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  1.  # 441

    Colocado por: Joao Dias
    Eu não quero nada. Infelizmente, não me parece que isto vá acabar bem independentemente de ir para tribunal ou não. Para o seu lado não acaba bem de certeza pois para além da lotaria de poder ganhar ou não a causa, resta saber quando? É que se em tempos “normais” sem covid a média para trânsito em julgado era entre 7 a 9 anos, actualmente nem quero pensar.


    E isso invalida que se coloque as pessoas no lugar delas? Ou acha que se pode tentar enganar deliberadamente com a sensação de impunidade só porque dá trabalho e demora tempo? Não, as pessoas tem de ser chamadas à sua responsabilidade. Pelo menos para que não voltem a fazer o mesmo a ninguém.
    Concordam com este comentário: Lupan
  2.  # 442

    Acho que tópico descambou, mas vou tentar agarrar por aqui, porque me parecem umas questões interessantes.

    Colocado por: RUIOLIEstamos em fase de estimativa orçamental no decurso do projeto, não vejo numa moradia qual a dificuldade de fazer o ajuste de áreas... a menos que deitem a totalidade do projeto para o lixo e façam um novo, ai seria uma nova prestação de serviços.

    Atenção que sou completamente a favor da separação de responsabilidades.
    Posto isto, o caso concreto de arquitecto e orçamentista parece-me que é uma das, senão a mais, pacífica.

    Como vantagem, o arquitecto verá o seu trabalho analisado exteriormente e não poderá produzir um resultado que exceda um orçamento.

    Como desvantagem, as decisões do projecto irem sendo validadas tb pelo orçamentista que faz parte da equipa? (Mas não é isso que se pretende?) Ou o orçamentista aldrabar o seu resultado para que o arquitecto cumpra o valor estipulado, mesmo sabendo que vai falhar o alvo durante o concurso?

    Não bastará que o compromisso seja com o "valor da obra", sendo este uma média das propostas, com margem de erro? Se, em alternativa, a bitola for o valor do orçamentista, não haverá aqui um excesso de dependência deste elemento?

    Sinceramente, não creio que neste caso as vantagens sejam significativas. Particularmente, como referi, devido à exigência e responsabilidade que é colocada ao DO.

    Isto, sem considerar situações de sacudir responsabilidades entre os técnicos, que sobram sempre para o DO. Talvez um pouco como a questão das garantias na construção em casos de adjudicação directa...

    Se o arquitecto tiver contrato que o obrigue a cumprir um valor de um orçamentista externo, se as relações azedarem, não será provável que seja o projecto o que mais sofra, só para satisfazer o medidor orçamentista (quem nem garante o valor efectivo de obra)?

    Colocado por: RUIOLIImagine dois cenários:

    C1 - A MariaT tinha um orçamentista contratado por ela, que reporta a ela, a acompanhar o projeto;

    C2 - Até existe um orçamentista na Equipa de Projeto, mas foi contratado pelo Arquiteto da MariaT.

    Qual o cenário mais verossímil que terminaria com desfecho semelhante ao que a Maria T reposta?

    Não basta ter orçamentista, o excel aceita os números que lá colocam, é necessário que ele tenha uma visão independente.


    O caso da MariaT não se prende, de forma alguma, com a relação entre arquitecto e orçamentista. Usar este caso para o seu argumento é falacioso (falsa atribuição).
    Assim, qualquer um dos casos teria a mesma probabilidade de acabar da forma como acabou.

    Aliás, imagine agora o seguinte: a MariaT pega no projecto e leva a um orçamentista externo que lhe diz extactamente o mesmo: que são 370k. Em que medida é que o orçamentista externo ajudaria aqui ou conseguiria mitigar o obstáculo?
  3.  # 443

    Colocado por: LabA

    Basta uma pesquisa rápida para ver que não existe nenhum user com o nick lucro.

    Já agora, que desgraça? A de ter um orçamento de boca de um empreiteiro?
    Eu deixei a pergunta à user em questão, o segundo orçamento que teve do empreiteiro, é valor global ou descriminado?
    O que vejo é muita gente a partir para conclusões sem sequer saber os dados todos...
      Screenshot_20201127-152252.jpg


    O orçamento que tenho é com base no projeto e com valores globais para cada especialidade. Por exemplo, não faço ideia os m3 de betão, nem a quantidade de aço, nem o preço para as carpintarias de forma isolada (diz o que é mas dá um valor global para tudo, não tenho forma de saber se os roupeiros estão caros, ou se os móveis de cozinha estão caros, também dá um valor global para revestimentos, apesar de dizer que é 15€/m2, mas nisso inclui os revestimentos ceramicos de toda a casa), ou seja, quando lhe pedir para descrimir todo o orçamento não o fez).
  4.  # 444

    Colocado por: pguilhermeAcho que tópico descambou, mas vou tentar agarrar por aqui, porque me parecem umas questões interessantes.


