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  1.  # 1

    É sempre preciso pessoas bem informada em todos os cargos, para ajudar a que se façam regras com sentido. Percebo que deva haver um limite de injeção na rede, nunca superior á potência contratada (até porque muitas vezes essa potência é limitada por questões de ligação física à rede). Os engenheiros electrotécnicos aqui do site que me contrariem mas se o sistema estiver corretamente instalado e configurado para injeção zero e ajustado à cablagem existente na habitação, não vejo mal em produzir, por exemplo, 12 kW de pico para meter a grande maioria numa bateria e consumir os ritmo normal da habitação quando não há sol. Mas isto sou eu...
    • hangas
    • 27 março 2026 editado

     # 2

    Colocado por: elfo106Não dava para começar a carregar carro com o que não consegue mandar para a bateria por estar limitado aos 100A?


    Dava, e foi o que acabei por forçar (mudando o perfil do V2C) para começar já a carregar com um valor minimo + excedente.
    Desta forma canalizo parte da corrente AC para o carro, e o PV charger já pode mandar tudo para a bateria.

    Podia fazer um automação no nodeRED do victron para detectar e fazer isso..

    Mas na verdade a solução está em passar o cabo da bateria para um de 70mm com fusível de 150A e retirar o limite.
      Screenshot 2026-03-27 at 14.08.32.png
  2.  # 3

    Por não ver a lógica, tenho o meu sistema 7.5kW + o que der se tiver bateria (uma agradável surpresa este aspecto), com injecção zero.

    Não concordo com limites estáticos de injecção...mas isso teria de ser reformulada toda a gestão da rede, em que a rede é que pedia e cortava a injecção do que precisava às horas que precisasse.

    A limitação de produção e injecção (para além do que o gestor da rede determinasse necessário para a rede), só devia ser capado pela ligação à rede e pela rede interna do imóvel.

    A minha casa está preparada para 60A monofásico e o pedido de ligação inicial/baixada foi esse. Não faz sentido ter de ter contratado 13.2kVa, para injectar metade, se fisicamente a ligação e instalações são as mesmas.....é "contra natura" ao investimento solar, em que a potência contratada (efectivamente para consumo), devia ser reduzida (nunca o fiz, mas mesmo no Inverno 3.45kVa chegavam e sobravam com gestão com a bateria) e nula grande parte do ano.

    Portanto, uma pessoa mete uma "central"...precisa pouco ou nada da rede...mas para injectar na rede, já tem de ter contratada uma potência enorme que não vai usar.....independentemente da instalação elétrica e respectiva ligação à rede estar certificada para o efeito.
    Não faz sentido, mas não sou eletricista, se calhar se no papel vem 6.9kVa, a minha instalação física de 13.2kVa fica diminuida!?!
    • hangas
    • 27 março 2026 editado

     # 4

    Colocado por: ALCLCFNão concordo com limites estáticos de injecção...mas isso teria de ser reformulada toda a gestão da rede, em que a rede é que pedia e cortava a injecção do que precisava às horas que precisasse.


    Isso não é tecnicamente possível. O contador não consegue cortar a injeção sem cortar o consumo.
    Nem a rede consegue dizer (de forma automatica) ao inversor quanto é que precisa. Nem nas barragens/centrais quando mais nos inversores residenciais.

    Os limites de injeção fazem pois sentido. O que não faz é passar ao consumidor o custo de instalação e manutenção de um equipamento para fiz estatísticos apenas. So serve para a DGEG poder fazer um relatorio a dizer (graças ao auto-consumo houve x MWh de energia produzidos e consumidor no local que nunca passaram pela rede - verdadeiro auto-consumo).
    E agora pergunta? E como é que eles vêm esse valor para a malta com potencia instalada < 4kW? Não vêm! Entra nos erros de arredondamento como valores marginais.


    Colocado por: ALCLCFPortanto, uma pessoa mete uma "central"...precisa pouco ou nada da rede...mas para injectar na rede, já tem de ter contratada uma potência enorme que não vai usar.


    Aqui estamos a misturar a produção com a injeção. Numa instalação de auto-consumo o objetivo primeiro é satisfazer o consumo local. A injeção é um efeito secundário. E do ponto de vista de gestão da rede é preciso saber com alguma precisão qual a capacidade disponível em cada momento, de toda a produção central e domesticas.

    Por isso faz sentido limitar a injeção.. o modelo Ingles por isso faz sentido. Na pratica diz.. até podes produzir 50Kw se quiseres e desde que não mandes para trás mais de 16A, não queremos saber. Porque se por um lado sabe-se que há essa produção fantasma, por outro também há perdas na rede.. e até certo ponto elas acabam por se equilibrar.

