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  1.  # 61

    Boa tarde,

    Voltando ao tema que realmente tem interesse,
    Sublinho eu também aquele Pormaior discutido anteriormente.
    Inclua sempre o plano de pagamentos no seu orçamento, bem explícito.

    Eu, por exemplo, na maior parte dos casos, cobro 30% para iniciar o projeto de arquitetura, 40% ao dar entrada da arquitetura na câmara municipal, e 30% ao dar entrada das especialidades. Desta forma quando tenho o meu trabalho feito não ando atrás de ninguém.

    Cumprimentos e boa sorte,
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, antonylemos
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  2.  # 62

    Bom, antes de mais obrigada a todos. Só agora tive oportunidade de ler tudo efectivamente com atenção.

    Já cometi um grande erro, a avaliar pelas vossas respostas... esse "pormaior" ficou por terra. Já iniciei o trabalho, sem adjudicação :| Ups.

    Em todo o caso, para esclarecer: o requerente pediu um estudo prévio porque ainda não sabe muito bem o que pretende para o terreno. É um investimento. Pediu-me um projecto de um prédio sendo que seria para vender, por isso era para rentabilizar aquilo ao máximo. Neste momento tenho um prédio com 11 fogos e menos do que isto não será. O que ficou combinado foi preparar as coisas para eventualmente fazer um PIP. E, para mim, um PIP bem feito já leva plantas, cortes e alçados. O meu orçamento será para isso. No fundo, é o estudo prévio. Mesmo se considerar que o estudo prévio é 30% do projecto total, não faço ideia quanto é que seria o projecto total disto... Vou pegar em informação que alguns de vós me deram e tentar cruzar informação.


    Agora, relativamente ao senhor Rasputin, só tenho isto a dizer-lhe: sorte a sua que não teve um primeiro cliente/patrão a pensar da mesma maneira que o senhor pensa! Salientar também que, embora a minha experiência não seja muita, sei muito bem que a qualidade de um trabalho não vem exclusivamente da experiência. Por vezes, o querer fazer e o querer fazer bem são os melhores factores para aumentar a qualidade de um trabalho. Na nossa área, a experiência não é tudo. Cumprimentos ao senhor e um bom ano de trabalho para si.
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira, antonylemos, marco1
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Pedro Barradas
  3.  # 63

    Colocado por: acf10, para mim, um PIP bem feito já leva plantas, cortes e alçados.

    não é uma questão de ser ou não ser bem feito, terá obrigatoriamente de instruir com esses elementos ;)

    Olhe com esses não sei bem o que, promotores, é que eu me lixei bem, logo no inicio de carreira.
    Já tens o lev. top?
    Já verificaste as condicionantes urbanisitcas?
    Atenção ás questões tecnicas que inlfuenciam esse tipo de edificos, garagem, enterrada ou não..., larguras de vias, couretes,SCIE...

    MAS antes demais, tens mesmo de definir o vlaro do trabalho. pois arriscas-te a ir fazendo e quando disseres o valor, Epa oh arqutiecta isso é muito, não estava a contar... assim não estou interessado...
    Não pense que isto acontece poucas vezes.
    Concordam com este comentário: antonylemos
  4.  # 64

    Colocado por: Pedro BarradasA 1º luz.. nunca comeces trabalho algum sem definir em concreto quanto é que vais cobrar por ele e informar o cliente.
    2ª . cobra sempre uma adjudicação. só depois começas a trabalhar.
    3~quanto aos valores, pois é não te posso ajudar muito. depende de n factoes. Se pesquisares aqui no Forum tens n topicos sobre o assunto, valores e tudo o mais.

    PS: a OA não tinha um curso para os novos arquitectos que falava em honorários e realção contratual com os promitentes clientes!?
    Concordam com este comentário:antonylemos
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    Esse erro já foi cometido... :/
    Enfim... estou a preparar plantas, cortes e alçados para um PIP de um prédio com 11 fogos. O orçamento seria para isso.
    E sim, a OA tem esse curso, mas ultimamente não tem estado disponível!
    Obrigada Pedro.
  5.  # 65

    Colocado por: antonylemoso estudo prévio até é o que dá mais trabalho fazer.

    olha, os conselhos do pedro são bons.
    mas vou reiterar, não comeces nenhum trabalho sem receber uma quantia logo na adjudicação. Algo na ordem dos 30/40% do total. Depois divides por etapas. com percentagens que refletem o trabalho prestado.

