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      FD
    • 8 Dezembro 2006

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    Já todos os cinco grandes bancos portugueses adoptaram o arredondamento à milésima casa decimal da taxa de juro aplicada aos novos contratos de crédito à habitação.

    Depois de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ter introduzido a prática no início deste mês, ontem foi a vez de o Banco Espírito Santo (BES) e o Millennium bcp revelarem ao DN que o cálculo dos juros aplicados aos novos emprés- timos à compra de ca-sa vão passar a obedecer à regra do arredon- damento à milésima. Enquanto o banco liderado por Ricardo Salgado já o faz desde a passada segunda-feira, o Millennium bcp anuncia que a regra será aplicada até 15 de Dezembro.

    Mas o Millennium bcp dá "um passo em frente", em relação à concorrência. O banco não só aplica o arredondamento à milésima aos futuros contratos, como também a todos os empréstimos em vigor.

    CGD, BES e BCP juntam-se, assim, ao Santander Totta, que há poucas semanas anunciou a adopção desta modalidade de arredondamento, e ao Banco Português de Investimento (BPI), o único entre os cinco grandes bancos que sempre seguiu esta prática.

    Trata-se de uma antecipação das regras contidas no decreto-lei aprovado recentemente pelo Governo e que obriga os bancos a arredondar à milésima a taxa de juro dos contratos de crédito à habitação em execução. O diploma aguarda promulgação por parte do Presidente da República. Depois de publicado em Diário da República, o decreto-lei entra em vigor num prazo de 30 dias.

    "Só posso louvar esta antecipação dos bancos", afirmou ao DN Fernando Serrasqueiro, secretário de Estado com a pasta da Defesa do Consumidor, que liderou o processo legislativo. "Isto prova que as medidas eram ajustadas às pretensões dos consumidores e que afinal era possível serem adoptadas pelos bancos", acrescentou o governante.

    Fernando Serrasqueiro adiantou ainda esperar que todas as instituições "se vão adaptando a esta medida e a todas as outras que os consumidores consideram lesivas para os seus interesses".

    Aos restantes bancos a actuar no mercado do crédito à habitação, só lhes resta agora seguir a prática já adoptada pelos grandes.

    http://dn.sapo.pt/2006/12/07/economia/cinco_grandes_bancos_decidiram_arred.html
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