    Também ha outros fatores como a gestão de tensão a nivel do PT.
    Para conseguir injectar na rede o inversor tem que elevar a tensão no local, para que a corrente flua para o exterior. Essa subida é proporcional à potencia que se quer injetar. Se para injectar até 16A basta subir 4 ou 5v relativamente à rede, para injectar 10kW se calhar já é preciso subir 15 ou 20V, e se não houver cargas (ou pior outros vizinho a injectar tb) os inversores vão ter que cortar.
    Concordam com este comentário: Dias12
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  3.  # 5

    Colocado por: trivialpelo menos que deixassem injetar o mesmo que o contratado, já não era mau
    Contador extra.. nao se justifica se a potência for igual ou inferior a contratada


    A limitação não é relativa à potência contratada mas sim à potência certificada, caso contrário, se eu instalar um inversor de 7kW quanto tiver 10.35kVA e mais tarde mudar para uma potência inferior, que teria de fazer, mudar de inversor?
    Concordam com este comentário: hangas
  4.  # 6

    Colocado por: trivialContador extra.. nao se justifica se a potência for igual ou inferior a contratada


    O contador extra não é por motivos técnicos.
    Serve apenas para colher dados estatísticos para enviar para EU para relativamente às metas de redução de CO2, transição energética etc.
    Há varias formas de calcular esses dados, Portugal escolheu esta. ¯\_(ツ)_/¯
    Estas pessoas agradeceram este comentário: trivial
    • hangas
    • 27 março 2026 editado

     # 7

    Colocado por: NortenhoA limitação não é relativa à potência contratada mas sim à potência certificada, caso contrário, se eu instalar um inversor de 7kW quanto tiver 10.35kVA e mais tarde mudar para uma potência inferior, que teria de fazer, mudar de inversor?


    Mas na realidade o contador vai cortar caso se exceda em 20% a potencia configurada (que é a contratada). A formula é unica.
    Mas o limite de exportação pode estar desativado. Que deve ser o caso geral.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: Nortenho
      Screenshot 2026-03-27 at 15.43.59.png
    • zed
    • 27 março 2026

     # 8

    Colocado por: hangasIsso não é tecnicamente possível. O contador não consegue cortar a injeção sem cortar o consumo.
    Nem a rede consegue dizer (de forma automatica) ao inversor quanto é que precisa. Nem nas barragens/centrais quando mais nos inversores residenciais.


    Não só é possível como já esta implementado em alguns mercados.

    No estado de South Australia desde 2020 que os inversores obrigatoriamente suportam o desligar remoto em caso de necessidade, o que já aconteceu. E desde 2024 quem quer poder injectar mais do que 1,5 kW necessita de inversor que permite ao operador de rede controlar o limite de injecção remotamente, e aí pode injectar até 10 kW conforme a altura do dia.

    Cá também será assim, no seu devido tempo. Entretanto pode-se usar a informação para melhor gerir a rede. Não sei se o fazem realmente mas a qualquer momento poderão começar.

    Por outro lado, se não houvesse agora a instalação dos contadores totalizadores, assim que o quisessem fazer não conseguiam.
    Concordam com este comentário: hangas
  5.  # 9

    Colocado por: Celso1

    Eu tenho um Victron Múltiplus GX II 3000, com 3 baterias Weco 48V 5k3XP.
    Se fosse hoje, tinha instalado um inversor victron de 10.000W ou melhor ainda, 2 de 5000 para ter baterias nos 2. Metia 16KW em cada um.
    Provavelmente metia a opção de 2 porque depois a descarga estaria limitada á potência da bateria.
    Estas pessoas agradeceram este comentário:jorgemlflorencio

    O que pretende não é fácil de implementar.
    Pode associar 2, 3 ou mais inversores múltiplus ii 3000, trabalham em paralelo.

    Em relação às baterias pode juntar várias , e trabalham em paralelo.

    Agora ter dois sistemas na mesma casa a funcionar independentemente, não é possível, a não ser que sejam circuitos independentes.
    • hangas
    • 27 março 2026 editado

     # 10

    Colocado por: zedNão só é possível como já esta implementado em alguns mercados.


    Sim tenho conhecimento do caso Australiano (Norma AS/NZS4777.2), mas tem requisitos técnicos muito próprios que não estou a ver como possam ser aplicados nas redes Europeias. Lá é possível cortar a injeção sem cortar o consumo; por uma de duas formas; ligação ModBus ao contador para inversores que suportem a norma ou ligação dos pinos de emergency shutdown (que todos os inversores têm) a uma interface ModBus entre o inversor e o contador.

    Colocado por: zedPor outro lado, se não houvesse agora a instalação dos contadores totalizadores, assim que o quisessem fazer não conseguiam.

    Mas sim admito que por cá a solução possa passar pelos contadores totalizadores da UPAC possam fazer uso da função de corte remoto (apenas à UPAC e se os modelos aprovados todos tiverem essa função) mediante comando remoto. Deixando o contador principal activo.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: zed
    • argo
    • 27 março 2026

     # 11

    A melhor forma da Europa responder a guerras onde a energia é uma arma, é tornar o solar eficiente e não complicar com contadores e redes obsoletas.
    Os Trumpas, Aiatolás, Netanyahus e Putines que enfiem o barril no estreito.
    Concordam com este comentário: Dias12
  6.  # 12