    Isto vais aperfeiçoando com o tempo. sê clara na elaboração da proposta.

    Quanto ao valor em si. tens de dar um valor ao teu tempo. quanto te custou acabar o curso? E ter em consciência que um projecto leva uns bons meses a completar. Tem 3d? maqueta? Vais conduzir muito? quantas viagens prevês? que distância? que consumo? Impressões, água, lúz, gás, licenças, Quotas da OA... Nao te esqueças, estamos a prestar um serviço, isto é um negócio, tem de dar lucro.
    Podes sempre simplesmente pedir orçamentos via email a outros colegas como cliente fantasma, e aos a tipos dos 3d etc e ver os valores praticados pelos serviços prestados.

    e por final, bem vinda ao clube.
    Concordam com este comentário:N Miguel Oliveira
    Estas pessoas agradeceram este comentário:acf10


    Obrigada pelas dicas!! Essa do cliente fantasma é uma boa! Vou só fazer desenhos em cad, mesmo. Gasto electricidade, gasóleo, impressões, gastei os rios de dinheiro no curso, cotas... mas lá está, como é que traduzo isto em termos práticos? O gasóleo e as impressões é fácil, mas como é que eu aplico o gasto do curso num orçamento deste tipo, por exemplo? Porque eu já gastei esse dinheiro, de facto, mas se eu só tenho um cliente, pelo menos para já, que % do curso é que esse cliente pagará? Não sei se me faço entender. Se calhar estou a complicar.
  6.  # 66

    Colocado por: CapuchinhaBom dia, acf10

    Sobre o fracionamento dos honorários, talvez ajude colocar referência ao art. 12º da Portaria de 7 de Fevereiro de 1972 Publicada no Suplemento ao Diário do Governo, n.º 35, 2.ª Série, de 11 de Fevereiro de 1972. Alterada pelas Portarias n.º de 22 de Novembro de 1974, publicada no Diário de Governo, n.º 2, 2.ª Série, de 3 de Janeiro de 1975, e Portaria publicada no Diário da República, n.º 53, de 5 de Março de 1986.


    "Artigo 12.º Fraccionamento dos honorários

    1. Às várias fases do projecto correspondem, em percentagem, as seguintes parcelas dos honorários:

    FASES DO PROJECTO PERCENTAGENS
    Programa base 20%
    Estudo prévio 15%
    Projecto base 25%
    Projecto de execução 30%
    Assistência técnica 10%

    2. Se o dono da obra vier a prescindir da apresentação de qualquer fase intermédia do projecto que por ele não seja fornecida, não deixará de ser considerada, a prestação correspondente à fase dispensada, fazendo-se o respectivo pagamento conjuntamente com a da fase seguinte.

    3. No caso de ter sido estabelecido no contrato o fornecimento pelo dono da obra de alguma fase do projecto, a prestação correspondente será liquidada como indicado no número anterior, mas afectada de um coeficiente que não poderá exceder 0,25.

    4. Se o dono da obra mandar suspender, temporária ou definitivamente, a elaboração do projecto, o autor terá direito aos honorários correspondentes às fases já entregues ou em elaboração e a uma indemnização pelos prejuízos emergentes da decisão tomada.

    5. Se a obra não for iniciada no prazo de dois anos contados a partir da data de aprovação do projecto, o autor do mesmo tem direito a receber uma indemnização correspondente a 10% dos honorários referentes à assistência técnica, que será calculada tendo por base o orçamento aprovado pelo dono da obra. Caso a obra se inicie dentro desses dois anos, o autor do projecto terá direito aos honorários referentes à assistência técnica calculados com base no valor da adjudicação e corrigidos face ao valor final da obra.

