada qual conta a historia da maneira dele, mas partindo do principio que o autor do tópico esta a dizer a verdade.
    Ao dizer que o empreiteiro andou a eliminar vigas, trocar isolamento de 6 por 4 a sucapa, ir directo ao dono de obra que está longe propor soluções mais caras porque fica bem... E depois dizer que quer os acertos finais segundo os autos dele....

    Vai dar trampa... Mais um caso de familiares que vao deixar de falar uns com os outros...
  14.  # 15

    Ninguém se preocupa com a estabilidade da casa com menos 1 viga?
    Concordam com este comentário: antonylemos
  15.  # 16

    Colocado por: Luis K. W.
    Agora que a obra está pronta a ser entregue, e que o familiar-empreiteiro quer ser ressarcido do dinheiro que meteu do bolso dele para financiar o familiar dono-de-obra, é que se lembram que foram detectados defeitos na estrutura?!?
    Desculpem lá, mas isto parece mafiosamente premeditado para lixar o familiar empreiteiro!!


    Parece que houve outras coisinhas entretanto:


    3 - Entretanto, a obra foi avançando, e foi enviado pelo empreiteiro um segundo auto de medições da obra incompleto e com erros, que a fiscal se recusou a assinar, e realizando ela um novo auto de medições do executado, que o empreiteiro também se recusa a assinar. Decidi aguardar que a situação se esclarecesse, não tendo o empreiteiro entregue mais nenhum auto de medições.


    4 - No entretanto, temos tido uma reunião na obra todos os meses, de que a fiscal fez actas para enviar à minha familiar, e que novamente o empreiteiro se recusa a assinar.



    5 - Agora que a obra está na fase final, "choveram" 3 autos de medição e outro de trabalhos a mais numa única noite (sexta feira passada), que a fiscal me informou que não vai ainda apreciar, visto que nem sequer o penultimo auto está assinado pelo empreiteiro, ou as actas. Ou seja, ainda só se pagou o primeiro auto de medições, e foi por o empreiteiro ser da família, visto que a fiscal informou de que havia ali trabalhos que não tinham sido executados conforme o projecto de execução


    Em resumo: um empreiteiro que desde o início mostrou preferência pela informalidade e pelo desrespeito das peças fundamentais que devem orientar o seu trabalho, insiste em receber mais do que o devido, prometendo "acertos" futuros..
  16.  # 17

    Obra particular não é a minha praia, mas se a fiscal foi conivente (ou empurrou com a barriga para a frente) com a execução de trabalhos em incumprimento do projeto aprovado, parece-me que problema não está só no empreiteiro...
 
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