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      FD
    • 8 Dezembro 2006

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    O mercado da habitação em Portugal está estagnado, nos segmentos médio e baixo, apesar da procura se ter mantido elevada nos produtos orientados para uma gama alta. A reabilitação e o turismo residencial são as principais oportunidades registadas pelos promotores.

    Para o Secretário-Geral da Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários (APPII), Miguel Azeredo Perdigão, «o segmento baixo e médio do mercado tem continuado estagnado, situação motivada pelo excesso de oferta no mercado».

    De acordo com Miguel Azeredo Perdigão, deveria existir, por parte do Estado, incentivos para estimular a compra de habitação. Uma hipótese avançada pelo responsável da APPII seria fraccionar o pagamento do valor do IMT (Imposto sobre Transmissão de Imóveis) pelo período de utilização do apartamento adquirido. «É um imposto ainda elevado e que incide sobre um momento pouco propício que é o da compra», justifica. Outra possibilidade, prossegue Miguel Azeredo Perdigão, seria criar benefícios fiscais para dinamizar o mercado habitacional.

    «Vai haver saldos na habitação», afirma Eduardo Rodrigues, presidente do Grupo Obriverca, «porque se fez muito e mal feito». Os níveis de exigência têm aumentado ao longo dos anos e a evolução do mercado tem conduzido a uma maior qualificação. «Cada vez mais a construção tem de ser para profissionais», sustenta ao jornal Arquitecturas.

    É nas épocas de crise, que o movimento cooperativo se torna mais atractivo para quem quer comprar casa, já que não se rende à especulação. «Não há especulação nos bons momentos, nem redução nos maus momentos», frisa Duarte Gonçalves, director da cooperativa Colmeia. O mote é cultivar uma relação directa entre o custo e o preço do bem que se vai adquirir.

    A reabilitação é o rumo apontado pelos profissionais do sector. O mercado da reabilitação é o futuro, diz Eduardo Rodrigues. «É seguramente o caminho e têm de ser olhado pelo Estado e pelas autarquias com grande sentido de urgência», concorda Miguel Azeredo Perdigão. Um imperativo que o mercado tarda em generalizar. «Toda a gente sabe que a reabilitação é mais cara e que o promotor não está vocacionado para esse tipo de modalidade», sublinha o responsável da APPII.

    http://www.ambienteonline.pt/noticias/detalhes.php?id=4688
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