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  1.  # 1

    Viva,

    O meu pai, actualmente com 97 anos, possui um prédio de 3 pisos na Amadora com inquilinos idosos a pagar rendas de 40 Euros.
    Em 2011 ou 2012 tentou actualizar-se a renda, contudo devido a facto de serem pessoas com mais de 65 anos e com RABC, não foi possível passar para o NRAU.

    O prédio está muito degradado (o que seria de esperar com rendas de 40 euros ?) e provavelmente as fachadas, e telhado terão de ser remodelada, assim como o interior das varandas.

    Vai ser usado o programa REABILITA+ de Amadora, que vai comparticipar com 21%.

    A pergunta que agora faço: a legislação permite aumentar a renda por motivo de obra de remodelação de fachada ?
    Em caso afirmativo, como é este aumento negociado ?

    É que isto o meu pai não é propriamente uma instituição de solidariedade. Ele está a residir num lar, tem de pagar a mensalidade da residência, medicamentos e material de incontinência e só os gastos mensais com material de residência é superior a uma renda mensal.
  2.  # 2

    Relativamente ao que pergunta não lhe sei dizer.
    Escrevo porque o jcab toca num assunto sério que é o facto de se pensar que os senhorios são muito ricos e por isso são obrigados a fazer caridade ou a assumir o papel do estado.
    Existem muitos senhorios que não têm dinheiro, pouco mais que uma pensão têm, mas têm muitas casas, com rendas muito muito baixas.
    É óbvio que depois não dá para fazer obras e as casas degradam-se.
    E a Lei das rendas, continua a permitir isto.
    Existem depois situações extremamente injustas, como pessoas que mantêm as casas velhas, com rendas baixas para guardar tralhas ou lojas que têm rendas ridículas mas o inquilino faz o trespasse da loja por fortunas. Uma loja tem por exemplo uma renda de 100 euros, o senhorio não pode aumentar, mas o inquilino pode fazer um trespasse por 5000 euros.
    Pelo menos ainda há poucos anos era assim.
    Concordam com este comentário: Portgas_D_Ace
  3.  # 3

    Ninguém sabe?
  4.  # 4

    Colocado por: jcab
    Ninguém sabe?


    Não faz sentido que a obrigação de se conservarem as fachadas, possa ser motivo para aumento da renda.
  5.  # 5

    Penso que é possível, a menos que haja um acordo em contrário. Se o senhorio realizar obras de melhoramento no apartamento, tem o direito de aumentar a renda anual até 20%.
    O que não tenho a certeza é que se forem apartamentos tão antigos, estarão sujeitos aos mesmos regulamentos.
    Eu diria para contactar um profissional para ter 100% de certeza.
  6.  # 6

    Estamos perante a parte exterior da habitação, obras de reparação/conservação das fachadas e não do interior da habitação.
    Não estou a ver que, sempre que num condomínio se efectuem obras de conservação do prédio, os senhorios de apartamentos arrendados, possam ter legitimidade para aumentar as rendas aos seus inquilinos.
  7.  # 7

    Colocado por: mmarinhoRelativamente ao que pergunta não lhe sei dizer.
    Escrevo porque o jcab toca num assunto sério que é o facto de se pensar que os senhorios são muito ricos e por isso são obrigados a fazer caridade ou a assumir o papel do estado.
    Existem muitos senhorios que não têm dinheiro, pouco mais que uma pensão têm, mas têm muitas casas, com rendas muito muito baixas.
    É óbvio que depois não dá para fazer obras e as casas degradam-se.
    E a Lei das rendas, continua a permitir isto.
    Existem depois situações extremamente injustas, como pessoas que mantêm as casas velhas, com rendas baixas para guardar tralhas ou lojas que têm rendas ridículas mas o inquilino faz o trespasse da loja por fortunas. Uma loja tem por exemplo uma renda de 100 euros, o senhorio não pode aumentar, mas o inquilino pode fazer um trespasse por 5000 euros.
    Pelo menos ainda há poucos anos era assim.
    Concordam com este comentário:Portgas_D_Ace


    Felizmente, já é raro ver esse tipo de trespasses devido a uma lei relativamente recente que permite denunciar o contrato com poucos anos de antecedência, o que por si inibe o gasto de largas dezenas de milhares de euros no trespasse. Mas ainda há quem tenha essa esperança, sempre se vê aquela loja de bairro que só existe para museu, ou seja, o dono finge que vende, nós fingimos que compramos. No final a loja só estorva quem quer abrir o seu negócio e não encontra um espaço vago.