    6. Se a obra for iniciada num prazo superior a dois anos, compete ao seu autor prestar a assistência técnica contratual, sendo as respectivas condições objecto de novo contrato. "

    fonte:http://www.oasrn.org/pdf_upload/ichop.pdf
    Estas pessoas agradeceram este comentário:acf10


    Já conhecia. Mas numa formação da Ordem (com um advogado) disseram-me que isto estava completamente desactualizado e que não nos devíamos reger por aqui. Uma pessoa fica baralhada.
  7.  # 67

    Colocado por: Pedro Barradas
    não é uma questão de ser ou não ser bem feito, terá obrigatoriamente de instruir com esses elementos ;)

    Olhe com esses não sei bem o que, promotores, é que eu me lixei bem, logo no inicio de carreira.
    Já tens o lev. top?
    Já verificaste as condicionantes urbanisitcas?
    Atenção ás questões tecnicas que inlfuenciam esse tipo de edificos, garagem, enterrada ou não..., larguras de vias, couretes,SCIE...

    MAS antes demais, tens mesmo de definir o vlaro do trabalho. pois arriscas-te a ir fazendo e quando disseres o valor, Epa oh arqutiecta isso é muito, não estava a contar... assim não estou interessado...
    Não pense que isto acontece poucas vezes.


    Julgava que existia câmaras onde não era obrigatório entregar todos esses elementos.
    Sim, já tenho levantamento topográfico. O cliente já tinha feito. Já verifiquei tudo, já vi com a câmara as dúvidas que tinha e portanto sei o que se pode e não pode fazer lá.

    De facto fui um bocado irresponsável nessa parte. Arrisco-me mesmo a perder o trabalho agora que já tive trabalho com ele...
  8.  # 68

    Colocado por: acf10Já conhecia. Mas numa formação da Ordem (com um advogado) disseram-me que isto estava completamente desactualizado e que não nos devíamos reger por aqui. Uma pessoa fica baralhada.

    Exacto isso não serve para muito, mas pode ajudá-la a estruturar os seus honorários..
    Faça o exercício com os valores de mercado actuais. e
    confronte com o valor hora que necessita ganhar. e afecte quantas horas estima a tratar disso. o valor/h já pode incluir afectação de recursos e outras despesas.. ou não.

    quantos m2 de Ab habitacional, e de garagens?? há repetições dos fogos, não há?.
    Agora veja qual seria o custo de construção disso... e aplique os coeficientes da antiga Tab. honorários ( converte os contos para €)

    Vai ter de fazer pelo menos 50% de desconto...
    A esse valor, para o Estudo prévio, meta os tais 30 a 35%.
  9.  # 69

    Colocado por: acf10gastei os rios de dinheiro no curso, cotas... mas lá está, como é que traduzo isto em termos práticos?

    Não traduzes... Mas é por isso que também não podes cobrar a 6 ou 7€/hora... eu ao desenhador cheguei a pagar 9€/h... já faz ns anos. agora pago ás tarefas, quando necessário.
  10.  # 70

    Colocado por: Pedro Barradaslhe com esses não sei bem o que, promotores, é que eu me lixei bem, logo no inicio de carreira.
    sim, isso tb eu... acf10... adiante-se e peça já X% de adiantamento para cobrir custos e apresenta lhe uma proposta de honorários quanto antes.

    por vezes no inicio de carreira (e nao só) cometemos este erro com a ânsia de ter clientes e trabalho. E chicos espertos prontos para se aproveitarem disso não faltam por esse mundo fora. e o pior é que depois começam a exigir mais e mais do nosso tempo. quanto mais tempo dermos de borla, mais se querem aproveitar dessa 'promoção'!
    Concordam com este comentário: N Miguel Oliveira
  11.  # 71

    Colocado por: acf10mas como é que eu aplico o gasto do curso num orçamento deste tipo, por exemplo?
    nunca vais cobrar a um cliente o custo do curso em si, mas esse tempo no curso isso traduz-se em conhecimento, em saber fazer, em saber procurar fazer, aprendeste a pesquisar e encontrar soluções para os problemas colocados pelos clientes. .. isso vale dinheiro.. quanto diheiro vale vais acertando com o tempo.. quanto vale uma hora do teu tempo?
  12.  # 72

    Colocado por: RasputinComo primeiro trabalho e como o cliente te está a dar uma oportunidade não deverias cobrar nada.