    Concordo que se deve simplificar. Ainda ontem estava a ouvir não sei onde que Portugal é num país extremamente burocrático. No entanto, também não se deve permitir que seja uma bandalheira. Tem que haver regras, mas devem ser regras onde também haja bom senso. Essa do limite de 4kw caso contrário é preciso segundo contador e mais não sei o quê, veio de onde? Qual é o racional? Se hoje em dia a maioria (senão todos) os inversores de maior potência tem opção de injeção zero, era simplesmente ter uma regra em como a auto produção acima de xx kW não podia injetar na rede. Ponto. Mas não, alguém tem que mamar umas taxas, vender uma contadores, etc... Enfim 😤
    Concordam com este comentário: eu
    • eu
    • 27 março 2026

     # 13

    Colocado por: pcspinheiroera simplesmente ter uma regra em como a auto produção acima de xx kW não podia injetar na rede


    Simples e eficaz.
  7.  # 14

    Colocado por: euSimples e eficaz.


    Nem tanto ao mar nem tanto a terra. Continuo a insistir no modelo britânico ou alemão.
    Seja qual for a potência instalada só pode injectar até um limite fixo razoável.
    Um limite que permita o autoconsumo individual mas também que não inviabilize os projectos colectivos, bairros solares, etc.

    Deve ser possível por energia na rede numa UPAC, mas com um limite razoável fixo independentemente da capacidade de produção.

    Quem ultrapassar o limite pode ver o contador desarmar da mesma forma que o faz quando consome demais.

    Nos casos, legítimos, em que a UPAC tem também um fim comercial com potências mais elevadas, então aí sim é preciso haver outros controlos.
    • argo
    • 27 março 2026

     # 15

    Tal como há uma rede de PTs, nao poderia haver uma rede de baterias da rede? Para fazee efeito tampão. Ou uma gestão mais integrada dos sistemas fv/baterias privados?

    Pergunto isto com muita ignorância técnica sobre o assunto.
    • HFSF
    • 27 março 2026

     # 16

    Colocado por: hangasNem tanto ao mar nem tanto a terra. Continuo a insistir no modelo britânico ou alemão.
    Seja qual for a potência instalada só pode injectar até um limite fixo razoável.


    O problema é que no caso australiano 16A era impossível por exemplo. O cenário lá era mesmo que todas as casas tinham paineis e por isso era impossível colocar um limite fixo. Acredito que daqui a poucos anos o cenario seja o mesmo em Portugal.

    Na minha visão das coisas o 2º contador não serve de nada abaixo ou acima de 4kw.
    A E-Redes já tem acesso em realtime dos dados do consumo, em situações em seja ultrapassado o limite acordado com a operadora é cortar tudo, injeção e consumo.
    Digo limite de corrente, tensão maxima de injeção e tudo o que seja fora das normas para clientes BTN, isto porque normalmente não é a E-Redes que sofre mas sim os vizinhos.
    • HFSF
    • 27 março 2026

     # 17

    Colocado por: argoTal como há uma rede de PTs, nao poderia haver uma rede de baterias da rede? Para fazee efeito tampão. Ou uma gestão mais integrada dos sistemas fv/baterias privados?

    Pergunto isto com muita ignorância técnica sobre o assunto.


    Exemplo alemão: https://docs.evcc.io/en/docs/features/external-control

    Dá perfeitamente para o fazer, até usando a bateria/grandes consumidores dos clientes.
    Tem é de haver boas contrapartidas para as pessoas aderirem.
    Estas pessoas agradeceram este comentário: argo
  8.  # 18

    Portanto, para resumir, a solução é ou comprar um inversor de 3.6 kW, de preferência que tenha maior potência na saída de carga das baterias e sobredimensionar um pouco os painéis (tipo 6 kW), já que são o mais barato no sistema (ex, o Deye de 3.6 kW parece poder carregar a bateria a 90A, ou perto de 4.5 kw), ou meter um inversor mais potente e gramar toda a burocracia e custo extra? Mesmo que não avance imediatamente com bateria, + painéis e substituição do inversor por um híbrido com backup estão no futuro próximo. Só tenho pena de morar num prédio, complica bastante a instalação diy (embora os primeiros 2x270W tenha sido eu sozinho porque tenho acesso ao telhado por janelas de sótão, o telhado é relativamente plano e tem muros à volta). Mas pelo que percebo, é agora obrigatório um eletricista certificado "assinar" a instalação, certo?
  9.  # 19

    Mas continuo sem perceber se a ideia é só e apenas autoconsumo, um autoconsumo com limite de injecção "porque é autoconsumo", ou no contexto actual que toda a gente se queixa de preços, cada um vender o que tem e a rede precisa alavancando o solar sem ocupação extra de terrenos, dentro ou perto dos locais de consumo (tenho a minha mini unidade industrial a 260m de casa, dentro do mesmo PT; tenho uma serralharia a 200m, oficina a 50m, estaleiro a 150m, um mini data center a 270m (vizinho)...meros exemplos)?!

    A função do Estado é só uma, regular, facilitar e criar condições para actividades que são positivas para todos.
  10.  # 20

    Colocado por: ALCLCFA função do Estado é só uma, regular, facilitar e criar condições para actividades que são positivas para todos.


    😂
 
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