    Atenção que sou completamente a favor da separação de responsabilidades.
    Posto isto, o caso concreto de arquitecto e orçamentista parece-me que é uma das, senão a mais, pacífica.

    Como vantagem, o arquitecto verá o seu trabalho analisado exteriormente e não poderá produzir um resultado que exceda um orçamento.

    Como desvantagem, as decisões do projecto irem sendo validadas tb pelo orçamentista que faz parte da equipa? (Mas não é isso que se pretende?) Ou o orçamentista aldrabar o seu resultado para que o arquitecto cumpra o valor estipulado, mesmo sabendo que vai falhar o alvo durante o concurso?

    Não bastará que o compromisso seja com o "valor da obra", sendo este uma média das propostas, com margem de erro? Se, em alternativa, a bitola for o valor do orçamentista, não haverá aqui um excesso de dependência deste elemento?

    Sinceramente, não creio que neste caso as vantagens sejam significativas. Particularmente, como referi, devido à exigência e responsabilidade que é colocada ao DO.

    Isto, sem considerar situações de sacudir responsabilidades entre os técnicos, que sobram sempre para o DO. Talvez um pouco como a questão das garantias na construção em casos de adjudicação directa...

    Se o arquitecto tiver contrato que o obrigue a cumprir um valor de um orçamentista externo, se as relações azedarem, não será provável que seja o projecto o que mais sofra, só para satisfazer o medidor orçamentista (quem nem garante o valor efectivo de obra)?



    O caso da MariaT não se prende, de forma alguma, com a relação entre arquitecto e orçamentista. Usar este caso para o seu argumento é falacioso (falsa atribuição).
    Assim, qualquer um dos casos teria a mesma probabilidade de acabar da forma como acabou.

    Aliás, imagine agora o seguinte: a MariaT pega no projecto e leva a um orçamentista externo que lhe diz extactamente o mesmo: que são 370k. Em que medida é que o orçamentista externo ajudaria aqui ou conseguiria mitigar o obstáculo?


    Não descambou nada.

    Concordo plenamente com a sua opinião.
    •  
      RRoxx
    • 27 novembro 2020

     # 445

    Colocado por: MariaT
    O orçamento que tenho é com base no projeto e com valores globais para cada especialidade. Por exemplo, não faço ideia os m3 de betão, nem a quantidade de aço, nem o preço para as carpintarias de forma isolada (diz o que é mas dá um valor global para tudo, não tenho forma de saber se os roupeiros estão caros, ou se os móveis de cozinha estão caros, também dá um valor global para revestimentos, apesar de dizer que é 15€/m2, mas nisso inclui os revestimentos ceramicos de toda a casa), ou seja, quando lhe pedir para descrimir todo o orçamento não o fez).


    Pois, isto não é nada, isto é pura banha da cobra. Já mudei de opinião relativamente ao empreiteiro.
    Concordam com este comentário: builderspassive, pguilherme, makeArq
    •  
      RRoxx
    • 27 novembro 2020

     # 446

    Só falta agora dizer que a fiscalização é feita pelo gabinete de arquitectura e estava o caldinho todo feito para comer o cliente de cebolada
    Concordam com este comentário: builderspassive, RUIOLI
  5.  # 447

    Colocado por: builderspassive

    Respire até porque pode fazer um mapa de quantidades e perceber que afinal o problema é que o empreiteiro e o arquitecto estavam a dividir para reinar e outro empreiteiro pode fazer a casa dentro do orçamento, eu no seu caso mandava medir e fazer um mapa de quantidades( externo).