    Até poderia ser no caso de um cliente que lhe adjudicasse 10 projetos de arquitetura, oferecia o primeiro, assim não estava mal.

    Mas não se vai oferecer um trabalho a um cliente que, provavelmente, só será cliente uma vez.
  13.  # 73

    Colocado por: J.Fernandesoferecia o primeiro


    Nem isso, oferecia o 10º quanto muito.
    Concordam com este comentário: Pedro Barradas, VCAC, antonylemos
  14.  # 74

    Bom dia, Acf10

    Estive a reflectir sobre a sua questão.

    A legislação que lhe deixei é realmente antiga. No entanto, enquanto esta não for actualizada é a que continua vigente, e a ter peso legal. (Não sei se há mais recente, no entanto procurei, e se há, não encontrei).

    Tendo em vista a sua experiência, ou seja, começa agora a andar de bicicleta sem rodinhas, sugeria-lhe os seguintes honorários.

    Salário líquido de 1200. (54,54 por dia x 22 dias, 6,81 por hora).
    Acresce 400 euros (cerca de 18,18 por dia, 2.27 por hora) - o que ao final de 12 meses contabiliza um total de 4800 - para amortização de despesas com material (pc, plotter, quota da Ordem, licença de software, etc). Acho que chega. Dá para comprar um Mac e uma plotter por 4k, a quota da Ordem é menos de um café por dia, e se aproveitar as promoções, como a que está em vigor neste momento, consegue a licença do Autocad por 135 mensais.

    Acresce os impostos, segurança social, etc.

    O dinheiro que gastou no curso considere um investimento, cujo retorno é poder exercer uma profissão que paga bastante mais que 3 euros à hora.
  15.  # 75

    Colocado por: Capuchinhao entanto, enquanto esta não for actualizada é a que continua vigente, e a ter peso legal. (Não sei se há mais recente, no entanto procurei, e se há, não encontrei).


    Capuchinha...Errado.
    Essa legislação não está em vigor. não pode haver tabelas de preços.

    Actualmente a contratação de projectos no âmbito do CCP é regida pela Portaria 701-H/2008...
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  16.  # 76

    Colocado por: Pedro BarradasActualmente a contratação de projectos no âmbito do CCP é regida pela Portaria 701-H/2008...


    Obrigada pela rectificação, Pedro! :)
  17.  # 77

  18.  # 78

    Colocado por: Capuchinhase aproveitar as promoções, como a que está em vigor neste momento, consegue a licença do Autocad por 135 mensais.

    que é um roubo...
    Eu tenho gastos anuais em Software ( office, CAD, modelador 3D + motor render) para um posto de trabalho a rondar menos de 1200€, já com IVA.
    Uma plotter A0*, já se consegue por cerca de 1200€ - (a minha custou 5000, mas já tem 20 anos... Estas novas se durarem 5...)
    Um portátil decente, windows, por cerca de 1400€
    Uma multifunções A3 cores*... por 1200€ a 2000€ ou com contrato de leasing a cerca de 70€/mês
    Um monitor externo 2K. por cerca de 600€ ( acho essencial)
    fora outras ceninhas ;)

    * Aqui já temos equipamentos que estando numa zona urbana com centros de opia baratos, pode não justificar o investimento... estas coisas avariam e os consumiveis são caros, além disso é necessário espaço.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Capuchinha
  19.  # 79

    Colocado por: Pedro Barradas* Aqui já temos equipamentos que estando numa zona urbana com centros de opia baratos, pode não justificar o investimento... estas coisas avariam e os consumiveis são caros, além disso é necessário espaço.


    Concordo plenamente.
    Em Lisboa e arredores o que não falta é oferta de serviços de impressão. E para alguém a trabalhar por conta própria, o número de impressões não justifica o investimento e os custos associados.
  20.  # 80

    Tenho software por assinatura , outros licença perpétua com a manutenção anual... outros é somente perpétua e logo vejo...
    è bem verdade.... é sempre a pingar... outros modelos de negócio.
 
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