    E a quem posso pedir isso? que custo teria? Para depois chegar à mesma conclusão de que está caro e que é impossivel de fazer dentro do meu orçamento. Honestamente, nesta fase acho que o melhor é refazer tudo de novo.. Olhe não sei. Estou um pouco desorientada com isto e a perder a fé que seja possivel concretizar isto
  6.  # 448

    Colocado por: RRoxxSó falta agora dizer que a fiscalização é feita pelo gabinete de arquitectura e estava o caldinho todo feito para comer o cliente de cebolada

    Está claro que o fiscal tb "usa a mesma plataforma do arquitecto"!
    Esta da plataforma deu cabo de mim... pela negativa, claro :(
  7.  # 449

    Eu acho honestamente que eles acharam que como nós gostamos do projeto que íriamos entrar em loucuras. Mas feliz ou infelizmente, temos os pés bem assentes na terra. O problema é o tempo que está a agir contra nós :( Estamos sem casa e sem solução à vista
    •  
      RRoxx
    • 27 novembro 2020

     # 450

    atenção que não sabemos as condições do terreno. Estar a dizer que 285 parece bem é o que o empreiteiro fez e depois já não dava.
  8.  # 451

    Colocado por: MariaT

    E isso invalida que se coloque as pessoas no lugar delas? Ou acha que se pode tentar enganar deliberadamente com a sensação de impunidade só porque dá trabalho e demora tempo? Não, as pessoas tem de ser chamadas à sua responsabilidade. Pelo menos para que não voltem a fazer o mesmo a ninguém.
    Concordam com este comentário:Lupan


    MariaT,
    primeiro de tudo é preciso saber mais informação para poder ser aconselhada de acordo. o projecto, quer abrir um tópico e partilhar para se poder avaliar? O orçamento que recebeu ao projecto, é descriminado? sem estes elementos para começar, ninguém pode dizer onde está o problema e muito menos indicar o caminho a seguir. Primeiro é necessário um diagnostico para saber o que está errado e só depois se pode apontar para uma solução (e eventuais culpados). Muita gente a opinar mas falta muita informação para se poder dar uma resposta ponderada.
    Concordam com este comentário: LabA
  9.  # 452

    A quem posso pedir para avaliar o projeto e o terreno e a dar-me uma solução para o meu orçamento? Ao meu arquiteto, parece que não... Assim sendo, infelizmente, não conheço mais ninguem
  10.  # 453

    Colocado por: builderspassive

    Lei com atenção o que escrevi, estamos a falar de 40 mil de arranjos exteriores , será ?


    O orçamento que o construtor me deu não inclui arranjos exteriores... Só lindo não é?
    • LabA
    • 27 novembro 2020 editado

     # 454

    Colocado por: MariaT

    O orçamento que tenho é com base no projeto e com valores globais para cada especialidade. Por exemplo, não faço ideia os m3 de betão, nem a quantidade de aço, nem o preço para as carpintarias de forma isolada (diz o que é mas dá um valor global para tudo, não tenho forma de saber se os roupeiros estão caros, ou se os móveis de cozinha estão caros, também dá um valor global para revestimentos, apesar de dizer que é 15€/m2, mas nisso inclui os revestimentos ceramicos de toda a casa), ou seja, quando lhe pedir para descrimir todo o orçamento não o fez).


    exacto, tal como eu pensava. O arquitecto e o empreiteiro são conhecidos entre eles? neste momento é muito complicado avaliar onde está o problema sem ter todos os dados como já foi referido, tanto pode estar no arquitecto, como no empreiteiro.
    O empreiteiro alega que o problema está no projecto, o arquitecto pode alegar que o problema está nesse empreiteiro e sem mais orçamentos que não muda nada, a razão pode estar de um lado ou de outro.
    •  
      RRoxx
    • 27 novembro 2020

     # 455

    Colocado por: builderspassiveLei com atenção o que escrevi, estamos a falar de 40 mil de arranjos exteriores , será ?


    Estamos a falar de muros de contenção, drenagens, escavaçoes que poderão conter pedra ou não, etc.
    •  
      RRoxx
    • 27 novembro 2020 editado

     # 456

    e porque não? não era a primeira nem era a ultima. Ou ancoragens são algo que só existe nos livros?

    edit:



    Só a titulo de exemplo, estes prédios foram escavados com recurso a explosivos e as muralhas de tardoz foram todas ancoradas. Inicio dos anos 90, os EPIs que existiam era ficar atras do camião... era puto e lembro-me bem de algumas pedras a voar... (acho que eram estes predios, ja lá vão muitos anos, se nao foram estes foram outros ao lado, mas tenho 90% certeza que foram).

    Se for economicamente viavel é um procedimento como outro qualquer, mas esta avaliação faz-se antes de se comprar o terreno/desenvolver o projecto para o local...
  11.  # 457

    Colocado por: MariaT

    O orçamento que tenho é com base no projeto e com valores globais para cada especialidade. Por exemplo, não faço ideia os m3 de betão, nem a quantidade de aço, nem o preço para as carpintarias de forma isolada (diz o que é mas dá um valor global para tudo, não tenho forma de saber se os roupeiros estão caros, ou se os móveis de cozinha estão caros, também dá um valor global para revestimentos, apesar de dizer que é 15€/m2, mas nisso inclui os revestimentos ceramicos de toda a casa), ou seja, quando lhe pedir para descrimir todo o orçamento não o fez).


    Para fazer o orçamento descriminado teria que lhe ter perguntado muita coisa acerca dos acabamentos e outros, ou entao fazia ao jeito dele sem lhe perguntar nada..

    Não o fez porque não convêm pois certamente ia aparecer preços absurdos para justificar o valor pedido pelo empreiteiro em parceria com o arquiteto. Não o fez porque dá muito trabalho apesar de que o que já lhe pagou ser mais que suficiente para o ter feito.
  12.  # 458

    Colocado por: MariaTNós pedimos inicialmente um projeto para a construção de uma moradia geminada, com 2 pisos (87,5 implantação)+cave, num lote que apresenta algum desnivel face à cota soleira (4mts).
    (...)
    Pedimos ao arquiteto um projeto com estas caracteristicas e com o mesmo valor que o construtor nos tinha dado, valor que ele sempre disse ser possivel (250k).
    (...)
    ...o projeto se tinha tornado mais complexo. Nós aceitamos e subimos o valor para 285k.


    Pelo que escreve, terá toda a razão (salvaguardando que só conhecemos a sua versão).
    O meu conselho é para que pegue no orçamento que lhe deram, apague os valores totais, e use o descritivo para solicitar orçamentos a outros construtores, caso goste mesmo muito do projecto que tem.
    Quanto à dupla de artistas que encontrou, se já tinha estipulado claramente um plafond e isso não foi respeitado, só tem é que exigir o que lhes pediu, ou que se corrija o projecto sem nenhum custo. Mais, até poderia era forçar uma indemnização pelo tempo desperdiçado com esta versão e pelas rendas que passou a pagar. Se tem tudo isso escrito, não deverá ser difícil.

    Ainda assim, imaginando que a sua cave mede o mesmo que um dos pisos, teria 262,5m2 brutos.
    Não sei como são os preços em Oeiras, mas talvez os 285k (230+IVA) fossem realmente curtos.
    Daí desconfiar que consiga encontrar quem lhe pegue nesse projecto pelo preço que deseja...

    Dúvida: o projecto final ficou com essa área, ou esse valor foi estipulado previamente?
  13.  # 459

    Colocado por: MariaTnão tenho forma de saber se os roupeiros estão caros, ou se os móveis de cozinha estão caros, também dá um valor global para revestimentos, apesar de dizer que é 15€/m2, mas nisso inclui os revestimentos ceramicos de toda a casa), ou seja, quando lhe pedir para descrimir todo o orçamento não o fez).


    Esqueça, no fim para ter o que quer ainda vai gastar mais 30 ou 40k.

    Se quiser ir para tribunal vá, dificilmente consegue alguma coisa, além de perder o seu tempo e dinheiro.
    O empreiteiro não tem nada a ver, só orçamentou o projeto que lhe deram.
    O arquiteto, vai dizer que apesar de terem dado 1 plafond, validaram o projeto apresentado, estavam cientes das escolhas, etc. Ainda se pode desculpar com a escalada de preços, e que vocês nem pediram mais orçamentos para comparar.


    Tem de exigir os projetos dwf/dwg, e pedir orçamentos. De preferência com um mapa de quantidades e preços unitários reais.

    Caso os orçamentos continuem a ser altos, tem efetivamente de refazer o projeto, ou simplesmente retirar coisas isoladas como a piscina.

    Maria, coloque as plantas que ajuda a perceber o que falhou. Até pode ser possível reduzir substancialmente os custos com pequenas alterações.
    • NPRP
    • 28 novembro 2020

     # 460

    Já agora, quando a malta por aqui fala nos tais 1000/m2 devemos contar com a area bruta de construção, certo?
    Depois também sabemos que os tais 1000/m2 se estivermos a considerar, por exemplo, um PRH ou um soalho maneirinho passam a 100 + 100 = 1200/m2, contas de merceeiro.
    No entanto, uma garagem fechada ao nivel da cota da soleira ou umas varandas não saem certamente a 1000/m2 e, por exemplo, em nºs redondos se tivermos 300 m2 de area bruta de construção nos quais estão incluidos 70 m2 de garagem / varandas / alpendres vamos contar na mesma com os 1000 ou 1200/m2 X 300/m2 ou é mais lógico fazer-se:
    a) 230 m2 X 1200
    b) 70 m2 X 700 (?)
    Qual é a logica disto? Se é que tem alguma...
 
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